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Estadão Contéudo

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O São Paulo viu a até então melhor defesa do Campeonato Brasileiro ruir nesta quarta-feira. Com 4 gols sofridos na etapa inicial, sendo 3 nos primeiros 18 minutos, perdeu por 4 a 2 para o Bragantino, no Estádio Nabi Abi Chedid, pela 28.ª rodada, nesta quarta-feira, falhando na busca por uma resposta imediata após a queda nas semifinais da Copa do Brasil. Desfalcado de peças importantes na defesa, o São Paulo foi dominado pelo Bragantino, que atuou com a marcação adiantada, forçando erros do adversário, que até então só tinha sofrido 22 gols na competição, e os aproveitando. Assim, criou muitas chances de gol. O placar, inclusive, só não foi maior porque Tiago Volpi fez várias defesas difíceis no segundo tempo. O Bragantino, assim, vai fechar a temporada 2020 sem perder para o São Paulo: venceu por 3 a 2 no Paulista e havia empatado por 1 a 1 no primeiro turno do Brasileirão, ambos em jogos no Morumbi. Agora, encerra uma série de duas derrotas e chega aos 34 pontos, na 12.ª colocação, com essa expressiva goleada. Apesar da derrota, o São Paulo segue na liderança do Brasileirão, com 56 pontos, com 7 de vantagem para o Flamengo, que perdeu para o Fluminense e tem um jogo a menos, e o Atlético-MG, que só vai atuar nesta rodada em 27 de janeiro. O São Paulo tentará se reabilitar no domingo, quando receberá o Santos em clássico no Morumbi. No dia seguinte, o Bragantino, também em casa, terá pela frente o Atlético. O JOGO - O São Paulo foi ao campo sem três titulares com características de marcação - Juanfran, Arboleda e Luan -, além do desfalque de Luciano. E teve atuação tenebrosa do seu sistema defensivo nos primeiros 45 minutos, sofrendo com falhas individuais e para sair jogando, diante da marcação pressão imposta pelo Bragantino. Assim, levou 4 gols - e pareceu pouco. Foram 3 apenas nos 18 minutos iniciais. Primeiro, Daniel Alves perdeu a bola e Claudinho marcou, aos 3. Aos 13, o gol de Raul, que já havia marcado no primeiro turno no Morumbi, veio após contra-ataque, depois de novo vacilo de Daniel Alves, e teve a participação direta de Claudinho. Já o terceiro, após cobrança de falta, foi de Fabrício Bruno, de cabeça. Entre o segundo e o terceiro gols do Bragantino, o São Paulo até fez o seu, aos 15, com Tchê Tchê, em jogada construída por Daniel Alves. Mas foi quase um detalhe em um primeiro tempo de total domínio do time da casa, tanto que ainda marcou mais uma vez, quando os visitantes buscavam equilibrar o jogo, chegando a ter um gol de Brenner anulado após consulta ao VAR, por impedimento de Vitor Bueno. O quarto saiu após Diego Costa perder a bola no campo de defesa. E quem marcou foi Artur, aos 44, selando um primeiro tempo de muitos erros do São Paulo, mas também de impressionante volume de jogo da objetiva e veloz equipe da casa, com apenas 33% de posse de bola, mas 13 finalizações, dez a mais do que o líder do Brasileirão. Na volta do intervalo, Diniz promoveu duas alterações no São Paulo, tirando dois reservas escalados de início - Igor Vinicius e Diego Costa. Mas pouco mudou, pois o time continuou perdido em campo e só não foi vazado aos 7 e aos 12 por difíceis defesas de Volpi em disparos de Claudinho e Artur. O Bragantino seguia encontrando espaços e ficou em situação ainda mais confortável após a expulsão de Tchê Tchê por cotovelada em Cuello. O ritmo do jogo diminuiu, mas Volpi continuou sendo o são-paulino a trabalhar mais em Bragança Paulista. E contou com a ajuda da trave, em cabeceio de Hurtado, para não sofrer o quinto. No fim, Gonzalo Carneiro diminuiu para o São Paulo em gol confirmado após consulta ao VAR. FICHA TÉCNICA: BRAGANTINO 4 x 2 SÃO PAULO BRAGANTINO - Cleiton; Aderlan, Fabrício Bruno (Realpe), Ligger e