Timber by EMSIEN-3 LTD
Estadão Contéudo

Estadão Contéudo

Um incêndio matou 13 pacientes com covid-19 em um hospital na Índia nesta sexta-feira, 23, segundo o corpo de bombeiros local. O acidente ocorre em meio a uma crise sem precedentes no sistema de saúde indiano, que opera no limite de sua capacidade de atendimento e sofre com a falta de oxigênio medicinal. O fogo, já controlado, atingiu a ala de UTI do hospital Vijay Vallabh, localizado a cerca de 70 quilômetros de Mumbai. A investigação sobre a origem do incêndio aponta para uma provável explosão no sistema de ventilação. Segundo o CEO do hospital, Dilip Shah, outros pacientes que precisavam de oxigênio foram transferidos para unidades de saúde próximas. Este é apenas o mais recente acidente envolvendo pacientes com coronavírus na Índia. Na quarta-feira, 21, outros 24 internados com covid morreram devido a um vazamento de oxigênio em um hospital em Nashik, outra cidade no Estado de Maharashtra. Recorde de casos A Índia registrou 314.835 novos casos de covid-19 na quinta-feira, 22, o maior balanço em 24 horas registrado até agora por uma nação. A disponibilidade de leitos e o estoque de oxigênio medicinal tornaram-se escassos no país, enquanto grandes hospitais alertam que não têm mais espaço para receber pacientes. A nova onda da covid-19 é atribuída sobretudo a uma "dupla mutação" do vírus, mas se deve também à recente celebração de grandes eventos. Especialistas em saúde dizem que a Índia se tornou complacente durante o inverno, quando os casos diários estavam em torno de 10 mil e pareciam sob controle. "Os indianos baixaram a guarda coletiva. Em vez de serem bombardeados com mensagens que os alertassem para continuar vigilantes, o governo agiu como se tivesse vencido a guerra e suspendeu restrições", escreveu o pneumologista Zarir F. Udwadia no jornal Times of India. A companhia Max Healthcare, que administra uma rede de hospitais no norte e oeste da Índia, usou o Twitter para fazer um apelo sobre suprimentos de emergência em suas instalações nesta sexta-feira. "SOS: temos suprimentos de oxigênio para menos de uma hora nos hospitais Max Smart e Max Hospital", escreveu a empresa. Os voos provenientes da Índia foram proibidos no Canadá, Grã-Bretanha, Emirados Árabes Unidos e Cingapura. A Grã-Bretanha disse que encontrou mais 55 casos da variante indiana, conhecida como B.1.617, em seu último balanço semanal, elevando o total de casos confirmados e sob investigação ??da mutação em seu território para 132. (Com agências internacionais).

Comentário

As vendas no varejo do Reino Unido subiram 5,4% em março ante fevereiro, segundo dados publicados nesta sexta-feira, 23, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) do país. O resultado ficou bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta mensal de 2,5% em março. Na comparação anual, as vendas do setor varejista britânico tiveram expansão de 7,2% em março, também superando de longe o avanço de 4,2% projetado pelo mercado. Fonte: Dow Jones Newswires.

Comentário

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu de 57,3 em março para 56 em abril, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira pela IHS Markit. Apesar da queda, a leitura acima de 50 mostra que a atividade da maior economia da Europa continua se expandindo em abril, ainda que em ritmo mais contido. Apenas o PMI industrial alemão diminuiu de 66,6 para 66,4 no mesmo período. O resultado, porém, ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 65,8. Já o PMI de serviços da Alemanha recuou de 51,5 em março para 50,1 em abril. Neste caso, a projeção era de queda a 50,8.

Comentário

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da zona do euro, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 53,2 em março para 53,7 em abril, atingindo o maior nível em nove meses, segundo dados preliminares divulgados nesta sexta-feira, 23, pela IHS Markit. O avanço acima da marca de 50 indica que a atividade do bloco se expande em ritmo mais forte neste mês. A prévia de abril também surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do PMI composto, a 52,9. Apenas o PMI industrial da zona do euro subiu inesperadamente no mesmo período, de 62,5 para 63,3, estabelecendo recorde na série histórica iniciada em junho de 1997. A projeção do mercado era de redução a 62. Já o PMI de serviços do bloco aumentou de 49,6 em março para 50,3, tocando o maior patamar em oito meses e marcando a volta do crescimento no setor. Neste caso, analistas previam recuo a 49.

