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Quinta, 04 Julho 2019 08:01

Estado tem queda nas exportações para a China, mas fecha semestre com superávit Destaque

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Celulose do Estado continua sendo o principal e mais regular produto de exportação Celulose do Estado continua sendo o principal e mais regular produto de exportação Divulgação/Assessoria/Edemir Rodrigues

Os resultados no comércio exterior de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2019 apontam um superávit de US$ 1,49 bilhão, sendo US$ 2,6 bilhões de exportações e US$ 1,13 bilhão de importações. O saldo, em grande parte, foi gerado pelo aumento nas negociações de celulose, primeiro produto da pauta estadual com o setor externo, que teve uma elevação de 11,82% em relação ao primeiro semestre de 2018, representando 40,2% do total da pauta de exportações.

As informações estão na Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgada nesta quarta-feira (3) pela Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) do Estado.

Entretanto, a queda de 39,92% nas exportações de soja reduziu a participação do segundo produto exportador de Mato Grosso do Sul, o que representou 27,42% da pauta de exportações do Estado. “A performance das exportações de Mato Grosso do Sul no primeiro semestre de 2019 foi inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, uma queda em torno de 13%. Isso ocorreu devido ao impacto da economia internacional na economia sul-mato-grossense”, comenta o secretário Jaime Verruck.

De acordo com o titular da Semagro, “houve uma queda de 39% na soja em grão, em relação a 2018 e também caíram 24% as exportações para a China. A questão da mortalidade suína na China reduziu a demanda do grão por aquele país, como também aconteceu com a Argentina. Os chineses, no entanto, continuam sendo o principal parceiro comercial de Mato Grosso do Sul, com 45,85% da pauta. Temos uma queda pontual, decorrente de uma redução mundial pela soja em grão, mas temos também outras oportunidades”.

Já o desempenho da carne bovina teve elevação dos valores exportados em 32,28% em relação 2018. “Esse crescimento da carne bovina ocorre devido ao restabelecimento das negociações com os Estados Unidos e a reabilitação de frigoríficos para exportação de carne ao mercado norte-americano. A participação dos EUA na pauta passou de 2,31% para 5,43%”, pontou Jaime Verruck.

Com relação ao crescimento da celulose, o secretário lembra que “a celulose vem mostrando que é um produto mais estável, com mais resistência à sazonalidade do mercado. É importante também lembrarmos do milho. Temos uma estimativa de super safra, com 10,1 milhões de toneladas. O Governo do Estado já alterou as regras de paridade do grão, por entender que esse é o momento de o produtor de milho exportar, de aproveitar o bom mercado, com mais competitividade. Mesmo sem a paridade, as exportações de milho no primeiro semestre de 2019 foram 77% maiores em relação ao ano passado. Temos uma tendência de crescimento, pois há demanda”, finalizou.

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