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Manoel Afonso

Manoel Afonso

MOTIVOS: Pensei, conversei com amigos para abordar esse tema. Ele começa exatamente com a pergunta: “Quais os motivos que levariam o cidadão a ingressar na política aqui no Brasil?” Uma pergunta banal à primeira vista, mas, interessante e que enseja uma abordagem prática, simples, sem questionamentos sociológicos e, acima de tudo, objetiva como gosta meu leitor de muitos anos. Aliás, não há mais tempo para obras literárias no jornalismo atual. Tudo vapt vupt!

VAIDADE: Já disse na edição anterior que ela seria irmã gêmea do poder. Ela está quase sempre presente – mesmo camuflada, às vezes por um falso sentimento de patriotismo ou de amor à causa pública. A vaidade é esperta, consegue se inserir nos mais diferentes contextos. O empresário abastado, mas pouco reconhecido publicamente na comunidade, se sente às vezes tocado pela necessidade de algo mais que o dinheiro no caixa. Outro caso é do profissional reconhecido pela sua capacidade no trabalho e que contaminado pela vaidade resolve abraçar uma candidatura política. Ele não consegue separar as duas coisas.

INDIGNAÇÃO: Cada vez mais raro esse tipo de motivação, principalmente devido aos escândalos envolvendo administradores públicos e agentes políticos. Lembra o patriotismo. Ocorre quando há uma situação insustentável ou grave ameaça de desastre político-administrativo e alguém resolve ingressar na política com a visível intenção de mudanças para melhor. O caso do empresário Antonio Ermírio de Moraes, então presidente do poderoso Grupo Votorantim que em 1986 filiou-se ao PTB para liderar um movimento contra a candidatura de Orestes Quércia (MDB) ao Governo de São Paulo. Independentemente do resultado das urnas, sua postura caracterizou-se pelo sentimento de indignação face aos desmandos denunciados contra o ex-governador Paulo Maluf e Cia.

OPORTUNISMO: Ocorre sobretudo na política interiorana de todas regiões do imenso Brasil. Onde há um ambiente de descrença que gera desinteresse pela vida pública partidária, abre-se janela de oportunidade para quem apenas estava à espreita do quadro local, sem participação direta, mas sem apresentar desgastes. Às vezes – mesmo sem ter identidade com esse ou aquele grupo político – mas diante das perspectivas que se abrem ele acaba aceitando e até vencendo – mais em função das circunstancias e fatos que lhe favoreçam do que por méritos próprios. Casos de funcionários públicos, dentistas, advogados, médicos, comunicadores, engenheiros e comerciantes principalmente. Como se diz na política: ele estava no lugar certo na hora certa.

PROFISSÃO: O homem é um animal político, mas nem todos conseguem se nivelar por cima. Alguns deles estão dispostos a tudo para conseguir o poder e vão galgando os degraus custe o que custar. Impressionante a garra, a obsessão deles. Tenho visto exemplos deles por aí: desde cedo conseguem oportunidade de politicar através de maneiras ou mecanismos diversos. É o funcionário com postura diferenciada que atrai a simpatia da clientela, do funcionário público prestativo ou do simples morador que se destaca como bom vizinho para depois se tornar líder do bairro e vereador por exemplo. O Congresso nacional – até a legislatura passada – tinha em seu bojo dezenas de ‘exemplares’ desta espécie que dedicaram toda a vida à política, incorporando-a inclusive a sua própria personalidade. Quando perderam o poder murcharam como as plantas arrancadas do canteiro. Político sem mandato lembra barata tonta.

TUDO AZUL! A figura do vice em cargos executivos em todos os níveis tem gerado abordagens de todos os tipos na imprensa. A melhor definição seria de que a figura do vice deva ser a mais discreta possível, evitando atritos e desgastes. Posto isso lembro de Adriane Lopes (PEN) – vice-prefeita da nossa capital - inicialmente vista como candidata surpresa na chapa de Marcos Trad (PSD) e que até aqui vem tendo comportamento exemplar. Não avança o sinal com atos e nem com palavras. Perspectivas de vida longa na política.

EXAURIDO O Estado em si como modelo paternalista de gestão exauriu. Todos da sociedade querem de algum modo mamar nas tetas da maquina pública em todos os níveis. O sonho continua aquele: ser ‘empregado do Governo’ para garantir vantagens ao longo da carreira e aposentadoria razoável. Mas como diz o caipira: “não tem mais de onde tirar leite – a teta secou”. Todo santo dia vejo as reivindicações de funcionários baseadas em leis também paternalistas. É funcionário reivindicando seu quinquênio, de promoção por merecimento, bravura e outras tantas motivações. Outro desafio: acabar com a farra da tal cessão onerosa de funcionários de um poder para outro. Há muita gente fora da função original, como professores fora da sala de aula.

VAI QUEBRAR! É uma simples afirmação com base nos números da economia local, regional e nacional. Como garantir tantas benesses e generosidades aos funcionários? Quando os legisladores criam leis dando direito aos funcionários, eles estão apenas olhando o lado eleitoral. Querem os votos dos beneficiados. Temos o clássico exemplo do 13º salário instituído demagogicamente lá atrás para agradar o eleitorado. Agora a máquina pública e nem o pessoal da iniciativa privada aguentam arcar com mais essa despesa numa época de tantos encargos fiscais. Mas, se alguém propor a sua extinção será executado em praça pública.

TEMPOS ESTRANHOS Quem (STF) deveria garantir a liberdade de expressão acaba censurando-a. Aplausos ao deputado João Henrique (PR) por criticar na tribuna da Assembleia Legislativa a decisão do ministro Alexandre de Morais (STF) de censurar a reportagem “O amigo de meu pai” publicada na revista Crusoé. Ele lembrou que a liberdade de expressão é pilar da democracia como mostra a história moderna. A sua iniciativa ganhou o apoio dos seus colegas Gerson Claro (PP), professor Rinaldo (PSDB) e Pedro Kemp (PT). Enquanto isso, nenhuma palavra da OAB-MS sobre o episódio. “Liberdade... abra as asas sobre nós”.

PERNA QUEBRADA As eleições de 2018 acabaram com o cacife financeiro de muitos partidos que elegeram pouca gente. Muitos deles eram e continuaram sendo nanicos que apenas serviam de arma terceirizada para as siglas maiores. Aliás, a tendência é que com o tempo eles acabem desaparecendo. Deveremos ficar no máximo com 15 partidos; convenhamos já seria de bom tamanho. Além da clausula de barreira que impedirá o acesso ao rádio e televisão, 14 partidos ficarão sem financiamento público em suas campanhas. São eles: Rede, Patriota, PHS, DC, PC do B, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PSTU, PTC.

FELIZARDOS Dos 35 partidos, são essas as 21 agremiações que vão ter direito a fatia do bolo de – pasmem! - R$ 927.750.560,00 que o glorioso Congresso Nacional tratou de reservar com bastante antecedência. São eles: PSL – 12,81%; PT - 11,32%; PSDB - 6,60%; PSD – 6,43%; PP – 6,12%; PSB – 6,02%; MDB – 6,08; PR – 5,84; PRB – 5,58%; DEM – 5,12%; PDT – 5,08. Vale recordar que alguns partidos estão se adequando com seus diretórios, inclusive. Aqui em Campo Grande temos dois exemplos bem visíveis: do PT com problemas de caixa e o MDB que dispensou inclusive vários funcionários diante dos resultados das últimas eleições. Eu pergunto: será que tanta pompa se justificava diante do nosso cenário econômico? Menos, please!

OLHAR JURÍDICO Integrante do seleto grupo de 10 parlamentares que se dedicam ao estudo das propostas anti-crime do Ministério da Justiça, o deputado Fabio Trad (PSD) ganha espaço e elogios dos colegas e especialistas na área. Sua exposição após o encontro do grupo com o ministro da Justiça, Sergio Moro mostrou intimidade com a matéria e vem de encontro com os anseios da opinião pública e as necessidades tão visíveis. Também como advogado posso dizer que ele vem pautando pelo equilíbrio no trato desta questão tão delicada que exige conhecimento, firmeza e acima de tudo sensibilidade.

REDES SOCIAIS Quem não aderir ao novo instrumento de comunicação ficará na saudade. Em sintonia com a realidade o PRB (Partido Republicano Brasileiro) já possui seu sistema de plataformas: 6.266 seguidores no Instagram, 4.139 no Twiter e 10.468 no facebook. No papo com o deputado estadual Antonio Vaz (PRB) e o vereador e presidente do diretório estadual Gilmar da Cruz percebi a estratégia de aumentar a bancada de vereadores na capital (hoje são 2) e do interior (14). Para evitar problemas jurídicos o partido agiliza a formatação dos diretórios municipais em substituição às comissões provisões. É a luta pelo espaço.

VERGONHA! Esse tem sido o principal motivo que leva os homens públicos ao suicídio. Aqui essa pratica é rara por motivos óbvios. O ex-presidente Getúlio Vargas (em 1954) e o ex-reitor da Universidade de Santa Catarina Luiz C. Cancelier (2016) preso por acusação de corrupção. Ficou famoso o caso de Budd Dwyer, governador da Pensilvânia (USA) em 1987 que cometeu suicídio frente as câmeras de TV antes da sentença final por corrupção e o episódio do ministro Toshikasu Matsuoka, da Pesca do Japão (2007) que se enforcou pela acusação da mesma pratica. Agora é vez do ex-presidente peruano Alan Garcia por envolvimento nas falcatruas da empreiteira Odebrecht. Imagine se todos os envolvidos na ‘Lava Jato’ tivessem a tempera de Garcia” Faltariam balas! Sem políticos ‘samurais’, jamais teremos o ‘Haraquiri’.

O RELÓGIO não para! Termina no dia 28 de junho próximo o prazo para os partidos em âmbito municipal e estadual formalizarem seus diretórios permanentes. A resolução do TSE de 2018 vale para todos os partidos. Quem dormir de touca e não cumprir com as exigências estará impedido de lançar candidatos à prefeito e vereador nas eleições de 2020. Tem um aspecto interessante: até aqui os partidos faziam o que bem entendiam com as comissões provisórias dos partidos nos municípios e estados. Era comum às vésperas de lançamento de candidaturas nos pleitos municipais os dirigentes negociarem destituindo toda a comissão provisória e nomeando outras pessoas estranhas ao partido e ao ambiente político da cidade. Enfim, acabou o ciclo das maldades partidárias.

SEM ILUSÕES Não custa pedir, mas para especialistas, não deve ter futuro a Proposta de Emenda a Constituição apresentada pelo deputado Peninha (MDB-PR) prorrogando o atual mandato de prefeitos e vereadores para 2022. Para o deputado Fabio Trad (PSD) ela seria inconstitucional por agredir o princípio republicano que prevê eleições periódicas no art. 60, parágrafo 4º, inciso II da Carta Magna, onde fica estabelecido mandato de 4 anos. Impera a velha máxima de que não se pode mudar as regras no meio do jogo, sob pena de se atentar contra o princípio democrático e a segurança jurídica.

DEPUTADOS e suas ações na Assembleia Legislativa: Deputado João Henrique (PR): Projeto dispondo sobre a proteção de dados pessoais dos consumidores e Projeto que altera a redação do art. 55 da Constituição Estadual. Deputado Jamilson Name (PDT): Projeto incluindo no Calendário Oficial de Eventos do Estado o Dia do Esporte Amador e o Projeto instituindo o Dia Estadual da Família na Escola. Deputado Marçal Filho (PSDB): Projeto incluindo Educação Financeira nos currículos escolares da rede estadual e o Projeto restringindo porte de armas aos ‘violentos domésticos’. Deputado José Carlos Barbosa (DEM): projeto pedindo maior divulgação da tarifa social de energia elétrica e na tribuna falou da sua lei, sancionada, que obriga o hospital a informar sobre a reconstrução da mama pelo SUS. Deputado Lucas de Lima (SD): apresentou proposição pedindo ao Governo Estadual a nomeação de mais médicos especialistas para atendimento em Dourados. Deputado Capitão Contar (PSL): fez a entrega de medalhas da ‘Comenda Guararapes’ a 4 personalidades militares na Sessão Solene que ele presidiu (por deferência do deputado Paulo Correia (PSDB) em homenagem ao Exército Brasileiro. Deputado Gerson Claro (PP): apresentou proposição no sentido de que o Tribunal de Contas autorize o Governo Estadual a prorrogar a data (vencida dia 15 último) para adesão do contribuinte ao programa Refis.

