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As notícias veiculadas nas TVs, nos jornais, nas revistas e em qualquer outro órgão informativo, envolvem o mesmo assunto, apresentam a mesma redação com os mesmos parágrafos. Abordam, incansavelmente e repetidamente, o mesmo assunto, num “repeteco” que consolida um descarado escárnio à sociedade, que omissa, impotente e submissa paga com seus impostos um serviço de primeira e não recebe nada em troca.

O contribuinte brasileiro conta com um sistema administrativo do “faz-de-conta”, tipo “engana trouxa” (em que o sujeito, passivamente, deixa-se enganar) como na estória do Jeca Tatu, onde ele, o Jeca, afiança ter capturado um Lobisomem. Todo santo dia, o dia todo, o noticiário informa que o ladrão, o assassino, o vigarista, o pedófilo, o estuprador e qualquer outro escroque detido pela polícia — todos eles! — JÁ TINHAM PASSAGEM PELA POLÍCIA! Eram conhecidos!!!

Tratamos aqui da escória miúda, agressiva como o escorpião, irracional e sanguinária, que se tem revelado assombrosamente nociva e funesta à sociedade, onde assassina pessoas de qualquer idade e de qualquer posição social, para furtar qualquer bem da vítima, que vai dos chinelos aos grampos de cabelo. Matam mães e pais de família desarticulando a célula familiar; médicos e outros profissionais de difícil formação profissional, necessários e indispensáveis ao País.

Os bandidos — a maioria jovens — aleijam pessoas, implantam o terror, deixam mães chorando pela morte dos filhos ou dos maridos. Lesam o País, transtornam a Nação e enlutam as famílias. Tudo isso parece não demover os responsáveis pela segurança pública — a polícia e o judiciário — da incontestável imobilidade em que se encontram, atrelados à absoluta falta de interesse em dimensionar o insustentável momento de terror, que atinge toda sociedade e movimentarem-se — fazendo jus aos proventos que recebem — para minorar o medo daqueles que ainda conseguiram safar-se da violência ou o sofrimento daqueles que ESPERAM POR JUSTIÇA, pelo assassinato de membros de suas famílias, abatidos a tiros como cachorros danados! Por seu lado, o Ministério Público, parte integrante do jogo, tem mostrado um ataque pífio frente à esquadra dos bandidos, que está prestes a ganhar o campeonato.

NADA ACONTECE! Nada! O que se ouve é que o bandido foi OUVIDO e LIBERADO! No judiciário, há um benevolente tratamento ao bandido que o libera de plano e quando já preso, goza do direito de sair por “uns dias”, para comemorar o “Dia das mães”, o “Natal” e outras datas, em companhia dos familiares. Um vez devolvido à rua, não perde tempo para reiniciar sua faina criminosa. Até o presidente da República, sem maiores indagações, comutou, em data recente, a pena de milhares de irrecuperáveis criminosos, assustando a Nação encurralada e atemorizada.

Ocorrido um evento danoso ao patrimônio ou um assassinato, detido o bandido, a notícia que flui da delegacia é que o elemento foi ouvido e liberado, mesmo no caso de homicídio, porque a detenção não foi em flagrante delito. (?) Confira o que prescreve o Art. 312 do Código de Processo Penal, verbis: “Art. 312. A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública, da ordem econômica, por conveniência da instrução criminal, ou para assegurar a aplicação da lei penal, quando houver prova da existência do crime e indicio suficiente de autoria”. Nos artigos 311 a 316 do Código de Processo Penal, os requisitos legais para a prisão.

O sentimento social é que um considerável número de delegados de polícia, na execução da sua obrigação de ofício, esquivam-se de instaurar o inquérito policial, trabalhoso e — muitas vezes, depois de todo trabalho — o serviço é baldado por um juiz, com pouco interesse na administração da justiça e na tranqüilidade social. Assim a polícia, de um lado, procura economizar trabalho, que mais adiante seria jogado no lixo, procedimentos que fomentam a ação dos bandidos no mundo do “faz-de-conta”, onde as pessoas rezam para não serem assassinadas, assaltadas, seqüestradas ou estupradas, enquanto o tempo corre frouxo, ônibus são incendiados e os políticos praticam corrupção, que consideram prioridade.

No Brasil todos conhecem os bandidos, entre eles os políticos ladrões, mas todos gozam de tratamento paternalista, por que as leis: “Ora, as leis?” Como dizia Getúlio Vargas: “As leis representam um incômodo superável!”

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Bastou que um ex-militar sobressaísse como candidato à Presidência da República, para começar fluir notícias oriundas da Central de Inteligência Americana — CIA — “informando” o povo brasileiro de que os generais que governaram o Brasil, no caso Médici e depois Geisel, autorizaram a prática de torturas e execuções de terroristas da esquerda, combatidos numa contra-revolução, intitulada “Deus, Pátria e Família”, que a sociedade pediu. Vitoriosa a contra-revolução de 1964, por um largo período garantiu a paz e a segurança aos brasileiros e implantou grandes obras no País.

Esse suspeito interesse da CIA em imiscuir-se nos assuntos da nossa República, ela poderia e deveria informar aos próprios americanos, o tratamento que os EUA têm dado e vem dando aos prisioneiros mantidos em GUANTÂNAMO, lugar estrategicamente e convenientemente distante da CASA BRANCA, encravado na ILHA DE CUBA e protegido por uma cortina marítima, separando o bem social do mal terrorista, princípio consagrado na “Doutrina denominada Maniqueísmo, fundada na Pérsia por Manes, no séc. III, d.C. que professa uma dualismo estrito, em que o universo é dominado por dois princípios que se combatem, o Bem absoluto e o Mal absoluto”. (Dic. Enc.VejaLarousse).

