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22 Fevereiro de 2012 - Quarta Feira

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Clóvis de Oliveira

Clóvis de Oliveira

Clóvis de Oliveira, 50, é jornalista. Iniciou atividades em 1976, pela Rádio Clube de Dourados, integrou a equipe de redação dos jornais O Progresso, Panorama, Enfoque, Folha de Dourados e Diário do Povo. É sócio-fundador do jornal Douradosnews. Atua em assessorias política e empresarial desde 1990.

URL do website: http://www.douranews.com.br/blog-do-clovis E-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Qua, 22 de Fevereiro de 2012 14:05

Carnaval entre as mudanças estruturantes

Apesar de alguns críticos, considerados os “de sempre”, o Carnaval de Dourados foi marcado pelo sucesso, primeiramente de organização, depois de segurança e, essencialmente, pelas condições oferecidas aos foliões de poder participar de uma festa com milhares de pessoas, e sem os medos de sempre.

Essa é uma das características da atual Administração, quando se fala em projetos estruturantes colocados em prática para transformar a mentalidade, a cultura e, sobretudo, impulsionar o desenvolvimento de forma planejada e sintonizada com esse novo tempo.

Da mesma forma, é possível perceber a marca futurista da administração quando ataca de frente as questões do trânsito, removendo rotatórias e calçadões e já anunciando que vem mais enfrentamentos por aí: as avenidas Weimar Torres e Joaquim Teixeira Alves não perdem por esperar!

Se as festa do Peixe e Junina no ano passado, além da Celebração do Natal foram embriões para o sucesso da organização do Dourados Folia, é de se esperar o mesmo ritmo para as comemorações deste ano, e acreditar que, no conjunto com outras iniciativas em áreas igualmente prioritárias, como as da Saúde, Educação, Infraestrutura e demais setores, estamos caminhando de verdade para um futuro de certezas.

Sex, 17 de Fevereiro de 2012 09:10

Um carnaval com cristo, e o outro...

A semana termina em ritmo de Carnaval. E o País ainda não começou a “andar”, oficialmente. Sob as críticas de alguns e a expectativa de outros, duas festas distintas de carnaval começam no sábado (18) e tomam conta do feriado prolongado até terça-feira (21).

No espaço do estádio Douradão, a Prefeitura organiza o “Dourados Folia”, reunindo atrações nacionais e atrativos locais para entreter a população. No ginásio Ulysses Guimarães, a Igreja realiza o “Carnaval com cristo”. A diferença entre um e outro é pouca.

Exceto o fato de priorizar a presença de “Cristo”, os dois carnavais consistem em formas semelhantes de reunir pessoas e celebrar esse feriadão, primando pela segurança, com paz e tranquilidade entre os “foliões” de um e de outro ambiente.

As opções estão colocadas, e ainda ouso acrescentar, como sugestão de manter o “Cristo” presente nas duas festas, que os foliões do Douradão passem primeiramente pelo ginásio, recebem as bênçãos do calor eminentemente religioso do evento, e depois desfrutem a noite cultural, no melhor estilo família que se propõe para acontecimentos dessa natureza.

A morte do jornalista Paulo Rocaro, aos 51 anos de idade, abatido por tiros de pistola depois de mais de trinta anos de profissão, remete-nos à necessidade de refletir sobre o papel que estamos, cada um de nós, a desempenhar nesse contexto.

Uns mais, outros menos, cada profissional, independente da área de atuação, deve ter compromisso com a cidadania, a responsabilidade social, e, essencialmente, com os aspectos históricos que cercam o cotidiano.

Por isso mesmo, soa preocupante o tom da primeira entrevista, na data em que está prestes a assumir o comando do CID (Clube de Imprensa de Dourados), do novo presidente da entidade: “o que buscamos com essa nova diretoria é esquecer o passado”.

Passado, aliás, que foi construído a partir de iniciativas dos jornalistas Theodorico Viegas, Jorge Antonio Salomão, Adiles Torres, Antonio Tonnani, Cícero Faria, Antônio Viegas, José Henrique Marques, João Carlos Torraca Brandão, Fábio Dorta, Luis Carlos Luciano, Antônio Coca, Osmar Santos, entre outros que dedicaram parte do tempo ao CID.

Entender o passado também é importante para a compreensão do presente.

A Polícia Indígena já se revelou inapta, porque o entendimento entre os próprios caciques e capitães da Reserva é que esse tipo de aparato só servia para acirrar os ânimos entre grupos de amigos e rivais pelas ruelas das aldeias Jaguapiru e Bororó na madrugada de Dourados.

Então, já que o negócio é permitir a convivência “democrática” entre os diferentes grupos, sob os olhares distantes, e igualmente desatentos, dos homens da Polícia Nacional [se alguém falar que esse grupamento é mandado pela Polícia Federal a situação piora bastante!], o uso do facão após as rodadas de cachaça tem aumentado e muito.