Edimar; Raul, Ricardo Ryller (Ramires) e Claudinho; Cuello (Weverton), Artur (Bruno Tubarão) e Ytalo (Jan Hurtado). Técnico: Maurício Barbieri. SÃO PAULO - Tiago Volpi; Igor Vinicius (Paulinho Boia), Bruno Alves, Diego Costa (Léo) e Reinaldo; Tchê Tchê, Daniel Alves, Gabriel Sara e Igor Gomes; Brenner (Gonzalo Carneiro) e Vitor Bueno (Rodrigo Nestor). Técnico: Fernando Diniz. GOLS - Claudinho, aos 3, Raul, aos 13, Tchê Tchê, aos 15, Fabricio Bruno, aos 18, e Artur, aos 44 minutos do primeiro tempo. Gonzalo Carneiro, aos 52 minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - Luiz Flavio de Oliveira (Fifa/SP), CARTÕES AMARELOS - Aderlan e Artur (Bragantino); Bruno Alves e Brenner (São Paulo). CARTÃO VERMELHO - Tchê Tchê. LOCAL - Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP).

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O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, 6, que houve "muita fraude" nas eleições americanas que marcaram a derrota de Donald Trump, a quem o líder brasileiro destacou ser aliado. Ao interagir com apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro foi perguntado sobre a situação "bem tensa" em Washington, mas não comentou diretamente a invasão do Congresso dos Estados Unidos por extremistas pró-Trump. "Eu acompanhei tudo hoje. Você sabe que sou ligado ao Trump. Então, você sabe qual a minha resposta aqui. Agora, muita denúncia de fraude, muita denúncia de fraude. Eu falei isso um tempo atrás e a imprensa falou: 'sem provas, presidente Bolsonaro falou que foi fraudada as eleições americanas'", disse. Mais uma vez sem apresentar provas, Jair Bolsonaro voltou a alegar que as eleições de 2018, da qual saiu vencedor, registraram fraudes que lhe tiraram uma vitória em primeiro turno. "A minha foi fraudada. Eu tenho indício de fraude na minha eleição, era para ter ganho no primeiro turno", declarou. Durante visita aos Estados Unidos, em 9 de março do ano passado, Bolsonaro disse que entregaria provas de que as eleições de 2018 foram fraudadas, mas nunca as apresentou. Mais cedo, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a invasão do Congresso dos EUA por apoiadores de Trump que acreditam em fraude nas eleições vencidas por Joe Biden é uma "questão interna". "São questões internas dos EUA e que terão de ser solucionadas pelo novo governo e de acordo com a lei", disse o vice ao Estadão. Líderes de outros países democráticos, como os presidentes da França, Emmanuel Macron, e da Colômbia, Iván Duque, comentaram o episódio. No Brasil, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República disse que não comentaria o caso, e o Itamaraty não havia se posicionado até a conclusão desta reportagem. Autoridades do Legislativo e do Judiciário condenam invasão Mais uma vez, autoridades dos poderes Legislativo e Judiciário brasileiros condenaram a invasão nos EUA. O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (DEM-AP), chamou o episódio de tentativa de insurreição e disse que o protesto é inaceitável. "As imagens da invasão ao Congresso americano, em uma tentativa clara de insurreição e de desprezo ao resultado das eleições por parte de um grupo,são inaceitáveis em qualquer democracia e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade", escreveu Alcolumbre. No mesmo tom, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), chamou o caso de "desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições". "No triste episódio nos EUA, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face: antidemocrática e truculenta. Pessoas de bem, independentemente de ideologia, não apóiam a barbárie. Espero que a sociedade e as instituições americanas reajam com vigor a essa ameaça à democracia", disse o ministro do Supremo Tribunal Federal e presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Luís Roberto Barroso.

