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Estadão Contéudo

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Em meio a cobranças da comunidade internacional a respeito dos compromissos ambientais do País na Cúpula do Clima, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), disse que deve pautar nos próximos dias projetos sobre licenciamento ambiental e regularização fundiária no plenário da Casa. "Por esses dias, já falei com a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estaremos discutindo no plenário da Casa o licenciamento ambiental, que é um tema muito importante para o agronegócio brasileiro e para a produção brasileira", afirmou, no lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2021. A Lei Geral do Licenciamento Ambiental tem como objetivo definir parâmetros gerais que devem ser cumpridos por empreendedores no caso de obras com risco ambiental. O projeto do licenciamento será relatado por Neri Geller (Progressistas-MT). Gueller, que é vice-presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA). O governo considera que o licenciamento tem sido um obstáculo para o avanço da infraestrutura, sejam obras de transportes, energia, saneamento ou expansão agrícola e pecuária. Lira disse também que pretende pautar em breve no plenário o projeto de regularização fundiária. O projeto é semelhante ao texto original da MP 910, conhecida como MP da Grilagem, por mudar a lei para favorecer grandes ocupantes de terras públicas invadidas recentemente. "O projeto voltará à pauta, para que de maneira ampla, democrática e justa possamos ter um debate claro no plenário e aí sim ter uma configuração mais justa para aquelas pessoas que precisam ter titulação de sua terra para ter acesso a financiamentos", afirmou. Lira disse que a Câmara é "reformista" e afirmou esperar avanços na reforma administrativa, que deve ser aprovada em breve na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Sobre a reforma tributária, ele disse que vai conversar com o relator da comissão mista, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), para que encontre um "denominador" com o presidente do colegiado, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e apresente um relatório sobre o tema o mais rápido possível. "A partir daí teremos uma ideia clara do que virá de simplificação, facilitação, desburocratização da legislação tributária."

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A maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) votou nesta quinta-feira, 22, para confirmar o julgamento da Segunda Turma que declarou o ex-juiz federal Sérgio Moro parcial ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ação do triplex do Guarujá. A posição do plenário é mais uma vitória do petista e frustra o relator da Lava Jato, Edson Fachin, que havia tentado uma manobra para esvaziar a discussão sobre a atuação de Moro à frente da Justiça Federal de Curitiba. Na ação do triplex, Lula foi condenado por Moro a nove anos e seis meses de prisão, acabou enquadrado pela Lei da Ficha Limpa e foi afastado da corrida ao Palácio do Planalto nas últimas eleições. Em 8 de março deste ano, Fachin abalou o meio político e redesenhou a disputa eleitoral de 2022 ao derrubar as condenações de Lula, determinar o envio de quatro ações penais para a Justiça Federal do DF e arquivar a discussão sobre a suspeição de Moro. Na prática, a decisão, que foi parcialmente chancelada pelo plenário, tornou o petista elegível e apto a disputar as eleições de 2022. Cada um dos pontos da decisão do ministro foi examinado pelo plenário do STF desde a semana passada. Por 8 a 3, o STF decidiu que a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para cuidar das investigações contra Lula, que não diziam respeito diretamente a um esquema bilionário de corrupção na Petrobrás. Nesta quinta, por 6 a 5, o plenário manteve o entendimento de que os casos deveriam ser enviados para a Justiça Federal do DF. Último ponto a ser discutido no plenário, a suspeição de Moro é uma questão estratégica para o futuro da Lava Jato e do desdobramento das ações de Lula. Com a decisão da maioria do plenário de manter de pé a decisão da Segunda Turma que declarou Moro parcial, o reaproveitamento do trabalho feito em Curitiba não será possível na ação do triplex do Guarujá, por exemplo, já que a parcialidade do ex-juiz teria contaminado todo o processo. O caso, então, vai ter de voltar à estaca zero. "O plenário não pode tudo, nem modificar decisão proferida pela Segunda Turma, sob pena de violação