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Quinta, 19 Dezembro 2019 11:26

Entre números e histórias, ex-assentamento garante um lar para 200 famílias Destaque

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Moradora sorteada com a casa número 35 recebe as chaves das autoridades presentes no ato Moradora sorteada com a casa número 35 recebe as chaves das autoridades presentes no ato Douranews

A entrega do Residencial Honório Almirão, conjunto de 200 casas construído no local onde sem-teto promoveram a ocupação do antigo assentamento Guassu, representou na manhã desta quinta-feira (19) um marco para as personagens envolvidas nesse processo desde o começo de 2014 em Dourados. Os números apresentados pela presidente da Agehab (Agência estadual de Habitação), Maria do Carmo Avezani, refletiram a trajetória que chegou até à inauguração do novo empreendimento.

Maria do Carmo, à época assessora do Ministério das Cidades, contou que ainda em 2013 recebeu uma solicitação do então prefeito Murilo Zauith, e do diretor de Habitação do Município, Gerson Schaustz, para que intercedesse junto ao ministro no sentido de inserir o programa de construções, autorizado pelo extinto PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no MCMV (Minha Casa, Minha Vida), considerando que o saldo de verbas do PAC era de apenas R$ pouco mais de 4 milhões, insuficiente para a execução da obra.

Em 2015, já na virada para 2016, relatou a atual presidente da Agehab estadual, depois das intervenções realizadas pela equipe da Prefeitura, o então ministro Bruno Araújo autorizou a construção do novo pacto, o que proporcionou a disponibilização de recursos da ordem de R$ 27,3 milhões na construção das casas e na infraestrutura da região que recebeu obras de drenagem, pavimentação asfáltica e urbanização de primeira qualidade.

“Ministro, está na sua mesa [as modificações feitas no projeto para a migração dos recursos], basta colocar a sua digital lá”, disse o prefeito Murilo, em 2016, quando Araújo veio a Dourados juntamente com o governador Reinaldo Azambuja para a entrega de um outro conjunto de habitações, no Residencial Roma.

Nesta quarta, o atual vice-governador, que representou Reinaldo na entrega das casas do ex-assentamento urbano, lembrou que em Dourados ainda há cerca de 28 mil pessoas esperando por uma casa e que só em Campo Grande, mais de 60 mil famílias esperam na fila. “Vocês sabem quantas cidades do Estado estão entregando novas casas no dia de hoje? Nenhuma, só vocês, aqui em Dourados, é que estão recebendo as chaves de um lar, construído com toda a infraestrutura e pertinho de tudo”, respondeu Murilo aos contemplados."Vamos continuar trabalhando", anunciou no final.

Casa e lar

Os demais oradores da cerimônia, incluindo o presidente da Câmara de Dourados, vereador Alan Guedes e o deputado Barbosinha, ambos do DEM, o primeiro representando todos os demais vereadores que foram ao ato de entrega das casas e o segundo, a Assembleia Legislativa do Estado, destacaram a importância de um lar na vida das pessoas.

“Vocês tinham um sonho, o da casa própria; agora estão ganhando um lar”, reconheceu Alan Guedes. Barbosinha disse da parceria de todos, lembrando que dezembro é o mês do advento, onde o grande aniversariante, Jesus, entra nas residências de cada um para promover a paz e a harmonia. De acordo com o dicionário online Aurélio, casa é “um edifício de formatos e tamanhos variados, quase sempre destinado à habitação” e o lar representa “local onde há harmonia, onde as pessoas vivem e sentem-se bem”.

As famílias que ocupavam, desde o começo de 2014, a área de propriedade do Município nas margens da Via Parque, trecho de acesso da região do Jardim Clímax à BR 463, tiveram que ser removidas para uma área providenciada pela Prefeitura nos fundos das sitiocas Campo Belo, nas imediações da Embrapa, no sentido Dourados a Caarapó, onde passaram por novo recadastramento e muitas delas, inclusive, foram depois contempladas em outros conjuntos habitacionais.

Alguns dos remanescentes aguardaram até ganhar a casa onde começaram a luta e aproveitaram para lembrar dessa epopeia durante o evento. É o caso de Fabiano Cabral. Ele recordou quando o então prefeito de Dourados foi até o local da invasão e prometeu as moradias. “No dia em que estávamos acampados aqui, era uma favela, o Murilo veio aqui e disse: ‘vocês vão ter que sair pra gente dar continuidade no projeto e entregar as casas’. E hoje ele está aqui, a promessa foi cumprida”.
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  • alemsmais

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