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A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) formalizou nesta quarta-feira, 6, um pedido de impeachment do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, junto à Câmara dos Deputados. No documento de dez páginas, assinado pelo presidente da associação, Paulo Jeronimo de Sousa, a entidade argumenta que o general cometeu crimes de responsabilidade e improbidade administrativa na condução da pandemia de covid-19 ao descumprir recomendações das autoridades sanitárias e, em ultima instância, agir contra o direito à Saúde. Por isso, defende a ABI, Pazuello deve ser retirado do cargo. "O ministro Eduardo Pazuello dá repetidas demonstrações de incompetência, ineficiência e incapacidade para desempenhar as tarefas de seu cargo", diz o pedido. A ABI afirma que o ministro desrespeitou as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a obrigatoriedade do uso de máscara de proteção facial, a importância do isolamento social e contra o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para tratar pacientes infectados pelo novo coronavírus, como a hidroxicloroquina, a cloroquina, a ivermectina e a azitromicina. A associação também criticou a ausência de um cronograma para iniciar a imunização contra a doença e a suspensão da compra de seringas, anunciada mais cedo pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) - a medida rendeu ao governo uma ação popular pedindo que o Ministério da Saúde seja obrigado a adquirir os insumos para iniciar a vacinação da população. O pedido de impeachment lembrou ainda a demora na elaboração de um plano de medidas de contenção ao contágio e a mortandade pelo novo coronavírus entre a população indígena, como determinou o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na avaliação da ABI, o ministro precisa ser responsabilizado pela 'negligência' em cumprir suas obrigações. Em comunicado à imprensa, a ABI ainda argumenta que a postura de Bolsonaro, que minimiza a gravidade da pandemia, não pode servir como escudo a Pazuello. "Ainda que seu superior hierárquico, o presidente da República, inegavelmente tenha enorme responsabilidade nos desmandos, o ministro não pode escudar-se nesse fato para se abster de tomar as providências básicas que a função requer", diz a associação. "É inaceitável a justificativa apresentada por Pazuello para não cumprir obrigações básicas. Ao declarar que "um manda, o outro obedece", o ministro lava as mãos e abdica de suas obrigações", acrescenta em referência à declaração dada em outubro pelo ministro após ter sido desautorizado pelo presidente e orientado a cancelar o protocolo de intenções para a compra da Coronavac. A vacina é desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantã, do governador paulista João Doria (PSDB), adversário político de Bolsonaro. Para a ABI, o episódio deixou clara a imposição de obstáculos 'por motivos ideológicos' para a compra do imunizante. O pedido de impeachment foi encaminhado ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), a quem cabe admitir ou não o processo. Não há prazo definido para a apreciação e eventual envio a uma Comissão Especial. Antes de ser empossado como ministro, em meados de setembro do ano passado, Pazuello passou mais de cem dias na condição de interino após a saída de Nelson Teich, que ficou menos de um mês à frente da pasta, e da demissão de Luiz Henrique Mandetta. Ambos deixaram o governo por divergências com o Planalto. Desde a sua efetivação, o general tem agido alinhado às diretrizes da Presidência.