Aqui no Brasil, a partir de 2003, tomou posse como presidente da República Federativa do Brasil, um político oriundo de um sindicado, o dos Metalúrgicos e nada mais fez que empregar os “cumpanhêros” e franquear o País à CORRUPÇÃO, esvaziando as conquistas sociais conseguidas com o Plano Real. Esse governo “sindicalista”, na realidade nunca deixou o Sindicato, revelou-se durante todo tempo em que seu partido esteve no poder, um protetor dos “torturados”, assim, tratou de indenizar, aposentar e amparar, todos aqueles subversivos combatidos de frente, em 1964, na contra-revolução que correu com os comunistas que queriam, já naquela época, que o Brasil fosse a Venezuela de hoje.

Sem perder de vista a História Universal, registra-se que a Polônia livrou-se do seu “sindicalista” presidente Lech Walessa, enquanto aqui no Brasil, o “líder do Sindicato dos Metalúrgicos” embora presidente da República, continuou “presidente” do tal Sindicato, clamando ao Mundo ser a salvação dos pobres com o “Fome Zero”. Sentindo-se o Pai-da-pátria, qualificou-se como a “Alma mais pura do Universo”. Essas reveladas “virtudes”, atreladas a corrupção afundou o País, que foi definhando enquanto o desemprego agigantava-se, chegando hoje aos treze milhões.

Condenado a doze anos de reclusão por corrupção ativa e passiva, encontra-se encerrado numa jaula em Curitiba (PR), ao redor da qual a militância desmamada choramingas a perda da teta, em que mamavam.
Agora, já próximas as eleições presidenciais de outubro, um órgão alienígena nos encharca com notícias encomendadas, objetivando fazer crer ao eleitorado que candidato que tem afinidade com as Forças Armadas, não é bom para governar o País, porque governos militares torturam e deram sumiço nalguns subversidos. Esse argumento — todos sabermos — é pelo temor de que, se eleito o já temido candidato que vem marcando boa posição nas pesquisas, ele vai acabar com a podridão que alimenta a deslavada e mansa corrupção em todos setores da administração pública, que devora o País, promovendo o desemprego e o empobrecendo a Nação.

Lembremos, como sul-mato-grossenses, que foram os governos militares que nos trouxeram energia elétrica com a construção da Usina Hidroelétrica de Itaipu, e nos redimiu da escuridão; rodovias que demandam outros Estados foram asfaltadas; a ponte do Porto XV foi terminada; telefonia, e ainda tivemos segurança patrimonial e individual para todos. Grandes obras foram implantadas, como a Ponte Rio-Niterói, sempre sonhada pelos cariocas.

Por seu lado, o que fizeram “os torturados” pacientes da CIA: quebram a Petrobras; compraram a Refinaria de Pasadena, construíram e inauguraram obras no exterior, como o Metrô de Caracas, na Venezuela; o Porto de Mariel, em Cuba; Linha de Alta Tensão entre Itaipu e Assunção, no Paraguai; premiou a Bolívia com uma Refinaria! Aqui no Brasil, a militância tentou implantar a transposição do Rio São Francisco, que já consumiu o dobro do orçamento inicial, em quase cinco bilhões, mas a obra encontra-se enroscada (?). No elenco das obras prometidas, só promessas e o desfalque nos Cofres Públicos.

A CIA não sabe é que a militância fez migrar o “Bolsa Educação”, do governo anterior, para o “Bolsa Família”, sepultando a educação e perpetuando o aliciamento de eleitores. Sabendo pouco sobre o Brasil, a CIA deve cuidar de assuntos do seu próprio País, principalmente os relacionados com Guantânamo.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Como prioridade inescusável, cabe ao vereador representar o contribuinte municipal ouvindo suas reivindicações, e também, com absoluta preferência, atendê-los, porque é com os impostos que ele (o munícipe) paga, que a “Maquina municipal” funciona ou pelo menos finge!

Vejamos: as calçadas de Dourados é uma vergonha: decoradas com lixo, galhos, restos de construção, mato, desníveis, obstáculos, buracos e outras barbaridades inconcebíveis. Esses pavimentos destinados aos pedestres, exigem-lhes que andem com os olhos pregados no chão, para não levar um tombo.

O desarranjo, o abandono, o descalabro, a ausência de qualquer preocupação em reparar e limpar as calçadas, em Dourados, ganha qualquer concurso. O DESCALABRO começa no centro — na zona nobre da cidade — e irradia-se como os raios do sol, para que todos vejam, avaliem, sintam na pele o desconforto e cuidem-se para não tropicar ou cair num buraco.

A pavimentação das ruas, por seu lado, apresenta-se razoável nalguns trechos e tenebrosas em outros, onde os buracos marcam maciça presença e acomodados, sem pressa, aguardam as providências da Prefeitura. O Governo do Estado, onipresente em vários pontos da cidade, entestado por vistosas placas, vem recuperando alguns trechos da malha viária, mas suas placas, pelo conteúdo informativo, parecem dizer que o Governador está fazendo o serviço com seu próprio dinheiro, quando sabemos que apenas cumpre sua função, com os impostos cobrados.

O vereador, individualmente, tem o inarredável dever de ofício de ouvir o munícipe. Sendo plausível e exeqüível a sugestão ou o pedido que lhe faz, sem sofisma ou lero-leros, justificando sua função remunerada, deve atendê-lo levando a reivindicação ao plenário para apreciação, se necessário, ou diretamente a quem responde pelo setor. E mais importante: verificar se o atendimento à pretensão do contribuinte foi feito. Não adianta apenas encenar; precisa efetivar o serviço.