do devido processo legal. Do contrário, criaremos uma terceira, quarta instância recursal. O STF é maior do que a sua composição atual, temos de honrar os nossos antepassados. Se nós não zelamos pela nossa biografia, temos de zelar pela biografia do tribunal. O STF é maior do que a sua composição atual, temos de honrar os nossos antepassados. Se nós não zelamos pela nossa biografia, temos de zelar pela biografia do tribunal", disse o ministro Gilmar Mendes. Crítico da Lava Jato, o ministro é a favor da manutenção do julgamento da Segunda Turma que declarou Moro parcial. "Essa história toda, ‘ah, está trazendo pro plenário’, não fica bem uma subversão processual dessa ordem, não é decente. Não é legal, como dizem os jovens. Esse tipo de manobra de expediente é um jogo de falsos espertos. Não é bom", acrescentou Gilmar. Os ministros Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o entendimento de Gilmar, votando a favor do julgamento da Segunda Turma. "A Segunda Turma não era incompetente para continuar o julgamento da suspeição. O plenário pode rever uma decisão já finalizada, de mérito, da Turma? Entendo que não. Há preclusão. Essa preclusão afeta os efeitos da decisão monocrática. A Turma já disse que não é prejudicial e julgou a suspeição. O respeito deve ser mútuo entre turma e relator. O respeito deve ser de ambos os lados", afirmou Moraes. Estratégia Conforme informou o Estadão, ao tentar arquivar a suspeição de Moro, Fachin expôs uma estratégia de reduzir danos e tentar blindar o ex-juiz federal, diante da certeza de que a Segunda Turma o declararia parcial, como acabou ocorrendo. Pelo raciocínio de Fachin, se a condenação que Moro impôs a Lula não existe mais, não faz mais sentido discutir a conduta do ex-magistrado no caso. A Segunda Turma, no entanto, contrariou Fachin e acabou declarando Moro parcial no final do mês passado, o que pode provocar um efeito cascata, contaminado outros processos que também contaram com a atuação do ex-juiz. No mês passado, um dia depois da decisão de Fachin, a Segunda Turma do STF contrariou o relator da Lava Jato e decidiu prosseguir com a análise sobre a atuação de Moro ao condenar Lula na ação do triplex de Guarujá. Por 3 a 2, o ex-juiz acabou sendo declarado parcial no caso. "Quando proferida e tornada pública a decisão monocrática ora agravada, em 8 de março de 2021, o julgamento do HC 164.493 (que discute a suspeição de Moro ao condenar Lula no caso do triplex) se encontrava paralisado há mais de 2 (dois) anos, em razão de pedido de vista formulado em 4 de dezembro de 2018, o qual, frise-se, não se encontrava no calendário de julgamentos da Segunda Turma, ordinariamente divulgado ao final da semana antecedente, o que, de fato, só veio a ocorrer na própria manhã do dia 9 de março de 2021, quando efetivamente retomada a deliberação colegiada, finalizada apenas em 23 de março de 2021", observou Fachin. "A circunstância do julgamento colegiado (da Segunda Turma, sobre Moro) encontrar-se suspenso em razão de pedido de vista não é impeditiva ao reconhecimento da superveniente prejudicialidade da pretensão", acrescentou. Expoente da ala a favor da Lava Jato, o ministro Luís Roberto Barroso concordou com o colega. "O julgamento da Segunda Turma é nulo após o relator ter extinguido o processo. Se o juiz é incompetente, nem se prossegue no exame da suspeição. Ignorar, atropelar o relator não tem precedente na história deste tribunal. E isso sim que está errado. A maneira certa de reformar decisão é no órgão competente e não no grito", afirmou. "Competência precede a suspeição: julgada a incompetência do juízo de primeiro grau, o julgamento da suspeição fica evidentemente prejudicado. A matéria sobre competência do juízo está relacionada aos pressupostos processuais, está relacionada com a formação da relação jurídica processual e sem juiz competente não há relação jurídica, aprendi isso há muitos anos", frisou Barroso.

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O Carrefour Brasil informa que Sébastien Durchon deixará o cargo de diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da companhia, a partir do dia 1º de junho, ou quando seu substituto tomar posse efetiva do posto. Durchon continuará no Carrefour, na liderança do processo de integração do Grupo BIG, além de ser preparado para assumir outro posto dentro da empresa no futuro. Para o seu lugar, foi indicado David Murciano, atualmente diretor financeiro das operações do Grupo Carrefour na Espanha. Sua posse depende da obtenção de visto de trabalho no Brasil.