Nos últimos dias, vários casos envolvendo indígenas, de todas as idades, ocupam o noticiário policial. Os adolescentes, quando recolhidos à Unei, confirmam. Eles perdem o juízo, mais ainda, depois de ingerir a ‘marvada’ e o resultado é facãozada pra todo lado.

Pra completar, a Polícia Militar também confirma que cresceu muito o furto de motocicletas na cidade e que o destino desses veículos tem sido as casas da Reserva Indígena. E mais, as motos são usadas para a distribuição de mercadorias, à domicílio, no lucrativo e “promissor” comércio de cocaína e crack incorporado à cultura dos guarani e caiuá do Município.

O dilema está posto. A solução seria abolir os facões ou enfrentar o crack? Ou deixar como está pra ver como é que fica...

No mínimo tinhosa, pra não usar termos mais ousados, a negativa do governo cubano em autorizar a viagem da blogueira Yoani Sánchez que viria participar, na Bahia, de um evento sobre o lançamento de documentário contando os contratempos democráticos que ela vive no País.

Nunca é demais lembrar que outros nomes bem mais expressivos da história política da ilha, como o mitológico Ernesto “Chê” Guevara e o ex-primeiro amigo dele, o dirigente cubano Fidel Castro, já estiveram no Brasil e foram recebidos com honras. Yoani Sánchez nem queria isso tudo, ela só pretendia “falar” um pouquinho do pouco que consegue saber do quase-fechado regime que perdura na América Central.

Aliás, são apenas hipócritas algumas reações que poderosos de plantão tentam impor quando se trata de preservar informações ditas “de Governo”, ou seja, assuntos que não pretendem que sejam exteriorizados e que primeiro devem ser filtrados para se tornarem oficiais. É julgar, e mal, a inteligência popular.

Seg, 30 de Janeiro de 2012 14:05

Foi-se Elis, entra e sai churros... É o fim!

No mês em que se reverencia 30 anos sem Elis Regina, um dos mitos sagrados da boa música popular brasileira, eis que surge a dupla Cacio & Marcos e toda a “poesia” de Carro de Churros, mais novo sucesso da vergonhosa decadência da produção intelectual brasileira.

Bem a propósito comparada pelo site de humor Kibeloko como uma espécie de Latino e Lacraia, fico imaginando o que estaria por trás de tanta baixaria. E o pior é que já ouço em algumas emissoras de rádio de Dourados esse “hit” que a exemplo de outras porcarias deve tomar conta de várias repúblicas e calçadas de bares no quente carnaval brasileiro que se aproxima.

Por essas e outras, bem podemos começar a pensar nas profecias que revelam a chegada do Fim para 2012. Antes de qualquer filosofia fim-do-mundista, essa musiquinha aí é o começo do fim das nossas esperanças em ver renascer Rauls, Tim Maias, Gonzaguinhas e Gonzagões, Tonicos e Tinocos, entre outras personalidades da boa e rica canção nacional.

Porém, como o blog é democrático e o blogueiro sabe da curiosidade do brasileiro, experimenta ouvir aí e depois me conta se não é pelo menos lastimável o grau a que chegamos

Ter, 24 de Janeiro de 2012 09:24

E se os policiais tivessem matado os bandidos?

A perseguição aos ladrões que tentavam passar com a caminhonete de um empresário de Dourados para a fronteira do Brasil com o Paraguai, na noite de segunda-feira (23), levantou uma preocupação, sobretudo dos jornalistas que cobrem o setor policial, quanto ao comportamento da PM no caso.

A operação policial foi rápida, em menos de 40 minutos os dois assaltantes estavam mortos. É bem verdade que o carro do empresário também estava destruído, pela irresponsabilidade da ação criminosa [alguém já ouviu dizer que praticar crimes é ação responsável?], que custou a vida dos dois homens que optaram por essa forma de “trabalho” com ganhos “imediatos”.

Na pressa, os ladrões teriam buscado formas práticas de tentar passar com a caminhonete, mas não contavam com o cerco policial, e nem com o barranco à frente em uma das curvas da rodovia que dá acesso ao município de Laguna Carapã. A primeira notícia de alguns eletrônicos, inclusive, foi a de que os marginais teriam sido mortos após troca de tiros com a polícia. Em seguida, confirmado o “suicídio”, veio a repetida e insistente explicação: não há marcas de tiros que tenham sido desferidos pelos PMs contra os bandidos.

E se houvesse? E se os bandidos tivessem realmente sido mortos durante o confronto com a PM?

O artigo 5º. da Constituição do Brasil diz que é dever do Estado assegurar os direitos fundamentais do cidadão. Nesse caso não seria uma pessoa atirando contra outra, e sim o Estado partindo em defesa de um dos direitos chamados fundamentais. Nesse caso, ainda mais, do direito de propriedade do cidadão que trabalhou para comprar a caminhonete.