Quanto as concessionárias, ganha o Oscar a SANESUL! Para atender um garapeiro, cavou uma valeta na pavimentação da rua, bem defronte à Delegacia Regional de Polícia, na rua João Cândido da Câmara. O passeio ela já remendou com massa 10 x 1; a valeta que toma toda a largura da rua, foi remendada sem pressa. Esses remendos sempre são demorados e sofríveis, como de costume. Confira na rua Antonio Emílio de Figueiredo, na confluência com a rua João Cândido da Câmara, onde deixaram um rebaixamento no remendo feito no meio da rua, que divide as águas com a sarjeta.

Diante dessa “gloriosa providência” da SANESUL, é plausível e lógico perguntar: — É razoável danificar a pavimentação urbana, que o proprietário do imóvel fronteiro pagou como Contribuição de Melhoria, para favorecer um garapeiro com sua “fita” edificada no canteiro central, livre de qualquer ônus?

E mais: — Quem autorizou a “obra”? Acredita-se que a Prefeitura não foi, porque ela não tem dado nem conta dos buracos que se multiplicam, por que autorizaria mais um, para favorecer uma invasão numa área pública de uso comum, quando metade dos imóveis da cidade estão enfeitados com uma placa “ALUGA-SE” e muitos deles, próprios para a instalação de garapeiros.

A concessionária danificou uma via pública de trânsito intenso, sem qualquer cerimônia, em benefício de um “pedido particular”. O que a SANESUL poderia argüir para justificar o “serviço”?

Comenta-se, também, o desempenho das concessionárias dos serviços FUNERÁRIOS. O abandono do cemitério municipal, tomado pelo mato e com sepulturas abertas, exibindo restos de ossadas humanas, num deprimente e acintoso desrespeito àquele irmão ali sepultado.

Assim expostos os problemas, entende-se que os Vereadores devem conscientizarem-se da função pública que exercem, e ouvir o que a comunidade deseja. Exemplificando: deseja que a circular chegue até a Estação de Embarque do Aeroporto, para atender os passageiros; deseja que os canteiros centrais sejam utilizados para estacionamentos.

Caminhamos por “calçadas” abaixo da critica, embora o custo para a Prefeitura é só a exigência legal. Olhe-se no espelho e diga o que está vendo: seria um idiota sorrindo?

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Quinta, 29 Março 2018 10:35

A ganância é hospedeira da pouca-vergonha

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Temos visto na TV, reportagens que abordam e mostram os residenciais programados do tipo “Minha casa minha vida”, licitados e financiados pelo Governo federal, através da Caixa Econômica.

Nessas edificações, em pouco tempo, começaram os vazamentos de água do piso superior, umidade, rachaduras do piso e outros incômodos em quase todos apartamentos: são forros caindo aos pedaços, paredes com fissuras que assombram e tiram o sono do modesto e outrora feliz morador, que um dia viu seu sonho de possuir uma moradia, ter um endereço certo e ali criar seus filhos, com segurança. Sonho modesto sem maiores pretensões, afinal também é filho de Deus e acreditou que o Governo tinha, pelo menos, um pouco de respeito por ele.

Programada a construção do residencial, no primeiro momento, a corrupção política prontamente se fez presente. A construtora foi escolhida a dedo, no arsenal da pouca-vergonha, onde a ganância vive amancebada com o desejo de roubar — pela impressionante facilidade — o Tesouro Nacional, consubstanciado nos fundos da Caixa Econômica Federal. No segundo momento, os tratamentos criminosos para enganar o pobre brasileiro, para quem destinava-se a moradia, que, inocentemente, ainda acreditando em Papai Noel, via seu antigo sonho realizar-se. Sonho antigo, modesto. A boa nova alegrou toda a família, que via acontecer o que sempre esperaram: possuir uma casa, um teto, para acomodar a família embaixo!

A insaciável ganância, aliada à incompetência apresentaram-se de braços dados com a corrupção, e juntas, ao invés de edificar um conjunto de moradias dentro das normas de segurança e com acabamento aceitável, assessoradas pela incompetência técnica de profissionais desonestos, abusaram da dissimulação e de materiais ordinários, fora de qualquer especificação e assim edificaram “o antigo sonho do brasileiro” sobre a areia.

A quadrilha, sem nenhum percalço, favorecida pelo órgão publico financiador (a Caixa Econômica), que tinha por obrigação primária fiscalizar a obra, mas manteve-se, suspeitamente, inerte, dando segurança e tranqüilidade para os escroques consolidarem a armação arquitetada, objetivando lesarem a própria Caixa Econômica e o pobre chefe de família que, de roldão leva junto sua família, quando descobre que a morada dos seus sonhos, ameaça desabar pondo em risco a vida de todos.

Sem exceção, pelo que se tem notícia pela imprensa, todos os conjuntos habitacionais — térreos ou edifícios fracionados em apartamentos, — vêm apresentado problemas gerais que envolvem toda a construção. São problemas primários, gerados pela vontade incontrolável de um conjunto de interessados em levar vantagem sobre qualquer coisa que seja possível. É o império da pouca-vergonha aliada à criminosa desonestidade, não reprimida tempestivamente pela Justiça morosa e desarmada de uma legislação moderna, eficiente e rápida!

Os escroques que operam no território nacional perderam o medo e desdenham do trabalho da polícia, pela inoperância da Justiça, onde os réus — quase todos — gozam de foro privilegiado e estão municiados com recursos inesgotáveis, desfrutando, ainda, da suspeita simpatia de alguns Julgadores de alto coturno, que envergonham o Judiciário Nacional e provocam asco à Nação, que se sente acintosamente defraudada, constrangida e impotente

O “animus rem sibi habendi” (a intenção de ter a coisa para si), não se restringe a habitação popular, o peculato campeia com impressionante velocidade e intenção em todos os setores da administração pública, saqueando os recursos da saúde, do ensino e da segurança, provocando irrecuperáveis prejuízos ao País e à Nação, que amarga um atraso homérico, quando comparada com o desenvolvimento intelectual de outros países.