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O governo federal da Austrália cancelou um acordo de infraestrutura entre a China o Estado de Vitória, um dos mais populosos do país, devido às preocupações de que o acordo poderia representar um risco para a segurança nacional. A liderança local havia aderido à iniciativa Belt and Road de Pequim, programa de política externa no qual a China está investindo bilhões de dólares em projetos em todo o mundo. "O governo federal deseja tanto quanto puder ter uma posição unificada nas principais questões de política externa com a China", afirma Richard Maude, diretor executivo de política da Asia Society, e ex-diplomata australiano. A Austrália já proibiu a Huawei de lançar redes móveis 5G alegando questões de segurança e aprovou leis que criminalizam a interferência estrangeira em sua política. A Embaixada da China em Camberra disse que a iniciativa visa melhorar a cooperação econômica e tem sido benéfica para os participantes. Segundo a representação, o acordo com Vitória teria promovido o crescimento econômico e cancelá-lo é outra medida irracional e provocativa feita pela Austrália. "Isso mostra ainda que o governo australiano não tem sinceridade em melhorar as relações China-Austrália. Está fadado a trazer mais danos às relações bilaterais e só vai acabar prejudicando a si mesmo", disse um porta-voz.

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Contrariando o clima de cautela observado na Bolsa e no mercado de moedas internacional, o real teve um dia de fortalecimento e o melhor desempenho mundial, considerando uma cesta de 34 moedas mais líquidas. Entrada de capital estrangeiro e desmonte de posições contra a moeda brasileira no mercado futuro explicam a melhora, ressaltam profissionais das mesas de câmbio. Este movimentos é estimulado pelo fim da novela sobre o Orçamento de 2021, que deve ser sancionado nesta quinta-feira pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, com veto parcial, e leva o câmbio a corrigir exageros recentes. Com isso, a divisa dos EUA caiu a R$ 5,44 na mínima do dia. No fechamento, o dólar à vista encerrou o dia em baixa de 1,73%, a R$ 5,4546, o menor nível desde 24 de fevereiro, enquanto subiu em emergentes como México e África do Sul. No mercado futuro, o dólar para maio cedia 2,09%, cotado em R$ 5,4530 às 17h36. Apesar do Orçamento ter deixado R$ 125 bilhões em recursos fora do teto e do alerta nesta quinta da agência Moody's de que isso é negativo para o perfil de crédito para o Brasil, a visão entre participantes do mercado é que o impasse chega ao fim e abre caminho para a agenda de reformas, incluindo as microeconômicas, prosseguir. "A saga do orçamento parece ter chegado ao fim", afirma o economista para América Latina da consultoria inglesa Pantheon Macroeconomics, Andres Abadia. Abadia destaca que é preciso agora monitorar os próximos número da pandemia, para ver se mais pressão para gastos públicos virão. O economista espera uma atividade econômica mais aquecida na segunda metade do ano, com o avanço da vacinação, mas este cenário também depende da evolução da pandemia, além do cenário fiscal e do ambiente político. "Os mercados estão monitorando de perto cada movimento para avaliar a determinação do governo de ajustar as contas fiscais." Nesse ambiente, abril tem sido marcado pela volta de aportes externos no Brasil e também por maior fluxo comercial, influenciado pela venda da safra agrícola a preços mais altos, destaca um gestor de multimercados. O real, ressalta este profissional, estava muito atrasado em relação a outras moedas e vem recuperando algum terreno. O ambiente de taxas mais comportadas de retornos (yields) dos juros longos americanos também ajuda. Dados divulgados nesta quinta-feira pelo Banco Central mostram que o fluxo cambial está positivo no mês em US$ 