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Segunda, 18 Fevereiro 2019 15:42

Morre o sanfoneiro Dino Rocha Destaque

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O sanfoneiro Dino Rocha morreu na noite deste domingo (17), após 27 dias internado no Hospital Regional de Campo Grande, por complicações do diabetes. Músicos do Estado lamentaram a morte e relembraram a trajetória do músico, que teve quase 60 anos de carreira e aprendeu a tocar instrumentos sem nunca ter tido aulas de música.

O Campo Grande News ouviu a cantora Delinha, que acompanhou Dino desde o começo da carreira. “É uma tristeza muito grande, mais um sanfoneiro que se vai. É muito triste, porque conheço desde o começo da carreira dele, desde 1980 e pouco. Não saia do meu bairro, conversando e tocando”.

Delinha diz que acompanhou de longe a carreira, sem participar tanto dos shows porque era recatada. “Gosto muito dele e dos filhos dele, o Maninho que ficou no lugar dele tocando. A primeira música que ele gravou, eu gostava muito e tenho os discos. Fez muito sucesso e vai deixar muita recordação”.

O compositor Paulo Simões diz que como fã, conhecia o Dino desde o final da adolescência, quando começou a ouviu suas gravações nas rádios. "Quando fui morar no Rio, levei alguns discos e fitas k-7 dele, e ouvia muito com o Geraldo Roca, era uma espécie de ídolo pra gente, pela criatividade e pela maneira única de tocar. Além do bom gosto musical, na escolha do repertório".

História

Dino Rocha nasceu no dia 23 de maio de 1951 em Juti, próximo de Dourados. Filho de mãe alemã e pai filho de gaúcho com argentina, Dino aprendeu as composições que ouvia em casa de ouvido e, além de instrumentista, era compositor e cantor.

A carreira começou aos 9 anos quando decidiu aprender a tocar acordeom. Aos 16 anos apresentou-se com seu primeiro grupo, “Los 5 Nativos”, de Ponta Porã. Em 1972, mudou-se para Campo Grande e começou a carreira profissional.

De acordo com a Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, como compositor são mais de 50 obras, entre as quais, “Gaivota pantaneira”, parceria com Mourão. Em 1991, recebeu o prêmio “Jacaré de Prata” como melhor instrumentista do Brasil. Atuou em três capítulos da novela “Pantanal”, da Rede Manchete ao lado de Almir Sater e Sérgio Reis, sucesso do começo dos anos de 1990, na extinta TV Manchete.

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