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Terça, 16 Junho 2020 12:42

Projeto dos consignados é ajustado para seguir modelo do Estado

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A Câmara de Dourados aprovou o PL (Projeto de Lei) 59/2020, de autoria do vereador Elias Ishy (PT), que revoga a Lei 4.506/2020, e dispõe sobre a suspensão do cumprimento das obrigações financeiras referentes aos empréstimos consignados contraídos por servidores públicos municipais, no âmbito do município, durante o período de 90 dias e dá outras providências.

Em única discussão e votação, com requerimento de urgência especial, o PL foi incluído na pauta antes da sessão, por unanimidade. O texto foi resultado de novas tratativas que, mesmo reafirmando a legalidade e constitucionalidade do projeto anterior, identificou que a legislação não teria a aplicação imediata por resistência dos agentes financeiros e poderia ter uma tramitação na justiça por muito tempo, o que não atenderia a urgência da medida. O atual tenta resolver a situação seguindo a mesma legislação já aplicado no Estado.

“Os bancos indicaram uma possível judicialização no processo dos consignados, o que poderia levar meses ou anos para sermos atendidos. Dessa forma, a legislação se tornaria ineficaz, tendo em vista que o objetivo dela é urgente a fim de atender as famílias dos profissionais nesse momento da pandemia. Portanto, a Câmara adequa o documento aos moldes estaduais para que os servidores do município avaliem a necessidade da prorrogação do contrato”, explica Ishy.

Para isso, foi realizada uma reunião com convite a todos os representantes dos bancos envolvidos, comparecendo apenas a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Estiveram presentes também representante da prefeitura e do Previd (Instituto de Previdência Social dos Servidores do Município de Dourados), e uma das dúvidas apontadas foi quanto a manifestação dos servidores que, agora, deverão formalizar o interesse e fazer as negociações diretamente com os bancos. Para fazer a prorrogação, é importante ressaltar que a Prefeitura também precisa se manifestar a respeito.

O vereador Ishy lembra que os trabalhadores já têm os gastos amplificados por outras obrigações neste momento de crise relacionada com a pandemia do coronavírus e o valor, deixado de ser descontado na folha salarial, reforça o orçamento doméstico para que as famílias consigam enfrentar as diversas dificuldades que acompanham a situação pública. Ele ressalta também que esse dinheiro acaba sendo investido no comércio local que passa por enormes dificuldades em decorrência das medidas adotadas para conter a pandemia no município.

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