747 milhões até o dia 16. Pelo comércio exterior entraram US$ 1,4 bilhões no período, de forma líquida. Mais recentemente, o canal financeiro também tem atraído mais capital. Na B3, por exemplo, no último dia 19, houve entradas de R$ 2,2 bilhões de estrangeiros. Juros Os juros futuros estiveram em queda durante toda a quinta-feira, assegurada pelo ambiente externo favorável e, internamente, na ausência de novidades negativas, a saída de cena do impasse em torno do Orçamento voltou a servir de argumento para devolução de prêmios, dada a avaliação de que pode abrir espaço agora para a discussão das reformas. O texto, no entanto, ainda não havia sido sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro até o fim da tarde. O dólar abaixo de R$ 5,50 e o rendimento da T-Note de dez anos rodando perto de 1,55% encorajou ordens de venda, em dia de leilão do Tesouro. A instituição reduziu o volume da oferta de prefixados, o que também ajudou a não adicionar risco ao mercado. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2022 fechou em 4,63%, de 4,702% no ajuste de terça-feira, e a do DI para janeiro de 2025 caiu de 7,986% para 7,77%. O DI para janeiro de 2027 terminou com taxa de 8,42%, de 8,634%. As taxas terminaram a sessão regular nas mínimas, renovadas no fechamento dos negócios, na medida em que o dólar desceu à casa dos R$ 5,44 e os juros dos Treasuries passaram a recuar. "Temos hoje um 'catch up' do mercado, pois ontem o dia lá fora foi marginalmente positivo para as moedas emergentes e hoje esse ambiente, ao menos para o real, permanece", afirmou o estrategista de renda fixa do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, lembrando ainda que a T-Note de dez anos está em torno de 1,55%, distante da marca de 1,70% atingida semanas atrás. André Alírio, operador de renda fixa da Nova Futura Investimentos, credita parte da redução da inclinação da curva nesta quinta-feira ao otimismo dos agentes com a recuperação da economia internacional - embora se saiba que isso se dará forma desigual entre os países - e parte à melhora na percepção de risco fiscal pós-Orçamento. "Em que medida isso vai vir e quanto tempo vai durar o alívio é uma incógnita", afirmou. A quinta-feira é a data limite para a sanção do Orçamento, que deve sair em edição extra do Diário Oficial, e a demora na publicação suscita otimismo de que o valor dos vetos possa ser maior do que os R$ 10 bilhões conhecidos. O acordo entre Executivo e Legislativo deixou R$ 125,8 bilhões de despesas relacionadas à pandemia fora da regra do teto de gastos, mas tornou o Orçamento agora "exequível" na avaliação do Ministério da Economia. Para a equipe econômica, o mais importante é que o acerto deu instrumentos para o governo bloquear despesas discricionárias (que incluem custeio e investimentos) quando o limite do teto de gastos for ultrapassado e não foi preciso acionar novamente o estado de calamidade. "Embora não tenha sido a ideal, foi a solução menos pior dentro do que estava sendo ventilado, com alguma margem de manobra para o governo respeitar o teto. O assunto agora sai da pauta e dá espaço para a discussão das reformas", disse Rostagno. Bolsa Com a piora em Nova York à tarde, em queda que chegou a superar 1% após quarta-feira positiva, o Ibovespa abandonou a tentativa de ajuste aos ganhos da quarta-feira, 21, em Wall Street, mesmo com a acentuada correção no dólar, que tenderia a favorecer o apetite por ações. Assim, cedeu nesta quinta-feira a linha de 120 mil pontos acima da qual havia se sustentado nos últimos cinco fechamentos, tendo chegado a 121,1 mil no de 16 de abril. Neste pós-feriado de Tiradentes, o índice da B3 encerrou em baixa pelo terceiro dia, agora de 0,58%, aos 119.371,48 pontos, entre mínima de 119.203,20 e máxima de 120.994,84, com abertura a 120.064,36 pontos. O giro financeiro foi de