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O Grêmio foi eficiente e abriu 2021 com vitória ao fazer 2 a 1 no Bahia nesta quarta-feira, em Porto Alegre, em duelo válido pela 28.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Vanderson e Diego Souza marcaram para o time gaúcho, que voltou ao G4. Anderson Martins fez para os baianos, que viram a crise aumentar e podem entrar na zona do descenso. Com o resultado, o Grêmio chegou ao 13.º jogo sem perder no torneio e subiu para o quarto lugar momentaneamente, integrando o grupo que garante vaga na fase de grupos da próxima edição da Libertadores. O time gaúcho soma 48 pontos e terá de torcer por um tropeço do arquirrival Inter, que tem 47 e joga na quinta contra o Ceará, para se manter no G4. O Bahia amargou a sétima derrota consecutiva, ampliou a crise e pode voltar à zona de rebaixamento nesta rodada. O Grêmio volta a campo no próximo sábado para enfrentar o Fortaleza, às 21h, fora de casa, no Castelão. No domingo, o Bahia mede forças com o Atlético-GO, às 18h15, em Goiânia. Os duelos são válidos pela 29.ª rodada do Brasileirão. Os donos da casa pressionaram e foram superiores no início do primeiro tempo. O time do técnico Renato Gaúcho jogou muito pelo lado esquerdo. Foi por ali que nasceu o gol de Vanderson, aos 15 minutos. Jean Pyerre lançou Diogo Barbosa, que cruzou na cabeça do jovem lateral-direito. Ele abriu o placar e chorou ao anotar o seu primeiro gol como profissional. Os gaúchos seguiram com maior posse de bola, mas passaram a levar menos perigo ao gol adversário, deram muitos espaços e viram os baianos melhorarem, terem mais volume de jogo e finalizarem mais. Explorando as costas dos zagueiros em velocidade, os visitantes balançaram as redes aos 25 minutos com Gilberto. O atacante recebeu na ponta, puxou para o meio e acertou um lindo e potente chute perto do ângulo. O VAR, no entanto, apontou impedimento no lance e invalidou o golaço. Depois disso, o time baiano ainda chegou mais duas vezes com Ronaldo, em arremate de longe, e novamente com Gilberto, que perdeu um gol inacreditável já nos acréscimos da primeira etapa. Ele ficou cara a cara com Vanderlei, mas mandou para fora. Se o primeiro golaço não valeu, o segundo foi validado e saiu dos pés de Anderson Martins. No primeiro minuto da etapa complementar, o zagueiro recebeu na entrada da área, limpou para a perna esquerda e mandou com categoria no ângulo esquerdo de Vanderlei para empatar o jogo em Porto Alegre. O Grêmio, no entanto, voltou a ficar à frente rapidamente. Desta vez, foi Diego Souza quem foi às redes. Aos oito minutos, em falta em dois toques perto da meia-lua, a bola foi rolada para o atacante, que finalizou com força e viu a bola entrar depois de bater na mão do goleiro Douglas. Foi o 23.º gol do artilheiro isolado da equipe na temporada. Após retomar a liderança no placar, os anfitriões praticamente não chegaram mais ao gol adversário, abrindo mão de atacar. No entanto, a equipe de Renato Gaúcho conseguiu administrar a vantagem com segurança e foi pouco ameaçada pelo Bahia, que, sem criatividade, sofreu para penetrar na defesa rival. O técnico Dado Cavalcanti promoveu mudanças no final, mas foram em vão. FICHA TÉCNICA GRÊMIO 2 X 1 BAHIA GRÊMIO - Vanderlei; Vanderson (Thaciano), Rodrigues, Kannemann e Diogo Barbosa; Lucas Silva (Darlan), Matheus Henrique e Jean Pyerre (Pinares); Alisson (Everton), Diego Souza (Churín) e Pepê. Técnico: Renato Gaúcho. BAHIA - Douglas; Nino Paraíba, Ernando, Anderson Martins e Matheus Bahia (Zeca); Ronaldo, Ramon (Clayson), Daniel (Gabriel Novaes) e Ramírez; Thiago Andrade (Rossi) e Gilberto. Técnico: Dado Cavalcanti. GOLS - Vanderson, aos 15 minutos do primeiro tempo. Anderson Martins, a um, e Diego Souza, aos oito minutos do segundo tempo. ÁRBITRO - Ramon Abatti Abel (SC). CARTÕES AMARELOS - Vanderlei e Matheus Henrique (Grêmio); Ramon, Thiago Andrade, Rossi e Gilberto (Bahia). PÚBLICO E RENDA - Jogo sem torcida. LOCAL - Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS).