Comentário

O Corinthians fez uma péssima partida nesta quinta-feira, em sua estreia na Copa Sul-Americana. Em Assunção, no Paraguai, a equipe não passou de um empate sem gols com o River Plate, que ocupa a décima e última colocação no Campeonato Paraguaio. O time foi lento demais na troca de passes, teve pouquíssima objetividade e abusou da paciência do torcedor. A equipe de Vagner Mancini não conseguiu fazer um gol em uma defesa bem frágil - em 12 jogos no torneio local, o River Plate levou 24 gols e tem um saldo de -17. Dos últimos cinco jogos, a equipe paraguaia havia empatado um e perdido os outros quatro jogos. No começo da partida, o Corinthians até manteve boa postura, se lançou ao ataque e manteve posse de bola. O time saía desde a zaga trocando passes, com os volantes mantendo mais a posição para as subidas ao ataque dos laterais Fagner e Fábio Santos. A bola chegava ao ataque, mas Léo Natael e Luan se atrapalhavam na hora da finalização e facilitavam o trabalho do goleiro Azcona. O Corinthians chegava com muita facilidade pelo setor direito do ataque. Léo Natel vencia a maior parte das disputas com Montiel e criava boas oportunidades. A primeira boa chance de gol do alvinegro surgiu aos 19, quando o próprio Léo Natel chegou batendo a bola de primeira, para boa defesa do goleiro paraguaio. Até os 30 minutos, a equipe do técnico Vagner Mancini empurrava o River para o seu campo. Fábio Santos centralizava suas ações e complicava a marcação - o problema, mais uma vez, era sempre o último passe antes da finalização. De tanto se defender, o River saiu para o seu único ataque bem planejado da primeira etapa aos 37. González recebeu lançamento na entrada da área e ajeitou de primeira para Quiñonez, que chegou batendo também de primeira, colocado, mas a bola passou rente à trave esquerda de Cássio. Aos 41, a melhor chance do Corinthians na primeira etapa - Léo Natel entrou na área pela direita e bateu firme e rasteiro, para uma defesa segura de Azcona. O segundo tempo começou do mesmo jeito que terminou a primeira etapa: o Corinthians dominava o jogo, mantinha a posse de bola, mas era ineficaz na hora de criar oportunidades efetivas de gol. Um dos problemas do time de Mancini era a lentidão na troca de bolas. Por várias vezes, a equipe perdia tempo com passes entre os zagueiros Gil e Bruno Méndez, por exemplo. A primeira boa chance do alvinegro surgiu aos 12 minutos, quando Fagner carregou a bola, passou pela marcação e arriscou de fora da área, mas a bola foi na rede pelo lado de fora. Da mesma forma que era lento na troca de passes, o Corinthians era lento na marcação nos raros lances de ataque do River. Em um deles, aos 25, Sosa recebeu no meio-campo e partiu para o gol, carregando a bola e passando pelo frouxo sistema defensivo. Da entrada da área, o paraguaio mandou para o gol, mas a bola explodiu no travessão. No rebote, Cássio mandou para escanteio. O melhor lance do Corinthians na segunda etapa surgiu aos 32. Gustavo Mosquito recebeu de Fagner pela direita, cruzou para o meio da área e Luan bateu para gol. A bola desviou na zaga e saiu rente à trave direita do goleiro paraguaio. No fim do jogo, Mancini até tentou e mexeu no time, que tentou uma última blitz. Aos 47, Vitinho carregou pela esquerda e mandou para o gol de longe, mas Azcona espalmou para escanteio, na última chance da partida. FICHA TÉCNICA: RIVER PLATE-PAR 0 x 0 CORINTHIANS RIVER PLATE-PAR - Azcona; Saldívar, Navarro, Gustavo Giménez e Montiel; Molinas, Quiñónez, Vera (Sosa), Otazú (Godoy) e González; Pérez, Zeballos. Técnico: Celso Ayala. CORINTHIANS - Cássio; Fagner, Gil, Bruno Méndez e Fábio Santos; Xavier (Cantillo), Camacho e Luan (Vitinho); Léo Natel (Gabriel Pereira), Jô (Cauê) e Otero (Gustavo Mosquito). Técnico: Vagner Mancini. CARTÕES AMARELOS - Vera, González, Cantillo, Quiñónez, Molinas e Fábio Santos. ÁRBITRO - Dario Herrera (Argentina). RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida. LOCAL - Estádio Defensores Del Chaco, em Assunção, no Paraguai.