R$ 35,5 bilhões e, na semana, o Ibovespa acumula perda de 1,44%, limitando o ganho do mês a 2,35% - no ano, ainda sobe 0,30%. "Os juros futuros e o câmbio vinham embutindo mais prêmio de risco pelo Orçamento e o fiscal do que a Bolsa, que estava subindo mesmo em dias de câmbio mais pressionado. Houve então a deixa dada hoje por Nova York, que piorou quando veio o sinal sobre aumento de tributação em ganhos de capital para as pessoas de renda mais alta nos Estados Unidos, firmando o Ibovespa abaixo de 120 mil, mais alinhado agora com o que vinha sendo visto no câmbio e também nos juros", diz Mauro Orefice, diretor de investimentos da BS2 Asset. Com poucos catalisadores econômicos para os negócios - em dia de discurso do presidente Jair Bolsonaro na Cúpula do Clima, recebido de forma mista -, os investidores optaram mais uma vez pela cautela, à espera da sanção do Orçamento de 2021, com vetos que devem somar R$ 20 bilhões, fator que tem mobilizado a atenção do mercado, ainda preocupado com a situação fiscal doméstica. Pelo lado positivo avaliado pelo mercado de ações, o dólar foi negociado nesta quinta abaixo de R$ 5,50, em parte desafogado pelo encaminhamento do Orçamento "mesmo com um pedacinho fora do teto de gastos", observa Jefferson Menzinger, especialista em câmbio da Valor Investimentos, chamando atenção para a possibilidade de avanço das reformas após a costura política sobre a peça orçamentária. "Tivemos ajuste hoje no câmbio em relação ao dia de ontem lá fora, com perspectiva melhor para emergentes e, além disso, há sinalização mais 'dovish' do Banco Central Europeu, que favorece o otimismo quanto a uma retomada global. No local, há a expectativa para a sanção presidencial do Orçamento, um capítulo que começa a ficar para trás após meses de discussão, o que favorece também a queda do câmbio, assim como o discurso do Bolsonaro, mais conciliatório", diz Fernanda Consorte, economista-chefe do Banco Ourinvest. "De qualquer forma, o visto hoje no câmbio não deve ser levado para frente, com a questão fiscal ainda longe de ser resolvida - além da força do Congresso frente ao governo, o que pode afetar a percepção sobre Brasil, bem como o atraso na vacinação, levada agora a setembro." Na política ambiental conjugada à externa, "Bolsonaro trouxe (hoje) guinada em relação à retórica de negacionismo, o que soou um pouco mais agradável para parte dos ouvintes (na cúpula ambiental)", diz Luiz Fernando Quaglio, especialista em investimentos sustentáveis (ESG) da Veedha Investimentos. "Mas ainda há desconfiança em relação ao governo. A pressão dos Estados Unidos trouxe uma mudança. O mais urgente era com relação ao desmatamento e a um plano para a Amazônia, e se espera ratificação do discurso com a prática - ainda há pé atrás com relação a isso, de que a prática não condiz com a retórica, até aqui", acrescenta. Após duas leves baixas que interromperam cinco ganhos seguidos - a mais longa sequência positiva desde novembro -, o Ibovespa chegou a sustentar a linha de 120 mil pontos em boa parte da sessão, parecendo a caminho de conservá-la no fechamento pelo sexto pregão consecutivo. Mais cedo, os ganhos desta quinta-feira na B3 eram liderados pelo setor de siderurgia, com Usiminas em alta de 5,36% e CSN, de 4,41% no fechamento, após reiteração de recomendação do BTG para compra de papéis das duas empresas, e também da Gerdau (PN +3,19%). Vale ON virou no fim e fechou nesta quinta em leve alta de 0,07%. Também entre as blue chips, Petrobras teve desempenho misto (PN -0,46% e ON +0,04%), enquanto os bancos fecharam mais uma vez na maioria em baixa, com a Unit do Santander (-2,06%) e BB ON (-0,90%) à frente. Na ponta negativa do Ibovespa, destaque para Lojas Renner (-5,99%), Suzano (-3,79%) e Multiplan (-3,47%). No lado oposto, Cielo teve alta de 6,03%, com Usiminas e CSN um pouco atrás.

