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Redação Douranews

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A procura por consórcios em geral no país caiu 12,1% nos cinco primeiros meses do ano em comparação com o mesmo período do ano passado, com a entrada de 846,3 mil consorciados, ante 962,5 mil no mesmo período de 2015. Os créditos comercializados apresentaram recuo de 16,1% com R$ 29,11 bilhões, enquanto o total de participantes ativos manteve-se estável em 7,1 milhões.

Os dados são da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac) que analisa consórcios nos setores de veículos automotores, imóveis, eletroeletrônicos e outros bens móveis duráveis e serviços. Para o presidente da entidade, Paulo Roberto Rossi, “o equilíbrio no total de consorciados deve-se principalmente à qualidade das vendas realizadas nos últimos anos”. Ele salientou, em nota, que mesmo com a crise econômica os consumidores têm honrado seus compromissos. Para o executivo, isso é efeito de compras conscientes, feitas com planejamento.

Veículos leves e serviços

No segmento de veículos leves (automóveis, caminhonetes e utilitários), o número de participantes ativos aumentou 5,9% (de 3, 07 milhões para 3,25 milhões). No entanto, as novas adesões foram 7,2% menores que no ano anterior com um total de 361, 8 mil novas cotas vendidas.

Os créditos comercializados caíram 15,2%, atingindo R$ 14,22 bilhões e o valor médio de R$ 38,3 mil foi 9,8% abaixo do mesmo período de 2015.

Em serviços, houve elevação de 40,5% nas vendas com um total de 5,2 mil negócios, alcançando um total de créditos comercializados de R$ 32,38 milhões, 50,5% acima do obtido no mesmo período de 2015.

Houve ainda crescimento de 24,3% no número de participantes (34,3 mil). Já as contemplações acumuladas atingiram 4,2 mil, com alta de 31,3%. De acordo com a Abac entre os serviços estão cirurgias, festas e eventos, além de tratamentos dentários e oftalmológicos, turismo e assistências educacionais.

Comentário

Devido a problemas nas edições anteriores do exame, este ano as Forças Armadas vão prestar novamente apoio logístico para a realização das provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). O apoio para a Operação Enem 2016 foi solicitado pelo Ministério da Educação visando a garantir a segurança no armazenamento das provas.

A participação das Forças Armadas foi oficializada com a publicação de portaria na edição de hoje (18) do Diário Oficial da União. Desde 2009, os ministérios da Educação e da Defesa trabalham em parceria para assegurar que os exames não cheguem a mãos indevidas ou sejam utilizados de forma criminosa.

As provas do Enem de 2016 serão aplicadas nos dias 5 e 6 de novembro. A nota do exame é usada na seleção para vagas em instituições públicas, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e bolsas na educação superior privada, pelo Prouni (Programa Universidade para Todos).

O resultado do exame também é requisito para receber o benefício do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) e participar do Programa Ciência sem Fronteiras. Para pessoas maiores de 18 anos, o Enem pode ser usado como certificação do ensino médio.

Estudos

A plataforma Hora do Enem disponibiliza gratuitamente um plano de estudos individual para quem quer se preparar para o exame. O site também permite ao candidato participar de simulados nacionais, além de ter acesso ao Mecflix, portal com mais de 1,2 mil videoaulas.

Comentário

O mercado de apostas é um verdadeiro gigante, capaz de movimentar verbas de magnitude estatal mundo afora: 1,3 trilhão de euros (R$ 4,8 trilhões) somente em 2015. A internet abriu ainda mais esse mercado, permitindo que usuários residentes em países onde as apostas são proibidas entrem no mundo das probabilidades através de sites baseados onde a lei é favorável. Entre 2009 e junho de 2016, foram detectados por empresas especializadas 2.532 casos suspeitos no planeta. Somente em 2015 foram 524 casos. De acordo com um organograma obtido junto a uma dessas companhias voltadas para fiscalização de fraudes no mercado de apostas, o esquema é muito maior do que se supõe e tem como financiadores pesos-pesados do crime organizado como a máfia italiana e as tríades chinesas.

Os dois personagens mais notórios da manipulação de resultados são de Cingapura e atuavam para diversos grupos criminosos multiplicando seu dinheiro. Ambos estão sob custódia – pelo menos um deles continua na ativa. Wilson Raj Perumal e Tan Seet Eng, conhecido como Dan Tan, já foram condenados por manipulação de resultados. Dan Tan está sob custódia em Cingapura, mas continua a controlar o esquema usando até a esposa e parceiros do crime de Perumal, que está em prisão preventiva em Budapeste, na Hungria, e negocia colaboração em futuras investigações. Ele já foi preso antes em Cingapura e na Finlândia.