NA INTERNET: ‘Onde está a petezeda exigindo retratação do STF?”

Comentário

A HISTÓRIA da humanidade mostra a proximidade entre o poder e o dinheiro. Do rei Salomão passando por Nicolau II da Rússia por exemplo. Mas há quem se aproveita da relação com o poder para levar vantagens. Lá atrás a Mercedes Benz, a Hugo F.Boss, a Bayer e Basf cresceram na sombra de Hitler; de carros, uniformes de exercito e gás para matar judeus em campos de concentração. Nos ‘States’ a família Rockefeller também soube tirar vantagens do poder durante décadas.

NO BRASIL essa relação também é antiga com a política abrigando personagens interessantes em certas épocas. O banqueiro (Banco Nacional) Magalhães Pinto não resistiu aos encantos do poder e acabou governador de Minas Gerais. Para observadores, os prejuízos da aventura teriam sido maiores do que os lucros. Outro banqueiro político foi José Andrade Vieira (Bamerindus) que acabou sem o banco e poder. Aqui o Banco Financial foi sacrificado no embate interno da Família Coelho polarizado entre Italívio e Lúdio Coelho.

ORESTES QUERCIA foi um personagem que lucrou com a política e suas relações. Locutor de rádio em Campinas passou pelo Senado e chegou ao Governo Paulista amealhando uma fortuna fantástica objeto de discórdia de seus herdeiros. Na época teria havido um acordo com o regime militar que ameaçava investigar e confiscar seus bens de origem discutível. Já nos dias atuais as empreiteiras – como mostrou a Operação Lava Jato – são as grandes parceiras do poder através de propinas como revelou o veterano empresário Emílio Odebrechet e outros processados e presos.

SUCE$$O e desastre ocorrem em todos os recantos, inclusive perto de nós. Exemplos não faltam, mas devido aos riscos de responder judicialmente, omite-se os nomes dos personagens. No interior do Estado o sonho do poder turbinado pela vaidade fez ricos ficarem pobres envolvendo venda de fazendas, agiotagem, vacas arrendadas, dívidas impagáveis e famílias desfeitas. Na capital, uma minoria se deu bem através de esquemas juridicamente legais com empresas de fachada. Como o país virou uma lavanderia, esse dinheiro acaba legalizado um dia.

CREDIBILIDADE Já foi o tempo em que uma notícia do Jornal Nacional era palavra de ordem para o país inteiro. Essa constatação se aplica também as pesquisas do IBOPE e do DataFolha que acabavam influenciando – por razões diversas – na decisão de grande parte do eleitorado. Conta o deputado Marçal Filho (PSDB) que mais de 400 ouvintes de sua emissora – consultados – sobre os números do DataFolha relativos ao desempenho do Governo Bolsonaro – a grande maioria colocou em dúvida a veracidade dos números. Não há mais ingênuos.

NOVATOS O entusiasmo e o preparo são visíveis na postura dos deputados estaduais estreantes. Essa oxigenação está revitalizando a Casa de Leis e de algum modo acaba até influenciando os parlamentares veteranos na participação de comissões, solenidades e eventos de cunho oficial. Lembra a chegada de novos craques que acordam os antigos que começam a se preocupar com seus espaços no time. Confira algumas propostas e perfis dos estreantes:

ANTÔNIO VAZ (PRB) Sempre em contacto com as lideranças dos bairros e do interior que o apoiaram na candidatura. Agradável no relacionamento e objetivo nas suas proposições. Em seu gabinete transitam pessoas de todos os extratos sociais. Integra as Comissões de Saúde; do Trabalho Cidadania e Direitos Humanos; da Defesa dos Direitos do Consumidor. Suas propostas e pronunciamentos estão voltadas ao bem estar da família, educação, incentivo ao esporte e a saúde das pessoas. Recentemente homenageou na Assembleia Legislativa atletas amadores vencedores. No início do mandato esteve na Santa Casa da capital onde constatou os avanços e necessidades daquele nosocômio. Portanto, sua visão é eminentemente social.

MARÇAL FILHO (PSDB) Propôs o desconto no pagamento do IPVA ao motorista que não cometer infração no ano anterior; protestou pedindo a suspensão do aumento da tarifa de energia elétrica: cobrou a duplicação da BR-163; criou a Frente de Prevenção do Acidente do Trabalho; solicitou a campanha permanente de Educação no Trânsito em todo o Estado; participa como membro titular da Comissão de Constituição Justiça e Redação; pediu a reforma do teatro municipal de Dourados, além de ocupar a tribuna para abordagem de temas diversos.

LUCAS DE LIMA (SD) Preparando projeto sobre a implementação da coleta de sangue pelo Hemosul fora das instalações da unidade. Preside a Comissão de Meio Ambiente. Autor do projeto reservando vagas nas creches aos filhos de mães vítimas de violência doméstica.Projeto em parceria com o deputado Gerson Claro (PP) propõe desconto no valor de IPVA ao veículo convertido para o uso do Gás Nacional Veicular; Participou da vistoria das barragens das Siderurgicas de Corumbá. Integra várias comissões, dentre elas Saúde, Finanças e Orçamento. Propôs a criação da Frente Parlamentar para Salvação e Conservação dos rios de Bonito, atendendo aos reclamos daquela região.

CAPITÃO CONTAR (PSL) Propôs a criação da Frente de Combate a Corrupção e pela Transparência da Gestão Pública; sugeriu duas emendas importantes no Projeto Governamental do Plano de Demissão Voluntária (PDV); integra a Comissão de Segurança Pública e Defesa Pessoal, Comissão de Agricultura, Pecuária e Política Rural, Frente Parlamentar do Cooperativismo; participou da audiência pública sobre o ‘Cota Zero’ atinente a pesca em nossos rios; participou das solenidades de homenagem aos atletas e incentivados do esporte na Assembleia Legislativa e tem usado da palavra na tribuna na falar de assuntos de naipes diferentes.

EVANDER VENDRAMINI (PP) Lidera movimento pela fiscalização das barragens em Corumbá; cobra informações e providencias da Agencia Nacional de Mineração; participa da Frente Parlamentar do Cooperativismo, é autor de projeto proibindo empréstimos aos aposentados e propõe a consolidação e atualização das leis aprovadas no parlamento estadual através de comissão vinculada a CCJR e tem questionado o Governo sobre os dados atuais do Programa de Avanço da Pecuária no Estado. Sua experiência na vereança de Corumbá somada à formação da advocacia resultam num parlamentar preparado.

JAMILSON NAIME (PDT) Segue a tradição familiar e é sensível as questões sociais da capital; do atendimento médico aos moradores de ruas. Pediu desativação de radares, maior proteção aos ciclistas da capital, atendimento em libras nas UPAs, mais segurança nas escolas, nomeação de médico legista para Bela Vista, reforma da Ponte do Taboco em Corguinho e reparos urgentes na rodovia MS 217 entre Coxim e Alcinópolis; requereu ao Detran aumento da frota de veículos para exames de habilitação para candidatos especiais. Outro olhar do parlamentar é para os esportes e chegou a comandar uma sessão solene para homenagear atletas e os incentivadores dos esportes. O estilo do deputado é simples e de fácil comunicação, sendo que participa de várias comissões e de frentes parlamentares.

NENO RAZUK (PTB) Outro parlamentar que carrega a tradição familiar no sangue. Seu pai foi deputado estadual e sua mãe é prefeita de Dourados. Ele parece à vontade, familiarizado com esse tipo de ambiente. Integra a Comissão de Serviço Público, Obras e Transporte; do Controle e Eficácia Administrativa; do Desenvolvimento Agrário; e da Comissão de Assistência Social e Seguridade Social. Seu mandato está voltado às causas das minorias sociais como se percebe do teor de seus projetos e manifestações na tribuna. Vem recebendo as visitas de correligionários da capital e interior, notadamente de Dourados e cidades em seu entorno. Percebe-se nele muita motivação no exercício do mandato. Isso é bom.

GERSON CLARO (PP) A experiência como diretor geral da Associação dos Prefeitos de Mato Grosso do Sul, sua formação profissional como advogado, além da militância política em Sidrolândia (MS) formatam um parlamentar tranquilo no ambiente da Assembleia Legislativa. Tem se dedicado à Comissão de Constituição Justiça e Redação (membro permanente) e várias frentes parlamentares da Casa. É parceiro do deputado Lucas Lima na proposição de projeto que concede descontos no pagamento de IPVA relativos aos veículos objetos de adaptação do sistema tradicional de combustível para o uso do Gás Nacional Veicular. Interiorano, vem atendendo dezenas de vereadores e prefeitos que buscam melhorias para seus municípios, percorrendo com eles as secretárias e órgãos públicos.

JOÃO H. CATAN (PR) Compõe a cobiçada CCJR e participa ainda de mais três comissões parlamentares. Sua formação em Direito é um fator que ajuda em muito no exercício do mandato. Mostra notável disposição em debater temas atuais e de interesse junto a opinião pública com uso inclusive das redes sociais. Percebe-se pelas suas manifestações e ações que tem projeto para consolidar seu espaço – garantindo assim sua reeleição. Sabe da responsabilidade em representar segmentos da região do Bolsão onde tem sólidas ligações afetivas. Cauteloso e ousado quando necessário, o jovem parlamentar vai caminhando bem até aqui.

NÚMEROS da pesquisa realizada em 20 cidades entre os dias 1 e 10 de Abril pela empresa Ranking Pesquisas e Comunicações, de acordo com o artigo 33 da Lei 8.504 de 1996 e do TSE – Lei 21.549 de 2017: Governo Estadual (100 dias): 31,16% -Ótimo/Bom; 38,06% - Regular; 22,20% - ruim/péssimo; 8,58% - não sabem/não responderam. Governo Bolsonaro: 40,16% - Ótimo/Bom; 30,60% - regular; 20,43% - ruim/péssimo; 8,81% -não sabem/não responderam.

ODILON PAI Teor do bilhete que recebi do ex-Juiz Federal Odilon de Oliveira: “Ando meio sumido mesmo. É que estou concentrado na conclusão de dois livros; um sobre administração de ativos ilícitos, ou seja, da montanha de bens apreendidos no Brasil inteiro, que a justiça não tem condições de administrar. O outro – é sobre benefício da prestação continuada, aquele que o projeto do Bolsonaro quer alterar. Estou também produzindo artigos semanalmente, para a página do escritório de advocacia de meu filho. Eis os motivos pelos quais ando meio recluso”.

ODILON FILHO Nos bastidores já tinham cantado a pedra de que o vereador Odilon de Oliveira Filho iria mesmo deixar o PDT. Entre a hipótese de comandar uma nova sigla ou embarcar numa agremiação maior, essa segunda alternativa parece mais atraente e de mais futuro. O PDT não sucumbirá pelo fato, mas também não vejo maiores chances de se revigorar no atual cenário onde o ex-senador Ciro Gomes continua atirando para todos os lados. Já passou, como tudo na vida.

DERROTA A recente decisão do TRF da 3ª. Região em manter na 4ª. Vara da Justiça Federal de Campo Grande o processo contra Puccinelli (MDB) e seus ex-secretários Antônio Lastória (Saúde), Jader Afonso (Fazenda) derrubou por terra as pretensões de responder a ação na justiça estadual. O Ministério Público Federal está cobrando R$ 10 milhões dos acusados pelo fato do Governo Estadual à época ter deixado de investir R$ 370 milhões na saúde.

BOQUINHAS Seria preciso um computador daqueles da NASA para conseguir catalogar quantos petistas já perderam suas boquinhas no Governo Federal e quantos ainda estão esperando a vez do facão. Aqui não é diferente. Se antes o PT tinha 4 deputados estaduais, agora só tem dois. Mas é notório que muitos discípulos do Lula já se arrumaram na Assembleia Legislativa. Sabe como é – um cabidinho aqui – uma boquinha acolá – e eles vão brotando como grama entre as pedras.

“Assim que os militares deixaram o poder, o esquema começou” (Emílio Odebrecht)

Comentário

O CAMPEÃO Na avaliação do ex-deputado federal pelo PT Ben Hur Ferreira, dentre todos os nossos políticos desde a criação do nosso Estado, o ex-governador Pedro Pedrossian foi a figura mais emblemática, diferenciada, o líder que mais se destacou - com luz própria - que não dependia de partidos, padrinhos ou circunstâncias. Na criteriosa ótica de Ben Hur, Pedrossian deixou marcas reconhecidas pela sociedade em todo o Estado. O melhor, o maior sem dúvida, é a opinião geral!