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A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) aceitou a denúncia de entidades sindicais ligadas à mineração sobre a continuidade da operação das minas no Brasil, mesmo com o avanço das contaminações por covid-19 no País. O Estado brasileiro foi notificado na quarta-feira, 21, e terá 90 dias para se manifestar, informou a Advocacia Garcez, que representa os sindicatos. Se no prazo estipulado o Estado não se posicionar, será enviada uma nova notificação que, se for novamente ignorada, poderá levar a Comissão a deferir pela admissibilidade da denúncia. A Comissão, no entanto, se colocou à disposição para encontrar uma solução "amigável sobre o assunto". Na denúncia, os advogados solicitaram medidas cautelares a serem implementadas imediatamente pelo Estado brasileiro para proteger os trabalhadores. As entidades envolvidas expressaram preocupação pela insalubridade do setor e com a classificação das atividades como essenciais pelo governo brasileiro. Segundo Maximiliano Garcez, um dos advogados que apresentaram a denúncia à CIDH, "a mineração feita de modo descontrolado e ilimitado durante a pandemia está contribuindo para aumentar a contaminação de trabalhadores e das comunidades onde atuam", afirmou. Apesar da pandemia, o setor de mineração, dominado no Brasil pela Vale, cresceu em 2020 e continua em alta no primeiro trimestre deste ano, impulsionado pela alta dos preços do minérios no mercado internacional. As entidades sindicais temem que, sem maiores cuidados, a contaminação da doença se prolifere. No município de Parauapebas, no Pará, por exemplo, onde a Vale opera o Complexo de Carajás, a maior mina de minério de ferro a céu aberto do mundo, trabalhadores ocupados no setor de mineração respondiam por 43,6% dos 42.887 casos confirmados de covid-19 em março. A Vale afirmou à época que tem reforçado as severas medidas adotadas desde o início da pandemia nas localidades onde atua. Na petição, assinada por várias entidades sindicais, a Advocacia Garcez solicita que a Comissão recomende ao governo brasileiro a fiscalização do cumprimento de todas as medidas determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) pelas empresas, e que seja aplicada multa pecuniária de caráter punitivo em caso de descumprimento dessas medidas. Também é solicitada a criação de um órgão técnico para auxiliar na identificação de necessidades urgentes que exijam a continuidade de atividades de mineração, revogando a mineração como atividade essencial; a manutenção de empregos e salários dos trabalhadores cujas atividades sejam suspensas por causa do risco de contaminação; e que sejam garantidas condições de trabalho adequadas de distanciamento social e de proteção contra a contaminação para os serviços de mineração que forem considerados essenciais. A petição exige ainda testagem e vacinação para as atividades consideradas essenciais dentro da mineração, e que sejam divulgados os números de pessoas infectadas e suspeitas de infecção em cidades que têm como principal atividade a mineração, devido ao risco mais elevado de incidência de contaminações nessas localidades, entre outras reivindicações.

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O vice-presidente do PDT e candidato à Presidência da República em 2018, Ciro Gomes, anunciou em seu perfil no Twitter a contratação do jornalista e marqueteiro João Santana para a comunicação da sigla. "Reunião de trabalho com @CarlosLupiPDT, presidente do PDT, e com o publicitário João Santana, que nos ajuda a partir de agora na comunicação do partido", declarou Ciro. Ex-marqueteiro oficial do PT, João Santana coordenou as campanhas de Lula, em 2006, e de Dilma Rousseff em 2010 e em 2014. O publicitário foi condenado na Operação Lava Jato a uma pena de 7 anos e 6 meses por lavagem de dinheiro. Após um acordo de delação premiada, cumpriu cerca de um ano e meio em reclusão no regime fechado com uso de tornozeleira. Em 2020, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Santana avaliou que a candidatura de esquerda com maior chance de ser eleita seria uma chapa encabeçada por Ciro com Lula como candidato a vice. Ele chegou a comparar a eventual chapa com a que elegeu Alberto Fernández presidente da Argentina e que teve a ex-presidente Cristina Kirchner como vice. Santana, no entanto, disse que seria "impossível" uma aliança com Lula vice de Ciro.