Comentário

O publicitário Fábio Wajngarten, ex-secretário de comunicação da gestão Jair Bolsonaro, afirmou à revista Veja que houve "incompetência" e "ineficiência" do Ministério da Saúde ao lidar com a Pfizer, farmacêutica que ofereceu no ano passado um lote de 70 milhões de vacinas ao governo federal. A proposta não vingou e foi uma das razões que levaram ao atraso no cronograma de vacinação do País. A entrevista foi publicada pela revista nesta quinta, 22. Wajngarten afirma que, ao saber da proposta da Pfizer, articulou reuniões com diretores da farmacêutica, mas que "as coisas travavam no Ministério da Saúde". Ao ser questionado sobre o que explica essa situação, respondeu: "Incompetência e ineficiência. Quando você tem um laboratório americano com cinco escritórios de advocacia apoiando uma negociação que envolve cifras milionárias e do outro lado um time pequeno, tímido, sem experiência, é isso que acontece". Wajngarten disse que ‘havia excesso de burocracia e pessoas despreparadas cuidando dessa questão’ no governo, mas negou que estivesse se referindo diretamente ao ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. "Estou me referindo à equipe que gerenciava o Ministério da Saúde nesse período", afirmou. "Nunca troquei mais do que um boa-tarde com o ministro. Seria leviano da minha parte falar dele." Pazuello é um dos nomes que devem ser convocados a se explicar na CPI da Covid que será instalada no Senado na próxima terça-feira, 27. O colapso no sistema de saúde de Manaus e a lentidão do avanço da vacinação são uma das linhas de frente de apuração do colegiado, onde o governo não tem maioria. Os senadores também têm em mãos um duro relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou uma série de omissões graves de Pazuello no comando da pasta. O documento apontou que o ministério evitou assumir a liderança do combate à covid-19 e abriu mão de responsabilidades. "O governo brasileiro fez sua parte (na crise de Manaus)", declarou Bolsonaro na transmissão ao vivo desta quinta. O ex-chefe da Secom, porém, não abordou a desautorização de Bolsonaro quando Pazuello informou que planejava adquirir doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan e ligada a seu adversário político, o governador de São Paulo João Doria (PSDB). Wajngarten também não discutiu as manifestações antivacinas do presidente ao longo da pandemia, mas afirmou que Bolsonaro ‘está totalmente eximido de qualquer responsabilidade nesse sentido’. "Se as coisas não aconteceram, não foi por culpa do Planalto", afirmou. 'Trabalho bem feito' Durante a live, o presidente elogiou o trabalho de Pazuello em Manaus. "É sinal que o nosso trabalho em Manaus, o meu trabalho, e o do Pazuello como ministro da Saúde, foi muito bem feito naquela região. Lamentamos a crise que teve lá, mortes, a coisa que chocou a todos nós, mas, infelizmente, foi uma coisa que ninguém esperava", disse. Na semana passada, o Ministério Público Federal apresentou ação de improbidade administrativa contra Pazuello e secretários do Ministério da Saúde por ações e omissões da pasta que levaram ao colapso dos hospitais em Manaus.