ESTÍLO Cada político ao seu modo, com variações sujeitas a influências diversas. O secretário de Saúde Geraldo Resende (PSDB) – suplente de deputado federal - por exemplo, é conhecido por ser avesso a formalidades e protocolos nas suas relações. Para o pessoal da área da saúde, a ficha parece ainda não ter caído para Resende que continua agindo como se estivesse em pleno exercício do mandato parlamentar.

A PROPÓSITO: O velho ditado de que ‘o uso do cachimbo acaba entortando a boca’ se aplica a alguns ex-políticos e autoridades. No retorno ao ‘mundo real’ após o desfrute das benesses do ‘paraíso’, eles tem dificuldade de adaptação. Sem status, às vezes são vítimas da amnésia exigindo o direito de preferência - já prescrito para eles. Ufa! A exemplo dos remédios, o poder também tem prazo de validade.

A VAIDADE é irmã gêmea do poder. Um simpático morador que vira síndico pode mostrar sua outra face. É assim como o amigo no exercício de algum tipo de poder: você perceberá a presença dos sinais da vaidade – ainda que ele use de subterfúgio para tentar escondê-la. A humildade ou a modéstia são disfarces. Ora! Poder sem vaidade não existe. Pesquise na história da humanidade, na Bíblia em Eclesiastes 1:2-3.

AFIRMAÇÃO do escritor argentino Ernesto Sabato vem a calhar: “A vaidade se encontra nos lugares menos esperados; ao lado da bondade, da obrigação, da generosidade. Faz- me rir esses senhores que falam da modéstia de Einsten: é fácil ser modesto quando se é célebre, quer dizer parecer modesto”. Aliás, no filme ‘O advogado do Diabo’ fica a mensagem ao final: “A vaidade é meu pecado favorito”.

ENFIM... Na ausência da humildade no exercício de qualquer poder aparecem a arrogância e a vaidade como instrumentos da soberba. Aí inexistem limites, gerando a ambição desmedida e a falsa ideia de impunidade. Essas prisões de ex-governadores e ex-poderosos da política nacional e local são exemplos disso. Como bradava o personagem Sinhozinho Malta na novela Roque Santeiro: “Tô certo, ou tô errado?”

PAÍS MARAVILHA Para o deputado Evander Vendramini (PP) há uma rede invisível na administração pública que inibe iniciativas de mudanças para melhor. Sobre a questão da fiscalização federal das barragens das mineradoras, pela Agencia Nacional de Mineração, o parlamentar lembrou da lei que protege os cartéis do transporte de passageiros. Tudo hermeticamente fechado. Alguém leva vantagem com as dificuldades representadas pelas leis reguladoras. É assim que funciona.

IDÊNTICO é o mecanismo que envolve os critérios para cobrar e reajustar os valores da energia elétrica. Nesta semana na Assembleia Legislativa a bronca foi geral contra a Aneel, que além de não recuar na cobrança das contas altas, anunciou reajuste de 12,48%. Conversei com os deputados José Carlos Barbosa (DEM), Marçal Filho (PSDB), Capitão Contar (PSL), Lídio Lopes (Patriota), Antonio Vaz (PRB) e Lucas de Lima (SD) e notei que a indignação pela causa era unânime.

INTERROGAÇÃO Para qual direção os tucanos voarão após a derrota presidencial e a perda de grande parte da bancada no Congresso? Embora João Dória tenha vencido a eleição no Estado de São Paulo, é notório: ele não tem ligação efetiva com os caciques do PSDB. As declarações do ex-governador Alckmin após encontro com o presidente Bolsonaro (PSL) atestam: o partido está sem rumo.

SEM SEXO? Divididos no 2º turno presidencial de 2018, mais uma vez confirmou-se a tese irônica do ex-governador paulista Orestes Quercia (MDB), segundo a qual o “PSDB é um partido sem sexo”. O partido elegeu só 3 governadores, 29 deputados federais e 6 senadores em 2018. Com os escândalos envolvendo o deputado Aécio Neves e o ex-governador Beto Richa do Paraná, João Dória é a figura mais importante dentre os tucanos.

TUCANOS-MS Costura-se um acordo entre PSDB e PSD do prefeito Marcos Trad. O quadro ainda confuso, mas sem riscos de motim. O governador Reinaldo (PSDB) tem sob sua batuta o ritmo do partido que vai mantendo boas relações com o MDB, DEM, PT e outras siglas com representação na Assembleia Legislativa presidida por um deputado do PSDB, Paulo Correa.

ELEIÇÕES municipais são diferentes das outras. O universo é menor e aí os seus personagens tem maior visibilidade e também estão mais expostos, positivamente ou negativamente aos olhos implacáveis da opinião pública. Aquelas práticas de antes como compra de votos ou ameaça ao eleitor estarão sob a mira das câmeras dos celulares. Um perigo!

CAPITAL Duas fases distintas: antes e depois da vitória de Alcides Bernal (PP). A vitória dele mostrou a insatisfação do continuísmo daquele grupo que mandava, mas seu fracasso administrativo mostrou que a emoção não pode influenciar o cérebro (razão) na escolha do administrador. Essa hecatombe vai funcionar como argumento contra os pretendentes neófitos, ainda que sob a bandeira da renovação ou salvadores da pátria. Se o presidente Bolsonaro (PSL) não for bem, será outro fator influenciador negativo.

FALA MANSA Quem estaria costurando o retorno ao cenário político é o ex-senador Delcídio do Amaral (PTC). Convidado pelo PTB do deputado estadual Neno Razuk, Delcídio poderia disputar a prefeitura da capital. Mas pelo visto já estaria havendo atropelamento da notícia. O PTC já reagiu! Pelo sim pelo não, a presença de Delcídio daria uma pitada de charme na campanha. Mas pergunto: qual é mesmo o grupo político do ex-senador? Sem grupo forte é difícil!

DR.ODILON Sem volta! Comprou o bilhete para Corumbá quando o destino do trem era Três Lagoas. Não conseguiu ser maior do que as contradições de seus companheiros de campanha e do próprio partido (PDT). Passado tanto tempo - não reapareceu em público para fazer uma análise política daquelas eleições. Simplesmente manteve-se encolhido num significado de rendição de sua luta. Tenho dúvidas de que seu filho, o vereador Odilon Jr. consiga reunificar o grupo e atrair mais gente de peso e voto.

NELSINHO Pode ser o grande eleitor das eleições de 2019, notadamente em Campo Grande. Sua influência no Governo e a agilidade que vem demonstrando na ocupação de espaços tem sido duas surpresas agradáveis em seu comportamento. O dedo do senador do PSD pode destravar verbas e projetos importantes para o Governo do Estado e capital. Diferentemente do PSL e MDB (das duas senadoras) o interesse político de Nelsinho se encaixa no projeto de seu partido com o PSDB de Azambuja. Certo?

TEMPOS DIFÍCEIS: Ex-assessor parlamentar não mediu palavras no saguão da Assembleia Legislativa referindo-se ao ambiente intestinal do MDB. Segundo ele pesariam as dificuldades na atração de novas lideranças devido as investigações policiais mirando emedebistas, dentre eles o ex-ministro Moreira Franco, o ex-governador Puccinelli e o ex-presidente Temer. Jogar a toalha e vir a ser apenas coadjuvante na sucessão da capital seria uma das hipóteses na mesa.

‘NOVOS TEMPOS’ A declaração emblemática é do ex-senador Romero Jucá – presidente do MDB – após o encontro com o presidente Bolsonaro (PSL) nesta quinta feira: “É preciso construir uma nova modelagem na relação política. A antiga modelagem foi vencida pelas urnas”. Se o veterano político que serviu aos Governos de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e de Lula (PT) chegou a essa conclusão, é sinal de que o eleitor deve ser levado a sério daqui pra frente.

FOLCLÓRE Os vereadores Carlos Lacerda e Ivete Vargas travavam um bate boca no legislativo carioca quando ela disse que ‘Lacerda não passava de um purgante’. Ele, rápido de raciocínio rebateu: “e vossa excelência é o efeito”. Outro episódio: Um deputado chama outro de “beócio”. O outro se defendeu com classe: “Se beócio for elogio, agradeço e retribuo, mas se for xingativo, beócio é a mãe de vossa excelência”.

A DÚVIDA transformada em pergunta. A propalada proibição do consumo do Narguile em ambientes públicos – pela Câmara Municipal de Campo Grande, está no centro desta interessante polêmica. Mas com a capital ocupando uma extensa área territorial, como seria feita essa fiscalização nestes espaços públicos? Acho que a lei tem tudo para ser incluída no rol daquelas que ‘não pegam’.

O Brasil é realmente muito amplo e luxuoso. O serviço é que é péssimo (Millôr Fernandes)

Comentário

BALAS DE PRATA Qual será o estoque da munição que o presidente Bolsonaro (PSL) teria para eliminar os entraves e fazer o país andar? A imprudência e os arroubos nas declarações tem sido barreiras na interlocução com a classe política. A lua de mel dos 100 dias de governo está no final e a inquietude é visível. É preciso baixar a guarda e sair das redes sociais. O país tem pressa! O Governo desarticulado, o Congresso começando a governar. Help!

ARREPENDIDO? Ele não fala, ninguém também perguntou. Mas, o Ministro da Justiça Sergio Moro - com a cabeça no travesseiro deve estar refletindo: “que fria eu entrei, poderia estar lá em Curitiba e vim parar aqui no meio das feras que eu condenei”. Aliás, seu pacote anticrime acabou desfigurado vergonhosamente porque a classe política legisla em causa própria. Bem assim: f.-se o país!

FATOR EXPERIÊNCIA Devido aos seus 4 mandatos na Câmara Federal e a vereança em Dourados, o deputado estadual Marçal Filho (PSDB) demonstra intimidade com o universo do legislativo. Além de presidir a Comissão de Serviço Público, Obras, Transporte, Infraestrutura e Administração, ele participa como titular de mais duas comissões permanentes. E admite: a formação em Direito ajuda muito no mandato.

POLÊMICA As obras do projeto Reviva Centro em Campo Grande estão no olho do furacão no ano que antecede a sucessão municipal. De vez em quando aparece uma declaração com observações críticas – fundamentadas ou não. Sem entrar no mérito dos debates, para evitar injustiças, há de se convir de que aquele espaço não podia continuar daquele jeito. Além de dinheiro, a obra exige coragem do administrador público.

MINISTRO BARROSO (STF): “Vivemos uma tragédia brasileira, da corrupção que se espalhou de alto a baixo sem cerimônia. Um país onde o modo de fazer política e negócios funcionam assim: o agente político relevante escolhe o diretor da estatal ou ministro com cotas de arrecadação – e o diretor da estatal contrata em licitação fraudada a empresa que vai superfaturar a obra ou contrato para depois distribuir dinheiros. Aí não faz diferença se foi para o bolso ou se foi pra campanha. O problema não é pra onde vai, o problema é de onde vem!”

A REFERÊNCIA do ministro sobre a origem do dinheiro da propina justifica-se porque ela irá desfalcar o montante reservado ou previsto para aquele segmento da gestão pública. Se o dinheiro foi para o bolso do político ou se foi usado em campanha eleitoral pouco importa. É recurso que se esvaiu através de licitação para ‘ingles ver’ que existe em abundância em todos os níveis de gestão pública.

CORRUPÇÃO (...) “ O poder não corrompe as pessoas, em vez disso, corrompe as pessoas que abusam do seu poder. O poder não faz nada, pessoas com poder, sim. Quer o poder seja usado de forma produtiva ou corruptiva, ele está sob o controle das pessoas. Em outras palavras, o poder é uma ferramenta, e como é usada depende do caráter de seu possuidor. A mesma ferramenta pode ser usada para o bem ou mal, dependendo da escolha de quem a empunha”.

AINDA... (...) “A posse do poder, então, não é o fator principal: o caráter da pessoa é decisivo. O poder é a capacidade. Como tal capacidade é usada depende do usuário. Literalmente, o poder corrompe, diz que o poder é o agente e a pessoa é o meio pela qual o poder é exercido. Mas isso reverte a ordem casual. A pessoa é o agente causal, a manifestação do poder é o efeito.” (Stephem Hicki – filósofo canadense)

BOLA CHEIA Pela sua postura simples mas articulada em todos os ambientes que transita, o ministro Luiz H. Mandetta vem sendo alvo de elogios na mídia das mais diferentes regiões do país. Profissionais da saúde, gestores hospitalares, deputados, prefeitos e presidentes de entidades tem sido unânimes mesmo quando o ministro não atende aos seus pedidos de ajuda financeira. Esse ministério é complicado, envolve muitos interesses. Que ele continue assim, sem salto alto.