Para o larápio do dinheiro público — o peculatário — ninguém, por mais miserável que seja, não precisa de assistência médica, de escola, de segurança e, sobretudo, de comida. Ele precisa de tudo. De tudo para si, é o “animus rem sibi habendi” (o desejo de ter a coisa para si) e o resto que se “sbore” (arrebente-se) como dizia minha avó, no seu dialeto vêneto.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras.
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Sexta, 09 Março 2018 17:41

A Mosca Azul e a Febre Amarela

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Febre amarela – doença infecciosa transmitida ao homem por mosquitos, que ocorre em regiões tropicais e subtropicais da África e da América. É uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovirus (vírus transmitido por atropodes) que pode levar a morte em cerca de uma semana, se não tratada rapidamente.

Os casos de FEBRE AMARELA no Brasil são classificados como FEBRE AMARELA SILVESTRE ou FEBRE AMARELA URBANA, sendo que o vírus transmitido é o mesmo, assim como a doença que se manifesta nos dois casos. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão. Na SILVESTRE, os mosquitos são do gênero “Haemagogus e Sabethes”; na URBANA, o vírus é transmitido pelos mosquitos “Aedes aegypti”. (Google, Portal do Governo).

Recentemente, surgiu, na zona urbana, uma terceira cepa da FEBRE AMARELA, esta transmitida pela MOSCA AZUL. Não é infecciosa e tampouco febril, provoca, não obstante, males piores porque envolve a sobrevivência de muitas pessoas. Essa “febre” vem personalizada com euforia na ganância, mandando às favas todas as convenções sociais que regem a moral entre pessoas civilizadas. Essa “febre” também é conhecida por CARTEL, atividade escusa que se movimenta como serpente, sorrateira, empenhada em eliminar a concorrência, mostrar os dentes e estabelecer seus preços.

Para essa “febre” provocada pela MOSCA AZUL não há vacina, a cura é feita com a segregação do paciente numa jaula. Esclarece o Google à pergunta: “Qual a lei que define o Cartel como crime econômico?” A resposta: “Cartel – TJDFT - Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios – 27 de nov., 2015 - Além de crime o cartel também possui proibição administrativa, a lei nº 12.529/11, que trata da estrutura do Sistema Brasileiro da Concorrência e dispõe sobre a prevenção, repressão às infrações contra a ordem econômica e descreve em seu texto todos os atos que implicam na formação de...”

A picada da MOSCA AZUL provoca no “paciente” pouco conhecido no local onde atua: cegueira e surdez, dirimentes utilizados pela mente doentia, para encobrir o remorso pelos estragos que causa. Evita que “o coisa” ouça os lamentos daqueles que ficaram sem o pão que ele, por puro egoísmo, arrebatou-lhes.

A Febre Amarela resultante da picada da MOSCA AZUL, que modifica o caráter do sujeito, não é tida como infecciosa febril aguda, para ela não há vacina. O remédio recomendado para a cura do “paciente” é o cárcere, com o reforço das multas, para que tenha repouso mental, ou morra pela frustação. Essa febre que a mosca provoca, transforma uma pessoa normal numa “coisa” soberba, insaciável, egoísta e agressiva; inteiramente alterada com seu procedimento esdrúxulo. Apenas a jaula cura os sintomas da Febre Amarela, resultante da picada da mosca, a MOSCA AZUL! É o que atesta a benzedeira, dona Maroca, que também atende por dona Preta.

O AMARELO (a cor) irradia-se e propaga-se em cada esquina, em cada rua, ofuscante e onipresente. Em qualquer direção, o olhar defronta-se com o amarelo! O amarelo agressivo, incontrolado e faminto, que vem devorando a concorrência modesta, frágil, inibida e desarmada, que oprimida, debanda silenciosa. Órfã dos direitos que, tempestivamente, não invocou em sua defesa e tampouco foi socorrida “sponte sua” por aqueles que, por dever de ofício, são obrigados a combater os ânimos da ilegalidade, sofre as conseqüências funestas da sua imobilidade.

Em nome da sofrida e gloriosa história da nossa gente douradense, não se pode perder aqui a oportunidade de mandar um saudoso e reconhecido abraço, para os pioneiros que se levantavam nas madrugadas com uma lamparina, para atender algum cavaleiro desesperado, que precisava de ajuda para sua esposa, parturiente, que o esperava em casa, lá longe, no meio do nada, sob as estrelas do céu!

Para esses homens que ajudaram a construir nossa cidade, num tempo em que a solidariedade falava mais alto que o dinheiro, vai o nosso saudoso e fraternal abraço, com muito carinho, para os inesquecíveis cidadãos Arnulpho Fioravanti, Caramuru de Souza Mota, Milton Rocha, Dr. Wolfgang Herzog e o “seo” Nhonhô Rocha, aquele da Popular, inaugurada há quase 70 anos. Certamente há alguns outros aqui não lembrados: para esses, ainda temos muitos abraços e congratulações em estoque.

Lembremos do que o presidente Abrahan Lincoln (1809-1865), disse: “Você não pode enganar todas as pessoas todo o tempo”.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quarta, 14 Fevereiro 2018 17:44

Quando rir é melhor do que impressionar!

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Madrugada, o repórter parecia não ter ainda acordado por inteiro, para apresentar o primeiro jornal do dia na TV. Demonstrando desinteresse e alheamento no que dizia, ameaçado por um bocejo, informa com voz cansada e fanhosa: “— Que fulano de tal (omitiu, deliberadamente, o nome do finado, em respeito à sua família), importante industrial brasileiro, investidor em grandes obras e político de muitos mandatos na Câmara federal, encontrado morto no quarto de um luxuoso hotel, na capital federal.