Comentário

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu que arranjar emprego pode se tornar "quase impossível" para as mulheres, caso ele sancione um projeto de lei que amplia a multa contra empresas que praticam discriminação salarial contra trabalhadoras. A proposta prevê o pagamento de indenização à empregada prejudicada, no valor de até cinco vezes a diferença de remuneração em relação ao homem que ocupa a mesma função. "Pode ser que o pessoal não contrate, ou contrate menos mulheres, vai ter mais dificuldade ainda", disse ele em sua live semanal, sem apresentar dados ou estudos que corroborem essa visão. O texto foi aprovado pelo Senado no fim de março, após a bancada feminina na Casa ter articulado a votação em defesa da igualdade salarial. Trata-se de uma mudança em relação à regra atual, vigente desde 1999, que condena explicitamente a discriminação por gênero, raça, idade ou situação familiar nas contratações e políticas de remuneração, formação e oportunidades de ascensão profissional, mas prevê punições brandas, entre R$ 547,45 e R$ 805,07. Além disso, o pagamento é devido ao governo, não à trabalhadora lesada pela prática da empresa. Defensores da igualdade salarial argumentam que a aprovação do projeto é um passo importante para melhorar a representatividade das mulheres no mercado de trabalho. Na pandemia, a taxa de participação das trabalhadoras, que já era inferior à dos homens, caiu a 45,8%. Isso significa que menos da metade das mulheres estão em atividade, seja trabalhando, seja buscando emprego. Bolsonaro evitou antecipar sua decisão sobre vetar ou sancionar o projeto e pediu que seus espectadores na internet comentassem sobre o que ele deveria fazer. O presidente ressaltou o custo que a iniciativa pode gerar aos empresários se for sancionada e insinuou que as trabalhadoras podem exigir pagamento igual em situações em que "supostamente é a mesma atividade". Por outro lado, ele também disse que pode virar alvo de uma "campanha das mulheres" contra ele e ser "massacrado" caso decida pelo veto. O presidente ainda lançou o argumento de que "tem lugar em que mulher ganha mais do que homem", apesar de estudos mostrarem que a situação contrária - homens ganhando mais do que mulheres na mesma função - ser comprovadamente mais comum. Uma pesquisa publicada no ano passado pelos economistas Beatriz Caroline Ribeiro, Bruno Kawaoka Komatsu e Naercio Menezes Filho, do Insper, comparou a remuneração de trabalhadores segundo gênero, raça, escolaridade e tipo de instituição de ensino frequentada (público ou privada). Um homem branco que concluiu o ensino superior em instituição pública teve média salarial de R$ 7.891,78 entre 2016 e 2019, contra R$ 4.739,64 no caso de mulheres brancas na mesma situação, R$ 4.750,58 de homens pretos e pardos e R$ 3.047,01 de mulheres pretas e pardas. Em uma análise por ocupação, a equipe do Insper detectou que médicos brancos ganhavam mais que o dobro de médicas brancas. O padrão se repetiu, com diferentes proporções, em outras áreas, como engenharia e arquitetura, professores, administração e ciências sociais. Em geral, a situação da mulher negra é ainda pior em termos de remuneração. "Se eu veto o projeto, imagina como é que vai ser a campanha das mulheres contra mim. 'Ah machista, eu sabia, ele é contra a mulher, quer que mulher ganhe menos', etecetera, etecetera, etecetera... Se eu sanciono, os empresários vão falar o seguinte: Poxa, pode o que eu estou pagando aqui ser questionado judicialmente, na justiça trabalhista dificilmente o patrão ganha, quase sempre o empregado ou a empregada, no caso, ganha, então... Eu acho que é função diferente, a justiça do trabalho achou que não, é igual. Posso ter uma multa de R$ 200 (mil), R$ 300 (mil), R$ 400 (mil), R$ 1 milhão. Vai quebrar a empresa", disse Bolsonaro na live, ao lado do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Na avaliação do presidente, a sanção do projeto que assegura igualdade salarial pode piorar a condição das mulheres no mercado de trabalho. "É difícil para a mulher arranjar emprego? Sim, é difícil para todo mundo, para a mulher é um pouco mais difícil. Se o emprego (para a mulher) vai ser quase impossível ou não, ou você vai dizer o patrão tem que tomar vergonha na cara e pagar o salário justo... Pode ser que o pessoal não contrate, ou contrate menos mulheres, vai ter mais dificuldade ainda", afirmou. Ao final de sua fala, Bolsonaro lançou a "enquete" virtual para seus seguidores e pediu respostas até segunda-feira (26), quando termina o prazo para sanção ou veto do projeto. Uma das principais articuladoras da proposta no Congresso, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), líder da bancada feminina, reagiu às declarações do presidente e disse ter convicção de que a sociedade brasileira apoia a iniciativa. "Fico muito tranquila. Tenho convicção de que a maioria mais que absoluta da população brasileira, inclusive dos homens, reconhece a importância, inclusive econômica, da mulher. É mais do que justo, mas também economicamente eficiente, você igualar salários de homens e mulheres que ocupem as mesmas funções na iniciativa privada", afirmou. A senadora, porém, cobrou que a "enquete" do presidente seja feita "apenas com cidadãos brasileiros de carne e osso", em uma indireta ao séquito de robôs mantido por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. "Se a enquete for correta, justa, não temos medo nenhum do resultado. Agora, não podemos aceitar trocar a legitimidade do Congresso Nacional por robôs que aceitam dizer o que a pessoa que provocou a enquete quer ouvir", afirmou. A maior igualdade entre homens e mulheres faz parte inclusive do conjunto de boas práticas internacionais reunidas sob o selo ESG, sigla em inglês para ambiente, social e governança. Recentemente, o Tesouro Nacional tornou público seus planos de fazer emissões soberanas com o selo ESG, atraindo dinheiro mais barato de investidores estrangeiros para o País. Entre os indicadores-chave para essa pauta estão participação das mulheres no parlamento (no qual o Brasil tem desempenho pior do que a média de países) e razão entre mulheres e homens na força de trabalho (em que o País se sai melhor, mas ainda abaixo das nações avançadas).