MAIS UMA... derrota do ex-prefeito Alcides Bernal (PP) e desta vez o castigo veio do Tribunal de Contas de MS que aplicou-lhe multa por conta do rombo de quase R$ 100 milhões nas contas do Instituto de Previdência Municipal da capital. Impressiona como Bernal conseguiu motivar tantas denúncias por suspeitas de irregularidades e colecionar tantos desafetos. Um caso para Freud tentar explicar.

PREMATURO? Na capital e interior o processo rotativo continuará como sempre foi: os derrotados e desiludidos saindo pela porta dos fundos. Enquanto isso, uma fila de pretendentes vai se formando mesmo antes mesmo da largada do processo. Aqui na capital há um registro: o advogado Claudio Serra Filho já saiu na frente com direito a inauguração concorrida de escritório político. Certo ou errado? Só o tempo dirá.

PREMATUROS? Alcides Bernal (PP); deputado Lucas de Lima (SD); Juiz Odilon (PDT), Cabo Almi (PT), Athayde Nery (PPS), Rose Modesto (PSDB), Beto Pereira (PSDB), Marcio Fernandes (MDB), Capitão Contar (PSL) – entre outros – postando-se como eventuais concorrentes à prefeitura da capital. Sabendo se conduzir mantém o discurso e ganham alguma visibilidade.

‘NEBULOSIDADE’ Como reagir diante de fatos tão negativos no seu entorno? Esse é o desafio da prefeita de Dourados Délia Razuk (PR) após a prisão de João Fava Neto, ex-secretário de Fazenda. Para completar, outra prisão – de Jorge Razuk Neto – filho da prefeita (por violência doméstica ) ajuda a provocar comentários desgastantes na comunidade, onde todos conhecem todos. Por tabela, até o deputado estadual Neno Razuk (PTB) – outro filho da prefeita – acaba ficando constrangido.

REFLEXÃO O ônus do poder, do cargo público não fica apenas restrito a pessoa física em decorrência de seus atos oficiais ou particulares. O ônus é extensivo também aos seus familiares e pessoas que integram de algum modo o círculo do poder. Para a opinião pública essa ligação é indissolúvel, mesmo sem amparo em provas legais. Vale a voz corrente cruel, impulsionada por anônimos ou até pelos adversários interessados.

EXEMPLOS les não faltam por aí. Como desassociar os filhos do presidente Bolsonaro (PSL) da figura do chefe da Nação? Hoje, com o advento da internet, se faz essa ligação através de diversos meios: humor, notícias e charges. Nas notícias sobre a prisão do ex-deputado federal Edson Giroto (PR), vem como complemento na memória do leitor a associação automática com o ex-governador Puccinelli (MDB), de quem foi influente auxiliar. É assim que funciona.

BELO GESTO! Assisti pacientemente no facebook a concretização da iniciativa do governador Reinaldo (PSDB) em doar todo mês a uma entidade assistencial o seu salário. Bem ao seu estilo interiorano – ele listou as entidades concorrentes e auxiliado pela sua mulher – a 1ª. dama Fátima Azambuja – após rodar o globo tirou a bolinha com o número da entidade sorteada. Desta vez, também foi contemplada por sorteio uma segunda entidade que receberá o salário referente ao mês passado.

OUROS TEMPOS A digitalização dos jornais que fizeram estragos irrecuperáveis na Europa, Estados Unidos e Oriente não poupou nem os semanários tradicionais do interior brasileiro que começaram ainda ao estilo das gráficas. Na relação dos órgãos que publicam nossa coluna, a grande maioria migrou para o sistema digital. As bancas de revistas estão desaparecendo e nem nos aeroportos a venda do jornal papel resistiu.

OS REFLEXOS são notórios. Os anúncios de venda de imóveis e veículos, que antes garantiam uma fatia saborosa do faturamento dos jornais simplesmente mudaram para o sistema digital, atraindo e oferecendo vantagens ao anunciante. É a evolução sem volta com promessa de renovação constante. O mundo mudou. Os insatisfeitos que se mudem. Mas pra onde mesmo?

BOAS NOVAS do deputado federal Fabio Trad (PSD): integrará a Comissão Revisora do C.P. Penal (editado em 1941); conquistou a titularidade da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara; está no seleto grupo de juristas liderado pelo ministro Alexandre Moraes (STF) que debaterá o Pacote Anti Crime. Ainda foi escolhido coordenador da Frente Parlamentar de Segurança Pública dos Estados, integrada por 300 parlamentares. Frutos de trabalho e ação do deputado, mestre em Direito.

INDAGAÇÕES: Em favor de quem funcionam as agências reguladoras? Valem a pena? Elas estão desempenhando um bom papel? O povo enganado pelas companhias de aviação está contente com o serviço ‘fiscalizatório e regulamentador’ delas? E o povo que usa telefonia, energia, o que pensa sobre elas?” (deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP)

Todos são iguais perante a Lei. Agora, perante os juízes é outra história (Rui Werneck de Capistrano)

Comentário

ALEGRIA de uns, tristeza de outros. O quadro político partidário passará por mudança nas eleições municipais de 2020. Não serão mais permitidas as chamadas coligações proporcionais para os candidatos a vereança. As primeiras previsões apontam que deve aumentar a concorrência não só para as Câmaras Municipais como também para as prefeituras.

ENFIM... a nova lei – se por um lado vai fortalecer os partidos, por outro lado não conseguirá acabar com os indispensáveis ou decisivos puxadores de votos. Fica claro que a intenção da medida é não permitir que uma sigla acabe transferindo votos para candidatos de outros partidos com menos votos pelo fato de terem se coligado, como aliás era permitido antes. Partido sem luz própria (chapa própria) corre o risco de dançar.

INTERESSANTE Muitos partidos nanicos não devem conseguir montar chapa completa (com candidato a prefeito e a vice prefeito). Mas como sempre, em cada nanico existe um candidato não eleito na última eleição, mas que se destacou pela sua votação expressiva, mas insuficiente. Aí os grandes partidos terão interesse em atraí-lo devido o seu patrimônio eleitoral. Se o cidadão obteve – por exemplo – 1.000 votos por um partido sem estrutura alguma, a tendência é que ele repita ou aumente essa votação num partido mais estruturado e com um candidato a prefeito com maiores chances de vencer.

1-OPINIÕES Para alguns observadores a nova lei tornará os chamados partidos grandes ainda mais fortes, além de impedir o crescimento das legendas nanicas com risco inclusive de extinção. Outros entendem que teríamos assim a grande oportunidade das agremiações nanicas exporem suas ideias - de encontro com os anseios do eleitorado. Num ponto há unanimidade entre as opiniões que ouvimos: teremos uma eleição mais justa.

2-OPINIÕES Há quem sustente a tese de que os partidos pequenos estarão expostos a uma prova de fogo nestas eleições e boa parte deles saiam tão fragilizados - podendo desaparecer usando o expediente da fusão junto a outras siglas maiores. Partidos de médio porte limitados no seu potencial também devem se render ao instituto da fusão. Outros lembram que o fim do acesso à propaganda gratuita na TV e ao Fundo Partidário deixarão alguns partidos esvaziados, com pouca competitividade.

INCOERÊNCIA tem sido até aqui um ingrediente sempre presente nas coligações. Partidos de programas completamente diferentes em nível nacional – onde travam debates violentos até – se juntando nas disputas municipais e estaduais tão somente com o objetivo de vencer as eleições. Emburrado, o eleitor até que votava – mas, no fundo, achava aquela situação esdrúxula contrariando o bom senso.

CAFÉ AMIGO com o deputado estadual Antonio Vaz (PRB), num papo com ingredientes diversificados. Esse paulista de Sorocaba tem uma visão apurada das questões sociais, das quais faz abordagem muito peculiar. Sem pressa, no compasso da razão e bom senso vai ocupando seu espaço no Legislativo Estadual com intervenções seguras e proposições coerentes. Pelo visto não decepcionará seu eleitor. Sinal verde!

‘MALAGUETA’: Em 2018 um Promotor de Justiça de MS questionou um concurso público do Legislativo Estadual. Um alerta de outras eventuais ações. Agora no parecer da Comissão de Constituição e Justiça no pedido de criação de novos cargos de promotores de justiça, os deputados querem constar a emenda da exclusividade do Procurador Geral de Justiça na propositura de ações contra o Legislativo, Executivo e Judiciário. O procurador geral do MPE Paulo Passos promete recorrer.

RETALIAÇÃO? Pode até ser, mas faz sentido. De um lado o STF com seus ministros pomposos e alvos de críticas da sociedade. De outro lado a classe política representada pelo Senado contra a vitaliciedade do cargo do pessoal da toga. A tendência é que se aprove o Projeto de Emenda a Constituição estabelecendo o mandato de 8 anos para os futuros ministros, sendo o nome indicado pelo Presidente da República, com aprovação por maioria absoluta do Senado. Essa guerra promete!

ROSE MODESTO Expõe com sutileza seus argumentos em defesa de sua pretensão em comandar o diretório tucano de MS. E o interessante; ela pode acabar colocando o governador Reinaldo numa sinuca de bico. A deputada tucana não faz referências e comparações ao pretendente deputado federal Beto Pereira, mas, ao expor sua longa trajetória no PSDB ganha a simpatia do eleitor tucano e da opinião pública. Ela atravessa um momento de ascensão.

DIVERGÊNCIAS internas fortalecem as siglas, como foi com o PT no passado. Mas o MDB numa situação oposta, pelo envelhecimento, inércia nacional, fantasmas de denúncias de corrupção e a prisão do ex-presidente Temer (MDB)... As chances de oxigenação no diretório estadual sufocadas e o ex-governador Puccinelli fica como presidente até o final de 2019. Sobre isso as lideranças do partido optaram pela fala econômica.

FARPAS: O ex-senador Roberto Requião (MDB-PR) postou nas redes sociais o seguinte texto: “Soube pelo twitter que o simpático Marun me agrediu na Radio Guaíba. Marun, gosto de seu jeitão, se vc também for preso lhe levo cigarro e chocolate. Se tiver preferência por alguma guloseima especial, diga que incluirei no seu lanchinho. Dá um abraço no Bolsonaro! (Curitiba, 21/março/2019)

A PROPÓSITO O vice-presidente da República, Gal. Hamilton Mourão (PRTB), pecou duplamente ao comentar para jornalistas sobre a prisão do ex-presidente Temer. Disse: “É muito ruim ter um ex-presidente preso”. Ora, não se trata de apenas um ex-presidente preso, mas sim dois ex-presidentes! Finalizando: As prisões de ex-presidentes acusados da pratica de corrupção não é ruim – pelo contrário – é muito bom. Mostra que a Justiça no país – apesar dos pesares – está funcionando. Concorda?

RECORRO ao texto do jornal El País (Espanha) para mostrar como a opinião pública mundial viu a prisão de Temer com o mesmo viés corrupto do Governo Lula. Diz o jornal: “O MDB foi levado a uma aliança política e criminosa com o lulopetismo ainda durante o primeiro governo de Lula, mas foi com Dilma que Temer alçou voo, elegendo- se vice de Dilma Roussef, com quem rompeu e ajudou a derrubar. A Lava Jato que levou Lula à cadeia, é a mesma que conduz Temer ao cadafalso”.

ASSUMIDOS A parceria firmada entre o governador Reinaldo (PSDB) e o prefeito Marcos Trad (PSD) vai se encorpando com condições de ocupar espaço importante no cenário sucessório de 2020. Se não bastassem os elogios recíprocos, eles tem assumido projetos administrativos de alta monta em benefício da capital. Essa engenharia política é mais que interessante. Eu diria muito forte olhando para a concorrência.

LUCAS DE LIMA (SD) Sua notável relação com a sociedade através das ondas do rádio deu-lhe visão dos anseios e angústias em todos segmentos. Neste rol destaque para a barbárie crescente do feminicídio com 32 casos em 2018 no Estado. O deputado propõe a ‘Ronda Maria da Penha’ pela Polícia Militar e Guarda Municipal para proteção às mulheres, inibindo eventuais agressões. Mais um ingrediente oportuno a ser debatido neste cenário de discussões e sugestões.