Informadas, as autoridades policiais do evento descoberto pelo mordomo do parlamentar, o Carlinhos, compareceram no luxuoso apartamento do hotel, onde o político e empresário dormiu sua última noite, antes de partir para o além. Investigadores, médicos legistas, peritos criminais e por fim, a polícia militar que também chegou, para isolar a área e importunar os demais hóspedes, ainda vivos, arranchados no hotel.

Os agentes públicos munidos de equipamentos, tais como lupas e outras bugigangas correlatas, assessorados por policiais fortemente armados, acompanhados por cães treinados para farejar coisas mal feitas, todos prontos para encetar os mais completos exames no cadáver e no local, na busca de pistas ou algum indício de algo, que pudesse ter concorrido para a morte do ilustre e popular político, que deixa esposa, filhos, netos e até bisnetos e ainda, milhares e milhares de eleitores, que o acompanharam durante anos e anos, reelegendo-o cegamente, sem receber nada em troca pelo apoio decidido e sem compromisso, que deram ao “querido, respeitado e já saudoso político!”.

É da índole do eleitor pobre e cultura rudimentar nunca sonhar, pela elementar incapacidade de pensar e, por conseqüência, não conseguem escalar os valores sociais, para ter uma vida melhor. O mal mais marcante no seio da pobreza, é votar por votar, induzidos por promessas de escroques cretinos e hipócritas, sempre candidatos a novos mandatos, sem nunca explicar o que fizeram nos mandatos anteriores.

O desvalido eleitor nunca cobra um compromisso do político, como a reciprocidade: vai o voto e vem saúde, educação e segurança. Nunca volta nada, além das notícias de que elegeram um corrupto. Eleito, o político apenas exerce a corrupção, para alimentar a própria ganância. Os simplórios alienadamente e indevidamente votam naqueles que os mantém e sempre os manteve, no estado miserabilidade trágico e funesto para si e sua família. Trava o desenvolvimento dos setores sociais e impede que o País avance para redimir, definitivamente, a pobreza.

Chega a ambulância, os médicos, os peritos e os investigadores liberam a remoção do corpo do velho e conhecido político. Os médicos acompanham o corpo até o IML, para autópsia, que deverá ser executada com cuidados especiais, porque o “presunto” — também especial — pode transformar-se numa bomba!

A notícia do falecimento do deputado chega ao plenário da Câmara e interrompe a sessão. Os mais afoitos tomam a palavra e rememoram: “os grandes feitos” do finado, agora já lembrado como saudoso e incomparável homem público!”. Alguns vertem lágrimas; outros regozijam, pela abertura do espaço para um novo candidato.

Peritos e investigadores continuam no apartamento do hotel, atrás de pistas. Depois de escarafunchar aqui e acolá, encontraram uma boa quantidade de pó branco, parecido com bicarbonato. O investigador policial e o perito criminal entreolham-se, coçam o queixo e vão embora. Enquanto isso, um médico novato, desavisado e inocente, que presta serviço no IML onde já está o corpo, olha o cadáver do político e observa que as fossas nasais do finado estão tomadas por um pó branco e comenta: “— Caramba! Esse cara está com o focinho entupido de cocaína. Morreu por OVER DOSE!”

Ao comentar o que observou, o médico novato é prontamente repreendido pelos colegas calejados, encarregados da autópsia, que acabavam de chegar: “ — Nenhum pio sobre o que viu neste cadáver! Entendido?”

No dia seguinte, o mesmo repórter, na TV, atentado pelo incontrolável bocejo matinal, tropicando nas palavras, informa: “— Ontem noticiamos o falecimento do deputado “Fulano dos Anzóis”. O cadáver não apresentava nenhuma lesão e sua morte é um mistério! O laudo do IML sai em trinta dias! A polícia continua investigando...”

Agora, a preocupação do Parlamento é tão só colocar o nome do finado, montado numa mirabolante estória, numa rua ou numa praça. Aquele ilustre homem público, não pode ficar esquecido!

Arre égua!

* O autor é membro da Academia Dopuradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Quarta, 07 Fevereiro 2018 08:23

Lembre-se: Sem os dois lados, nada acontece!

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Todos os dias, todas as horas, ouve-se notícias sobre o tráfico de entorpecentes. São toneladas de maconha, de cocaína e outras porcarias, nativas ou alienígenas, apreendidas pela polícia. Sucedem-se os tiroteios entre os traficantes e a polícia, que busca reprimir o tráfico; e entre os próprios traficantes, que disputam o espaço para comercializar suas porcarias. No meio do conflito, como mortadela em sanduíche de pobre, os moradores são acossados por balas “perdidas” que vêm dos dois lados.

À sombra dos acontecimentos, a sociedade acusa os traficantes, como se eles fossem os únicos culpados, os únicos bandidos nesse comércio sujo, truculento e funesto. Na esteira desse amaldiçoado comércio, muitas desgraças acontecem: bandidos executam bandidos. Bandidos executam policiais que, como os demais membros da sociedade, são chefes de família. Pessoas que dão ou deram a vida, durante anos e anos, para proteger a sociedade, em troca de salários aviltantes.

No dia a dia, caminhando ao lado desses acontecimentos, o noticiário refere-se tão só aos traficantes, nunca sobre os consumidores das toneladas de cocaína e outras porcarias de custo elevado, que uma parcela privilegiada da sociedade consome. Esses graúdos só viram notícia, quando partem ao encontro das estrelas, montados numa OVER DOSE.