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Com os preços dos alimentos em alta no mercado interno e o real fraco aumentando a demanda externa por produtos brasileiros, o governo suspendeu, novamente, a alíquota do imposto de importação de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja. A medida valerá até o fim do ano. A nova isenção foi destacada nas redes sociais pelos filhos do presidente da República, Jair Bolsonaro, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos). No Twitter, Carlos disse que mais de 600 itens tiveram a tarifa de importação zerada ou reduzida desde 2019 e citou itens de saúde, alimento, games e combustíveis. Na terça-feira, o presidente anunciou, no Twitter, que o governo reduziu as tarifas de importação para instrumentos musicais de corda (de 18% para 5%) e de skates (de 20% para 2%). Em outubro do ano passado, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) já tinha zerado o imposto de importação para o milho até 31 de março deste ano e, para a soja e derivados, até 15 de janeiro de 2021. De acordo com o Ministério da Agricultura, isso não foi suficiente para estabilizar os preços no mercado nacional. "A expectativa naquele momento era de que haveria estabilização nas cotações externas e a safra de grãos, em 2021, teria uma produção suficiente, de modo a reequilibrar a relação de preços com as proteínas animais, reduzindo a pressão de custos para as indústrias integradoras. Porém, as cotações internacionais tiveram comportamento de alta, pressionando ainda mais os preços internos", explicou a Pasta, em nota. A Agricultura ressaltou ainda que os preços internos continuam em alta mesmo com a safra recorde de 109 milhões de toneladas de milho e 135,5 milhões de toneladas de soja. A pasta atribuiu isso à forte demanda externa e à desvalorização do real frente ao dólar. Com o fim do tributo, a importação de milho pelo Brasil subiu 123% de janeiro a março deste ano, alcançando US$ 118 milhões. De acordo com dados do Ministério da Economia, foram importadas 681 mil toneladas de milho de janeiro a março. Em relação à soja, mesmo o Brasil sendo um dos principais produtores do produto no mundo, houve aumento de 140% na importação no primeiro trimestre, quando foram compradas do exterior US$ 79,05 milhões, o equivalente a 211,8 mil toneladas.

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A Intel registrou um lucro líquido de US$ 3,361 bilhões no primeiro trimestre de 2021, segundo informou nesta quinta-feira a empresa, em queda de 41% na comparação com o mesmo período de 2020. O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,82, ante US$ 1,31 há um ano, e abaixo das expectativas de analistas da FactSet, de US$ 1,15. O resultado também ficou aquém do esperado por investidores, e a ação da Intel recuava 1,09% às 17h33 (de Brasília), no after hours da bolsa de Nova York. A receita da companhia ficou em US$ 19,673 bilhões, 1% menor que nos primeiros três meses de 2020. A empresa ainda divulgou suas projeções para o restante do ano e o próximo trimestre. A Intel espera faturar US$ 18,9 bilhões no segundo trimestre deste ano, com lucro por ação de US$ 1,05. No acumulado de 2021, a receita deve ser de US$ 77,0 bilhões e o lucro por ação de US$ 4,00, segundo projeta a gigante americana do setor de tecnologia. O CEO da Intel, Pat Gelsinger, avaliou os resultados como "fortes", puxados por uma demanda "excepcional" pelos produtos da companhia. "Este é um ano crucial para a Intel. Estamos definindo nossa base estratégica e investindo para acelerar nossa trajetória e capitalizar sobre o crescimento explosivo em semicondutores que alimentam nosso mundo cada vez mais digital", completou o executivo, em nota.

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Alcione, 73, recebeu a segunda dose da vacina contra a covid-19, nesta quarta-feira, 21. Nas redes sociais, a cantora compartilhou um vídeo do momento que recebeu a injeção, em um posto de saúde no Rio de Janeiro. "Imunizada! Acabo de tomar a segunda dose da vacina, que é a única forma de estarmos livres do coronavírus. Agora, é só aguardar o período da imunização e continuar seguindo os protocolos de segurança. E repetir isso nunca é demais: Viva o SUS", comemorou ela na legenda do post, que pode ser conferido no seguinte endereço na internet: https://www.instagram.com/p/CN7wKcHATOe/ Em outra publicação, a artista reforçou alguns cuidados que continuará tendo mesmo após a vacinação, como o isolamento social, uso de máscara e álcool em gel e desinfecção de objetos e superfícies com álcool. "Até que a quantidade de pessoas vacinadas seja realmente significativa, é indispensável que mantenhamos os cuidados de segurança à saúde. Assim, além de se cuidar, você também protege os seus", escreveu Alcione. Além de Alcione, outros artistas já receberam a segunda dose da vacina e também usaram suas redes sociais para celebrar a ocasião. Alguns dos nomes são: Ronnie Von, Carlos Alberto de Nóbrega, Gal Costa e Helô Pinheiro.

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