MÍDIA Vital ao político que deve estar no lugar certo na hora certa. Chegar depois que a fita da inauguração foi descerrada não vale. Mas sorte também conta! O senador Nelsinho Trad (PTB) é político sortudo. Escolhido presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, integrou a comitiva oficial rumo aos ‘States’. Agil, de presença ativa, apareceu em várias fotos na Casa Branca e em especial num cumprimento efusivo de mãos – cara a cara - com o poderoso Donald Trump. Gol de placa!

AQUIDAUANA Avaliação da gestão municipal de Odilon Ribeiro (PSDB) na amostra da Ranking Comunicação e Pesquisa ouvindo 300 pessoas no dia 12 de março: 40,33% boa/ótima, 21,66% regular, 19,66% ruim/péssima, 18,35% não sabem/não responderam. Problemas: desemprego 51,66%, saúde 48,33%, policiamento 40,66%. Estimulada para prefeito: Odilon Ribeiro 23,66%, Pinheiro 10,33%, Henrique Trindade 4,66%, Viviane Orro 3,33%, Wezer Lucarelli 2,00% - branco/nulo/indeciso 56,02. Pesquisa de acordo com a Justiça Eleitoral – art. 33 da Lei 9.504/97 e TSE nº 23.549/2017.

ESSES PETISTAS... Até recentemente diziam que Temer era corrupto e – para tentar engrossar o coro junto a opinião pública visando inocentar o ex-presidente Lula (PT), eles denunciam a Ditadura do Judiciário e operações midiáticas da Laja Jato. A prisão do ex-presidente Temer (MDB) caiu do céu para esse pessoal – que, ao condenar o ato judicial, defende a concretização do devido processo legal até a condenação. De repente Michel Temer quase é canonizado pelos petistas. Aliás, as declarações dos deputados estaduais do PT Cabo Almi e Pedro Kemp, demonstram o pensamento incoerente e oportunista.

“PREOCUPA SIM!” Com essa expressão emblemática o deputado estadual Evander Vendramini (PP) respondeu aos questionamentos do colunista sobre eventuais riscos das barragens de rejeitos de mineradoras em Corumbá. O parlamentar faz questão de ressaltar que está empenhado pessoalmente nas vistorias e ações preventivas nas barragens, pois conhece bem a região e seus moradores. Vestiu a camisa!

NA INTERNET: Hoje é dia de comemorar a liberdade de Marcela, nada mais

Comentário

PATINANDO O Palácio do Planalto perde tempo com questões periféricas e discursos ideológicos. Ora, estamos atrasados, precisamos de articulações políticas e ações concretas para viabilizar o avanço na agenda das mudanças desejadas! Esse pessoal novo do Congresso precisa colocar em prática o discurso que prometia a nova política – que não pode excluir o diálogo e a negociação. É da democracia, pô!

ENTRAVES São 66 integrantes na CCJ onde o Governo tem maioria, mas o ambiente não é favorável à proposta da Reforma da Previdência. Esse é apenas um exemplo da falta de condução adequada que atenda certos interesses eleitorais de políticos e partidos aliados. Será que esse pessoal desconhece aquele preceito de São Francisco de Assis? Se não partilhar o poder nada funciona. Sempre foi – sempre será!

CAUTELOSO Ouvi atentamente e gostei das ponderações do nosso único deputado integrante da Comissão de Constituição e Justiça. Fábio Trad (PSD) não esconde que é preciso agir criteriosamente na análise do projeto original da Reforma da Previdência. O parlamentar elogia certos pontos do projeto, mas também apresenta argumentos bem palpáveis exigindo mudanças no texto. Conhece da matéria.

MARMELADA A briga de poder deu nisso lamentavelmente. A decisão do STF em mandar para a Justiça Eleitoral os casos de Caixa 2 e lavagem de dinheiro em conexão com as eleições esvaziará a Lava Jato. Aumentarão as chances dos réus processados por recebimento de propina acabarem impunes pela falta de aparelhamento da Justiça Eleitoral. Tem muita gente processada por corrupção que está soltando foguete com a decisão generosa e sob medida do STF. País de merda!

GOVERNAR Das prefeituras interioranas ao Palácio do Planalto é possível visualizar modos distintos de gerir a máquina pública, quer pelo estilo pessoal do mandatário ou ainda pelas circunstâncias do cenário. Alguns pecam pelo absolutismo de poder - outros pelos excessos de descentralização, o que pode ser visto como manifestações de fraqueza ou dúvidas, passando assim estado de insegurança à opinião pública.

AMIGOS Deve-se ou não governar cercado de amigos? Essa questão é complicada e enseja ponderações diversas para o leitor acolher aquela que entenda mais razoável. Claro que não há como governar com ajuda daqueles que foram derrotados, pois seria incoerência jamais perdoada pelos companheiros da campanha vitoriosa. Uma opção até plausível é optar pelos nomes capacitados tecnicamente.

SINCERO e direto o presidente José Sarney (1988): sentindo toda aquela pressão no cargo que lhe caiu no colo pela morte de Tancredo Neves, declarou publicamente: “Vou governar com os amigos, prestigiando os que me prestigiaram”. Se você olhar para os nomes escolhidos para os cargos mais importantes daquele período vai se certificar que ele não decepcionou os amigos. Muitos deles continuam até hoje no entorno do poder.

EXEMPLO de uma escolha técnica que realmente deu certo foi a iniciativa do ex-presidente Lula (PT) em convidar – em 2002 – Henrique Meirelles para a presidência do Banco Central. O interessante é que Meirelles acabara de se eleger deputado federal pelo PSDB de Goiás – o mais votado. Pesou na escolha o currículo intocável dele como ex-presidente do Banco de Boston.

COMPLICAÇÕES O excesso de amigos no entorno de qualquer governo não é muito bom porque o governante não se sente à vontade para fazer tudo o que deve ser feito. O presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) teve problemas com as rusgas entre os ministros Pedro Malam, José Serra e Sergio Mota. A situação lembra o gerente problemático escolhido pelo dono devido a amizade entre ambos. Essa intimidade inibe a autoridade de se criticar e demitir, diferentemente da relação com um estranho.

CASOS atuais e antigos mostram que os amigos no poder acabam desencadeando disputas internas, fofocas e intrigas que trazem problemas ao governante. Aliás, dizem até que os inimigos dariam menos trabalho porque estariam bem mais distantes do que os tais amigos. Mas esse tal fogo amigo não é coisa nova na vida pública. Alguns casos para refrescar a memória:

BENJAMIM Vargas e Gregório Fortunato empurraram o presidente Getúlio Vargas (PTB) para o abismo que desembocou no atentado contra a vida do jornalista Carlos Lacerda e o suicídio de Vargas. No Governo de Lula (PT) a crise do Mensalão não foi criada por adversários, mas sim por Roberto Jefferson – do PTB aliado de primeira hora do Planalto. A ex-presidente Dilma (PT) caiu pela ação do aliado MDB – partido de seu vice presidente Michel Temer.

INIMIGOS Não há regra imutável na relação com eles. Vem da 2ª. Guerra o conceito clássico de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo’. Tudo porque a comunista União Soviética (URSS) de Stalin, aliou se aos Estados Unidos e ao Reino Unido para enfrentar o poderoso Hitler da Alemanha Nazista. No fim do conflito a disputa pelo espólio alemão mostrou que aquela união fora apenas circunstancial.

ARTICULADO Convenhamos! Não é tarefa fácil atender a todos os colegas com direitos iguais num espaço que deve primar pela democracia. Ouvindo principalmente os deputados novatos percebo clima de concórdia na relação deles com a presidência da Casa. Portanto, caminha bem o deputado Paulo Correa (PSDB) nesta fase inicial de gestão que sempre foi caracterizada por excesso de reivindicações nem sempre possíveis. É a assembleia que elegemos.

UM SANTO Henrique Alves (RN) (cacique do MDB ungido pelo Espírito Santo) foi deputado 44 anos e foi preso por corrupção. Num comício em 2014 disse: “Deus me dizia como missão: Vá ser deputado federal. Eu fui, elegi 11 vezes. Nesta missão fui líder do MDB 7 vezes. Deus disse: vá aprender a dialogar, a convencer, a unir. Aí cheguei a presidência da Casa. Eu não entendia que era ele me incentivando, me empurrando”

BELA VISTA Prefeito Reinaldo Piti (PSDB) revelando ao colunista que informará o ministro Mandeta da Saúde o atendimento oneroso a pacientes paraguaios, com o parto sendo o caso mais recorrente. Pedirá algum tipo de ajuda – é claro! Satisfeito com o Governo Estadual, ele acompanha otimista os trâmites burocráticos que antecedem a implantação da fábrica de cimento na cidade. Pés no chão!

NÚMEROS da pesquisa do dia 4 de março num universo de 500 pessoas realizada pela empresa Ranking Comunicação & Pesquisas em Corumbá, de acordo com a Justiça Eleitoral, art. 13 – Lei 9.504/97 e do TSE nº 23.549/2017. Quando a pesquisa não motivar polêmica e críticas perderá o seu condão principal de motivar a opinião pública a debates e até reflexões.

ESTIMULADA para prefeito: Bia Cavassa 20,40% - Evander Vendramini 8,20% -Marcelo Yunes 10,20% - Paulo Duarte 5,20%. Eleitores que não sabem ou não responderam 48,40%. REJEIÇÃO: Paulo Duarte 25,60%, Marcelo Yunes 14,80% - Evander Vendramini 8,20% - Bia Cavassa 7,40%. Eleitores que não sabem ou não votaram totalizaram 44%.

AVALIAÇÃO da atual administração municipal. Ótima e boa 19,20% - regular 41,40% - ruim/péssima 28,60% - não sabem ou não responderam 10,80%. Já quanto ao questionamento dos principais problemas ou desafios da cidade, apareceram com destaque o desemprego - 56,40% - saúde 47,60 % - segurança 38,20% - infraestrutura 35,00% e educação 33,40%.

LAMENTÁVEL o episódio da prisão do ex-prefeito Raul Freixes - de Aquidauana, condenado pela justiça por irregularidades no seu mandato. Esse rapaz sempre foi apadrinhado por políticos influentes, mas infelizmente não tinha preparo e nem outras qualidades para esse cargo público. Não foi o primeiro e não será o último corrupto a ficar atrás das grades. É o aviso que vale para muitos por aí.

1-MAQUIÁVEL Ganância: Pode-se dizer dos homens, de modo geral, que são ingratos, volúveis, dissimulados; procuram se esquivar dos perigos e são gananciosos. Injúrias: Devem ser feitas todas de uma só vez, a fim de que, saboreando-as menos, ofendam menos: e os benefícios devem ser feitos pouco a pouco, a fim de que sejam mais bem saboreados.

2-MAQUIÁVEL Ser amado ou temido? “Chegamos assim à questão de saber se é melhor ser amado do que temido. A resposta é que seria desejável ser ao mesmo tempo amado e temido, mas que, como tal combinação é difícil, é muito mais seguro ser temido, se for preciso optar”. Todas as ponderações de Maquiável são atualíssimas.

A justiça brasileira é que nem espinho no chão. Só fura pé descalço (Flavio Brandão)

Comentário

ÓCIO REMUNERADO São 12 dias de folga para nossos congressistas que estiveram no ‘batente’ pela última vez no dia 27 de fevereiro. A previsão sem erro é que irão repetir o ‘enforcamento’ na Semana Santa. E repito a notícia da última edição da coluna: São quase 500 ex-deputados federais (aposto que você conhece algum) recebendo cada um uma aposentadoria na média de R$ 14,3 mil.

EXPECTATIVAS Olhando o que nos espera no Congresso Nacional recorro a sábia observação de Ulysses Guimarães (morto em 12/10/1991) sobre a qualidade daquele parlamento que iniciava mais uma legislatura: “Esta legislatura é pior que a última, mas certamente melhor do que a próxima”. Eu diria que essa tese do ex-deputado pode ser aplicada seguramente às Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas. Certo?

O ELEITOR não pode ter ilusões com aqueles discursos inflamados de campanha. A maioria é encenação. Só depois de algum tempo ele vai perceber que comprou gato por lebre. O seu candidato esqueceu os compromissos e muda até de tendência dependendo das vantagens que possa obter. Deputado não atira contra o próprio pé. Veja esse pornográfico Fundo Partidário para torrar nosso dinheiro nas campanhas dos caciques – principalmente – dos partidos. Todos mamando sem distinção.