No esgoto dos grandes negócios do tráfico, bancados pelos usuários abastados, são defecados nas ruas, sem constrangimento, toneladas de “Crack” (droga degenerativa de baixo preço), para o consumo de milhares de viciados, que vivem nas ruas. Essa escória de usuários, morando nas calçadas, assaltam, roubam e furtam até as bolsas das velhinhas que vão à missa, para comprar a droga. A origem e os fornecedores das porcarias, sempre, são os mesmos: no atacado e no varejo!

Entenda, que se há uma grande produção de alucinógenos, é porque há uma multidão de consumidores. A atividade que movimenta elevadas somas, representa negócio vantajoso, que enriquece rapidamente quem dele participa. Observe, mais, que esse negócio (o tráfico) é mantido por quem possui capacidade financeira e logística para movimentar o espúrio comércio. Esses escroques traficantes, são competentes no que fazem. Enrustidos no seio da alta classe social, fornecem o que ela pede. Que testemunhem os “Escadinhas”, os “Marcolas” e os “Beira-Mar” da vida, para confirmar o que rola pelos túneis da pouca vergonha e da hipocrisia, que vai desaguar nos lares, aliciando os jovens, para levá-los para as ruas como escravos do vício e a serviço do crime.

Outro assunto que também freqüenta os noticiários, é o roubo de cargas, os assaltos, que ocorrem nas rodovias. O número desses assaltos orquestrados por organizações criminosas é assombroso. Empresas que possuem condições estão despachando suas mercadorias por avião, para safarem-se das quadrilhas que infernizam as rodovias brasileiras. Quando a polícia desbarata uma quadrilha, duas outras surgem. E qual é a mecânica que catapulta esses assaltos? Claro! É a RECEPTAÇÃO praticada por comerciantes desonestos, que se beneficiam com o crime.

Tal e qual no caso dos alucinógenos, a imprensa detém-se no assaltante do caminhão, esquecendo-se que sem o receptador -- muitos deles graúdos -- não haveria interesse em roubar a carga, já que não teriam para quem vendê-la.

Nesses dois casos: O TRÁFICO DE ENTORPECENTES e o ROUBO DE CARGAS DOS CAMINHÕES, sem a participação dos viciados (no caso dos entorpecentes) e dos receptadores (no caso das cargas dos caminhões) não haveria a prática dos crimes, por absoluta falta de interesse: o negócio não atrairia quem quer ganhar dinheiro fácil!

Com suporte na lógica, seria de todo interessante que a imprensa passasse também a interessar-se pelos graúdos, que sustentam o tráfico das drogas na alta sociedade; assim como atacar e denunciar os receptadores das cargas roubadas, já que sem eles não haveria o crime.

O mundo gira em cima de interesses. Há pessoas que vendem, há pessoas que compram e há pessoas que permutam; há também gente que se vende, envolvendo no negócio os interesses e o bem estar de outras pessoas, movidos pela ganância e pela corrupção.

O tráfico de alucinógenos e o roubo de cargas, movidos pela hipocrisia e a corrupção, andam de mãos dadas, mas a imprensa tem enxergado tão somente a face do traficante e do ladrão das cargas.

Mas... e o resto? Né, não!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Resignado “é aquele que se submete, pacientemente, a uma força superior”. O homem, açoitado pelas roubalheiras, batido, incrédulo, esmorecido e sem nenhuma esperança, resigna-se: “queda-se resignado tal e qual o porco em chiqueiro de frigorífico, que impotente ouve, sem poder fazer nada, os gritos dos companheiros sendo abatidos”.

No Brasil, a corrupção que embala no seu regaço a assombrosa ladroagem do dinheiro público, em volume inimaginável, causa à sociedade um prejuízo equivalente a drenagem total do sangue de um corpo humano. Esse crime premeditado, dissimulado e renitente, devora a saúde pública, o ensino, a segurança e o desenvolvimento do País.

A corrupção, mãe de todos os males do subdesenvolvimento,
impede que se implante a infra-estrutura necessária para o desenvolvimento do País, indispensável para que os anseios populares sejam atendidos, melhorando a vida de cada um e fomentando as atividades econômicas, para que funcionem a contento, gerando empregos e os impostos, indispensáveis para que o País funcione como Democracia.

O desarranjo no serviço público promovido pela falta de honestidade, impede a conclusão das obras que se arrastam movidas por aditivos que encarecem o contrato e tem como objetivo apenas “legalizar o roubo”. Construções implantadas ao arrepio do que foi licitado, com valores majorados para atender a “fome por dinheiro” da corrupção ativa e passiva, inconclusas e abandonadas, viram escombros com o correr do tempo, somando o prejuízo de não servir para nada, além de propiciar negociatas entre políticos e empreiteiras.

A polícia investiga, o Ministério público denuncia, o Judiciário julga e condena, a Mídia mostra tudo em detalhes coloridos, inclusive os ladrões sempre negando o desfalque, dizendo-se inocentes, colocando-se a disposição para qualquer esclarecimento, franqueando as contas bancárias, às vezes até chorando, ou invocando os netos como fez o rei dos reis do PT, em entrevista com o juiz federal Sérgio Moro, nosso herói nacional. Como já escrevi em outro artigo: “— Você acha que é necessário perguntar à raposa, para saber-se quem comeu as galinhas?”, temos ainda, que ouvir as “chorumelas” de advogados contratados a peso de ouro, dizendo bobagens em defesa dos escroques que patrocinam, pensando que somos todos idiotas.

O certo é que, a despeito disso e daquilo, os corruptos continuam operando, sem temer qualquer ação da polícia. Todos os dias temos fatos novos, envolvendo políticos e funcionários públicos. Quase todos os dias centenas de policiais estão na rua a procura de corruptos, munidos com mandados de busca nos “mocós” onde as provas dos crimes são arquivadas. No caso do Gedel Vieira Lima, no “mocó” foi arquivado dinheiro vivo, num montante apreciável, que deixou até a polícia encabulada.