Comentário

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avaliou mais uma vez como injustas as críticas que o Brasil sofre por causa da política ambiental de seu governo. Para a transmissão ao vivo que fez nesta quinta-feira, 22, ele convidou o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, com o objetivo de repercutir os discursos da cúpula do clima, uma iniciativa do presidente americano, Joe Biden. "Não justifica essa crítica absurda ao Brasil. Está na cara que, no fundo, (...) é uma questão econômica", disse o presidente. "É a turma que quer voltar ao poder. Criticam tudo o que se possa imaginar. Não tem notícia boa para esses caras." Sem citar nomes, Salles criticou a pressão exercida por artistas e ONGs contra a política ambiental brasileira. Segundo ele, é algo que parte de quem faz "oposição política". Na transmissão, o ministro também rechaçou ceder a pressões e fiscalizações de países como os Estados Unidos sobre o Ministério do Meio Ambiente. "Fiscalizar o Ministério do Meio Ambiente quem fiscaliza é o meu chefe, o presidente Bolsonaro. Nenhum país vai fiscalizar o Ministério do Meio Ambiente, não. Agora, mostrar aquilo que vai ser feito, que já está sendo feito para nós é satisfação", disse. Na conversa com Bolsonaro, o ministro voltou a defender a participação de países ricos em iniciativas para conter a emissão de gases no Brasil. "É importantíssimo que a gente faça aquilo que o senhor tem dito sempre, receba ajuda. Porque, nessa discussão climática, o Brasil não tem contribuição histórica. Enquanto os países ricos estavam com suas indústrias e locomotivas emitindo combustível fóssil, o Brasil era um país agrícola", disse Salles, dirigindo-se ao presidente.

Comentário

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) saiu em defesa do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello nesta quinta-feira, 22. Em transmissão ao vivo pelas redes sociais, o chefe do Executivo disse que o trabalho do seu ex-auxiliar "foi muito bem feito" em Manaus (AM), onde o sistema de saúde entrou em colapso por falta de oxigênio para pacientes com a covid-19, em janeiro. Para elogiar Pazuello, Bolsonaro usou como referência o título de cidadão manauara que ele mesmo deverá receber nesta sexta-feira, 23, na capital do Amazonas. "É sinal que o nosso trabalho em Manaus, o meu trabalho, e o do Pazuello como ministro da Saúde, foi muito bem feito naquela região. Lamentamos a crise que teve lá, mortes, a coisa que chocou a todos nós, mas, infelizmente, foi uma coisa que ninguém esperava", disse. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Delegado Péricles (PSL) e aprovada pela maioria da Assembleia Legislativa do Amazonas. O caos no sistema público de saúde do Amazonas foi o estopim para a criação da CPI da Covid, que será instalada no Senado na próxima terça-feira, 27. A eventual responsabilidade de Pazuello na crise é uma das frentes de apuração no colegiado, onde o governo não tem maioria. Substituído pelo médico Marcelo Queiroga no ministério, Pazuello é um dos alvos da CPI e a convocação dele para questionamentos é dada como certa. O governo tem trabalhado para proteger o general, que deve ganhar uma secretaria no Palácio do Planalto. Os senadores também têm mãos um duro relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou uma série de omissões graves de Pazuello no comando da pasta. O documento apontou que o ministério evitou assumir a liderança do combate à covid-19 e abriu mão de responsabilidades. "O governo brasileiro fez sua parte (na crise de Manaus)", declarou Bolsonaro na transmissão ao vivo. Como mostrou o Estadão, além do general Pazuello, militares levados por ele para postos importantes da pasta também estão na mira da CPI. A pressão preocupa o Planalto em razão do risco de recair sobre militares o rótulo de ineficiência e incompetência no enfrentamento à pandemia. O atual ministro da Defesa, general Braga Netto, também está na mira da CPI. Como chefe da Casa Civil, Braga Netto coordenava o comitê de crise do governo que, na avaliação de técnicos do TCU, foi omisso.