Capa do livro de Wilson Raj Perumal (Foto: Reprodução) eprodução da capa do livro de Wilson Raj Perumal cujo site traz vídeos de partidas manipuladas pelo criminoso de Cingapura, hoje sob custória preventiva na Hungria (Foto: Reprodução)

Reprodução da capa do livro de Wilson Raj Perumal cujo site traz vídeos de partidas manipuladas pelo criminoso de Cingapura, hoje sob custória preventiva na Hungria (Foto: Reprodução)

Dan Tan foi preso em outubro de 2013, solto em novembro de 2015 e preso novamente em dezembro. A sua esposa foi presa em junho deste ano sob acusação de ter assumido os negócios do marido. Viciado em apostas, Perumal chegou a se endividar dentro do próprio negócio, com credores e chefes nada amistosos. Em países onde há um alto índice de corrupção de autoridades, usam o dinheiro ilícito para obter proteção e facilitar operações.

Sem muitas opções, Perumal teria deixado o mercado da manipulação para trás, disposto a lucrar com sua história, e chegou a escrever um livro. Uma das revelações é a alegação de ter ajudado a classificar Nigéria e Honduras para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul. Em uma rara entrevista para a CNN em 2014, ele afirmou ter manipulado entre 80 e 100 partidas de futebol. Disse já ter manipulado resultados em Olimpíada, eliminatórias para Copas do Mundo, Copa Ouro da Concacaf, Copa do Mundo feminina e Copa das Nações, na África.

- Eu ficava no banco de reservas muitas vezes dizendo aos árbitros, jogadores e técnicos o que fazer. Era fácil assim. Não havia vigilância alguma – disse Perumal à CNN em agosto de 2014, completando que algumas associações o recebiam de “braços abertos”.

Mecânica das fraudes e índice de atletas suspeitos

A abordagem é feita por figuras menores na cadeia alimentar do crime. Ex-jogadores que passaram temporadas em zonas onde a manipulação tem muita força, dirigentes, árbitros, qualquer um que esteja razoavelmente familiarizado com o esquema, em uma situação financeira não muito confortável, é um alvo em potencial para aderir ao exército da manipulação. Os locais das fraudes não são escolhidos ao acaso. A combinação pouca visibilidade, baixos salários, falta de fiscalização preventiva e possibilidade de corrupção de autoridades é como sangue em águas infestadas por tubarões. E o Brasil, que reúne essas características em diversos torneios, especialmente locais, entrou no cardápio dos predadores da bola.

Representante da Sport Radar na América Latina e responsável pela atuação da empresa no Brasil, Ricardo Magri explica que o manipulador tenta a todo custo disfarçar a aposta fraudulenta em eventos normais de uma partida. Isso porque não são somente resultados manipulados. A empresa foi contratada pela Federação Paulista de Futebol (FPF) no início do ano e já deflagrou casos no jogos locais.

Há apostas em quem cobra o primeiro lateral, quantos gols serão marcados na partida – sem importar para quem - e por qual diferença de gols será a vitória de uma determinada equipe. Logo, na visão de um manipulador, colocar a aposta durante a partida, logo depois do intervalo, por exemplo, quando o resultado que pretende ainda parecer improvável, é o caminho em tese mais seguro. Quanto mais parecer um evento comum, menor a chance de ser detectado.

"Dan" Tan Seet Eng, um dos figurões da manipulação de resultados, está sob custódia em Cingapura (Foto: Agência AFP)

Empresas como a Sport Radar monitoram as oscilações nas apostas, e uma queda brusca de favoritismo de uma das partes gera imediatamente um alerta, recebido também pelas casas de apostas. Quando vários alertas começam a aparecer, é possível até que as apostas no determinado evento sejam canceladas. Muitas vezes, em uma aposta de maior vulto, os sites levam algum tempo para autorizar, enquanto tentam obter o máximo de indicativos de que aquela aposta é legítima – ou não. Todos esses alertas que aparecem nas mais diversas partidas não se perdem. São somados e contabilizados, gerando um índice de jogadores. Atletas envolvidos em vários jogos com alertas de suspeita de fraude acabam subindo na escala, e isso pode servir de aviso para autoridades locais em caso de transferências de atletas suspeitos.

Questionado sobre Dan Tan e Perumal, Magri explicou:

- De um modo geral, esses dois são nomes muito notórios porque têm o know-how da manipulação, em quem chegar, como chegar, quanto oferecer. Isso não nasce com eles. Recebem investimentos para atuar na área deles, recebem um financiamento de crime organizado, máfia, tríades, é uma parte das atividades de lucro desse pessoal do crime organizado. Quando chega neles, sabem daí para baixo como fazer para promover os resultados que eles querem.

Organograma do sistema de manipulação com base em informações obtidas junto a empresas especializadas (Foto: Editoria de Arte)

A abordagem para cooptar novos membros e aliciadores para o grupo é descrita pelo executivo:

- Eles buscam quem eles conseguem estabelecer um contato e tenha apetite para se envolver. Por exemplo, um jogador que foi atuar naquela região, ficou lá um tempo, viu que a atividade é lucrativa e que poderia se envolver sem muito risco entra logo no radar deles. O jogador é exposto no período lá, e, quando volta, já tem algum passo a mais do que um outro jogador qualquer que encerra a carreira aqui no Brasil.