O tempo passa... assistimos todos os dias Deputados e Senadores amontoados diante das respectivas mesas dos presidentes do Parlamento, cochichando espertezas. Em nenhum outro lugar do mundo os componentes de colegiados, tem procedimento igual. São surdos aos oradores e alheios aos interesses dos eleitores que os escolheram e arcam com o custo das mordomias.

As reformas necessárias e indispensáveis para que o País caminhe em segurança, com um futuro previsto para o povo, são desvirtuadas ou engavetadas atendendo interesses próprios ou ensejando proteção a sindicatos ou a órgãos corporativos — um e outro — nefastos aos interesses sociais.

A corrupção oficial beneficia-se da ignorância do povo que ela cultiva com empenho, quanto não propiciam os meios necessários e indispensáveis para que as crianças e os jovens tenham ensino em prédios escolares decentes e professores a altura e com salários compensadores. Para o ensino, o que fazem, é roubar até a merenda escolar.

E o tempo passa...as misérias perpetuam-se, enquanto alguns “experts” discutem por dezenas de anos a fio, a implantação de uma Ferrovia ou a ampliação de um aeroporto que venha beneficiar nossa cidade.

Diante do que se escreveu, conclui-se que estamos como os porcos no chiqueiro do frigorífico, impotentes, ouvindo o trovejar da miséria, quando os renais morrem à míngua de assistência e uma multidão de jovens analfabetos, que têm como única opção de trabalho, o tráfico de entorpecentes! Tudo sob a batuta do desmando, da incompetência e da falta de honestidade que se avolumam, sem receio de um possível confinamento numa jaula, como previsto na lei.

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

Sábado, 06 Janeiro 2018 09:10

Não comigo, estou fora !

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No Estado do Rio Grande do Norte, onde os moradores de Mossoró nunca desejam Feliz Natal para ninguém, coincidentemente, em Natal, as Polícias civil e militar, assim como os Bombeiros estão em greve, permanecendo nos quartéis. A greve é a forma que encontraram para protestar contra o não recebimento dos salários de novembro, dezembro e o décimo-terceiro.

Policiais e Bombeiros são pessoas comuns, membros da sociedade que possuem famílias para sustentar. Eles têm despesas com alimentação, com moradia, contas de luz, de água e precisam ainda, comprar o material escolar para os filhos e, mais: para tratamento dentário, compra de calçados e de roupas para toda a família, além de outros encargos que devem ser satisfeitos, para que não sejam alcunhados como vigaristas -- o que seria um contra-senso -- porque eles têm a função de garantir a paz social e devem, em qualquer circunstância, ter conduta exemplar. Eles são o espelho no qual se reflete a sociedade!

Pois bem, sem as condições básicas para viver – não receberam os salários – ainda tem a greve condenada pela Justiça, que além do mais ainda prescreve que os policiais que não entrarem, imediatamente, no serviço serão presos(!?)

Por onde, neste País chamado Brasil, anda a EQÜIDADE, que deve, em qualquer circunstância, nortear a caneta do magistrado? Eqüidade, sabe-se: “Princípio de justiça fundamentado na igualdade de direitos. Caráter do que é feito com justiça e imparcialidade”.

Os policiais do estado “Potiguar” (Potiguar, do Tupi: o que come camarão), que nem dinheiro têm para o feijão, porque não receberam os salários, exibiram fardamento puído, coletes vencidos, armamento e viaturas sucatadas -- carências que somadas -- inviabilizam o trabalho na segurança pública.

Tudo o que mostraram não foi o bastante, para despertar no Magistrado, “o princípio de justiça fundamentado na igualdade de direitos”. Outrossim, o que pode ser facilmente comprovado, é quando se busca alguma notícia de que os juízes, desembargadores e ministros entraram em greve, por falta do pagamento dos seus proventos. Ou mesmo o governador Potiguar e seus secretários; os deputados, prefeitos e vereadores; assim como o pessoal do Tribunal de Contas. Enfim, a carência de recursos públicos nunca afeta essa classe que recebe, religiosamente, polpudos salários! A abstinência sempre é imposta à classe mais carente, que percebe salários aviltantes, com a desculpa de que não há recursos para o pagamento.

O princípio da EQUIDADE, no Brasil, em quaisquer dos estados da Federação, é observado tão-somente para os graúdos, que mandam e desmandam nos Cofres públicos. Para os pequenos, o conceito que orienta os “grandes” que vivem dentro dos Cofres, alheios às necessidades do funcionário de modesta categoria, é que se lasquem, sinônimo de explodir. Dizia minha avó no dialeto vêneto, diante de qualquer contratempo: “che se sbore!”, que eu entendia como: “que se arrebente!”

O governo Potiguar não propicia condições para que o funcionário sobreviva como cidadão, em condições normais porque, irresponsavelmente, não lhe paga o salário; e mais, não lhe fornece os meios para a execução da tarefa, como viaturas, armamento, coletes e outros itens indispensáveis para o trabalho, figurativamente é como exigir que um aleijado vença a maratona.

Os policiais e os bombeiros são, covardemente, atacados nos dois flancos: não recebem os salários; não dispõem de meios para executar o trabalho e, ESTRANHAMENTE, são condenados à prisão (?), por magistrados que desconhecem o que seja EQÜIDADE.

Devemos solidariedade a esses desvalidos funcionários da segurança pública em Natal, no Rio Grande do Norte, vitimados por aqueles que aos domingos, com as caras untadas com óleo de peroba, vão à missa ou ao culto evangélico, pedir - não se sabe o que - a Deus.