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A disputa entre Boca Juniors e Santos por uma vaga na final da Copa Libertadores está bastante aberta. Nesta quarta-feira, na primeira partida da semifinal, as equipes empataram por 0 a 0, no Estádio La Bombonera, e deixaram a decisão para a próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. O Santos tem a vantagem de atuar em casa, mas assim como o Boca, não terá a presença da torcida a empurrá-lo. Na Vila, quem vencer passa. Empate sem gols leva aos pênaltis e com gols favorece o time argentino. O Santos não se intimidou com a Bombonera, ainda mais vazia, nem com o time do Boca. Marcou forte, impedindo a criação de jogadas dos argentinos, e, com a bola nos pés, procurou jogar em velocidade, mas encontrou dificuldade para penetrar. O Boca também começou marcando duro, para não dar espaços aos santistas, sobretudo Marinho. Por isso, nos 15 minutos iniciais, a partida ficou concentrada do meio de campo. Na única investida mais perigosa, aos 9, Tévez lançou Villa, que acertou o travessão de John Victor. Mas o meia argentino estava impedido. Com o passar do tempo, o Santos foi se acertando em campo e passou a ser ligeiramente superior ao time da casa. Parecia mais à vontade. Mas explorava mais o lado esquerdo, com Soteldo, que não se inibia com os marcadores argentinos, tentava os dribles e se movimentava bastante. No entanto, o Santos não dava trabalho ao goleiro Andrada. Apagado, Marinho concluiu duas vezes. Na primeira isolou uma cobrança de falta; depois, chutou para defesa de Andrada. No intervalo, o Santos optou por não ir ao vestiário. Os jogadores e o técnico Cuca ficaram no gramado conversando sobre alternativas para tentar fazer o time evoluir. O segundo tempo começou com o Boca tentando fazer pressão. O técnico Miguel Ángel Russo adiantou a sua equipe, que passou a ter mais a bola. Criou uma boa chance no primeiro minuto, em um chute de Salvio que John Victor espalmou, e começou a incomodar o Santos. O técnico Cuca percebeu e com 10 minutos trocou Soteldo por Sandry, para reforçar a marcação. O objetivo era reforçar a consistência defensiva para tentar explorar com mais tranquilidade as jogadas ofensivas em velocidade. A saída do venezuelano tirou do time aquela que vinha sendo sua principal opção ao atacar. Mas com o meio de campo mais "encorpado", o Santos passou a ter o domínio e a ir mais vezes ao ataque. As chances de gol, de ambos os lados, eram raras. Quando teve uma boa oportunidade, aos 18 minutos, Marinho, dentro da área, pegou mal de esquerda e facilitou a defesa de Andrada. Em seguida, Kaio Jorge arriscou de fora da área, por cima. O Santos tinha o controle da partida, mas era deficiente e precipitado nas finalizações. Exemplo disso foi uma conclusão de Lucas Braga da intermediária por cima do gol aos 26 minutos, numa jogada em que poderia ter carregado mais a bola. O Santos foi prejudicado aos 28, quando Marinho foi derrubado na área claramente por Izquierdoz. Mas o chileno Roberto Tobar achou o lance normal e o VAR também. O técnico do Boca tornou seu time mais ofensivo, mas isso não significou criação de chances em profusão. Com isso, o jogo ficou amarrado no final e o 0 a 0 acabou se impondo, em um partida que teve um detalhe raro de se ver quando argentinos e brasileiros se encontram: apenas um cartão amarelo, dado a Villa, já aos 40 minutos da etapa final. FICHA TÉCNICA: BOCA JUNIORS 0 X 0 SANTOS BOCA JUNIORS - Andrada; Jara, Lizandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González (Cardona), Capaldo, Villa e Savio (Buffarini); Soldano (Ábila) e Tévez. Técnico: Miguel Ángel Russo. SANTOS - John Victor; Pará, Lucas Veríssimo (Laércio), Luan Peres e Felipe Jonatan; Alison, Diego Pituca e Lucas Braga; Marinho, Kaio Jorge (Madson) e Soteldo (Sandry). Técnico: Cuca. ÁRBITRO - Roberto Tobar (Chile). CARTÃO AMARELO - Villa. LOCAL - La Bombonera, em Buenos Aires (Argentina).