CONIVENTE apenas um inocente útil? Essa indagação é oportuna em relação ao papel do eleitor na composição dos parlamentos (em todos os níveis). Sem ilusões! Às vezes o eleitor escolhe aquele candidato mais próximo, o que lhe mais agrada ou simpatiza ou quem manifesta vontade de ajudá-lo de alguma maneira: um favor, emprego e aí por diante. Daí vem a conclusão triste, mas verdadeira: nem sempre o escolhido é o melhor ou mais útil dentro do contexto (municipal, estadual ou federal).

REFLEXÃO Os políticos e os detentores de cargos públicos, precisam e devem enxergar o tamanho exato dos cargos que estão ocupando e também aferir tudo aquilo que dizem e fazem. O recado vale hoje ao professor, jornalista e vereador da capital Eduardo Romeiro (Rede), alvo de inquérito como suspeito da pratica de estupro contra menor de idade (13 anos) e para a vereadora licenciada de Três Lagoas, Maria Andrade Rocha (PSD) presa pelo Gaeco - suspeita de liderar ou integrar quadrilha de traficantes de drogas. O que os seus eleitores estão pensando deles agora?

BOA PERGUNTA: “O que os seus eleitores estão pensando dos dois após divulgação dos fatos relatados no tópico acima? Se forem eleitores conscientes que votaram neles tão somente pelo conteúdo de suas propostas - certamente estarão decepcionados, exigindo explicações ou versão convincente. Mas se pertencerem ao grupo de eleitores alienados ou que votaram por algum tipo de interesse, vão ignorar a notícia e suas consequências penais e políticas. Esse o eleitor galinha – bota o ovo – tchau e benção!

‘RECUERDOS’. Um observador dizia no saguão da Assembleia Legislativa de fatos administrativos nem sempre analisados como deviam pelas conveniências da época. Um deles foi o empréstimo contraído pelo Governo Estadual na gestão de Wilson Barbosa Martins (MDB) para asfaltar trecho de uma rodovia federal - a BR 262. O outro episódio foi a venda da empresa estatal Enersul. Questionados, alguns políticos da época, preferem ironizar sutilmente a real destinação do produto da venda.

TRISTE FIM? Nunca ouvi dizer que o ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) seria desonesto. Mas as denuncias de corrupção contra pessoas de sua equipe respingaram na sua áurea de honesto e devem antecipar o fim de sua carreira aos 66 anos de idade. Após governar São Paulo por 4 vezes restariam poucas opções: senado e deputado federal. O problema é que as eleições serão em 2021. Ainda teria oxigênio para mais uma batalha?

COMPARAÇÃO Alckmin lembra o ex-senador Cristovam Buarque (PPS) quando de trata da falta de carisma e de empolgação. Cristovão é intelectual, de brilhantes ideias mas não consegue convencer e contagiar as plateias pelo seu estilo tímido. Alckmin é o genro que todo sogro gostaria de ter: respeitoso, pontual e afável nos gestos. Mas antes mesmo do sinal amarelo aparecer ele se contem com medo de avançar o sinal. Lento demais. Ambos teriam futuro na Dinamarca, por exemplo.

FUTUROLOGIA As rodovias – a exemplo das cidades – vão envelhecendo e os seus problemas aflorando. Viajando pelas rodovias estaduais percebe-se esse processo lento, mas contínuo, de deterioração. Daí fico questionando se os nossos cofres públicos terão no futuro recursos suficientes para recapear ou fazer outras obras nestas rodovias. Não é fácil – como era antes – captar dinheiro a juros baratos para determinadas obras. As fontes praticamente secaram.

CIDADES Ao seu estilo franco, o prefeito Marcos Trad (PSD) admitiu publicamente que as ruas de Campo Grande estão envelhecidas – algumas pelo tempo de uso – outras também pela qualidade do material usado. Repito aqui a preocupação de especialistas no assunto para resolver esse desafio de reformar as cidades a partir do asfalto cada vez mais exigido e judiado pelo excesso de trafego. O leitor pode comparar o número de veículos que trafegavam pela rua de sua casa no ano 2.000 com o trafego de hoje. A diferença é brutal.

INTERESSANTE o critério nosso – brasileiro – para avaliar a qualidade de uma cidade. O primeiro fator levado em conta é a capacidade dela acolher a frota automotiva (sempre crescente) sem problemas. Campo Grande é a cidade perfeita para incluí-la neste rol. De pequena metrópole espaçosa e confortável passou a ser considerada insuportável em alguns horários e regiões. Convenhamos que reinventar uma cidade não é tarefa fácil.

COMPARANDO Se a situação em nossa capital já é considerada ruim por muitos, vou buscar no Estado de São Paulo alguns exemplos de cenários bem piores. Quem já foi a Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Sorocaba colheu subsídios suficientes para reclassificar Campo Grande como uma cidade ainda razoável pela largura das ruas e o número de avenidas de longa extensão. Essas cidades paulistas, a exemplo da Cidade Morena, padecem de um mal comum: o transporte público pelo serviço de ônibus.

‘OH! COITADOS!’ Tem sindicalistas apavorados. Outros falam bobagem por conta do fim da obrigatoriedade do imposto sindical. Agora piorou com a obrigação do sindicato enviar o boleto do imposto para o endereço do trabalhador, que pode pagar ou não. Só para o eleitor ter a real dimensão da teta que acabou: em 2017 o imposto sindical rendeu R$ 3,64 bilhões e em 2018 caiu para R$ 500 milhões. Petezada tá pê da cara!

CAPITÃO CONTAR Antevejo uma enorme polêmica envolvendo os dois recentes projetos do deputado estadual pelo PSL. Um institui o resgate dos valores básicos do civismo na rede estadual de ensino. O outro dispõe sobre gestão compartilhada nas escolas estaduais com participação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros inclusive. Há também expectativa quanto a posição do deputado cabo Almi – que é do PT (ainda) mas que pertence aos quadros da Polícia Militar.

‘CHUMBO GROSSO’ Os tempos mudaram e a aplicação de penas prisionais contra a corrupção também, ficaram mais duras. O ex-governador carioca Sergio Cabral (MDB) já foi condenado a 198 anos de prisão. Paulo V. de Souza, ex-diretor do Dersa de São Paulo (leia-se Rodonorte) já levou 172 anos em dois processos e virou réu num terceiro. Não é difícil calcular com quantos anos de idade sairão da cadeia, já que o máximo de tempo de prisão no Brasil é 30 anos. Outros por aí também estão na linha de tiro.

‘DJANGO’ Nosso Loester Trutis (PSL) já obteve visibilidade, ainda que passageira na grande mídia como deputado federal. Visando quebrar o monopólio da Taurus na venda de armas no país ele pretende criar uma nova frente parlamentar argumentando que com importação livre, o valor médio de uma pistola poderia cair para metade dos atuais R$4.500,00. É esperar pra ver o calibre do deputado.

BENGALA Teme-se por um ‘boom’ de pedidos de aposentadoria no serviço público diante da Reforma da Previdência. Só São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul somam 100 mil funcionários em condições de aposentar. O conjunto dos 4 maiores Estados, pelo critério PIB, dá uma noção da dimensão do problema. Arrumar caixa para tudo isso é o grande desafio. Aqui no Estado a situação também é séria.

NA CASERNA Pois é! Não tem jeito. O Planalto manda também o projeto de Reforma da Previdência dos Militares ou os congressistas boicotam a Reforma da Previdência. Esse projeto aumentaria de 30 anos para 35 anos o período de contribuição dos fardados e elevaria a alíquota dos atuais 7,5% para 10,5%. Convenhamos: em tempos de crise todos devem dar sua cota de sacrifício. Ou não?

PEGA LADRÃO Nem a Igreja Católica escapou das investigações da Operação Calicute (versão carioca da Lava Jato), onde delações apontaram o desvio de R$ 56 milhões destinados à Saúde para religiosos próximos a Dom Orani Tempesta – Arcebispo do Rio de Janeiro. As ponderações do religioso foram desproporcionais à gravidade das acusações. No mínimo faltou-lhe indignação, não convenceu. E a mídia não toca mais no assunto. ‘Estranho’ mesmo!

A ação política é cruel, baseia-se numa competição animal, é preciso derrotar, esmagar, matar, aniquilar o inimigo (Otto Lara Resende)

Comentário

SEM ILUSÕES a sonhada faxina geral no Congresso Nacional ainda não ocorreu desta vez. Pena! O perfil moral desta legislatura é retratado numa pesquisa cruel: dos 513 deputados federais, 50 deles respondem a vários tipos de processos. Só ‘Boca Aberta’ (Pros-PR) responde a 30 processos. Com 90.158 votos, se elegeu percorrendo as ruas de Londrina numa bicicleta elétrica chamada ‘Grace Kelly’, denunciando políticos e falhas da administração pública.

MARAVILHA! São quase 500 os ex-deputados federais que recebem mensalmente valores acima do teto do INSS. Eles ganham em média R$ 14,3 mil de aposentadoria em reconhecimento aos ‘relevantes’ serviços prestados à Pátria. Todos eles, de alguma forma, colocaram o seu dedo na ‘geringonça’ que virou esse mostrengo chamado Brasil. Como a Reforma da Previdência prevê o teto de apenas R$ 5,8 mil, imagino que os deputados vão fazer de tudo para não aprovar, alterar ou retardar ao máximo.

MÃE SAFADA Essa seria a denominação ideal da Câmara Federal ao patrocinar tamanha farra com nosso dinheiro. Imagine que mesmos os famigerados ex-deputados cassados, condenados e presos continuam recebendo religiosamente as aposentadorias. Casos de Geddel V. Lima (MDB) R$ 20.354,27 - José Dirceu (PT) R$ 9.646.54 - Nelson Meurer (PP) R$ 28.071,52 - Roberto Jefferson (PTB) R$ 23.344,70 e Valdemar Costa Neto (PR) R$ 21.318,92.

EXPLICANDO O montante da aposentadoria de cada congressista tem como parâmetro o tempo de seu mandato. Assim a cada ano cumprido na Casa, o deputado ou senador acumula 1/35 do salário (– correspondente a R$ 964,00) - o valor de uma aposentadoria de quem trabalha a vida toda ganhando um salário mínimo. Quanto aos senadores a generosidade é maior: basta um só mandato de 8 anos para cair no seu colo a aposentadoria de R$ 7,717,00 – acima do teto do INSS em quase R$ 2.000,00.

O ELEITOR pergunta se essa farra vai continuar ou acabar com aprovação das novas regras especiais aos parlamentares. Não há como acabar totalmente porque existem brechas garantidas por lei. Há de se levar em conta que os parlamentares legislam sempre em causa própria. Afinal, esse monstro da aposentadoria parlamentar não foi criado por serventes de pedreiro. Concordam? A situação de Bolsonaro nesta reforma lembra o credor que precisa agradar o devedor tido como ‘nervoso’ para poder receber.

‘RELÓGIO CRUEL’ O dia 9 de março vem chegando. Nesta data estará completado um ano da última prisão do ex-deputado Edson Giroto (PR) – ex-secretário de Obras do governo de André Puccinelli. Aliás, recentemente a 5ª. Turma do TRF-3 negou pedido de liberdade de Giroto e do empresário Flavio H. Garcia Scrochio, além de manter a prisão domiciliar de Rachel Giroto – mulher do ex-diretor da SEOP. Sobre o fato – nenhuma palavra do ex-governador André.

UMA PIADA! Premiações, títulos e homenagens encomendadas não faltam por aí. Lembra as faculdades onde basta pagar para passar no vestibular. Acabo de ler a notícia de que a Energisa MS fora premiada como a melhor distribuidora de energia do Centro Oeste. No texto da notícia a seguinte pérola: “...retrata o grau de satisfação do consumidor em relação à qualidade dos serviços prestados...” Ora, esse pessoal precisa respeitar o consumidor e sua inteligência. Chega de brincar com nossa cara!

TUDO LEGAL! A criação de 58 cargos para assessorias definidas (16 comissões permanentes) não fere qualquer preceito legal – segundo a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa. Anote-se que as despesas serão por conta de dotação própria. O ato também não prejudicará o cronograma da nomeação de vagas destinadas aos concursados que serão empossados neste mês de março. Segue a vida sem maiores delongas.