A poderosa Swat de Los Angeles, a tropa de elite americana, tem permissão, na maioria dos casos, para atirar para matar o sequestrador caso ele não se entregue em menos de duas horas, embora existam algumas exceções em que as negociações se prolongam por várias horas.

O Brasil, porém, tem um “agravante”. Aqui, os Direitos Humanos vigiam de perto a ação das instituições e policial que mata bandido acaba na ‘lista negra’ da sociedade.

Quando uma pessoa está emocionalmente abalada, ou mesmo fora de si por quaisquer que sejam as circunstâncias, costuma-se dizer que está ‘com o diabo no corpo’. A ajuda do álcool em alguns casos pode até se transformar em um álibi para a pessoa justificar determinadas atitudes adotadas nessa condição.

O episódio protagonizado pelo jovem Marcos Azevedo, morador em um sítio na região de Itaporã, na sexta-feira (20), mostrou que algumas atitudes, movidas pelo álcool, ou não, são mais do que injustificáveis.

Marcos, de 20 anos de idade, matou a mulher, Fernanda, de 17, e ainda os dois filhos, um de menos de três anos e o outro, de pouco mais de oito meses, utilizando-se de três facas de cozinha, com as quais desferiu mais de 90 golpes, extirpando a família inteira.

O sujeito, que agora também conseguiu acabar com a própria vida, resumiu toda a chacina no fato de estar embriagado. Prometeu que vai procurar beber menos daqui pra frente.

Que Deus o proteja, “capeta Marcos”!

Ter, 17 de Janeiro de 2012 08:39

Falta mais gente no “caso Detran”

17 presos, 14 com pedido de prisão preventiva solicitado pela delegada Aline Lopes, a corregedora do Detran encarregada de conduzir a “devassa” que se espera seja feita em mais um organismo público, desses que são custeados pelos impostos do povo. O detalhe são os outros três, que tiveram prisão temporária expedida na sexta-feira (13) e que devem deixar a cadeia de hoje pra amanhã.

Quem sabe com esses três em liberdade, a Polícia possa perguntar-lhes, ao pé do ouvido, sem a tal pressão que muitos julgam que exista para caracterizar uma cadeia, quem verdadeiramente estaria por trás de tudo isso, no comando da operação fraudulenta que, a exemplo de tantos outros golpes contra o dinheiro público, vinha enriquecendo alguns poucos.

A Polícia espera, por exemplo, que pelo menos um dos envolvidos explique como era possível realizar tantos exames ao mesmo tempo, muitas vezes em um mesmo pretendente à CNH, apenas trocando de nome na hora de se apresentar ao examinador. E o revezamento entre quem expedia o atestado de “aptidão”, mesmo que fosse “carimbado” quem iria ficar com a grana, alguém pode explicar?

É bom que os espertinhos fiquem sabendo que para se chegar aos presos, a Polícia gravou horas de conversa, incluindo “gente boa” que aparece inclusive cobrando a parte combinada no acordo. Por essas e outras, é possível afirmar que o peixe grande ainda não caiu na rede. O cidadão espera que esse caso não termine em pizza (ou seria sashimi?)

O momento é mais do que apropriado. As redações estão “em dificuldades” porque boa parte das chamadas fontes de informação encontram-se em recesso, uns viajando em férias e outros simplesmente “fora-do-ar”, justamente para não se transformarem em notícia antes do tempo necessário.

É aqui que entram os (nem tão) bem pagos assessores dos escritórios políticos, dos pretendentes a um cargo público e mesmo aqueles que, já estando ocupando algum cargo, almejam outro mais relacionado com a situação que inicia-se em 2012: ano de eleições para prefeitos e vereadores em todo o Brasil.

Por isso, é comum que as caixas de correios eletrônicos passem a ser preenchidas por esse tipo de ‘lixo’ pré-eleitoral, utilizando aqui apenas o linguajar comum dado a um tipo de postagem via-emails, e não querendo pré-julgar o conteúdo do trabalho jornalístico dos coleguinhas.

Nessa hora, é mais do que necessária e fundamental a função do Editor de Conteúdo. Uma das categorias do Jornalismo, é o editor quem tem a responsabilidade de fazer a triagem do material produzido pelos redatores e quem também deveria ter a última palavra no fechamento da edição. No caso dos eletrônicos, é quem filtra, digamos assim, o que vai para as telas da internet.

Certos, ou não, os pré-candidatos usam muito bem desse momento de estiagem de notícias. Cabe aos editores a pré-seleção do que deve ser visto como notícia, de acordo com o interesse social e a função, respeitando-se as conveniências inerentes aos veículos que representam e, principalmente, ao público a quem oferecem esse tipo de serviço informativo.

 

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