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Diversos líderes internacionais publicaram mensagens de condenação aos eventos desta quarta, 6, em Washington, após a invasão do Capitólio e uma escalada de tensões, em meio à confirmação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais pelo Congresso. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, chamou as cenas de "vergonhosas", e afirmou, pelo Twitter, que os Estados Unidos defendem a democracia pelo mundo, e agora é "vital" que haja uma transição pacífica de poder. Do outro lado do Canal da Mancha, as reações dos líderes da União Europeia foram no sentido de olhar para o governo Biden. Em seu Twitter, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou estar "olhando à frente" para a administração do democrata, e disse acreditar no força das instituições e da democracia dos EUA. O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, chamou os eventos de um "choque", e afirmou que o Congresso dos EUA são um "templo da democracia". O Alto Representante do bloco, Josep Borrell, afirmou que a democracia americana hoje esteve sob "sítio", e que foi um ataque nunca visto às instituições e ao Estado de direito do país. O ministro das Relações Exteriores alemão, Heiko Mass, afirmou que os "inimigos da democracia ficarão felizes em ver as fotos", indicando que palavras inflamatórias "tornam-se atos violentos", e fez um paralelo das cenas de Washington com o Reichstag, em Berlim. "O desdém pelas instituições democráticas é devastador", afirmou Mass. O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luís Almagro, publicou uma declaração "repudiando os ataques contra as instituições", e afirmando que o exercício da força e do vandalismo constituem um "sério ataque" ao funcionamento da democracia. "Exigimos o retorno à tão necessária racionalidade e a conclusão do processo eleitoral de acordo com a constituição e os procedimentos institucionais correspondentes", conclui o comunicado.

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O apoio do PT ao deputado Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara deve levar o partido a fechar uma aliança com Rodrigo Pacheco (DEM-MG), candidato ao comando do Senado. O motivo alegado por integrantes da sigla é evitar que o MDB volte a ter o comando das duas casas do Legislativo, como ocorreu no governo de Dilma Rousseff, abreviado pelo impeachment. "Já que o PT apoiou o MDB na Câmara dos Deputados, não faz muito sentido apoiar o mesmo partido no Senado. A tendência maior é trabalhar para o nome do Rodrigo Pacheco, mas não fechamos ainda formalmente", disse o senador Humberto Costa (PT-PE). O partido tem uma reunião agendada para a próxima segunda-feira. Pacheco lidera a bancada do DEM e é candidato do atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Anteontem à noite, o PSD - a segunda maior bancada no Senado e majoritariamente próxima do governo do presidente Jair Bolsonaro - anunciou que apoiará Pacheco. Na Câmara, o PT optou por apoiar Baleia para derrotar o deputado Arthur Lira (PP-AL), líder do Centrão e candidato do Palácio do Planalto. O partido tem 52 deputados federais e seis senadores. No Senado, Pacheco também se aproximou de Bolsonaro, mas prometeu garantir espaços para a oposição. O líder do PT na Casa, senador Rogério Carvalho (SE), é próximo a Alcolumbre e chegou a sinalizar apoio para a reeleição do atual presidente do Senado, mas a possibilidade de recondução foi barrada por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Pacheco deve ter como principal adversário na disputa um nome do MDB, a maior bancada da Casa, com 13 senadores. O nome do partido para a disputa ainda não foi definido. Antes da decisão que barrou a reeleição, Alcolumbre se aproximou de um acordo com a oposição. Além do PT, ele tinha apoio do líder do PDT no Senado, Weverton Rocha (MA), para tentar a recondução no cargo. Agora, Pacheco procurou senadores de oposição ao governo na Casa em busca do "espólio" de Alcolumbre e prometeu garantir espaço na Mesa Diretora e nas comissões. A oposição não deve lançar candidato no Senado. Discussão Além do PT, o bloco que reúne PDT, Rede, PSB e Cidadania, com nove senadores, também discutirá nos próximos dias que rumo tomará na sucessão. "A decisão ainda passará pela direção do PDT e pelo bloco, mas eu defendo que tenhamos um conjunto de exigências, que a Mesa Diretora seja independente e tenha uma agenda que privilegie o Senado, e não fique a reboque do Executivo", afirmou o senador Cid Gomes (PDT-CE). Dentro desses partidos, há quem apoie o candidato de Alcolumbre, mas também há dissidentes em prol de um apoio que derrote Pacheco, entre eles integrantes do "Muda, Senado", grupo composto por parlamentares de várias legendas. Adversário do atual presidente do Senado, o grupo avalia lançar um bloco independente para tentar derrotar o candidato indicado por ele.