Junte-se ao que foi escrito, a figura do político ladrão e o eleitor desavisado, ignorante ou mal intencionado que dá seu voto em troca de alguma porcaria, condenando a sociedade a passar largo período por privações na saúde, na educação e na segurança. Sem o voto do eleitor irresponsável, nenhum político chega ao cofre do País, do Estado ou do Município.

O covarde mente, com descaramento, diante do problema que ele mesmo criou e para disfarçar sua covardia, apela para qualquer expediente, por mais escroto que seja!

* O autor é membro da Academia Douradense de Letras. (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.)

No livro “Pescador de Sonhos”, ed. UFMS, 2006, que registra as memórias do saudoso governador Pedro Pedrossian (1928-2017), do qual recebi um exemplar em 11-05-06, com atenciosa e longa dedicação, nele, às págs. 246/7, podemos ler: “Quando estudante, ao tomar conhecimento de que Jânio nascera na minha cidade, Miranda, e lecionara no Mackenzie, despertou uma natural identificação; participei, então, de sua campanha e da sua eleição vitoriosa para a prefeitura de São Paulo.”(sic)

“Embora figure na história que ele é campo-grandense, Jânio Quadros nasceu em Miranda, em 1917. Minha mãe confirmou a versão, pois estudara com a mãe do candidato. Mais: verificou-se ainda que Jânio nascera na chácara Jambeiro, hoje integrada à minha propriedade, a fazenda Petrópolis” (sic)

“Gabriel, seu pai (...) passou a morar em Miranda, montando uma pequena farmácia e um jornal(...) A família se mudou para Campo Grande, depois para Curitiba e, por fim, para São Paulo. Jânio tinha, então sete anos de idade.” (sic)

“Quando se lançou candidato à presidência da República, em 1960, voltei a vê-lo. É que Jânio visitou Campo Grande, viajando de trem...” “Em determinado período tornamo-nos amigos e, mais de uma vez, o visitei em sua residência, em são Paulo (...) Recebi duas telas pintadas por ele, bonitas, que refletiam sua tristeza interior. Comunicava-se com auxiliares de governo, ou com amigos, com os seus famosos bilhetes.” (sic) Sua caligrafia, ilegível, assimilava-se aos hieróglifos dos egípcios!

“Jânio continuou nos prestigiando com sua honrosa amizade e se excedeu quando visitou minha mãe, recém-operada... No deslocamento da sala de operação até o apartamento, empurrou a maca, com muito afeto e carinho, pelos intermináveis corredores do hospital.”

Até aqui tivemos o testemunho do saudoso governador Pedro Pedrossian, que conheceu Jânio Quadros (1917-1992), partilhou com ele o berço de nascimento em Miranda e, durante longo tempo, manteve estreita amizade com o ex-presidente, tudo conforme lembrado no seu livro de memórias.

Eu ainda adolescente, morando na cidade de Promissão (SP), tinha pleno conhecimento do desempenho político-administrativo do então prefeito de São Paulo, pelo PSB, Jânio Quadros, através dos relatos do meu saudoso tio Américo — janista juramentado — que morava em S. Paulo. Ele nunca se cansou de elogiar o desempenho de Jânio, como prefeito da capital paulista.

Como prefeito de São Paulo, Jânio fez publicar uma lei, que impunha às pastelarias a obrigação de colocar uma azeitona em cada pastel. Aos donos de bar, a obrigação de manter um “Restroom”, “Water Closed”, ou, simplesmente, um “Banheiro”, para uso dos freqüentadores.

Percebendo que funcionários da Prefeitura utilizavam-se dos veículos do município para descerem para as praias de Santos, nos finais de semana, passou a cercá-los, pessoalmente; determinou, depois, para melhor identificá-los, que fossem todos pintados de amarelo.

Mostrou trabalho, competência e honestidade a toda prova. Como prefeito, deixou a cidade modernizada, limpa, dinheiro em caixa e livre de funcionários fantasmas. Elegeu-se, em seguida, governador do Estado de São Paulo. Ainda sem idade para votar, participei das manifestações nas ruas de Promissão (tenho a foto) pela segunda vitória acachapante do político Jânio Quadros.

Aprovou seu Plano Trienal de Governo e deu celeridade à sua meta administrativa. Seu Secretário de Fazenda, Carvalho Pinto, cognominado “O Mago das Finanças”, viabilizou os recursos necessários. O Plano Trienal englobou as obras projetadas e fez minguar as discussões. Aprovado no atacado, o Plano foi inteiramente executado pelo governador Jânio, que tinha pressa!

No curto período de quatro anos, construiu escolas, asfaltou rodovias, moralizou o serviço público. Saia pessoalmente à noite, para correr as Delegacias de Polícia, para saber se o delegado de plantão estava no serviço. Os funcionários públicos tinham pavor do governador, que “não dormia” em serviço e gostava de conferir tudo pessoalmente. Como governador, sua obra foi memorável. Seguiu-lhe os passos Carvalho Pinto, que o sucedeu como governador.

Nas eleições para a presidência da República de 1960, Jânio concorreu como candidato, com Marechal Teixeira Lott (1894-1984). Para essa eleição, fui requisitado pelo Cartório Eleitoral da comarca de Dracena, para trabalhar como Secretário na Seção Eleitoral no distrito de Iandara. Lembro-me ainda, do comentário do mesário: “—Esta nossa seção é de poucos eleitores e de pouca importância, mas daqui podem sair os votos que elegerão o presidente! Ali Jânio recebeu o meu primeiro voto e elegeu-se presidente da República Federativa do Brasil.

Na presidência da República, onde permaneceu poucos meses, Jânio revelou-se um enigma, até hoje não decifrado.

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