SEM SEGREDO Claro que a grande mídia (leia-se Plim Plim e Cia) não tem interesse em dar destaque as conquistas do Governo Federal. Essa notícia – por exemplo - de que a Petrobras alcançou um lucro de R$ 25,8 bilhões - o maior desde 2011 - precisa sim ser elogiada. Afinal, o PT desmantelou a empresa com as práticas nocivas como aquela compra da refinaria de Passadena, onde um bando de picaretas ganhou dinheiro com propinas e comissões. Enxugar gastos é a ordem!

O DUELO: “...A fronteira entre a mentira e a verdade mistura hábitos e necessidades. Uns mentem para ganhar dinheiro, outros para ganhar poder, poucos para ter os dois e muitos para sobreviver. Vivemos a era da mentira. Desde sempre a mentira é parte integrante do ser humano, uma espécie capaz de conquistar muito mais coisas mentindo do que dizendo a verdade. Ninguém jamais venceu uma guerra falando a verdade; muito menos uma eleição”. (Marcelo Tognozzi)

A FRASE “A Esquerda Não Faz Farinha” – estampada num cartaz nas mãos de um universitário português em Coimbra – protestando contra a presença do ex-deputado Jean Willys (PSOL) retrata a insatisfação lusitana com os resultados dos regimes de orientação de esquerda em toda a Europa. Ótima na crítica e na teoria, incompetente no Governo, a esquerda não se reinventou e deu no que deu, inclusive aqui.

OS DESASTRES da esquerda também perto de nós. Coitada da Argentina após o desgoverno de Cristina Kirchner; o Uruguai acostumou-se pequeno, a Bolívia dispensa comentários a exemplo do Equador cujo ex-presidente Rafael Correa fugiu para a Belgica. A Venezuela e a Nicarágua – irmãos fraternos do Governo Petista – são palcos de batalhas sem vencedores. Resta Cuba – que só agora liberou o direito a propriedade privada. Eu diria: a esquerda não faz farinha. Só barulho!

Á PROPÓSITO: Caiu como uma luva a observação do ex-senador Cristovam Buarque sobre a decadência da esquerda no mundo: “...O Socialismo Soviético acabou porque o Partido Comunista não entendeu a curva da história, ficou prisioneiro de ideias que se divorciaram da realidade da metade do século XX. O mesmo aconteceu com a velha e tradicional esquerda brasileira, que não percebeu a revolução tecnológica e social do mundo global e informatizado”.

ENFIM... é preciso incentivar o pensamento liberal neste cenário. Mas os liberais precisam sair do estado de acomodação ou da dúvida. Eles representam a maioria no contexto nacional. Não podem se esquecer disso. Afinal, como bem lembra o diplomata Paulo Roberto de Almeida: “A esquerda cansa, mas ela não se cansa e continua a fazer propaganda viciosa, convencendo os incautos e ingênuos”.

NA INTERNET: “A Ford tem mais processos em uma única fábrica no Brasil do que no mundo inteiro. São 2.402 processos - apesar de pagar salários e encargos em dia. É uma combinação tóxica de sindicalistas, advogados, canalhas e alguns funcionários mal intencionados tentando tirar casquinha das brechas da lei. Deu no que deu. Onde havia renda, empregos e investimentos terá um cemitério de automóveis.

POSITIVOS os números da administração estadual apesar do cenário nacional e o início de um novo Governo Federal. Responsável e corajoso o nosso governador vai em busca de recursos em Brasília e ganhou a visibilidade na mídia nacional inclusive pela sua postura e opiniões. Inaugurando obras, lançando outras, pagando o funcionalismo e fornecedores em dia, vai caminhando firme. Seus investimentos na Segurança Pública por exemplo, derrubaram os crimes violentos no Estado em 14,1% no ano passado. Elogios para quem merece!

‘O HONESTO’ Eis que o ex-governador carioca Sergio Cabral (MDB) veio a público confessar que é ladrão (como se ninguém já soubesse!). Se tivesse falado bem antes teria levado o ‘Oscar’ de ‘Melhor Ator’. Mas a obra prima de sua confissão foi a justificativa pelos roubos atribuída ao estranho ‘vício pelo poder’ comum em pessoas de ambição desmedida. Mas Sergio – desesperado pelos longos anos da condenação ainda não definitiva – deve entregar até o periquito de estimação para tentar sair vivo da cadeia.

A TEORIA do ‘vício pelo poder’ prospera por esse ‘Brasil de Meu Deus’ com seus personagens – incluindo familiares – que lembram mitos ou as vezes zumbis - sobrevivendo agarrados ao poder por anos a fio – custe o que custar. Se você olhar por exemplo nos corredores da Assembleia Legislativa irá deparar com vários ‘viciados pelo poder’ através do DNA, inclusive. Não conseguem viver sem uma boquinha.

‘OUTROS TEMPOS’ Bela postagem de Benedito Rodrigues da Costa no facebook sobre os cinemas de Corumba que vou citá-los aqui: Cine Lanterna Mágica (1906), Cine Chic (1909), Cine Polythena (1909), Cine Teatro Biju (1910), Cine Excelsior (1920), Cine Corumbaense (1920), Cine Teatro Santa Cruz (1943), Cine Teatro Anache (1964), Cine Dom Bosco (...). No Correio da Manhã (12/07/2018) por Nathália Claro. Essa notícia mostra a força do cinema e daquela cidade na distante época.

BRASIL Aqui o passado se renova e o público ainda é confundido com o privado. Dois exemplos recentes: Numa festa no Palácio da Aclamação (Bahia) – governada pelo PT - a socialite Donata Meirelles, mulher de Nizan Guanaes, posou de sinhá com mulheres negras fantasiadas de escravas. Lá no Palácio das Esmeraldas (Goiás), as filhas do governador Ronaldo Caiado (DEM) usaram as suas dependências para um baile funk. Nos dois casos os palácios de governo viraram ‘Casa de Mãe Joana’.

“Temos no Brasil um dicionário de abusos de autoridades que vai de A a Z" (Ministro do STF Gilmar Mendes)

Comentário

OPORTUNO analisar o comportamento do eleitor brasileiro comparando-o aos papeis reservados à galinha e ao porco na composição do suculento e calórico ‘breakfast’ da mesa matinal do povo americano - que acostumamos a ver no cinema. Pode até parecer uma comparação estranha, surreal, mas, ao final, o eleitor irá compreender e concordar com a linha de raciocínio.

VEJAMOS: A galinha tem o papel meramente participativo na qualidade final da omelete, através do fornecimento de seus ovos. Sua missão termina exatamente onde começou. Posta-se como eventual figurante desta cadeia de transformação alimentícia. Não é questionada sobre a qualidade do produto final e não há que se preocupar com as suas consequências. E assim a galinha segue a vida batendo asas com seu corococó.

ENQUANTO isso ao porco cabe o papel decisivo e excepcional. Sua participação no evento é marcada pela ‘efetiva entrega’ da própria vida que gera o imprescindível toucinho. Sem ele, impossível compor a mesa do ‘breakfast’. Seu sabor é a marca inconfundível da boa omelete. Como se vê, o porco está realmente comprometido com esse processo alimentar. Digamos assim: morre literalmente por ele.

O LEITOR já questiona neste tópico: “onde o eleitor entra neste cenário ou enredo?” Explico: o exercício do voto no Brasil é obrigatório, mas o comparecimento é despido do sentimento de entrega, de efetivo envolvimento patriótico objetivando o bem estar da sociedade. O eleitor vota olhando apenas o próprio umbigo e só leva em conta os benefícios pessoais e imediatos que possa auferir. Não tem gesto de grandeza ou de sacrifício do porco em prol da qualidade da omelete.

CONCLUSÃO: Sem o sentimento de entrega verdadeira do voto consciente, não há motivação para o exercício da vigilância e a cobrança prometida em palanque. Daí – para a passividade é um pulo! O eleitor brasileiro continua mais identificado com a postura da galinha. Já em relação ao comprometimento heróico do porco - jamais! “Brasil – um imenso aviário”. Eis aí um bordão interessante para o país.

PODERO$O Não se preocupem: o Shopping dos Ipês da capital tem oxigênio próprio para aguentar crises e imprevistos. Seu dono – senador Tasso Jereissat (PSDB-CE), é empresário de peso e lidera a lista dos congressistas no quesito financeiro. O valor declarado de seu patrimônio é de R$ 389 milhões. O segundo senador mais rico é Oriovisto Guimarães (PODE-PR) dono do grupo de ensino Positivo: R$ 239 milhões.

MUITO BOM! Com a nova previdência os políticos passarão para o Regime Geral, sujeitos as mesmas regras dos trabalhadores da iniciativa privada. Hoje a mamata é grande: eles (as) se aposentam aos 60 anos de idade ou 35 anos de contribuição. Como cada parlamentar recebe R$ 33.763,00, a aposentadoria equivale a R$ 11,5 mil por mês.

TEMAS comentados do saguão da AL. Sobre a inclusão de MS no roteiro de visitas de Fernando Haddad (PT) (pra que mesmo?), um colega pontuou: Pode vir, mas tocar guitarra não. O cara é ruim demais! O outro olhar recaiu sobre os quilos extras do deputado Marcio Fernandes (MDB). Estresse e férias? Quanto a viagem do deputado Onevan de Matos (PSDB) à Terra Santa espera-se pelo milagre de um Onevan mais doce no seu retorno.

‘RENOVAÇÃO’’ Partidos políticos em baixa definham. Um deles, o MDB paga o estigma pela corrupção e caciquismo desde 1986 com o ‘Plano Cruzado’. Aqui fala-se em ‘renovação’ sob as bênçãos do ex-governador Puccinelli (MDB) e de Carlos Marum, Conselheiro da Itaipu Binacional. Pergunta-se: que tipo de liderança se encantará com suas propostas em tempos de sirenes e tornozeleiras eletrônicas da Lava Jato e Lama Asfástica?

‘CURIOSO” O STF prioriza casos que dão manchetes e engaveta processos mais importantes. Um deles é a denúncia do ‘Quadrilhão do MDB’ que surrupiou R$ 864,5 milhões da Transpetro/Petrobrás entre 2004 a 2014. Estão lá os ex-senadores Edson Lobão (MA), Romero Jucá (RO), Valdir Raupp (RO), José Sarney (MA) e o senador Renan Calheiros (AL). Até quando?

PATRULHAMENTO Vivemos a praga do politicamente correto. Culpa do PT que tirou de nós o direito a opinar sobre determinados assuntos. O risco de ser chamado de racista, preconceituoso é enorme. Até o escritor Monteiro Lobato foi crucificado por criar a personagem Tia Anastácia que alegaram ser negra e discriminada na condição de empregada da família.

ABSURDOS Em 2011 a Caixa Econômica Federal usou num filme um ator branco interpretando Machado de Assis (filho de negro com uma portuguesa branca). O fato atraiu a reação de entidades - apesar do escritor ser apenas moreno e não negro. Sob pressão, a Caixa suspendeu a campanha substituindo o personagem de Machado por um ator negro. Imagine o Pelé jogando hoje e sendo chamado de ‘negão’.

PROMETE o embate contra a Energisa. Conferir hoje a conta de energia é igual abrir a notificação da Receita Federal: só calafrio. Neste ritmo até a luz no final do túnel deve ser apagada. Juridicamente não vejo chances de reverter porque a fixação dos critérios das tarifas é exclusividade das agências reguladoras criadas no ‘Governo FHC’. Aliás, nosso ex-presidente sociólogo – com suas aposentadorias – não se estressará por isso.

OS POLÍTICOS estão agarrando essa oportunidade de mostrar serviço e ganhar visibilidade na mídia. Certíssimo eles! Mas só o argumento emocional não se sustenta frente aos intricados aspectos jurídicos e técnicos do caso. Só para refrescar a memória: aquela CPI contra a Enersul foi vitoriosa porque tinha notável assessoria técnica. Outra CPI seria o rumo certo e o presidente da Assembleia, deputado Paulo Correa (PSDB) entende bem do assunto e pode ajudar a fazer a diferença.

PÉROLA machista de Luciano Bivar, presidente nacional do PSL sobre a cota das mulheres nas candidaturas: “Se os homens preferem mais política do que a mulher, está certo, paciência, é a vocação. Se você fizer uma eleição para bailarinos e colocar uma cota de 50% para homens, você ia perder belíssimas bailarinas, porque a vocação da mulher para bailarina é muito maior do que a de homem”.