Comentário

Após um hiato de 25 anos fora de uma competição continental, o Red Bull Bragantino iniciou sua trajetória na Copa Sul-Americana com vitória consistente sobre o Tolima, eterno algoz do Corinthians - por eliminar o clube alvinegro da Copa Libertadores em 2011 -, por 2 a 1, na noite desta quinta-feira, no estádio Nabi Abi Chedid, pela primeira rodada da fase de grupos. Com o resultado, o Red Bull Bragantino divide a liderança do Grupo G com o Emelec, que, mais cedo, derrotou o Talleres, na Argentina, por 2 a 1. Assim como o clube argentino, o Tolima não pontuou. O Tolima começou o jogo recuado, esperando uma ação do Red Bull Bragantino e ela veio com um gol logo aos nove minutos. Claudinho pela esquerda, na entrada da área, e chutou cruzado. A bola desviou em Castrillón, bateu na trave e parou no fundo das redes. Arbitragem assinalou gol contra. Com uma marcação alta, o Bragantino dificultou a saída de bola do Tolima, que não conseguiu encaixar uma jogada de mais perigo. Já o time paulista foi cirúrgico. Aos 44 minutos, Helinho partiu em velocidade e chutou. O goleiro Montero espalmou nos pés de Ytalo, que ampliou o marcador. No segundo tempo, com ampla vantagem no placar, o Bragantino fez um jogo estratégico. Maurício Barbieri recuou o time, que ficou com a posse de bola e foi ditando um ritmo lento contra um adversário que não conseguiu criar. Com jogadores rápidos e talentosos na frente, a equipe paulista foi deixando o tempo passar. Com a vitória praticamente assegurada, o Bragantino se acomodou e sofreu um sufoco do Tolima nos minutos finais. Aos 47 minutos, o árbitro marcou um pênalti após a bola bater no braço de Aderlan dentro da área. Mosquera foi para a cobrança e diminuiu, mas já não havia mais tempo para buscar o empate. Na próxima rodada, o Red Bull Bragantino enfrenta o Emelec na quarta-feira, às 21h30, no estádio George Capwell, no Equador. No mesmo dia e horário o Tolima desafia o Talleres, na Colômbia.

Comentário

Página 5 de 1037

// EDITAIS

Leilão de imóveis da Sanesul oferece 28 terrenos em várias regiões do estado

Ocorre no dia 4 de maio, às 9 horas, o primeiro leilão de imóveis da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do ...

Edital de Convocação de Assembleia Geral da Associação ABRAÇO

EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL A ABRAÇO a Paralisia Cerebral – Associação As...

Instituto Mãe Terra convoca Assembleia Geral

    INSTITUTO MÃE TERRA – CNPJ/MF – N. 149058260001-04 Endereço: Rua Dr. Nicolau Fragelli ...

Convocação de Assembleia Geral da Associação Douradown

Edital de convocação para Assembleia Geral da Associação Douradown A diretoria executiva, de acordo...

EDITAL DE CONVOCAÇÃO - UNIMED DOURADOS

  EDITAL DE CONVOCAÇÃO ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E DO PROCESSO ELEITORAL Nos termos Estatut&aacu...

Entre em Contato

Editor de conteúdo
Clóvis de Oliveira
Email: clovis@douranews.com.br

Rua Floriano Peixoto, 343
Jardim América – Dourados/MS
CEP 79803-050
Tel.: 67 3422-3014

WhatsApp 9 9913 8196

Telefones Úteis

google-site-verification=JCBZiaUdGxZgtTnDymeR8S6dTexoochsEftWECURSIQ