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O presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta quarta-feira, 6, que as imagens de invasão ao Capitólio por apoiadores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são "inaceitáveis em qualquer democracia e merecem o repúdio e a desaprovação de todos os líderes com espírito público e responsabilidade". A invasão do Capitólio em Washington D.C. por extremistas pró-Donald Trump interrompeu a confirmação da vitória do presidente eleito Joe Biden. A Câmara e o Senado estavam em sessões separadas para discutir as objeções de alguns legisladores quando os manifestantes se reuniram do lado de fora da barreira do perímetro externo e passaram a invadir alguns prédios do complexo do Capitólio. Parlamentares saíram escoltados do edifício. "O Senado Federal brasileiro acompanha atentamente o desenrolar desses acontecimentos, enviando aos congressistas e ao povo americano nossa solidariedade e nosso apoio. Defendo, como sempre defendi, que a democracia deve ser respeitada e que a vontade da maioria deve prevalecer", afirmou Alcolumbre, em nota divulgada à imprensa. Para o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a invasão do Congresso norte-americano por extremistas "representa um ato de desespero de uma corrente antidemocrática que perdeu as eleições". "Fica cada vez mais claro que o único caminho é a democracia, com diálogo e respeitando a Constituição", escreveu Maia no Twitter. A invasão do Capitólio também foi duramente criticada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. Em novembro, Barroso acompanhou as eleições nos Estados Unidos na condição de observador e visitou locais de votação em Maryland e Washington D.C. "No triste episódio nos EUA, apoiadores do fascismo mostraram sua verdadeira face: antidemocrática e truculenta. Pessoas de bem, independentemente de ideologia, não apóiam a barbárie. Espero que a sociedade e as instituições americanas reajam com vigor a essa ameaça à democracia", disse Barroso no Twitter.

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O Brasil registrou 1.242 novas mortes nas últimas 24 horas em decorrência da covid-19, segundo dados atualizados nesta quarta-feira, 6, pelo Ministério da Saúde. Com isso, o País já registra um total de 198.974 óbitos pela doença. De ontem para hoje, foram notificados 63.430 novos casos da covid-19, elevando o total de infectados no País para 7.873.830. (Equipe AE)

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O Brasil se aproxima dos 200 mil mortos pela covid-19 nesta quarta-feira, 6. Segundo o consórcio de veículos de imprensa, foram computados 199,043 óbitos causados pela doença. De acordo com os dados do consórcio, divulgados às 20h, nas últimas 24 horas foram registradas 1,266 mortes e 62.532 pessoas testaram positivo para a covid-19. A média móvel de óbitos, que registra as oscilações dos últimos sete dias e elimina distorções entre um número alto de meio de semana e baixo de fim de semana, ficou em 729. No total, 7,874,539 pessoas foram infectadas no País desde o início da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, 6.963.407 pessoas se recuperaram da doença. Consórcio dos veículos de imprensa O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

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