PREVISÍVEL A Guarda Municipal da capital foi criada para fazer a vigilância de prédios públicos, fiscalizar parques, jardins e bens de domínio público. Depois a atribuição foi estendida para a função de polícia administrativa, fiscalização do trânsito, realizar apreensões, detenções e atuações. Ora, a Polícia Militar não gostou da concorrência e defendeu a exclusividade das atribuições! Venceu na Justiça.

‘PLIM...PLIM’ Uma farsa a cobertura da grande mídia dando destaque às intrigas ou picuinhas palacianas em prejuízo as prioridades que o país necessita, como a Reforma da Previdência. Ainda bem que existem as mídias sociais onde gente responsável mostra sua indignação com comentários abalizados e esclarecedores. O império do ‘Plim Plim’ não pode continuar pensando e decidindo por nós.

PESQUISA é igual horóscopo: incrédulos ou nem todos curtem. O Instituto Ranking de Pesquisas ouviu 500 pessoas em Dourados nos dias 15 e 16 deste mês para saber como anda a opinião do eleitor em relação a sucessão municipal. A gente sabe que é cedo, mas é valido apresentar os principais nomes do cenário douradense. Confira.

ESPONTÂNEA: Marçal Filho 14,60% - Barbosinha 6,80% - Geraldo Resende 3,60% - Renato Câmara 2,40% - Délia Razuk 1,60% - outros 1,20%. Brancos, nulos e indecisos totalizaram 69,80% - número compatível com a época das pesquisas.

ESTIMULADA: Marçal Filho 24,20% - Barbosinha 12,40% - Geraldo Resende 8,40% - Renato Câmara 7,80% - Délia Razuk 4,80%, Murilo Zauith 3,20%. Brancos, nulos e indecisos somaram 39,20%. A pesquisa foi efetuada em conformidade com a Justiça Eleitoral (art. 33 da Lei 9.504/97 e do TSE 23.549/2017).

‘CONFUSÃO’ Que bom seria se o Ministério Público Estadual adotasse a mesma consideração com as vítimas idosas como tem com as aves e animais. Venância Flores, aos 91 anos de idade, passa a ser apenas mais uma vítima na estatística dos absurdos. Atropelada e morta em 13/09/2017 por um carro dirigido pela mulher do procurador do MPE Gilberto Robalinho da Silva - configurou um caso indigesto.

PAÍS BOSTA A cena do crime foi alterada pelo procurador Robalinho (alegou mera confusão) e isso deve implicar no mérito do julgamento do caso inclusive. Mas o procurador geral do MPE, Paulo Passos, conseguiu do Tribunal de Justiça decisão favorável para não configurar fraude processual contra Robalinho. Questiona-se: não deveria a OAB-MS – através da Comissão de Direitos Humanos, ter se manifestado ou mesmo intervido no caso? Ou seria desgastante se contrapor ao Ministério Público Estadual? Com a palavra o presidente Mansur Karmouche.

A prosperidade de homens públicos prova que eles lutam pelo progresso do nosso subdesenvolvimento (Stanislaw Ponte Preta)

Comentário

NA CAVERNA Após o desastre eleitoral de 2018 os dirigentes do PT e MDB daqui hibernaram talvez para reflexão da humildade. Haja chinelos! A redução das gordas mesadas do Fundo Partidário seria um dos motivos para cortar despesas e demitir funcionários de suas sedes. Os dois partidos vão demorar para se acostumarem sem as tetas que mamaram como sócios do Governo.

ESTRANHO Perguntei ao deputado Marcio Fernandes se ele teria pretensão de assumir o diretório do MDB. Evasivo, optou por uma resposta fragmentada passando a impressão de que o assunto não estaria na pauta ou a decisão passaria por outras lideranças. Pensando bem – MDB e PT – sofrem hoje o processo de rejeição pelo estigma de envolvimento na corrupção. Como diria o sábio televisivo ‘Sinhozinho Malta’: “Tô certo ou tô errado?”

MULETA O anúncio do eventual convite a senadora Simone Tebet (MDB) para sair candidata à prefeita da capital não é o antídoto contra o desânimo reinante. O fato dela presidir a CCJ do Senado não influi na recuperação do MDB no MS. A prioridade dela seria tentar compensar a palidez de seus primeiros 4 anos de mandato, cuja decepção foi proporcional à nossa expectativa (do colunista e eleitores). E mudar de partido não irá garantir-lhe a reeleição. E mais: a situação do ex-governador Puccinelli (MDB) – seu padrinho político - mais atrapalha do que ajuda.

PELAS BEIRADAS Nos corredores do poder comenta-se as próximas ações políticas de quem tem o governo nas mãos. Vários prefeitos estão sendo sondados para a troca de sigla partidária em direção ao PSDB. Aliás, no 2º turno em 2018 o candidato Reinaldo (PSDB) teve o apoio público de 9 prefeitos do MDB. No fundo, os prefeitos querem mais é resgatar suas promessas e para isso a ajuda do Governo do Estado é essencial. Sempre foi assim. Sem ilusões.

O RETRATO sem retoques. Os prefeitos contam com as emendas parlamentares para cumprir a agenda de governo. Com apenas 3 deputados estaduais, nenhum na Câmara Federal e só uma representante no Senado, os prefeitos do MDB sabem que terão pela frente um longo período de vacas magras. Argumento convincente para a troca de ‘camisa’.

AVISO aos ilustres que estão iniciando o mandato. O poder pode ser comparado àquela fatia quentinha do bolo da mamãe que saia do forno - que de tão gostoso comiamos rapidinho e quando menos se esperava tinha acabado. Ficavam apenas os ‘farelinhos’ no prato e na mesa, além daquele cheirinho no ar de quero mais.

O CENÁRIO político no início de legislatura é mesclado pela ansiedade daqueles que estão chegando ao poder e tristeza daqueles que foram embora. Contrariando a lógica, o desafio maior não é necessariamente o exercício do poder, mas sim reunir motivação gratificante de verdade para seguir em frente após ficar sem o poder. Eis a questão.

CONFISSÃO Nem sempre o que a mídia mostra é real. No poder há o bom caráter, o oportunista, o idealista, o escroto, o generoso, o mesquinho e outros tipos que se revelam longe da tribuna, holofotes e gabinetes. As fotos das imagens maquiadas nem sempre retratam a realidade. De alguma forma a comparação lembra os personagens do mundo artístico. Nem sempre o que parece é! Diz o ditado que devemos tratar bem as pessoas quando estamos na fase ascendente da vida, pois poderemos reencontrá-las quando estivermos escada abaixo.

ANONIMATO É o terror para quem se acostumou com a generosidade da mídia, fotos e as deferências de quem está no poder. Aquele ritmo estressante acabou. Acostumar-se com a bermuda, chinelo, camiseta e ir à padaria todas as tardes é angustiante. A falta de convites para eventos e a caixa vazia de correspondência incomodam personagens que foram influentes. A ficha demora a cair e às vezes vem o inconformismo raivoso.

CRUEL! Apesar da gorda conta bancária, o cérebro de muitos corre sério risco de se tornar um porão vazio. Nem sempre há quem se dispõe a ouvi-los sobre o passado e falta-lhes espaço ou ambiente favorável. Políticos sem poder, despreparados, lembram os ex-atletas e artistas que já tiveram seus momentos de glória e hoje poucos lembrados na mídia e reconhecidos na rua.

HENRY SOBEL: “Na vida, cada um leva sua carga de vícios e virtudes, de afetos e desafetos, até que se resolva por desfazer-se do que julgar necessário. A vida é feita de partidas e chegadas. De idas e vindas. Assim, o que para uns parece ser a partida, para outros é a chegada”. (da parábola contada pelo rabino Sobel por ocasião da morte do ex-governador de São Paulo Mario Covas)

COVARDE? Qual a justificativa da fama de solidário do brasileiro? O cotidiano mostra cidadãos omissos em acidentes e tragédias. Prefere-se fotografar e filmar cenas de desgraças a iniciativas de ajuda. Essa realidade está sendo focada pelo deputado federal Fabio Trad (PSD) no seu projeto penalizando mais forte o crime de omissão de socorro. (“Haverá tanta maldade que o amor de muitos vai esfriar” - Mateus 24:12).

NA MÍDIA A guerra pelo poder no PSL Estadual vai ficando interessante e ganhando espaço no noticiário. No centro a senadora Soraya Thronicke e ao redor os deputados Luiz Ovando (PSL) e coronel Davi (PSL). Cada qual com seus argumentos. Acho que essas diferenças internas podem revigorar o partido, mas sem provocar fissuras irreparáveis. O PT, por exemplo, soube conviver com suas diferenças internas. Mas, no caso do PSL, há muita ansiedade e a pressão sobe.

PUCCINELLI Começa o ano com péssimas notícias. Essa decisão da 3ª. Vara Federal de Campo Grande ampliando o bloqueio judicial de seus bens para R$ 76,711 milhões redimensiona a situação do ex-governador (MDB) no escabroso escândalo ‘Lama Asfáltica’ em sua 5ª. fase. O total atualizado do bloqueio de bens das empresas e cidadãos denunciados nesse processo atinge a R$ 101,767 milhões. Muito ou pouco?

MEMÓRIA Confira os valores de bens bloqueados dos outros 7 denunciados no mesmo processo: João R. Baird - R$ 5,501 milhões, Antonio Celso Cortez - R$ 4,968 milhões, João M. Cance - R$ 3,963 milhões, Itel Informática - R$ 4,930 milhões, Mil Tec tecnologia - R$ 570 mil, PSG Tecnologia - R$ 1,158 milhão e Congeo Construções - R$ 3,963 milhões. Imagine essa grana convertida em remédios!

REAÇÕES Em 2018 o Governo Estadual conseguiu o bloqueio de R$ 78,1 milhões de 18 réus da Operação Lama Asfáltica, quebra de sigilo bancário e repatriação de dinheiro desviado referente a obras mal feitas e superfaturamento na rodovia MS 430. Agora o Governo prepara outra ação para reaver o dinheiro aplicado na rodovia Juti-Iguatemi (MS 180) que derreteu na primeira chuva. Portanto, o chumbo é grosso.

REFLEXÃO Perder a Copa do Mundo para Cuiabá acabou sendo um bom negócio para nós. Deixamos de endividar o Estado com obras questionáveis. Até hoje Mato Grosso sente os efeitos negativos daquela aventura. O episódio, somado a outros casos de corrupção, jogaram o Estado na vala dos endividados. A situação é tal que o Tribunal de Justiça estuda o fechamento das comarcas de Nortelândia, Poxoréu, Arenápolis, Pedra Preta, Dom Aquino, Jucimeire e Itiquira.

MANCADA! Vamos perder a ligação cultural e um pouco afetiva com as placas de nossos carros com o advento das placas horrorosas do Mercosul. Ora, o nome da cidade é uma referência informativa insubstituível em qualquer situação! Esse vazio deverá dar espaço a iniciativa de identificar a cidade e Estado com adesivos próximos a placa ou no vidro traseiro do veículo. Anote: sentiremos saudades das placas com o nome da cidade. Em pouco tempo as placas vão virar ‘souvenir’ como já ocorre em outros países.

JOGADA CERTA Michel Temer (MDB) bem que poderia ter aprovado a reforma da previdência, mas faltou-lhe tato para adotar uma estratégia vitoriosa. Não usou a mídia para angariar o apoio dos brasileiros, que por sua vez poderiam ter pressionado os congressistas para aprovação. Agora Bolsonaro (PSL) joga certo e promete ir fundo na divulgação da necessidade de aprovação da reforma. Apesar dos entraves, a aprovação virá!

FACADA! O assunto nas rodas sociais é a tarifa de energia. Tema que se renova. No passado o então deputado Marcos Trad acabou se consagrando no comando de uma CPI exitosa. A Assembleia Legislativa sob o comando do deputado Paulo Correa (PSDB) cumpre suas atribuições convocando o pessoal da Energisa para o debate. Quanto aos resultados a gente sabe: dependerão de vários favores. E o país é Brasil!

“O país econômico está quase parado à espera da Previdência” (Vinicius T. Freire)

Comentário

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// MANOEL AFONSO

Amplavisão – Quatro motivos para ingressar na política

MOTIVOS: Pensei, conversei com amigos para abordar esse tema. Ele começa exatamente com a pergunta: “Quais os motivos que levariam o cidadão a ingress...

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