Magri esclareceu o motivo de ser feito um índice de jogadores supostamente envolvidos em manipulação:

- É um índice porque existem equipes que estão envolvidas nos nossos alarmes com mais frequência do que outras e jogadores que você percebe que, mesmo mudando de time, as equipes que eles jogam seguidamente estão envolvidas nessa situações. Então há um índice para ajudar a interpretar situações futuras.

Indagado se já é possível ter uma noção exata do tamanho do problema no Brasil, Magri respondeu:

- Não muita. Os exames ainda são em lugares muito específicos, e onde estamos examinando estamos achando, então dá para ter ideia de que, se se estenderem esses exames, vão aparecer mais coisas. É o momento certo para analisar, porque até para fugir de lugares mais fiscalizados esses grupos desembarcaram aqui. Penso eu que, há coisa de um ano e meio, dois anos, eles vieram com mais apetite. Se fizermos mais exames ou um retroativo, certamente vão aparecer mais situações.

China, um mercado bilionário

O imenso mercado asiático é não somente o berço, mas também território de atuação das principais máfias de manipulação de resultados no planeta. Grupos organizados na China, por exemplo, não atuam somente fora das suas fronteiras. O mercado interno sofre intenso assédio dos criminosos. Em fevereiro de 2012, 39 pessoas foram condenadas no país por manipulação de resultados, entre eles Yang Yimin, ex-vice-diretor da Associação de Futebol da China, condenado a 10 anos de prisão. Entre os acusados, também estavam o ex-chefe da comissão de árbitros, ex-presidentes e até técnicos de clubes do Campeonato Chinês à época.

Segundo relatos obtidos pela reportagem com pessoas que passaram ou ainda estão em divisões inferiores do futebol chinês, o cenário segue envolto na névoa da manipulação. E pagar altos e volumosos “bichos” em dinheiro foi uma das formas de fazer com que jogadores não se deixem ser subornados.

- Há uns cinco anos, foram presas quase 50 pessoas por conta de venda de jogos, tentaram moralizar o futebol. Mas faz parte da cultura deles. Jogo sujo, como eles chamam. Os jogadores falavam para a gente abertamente, qual time comprava mais os juízes, quem se vendia... – afirmou um brasileiro influente no futebol com passagem recente pelo futebol chinês.

Para evitar que jogadores se vendam para as quadrilhas, uma prática foi confirmada por jogadores e técnicos brasileiros que passaram pela China:

- Na China, eles compram jogadores direto, acerto de jogo, coisa política mesmo. O governante da cidade acerta com o outro para o time não cair, sabe?! Por isso, eles pagam valores altíssimos de bicho, em dinheiro, sem descontar imposto, para que os jogadores não se vendam para o outro time e entreguem o jogo – constata outro brasileiro, que pede anonimato por temer o que chama de “máfia chinesa”.

Muitos dos clubes das divisões do futebol chinês têm receitas irrisórias com o futebol, e o dono só gasta com bilheteria – custeando ingressos para espécie de torcida paga –, o patrocínio na camisa por vezes é da empresa do dono do clube, não existem grandes projetos de marketing, e times da Segunda Divisão, por exemplo, nem vendem camisas nas lojas. Com isso, manipular resultados vira uma fonte de renda ilegal para arrecadar dinheiro, como começa a acontecer em clubes e ligas de menor porte no Brasil.

A China busca acabar com a manipulação de resultados desde 2009, mas a farra de combinações de resultados vem desde o começo dos anos 2000, quando as acusações de suborno de árbitros vieram à tona pela primeira vez.

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Já classificado para a segunda fase da Série D do Campeonato Brasileiro, o Sete de Dourados enfrenta o Luziânia-GO neste domingo (17), fora de casa, para tentar ratificar a primeira posição do Grupo A11 e garantir, na segunda fase, o direito de decidir a classificação em casa. O time terá três desfalques e a presença do atacante Guilherme, relacionado pela primeira vez desde a contusão que sofreu no início de abril. A próxima etapa é o mata-mata, onde só permanecem na competição os vencedores.

Durante a semana, o técnico Chiquinho Lima trabalhou sabendo que não teria dois titulares contra o time goiano. O volante Altino, que deixou a partida contra o Sinop-MT no domingo passado ainda no primeiro tempo, segue em tratamento e não foi liberado pelo Departamento Médico. Outro é o zagueiro Jaime, pendurado com dois cartões amarelos. Para evitar correr o risco de perder o jogador na rodada de ida da segunda fase, o técnico preferiu poupá-lo, segundo publica o jornal Gazeta MS.

A falta inesperada é do volante Eduardo Arroz, que teve um problema muscular no treino de quinta-feira (14), que definiria o time que joga em Luziânia. O jogador participava normalmente da atividade até sentir uma dor no músculo adutor e deixar o treino. Inicialmente, Arroz fica fora apenas deste jogo e seguirá em tratamento nos próximos dias. "Altino e o Eduardo vão seguir o tratamento durante todo o fim de semana. Inclusive, o Thiago [Fonseca, fisioterapeuta] não viaja com o grupo para cuidar exclusivamente dos dois", explicou o treinador.

A provável equipe para começar o jogo em Goiás terá Fernando Hilário no gol; Renato, Montoya, Bruno e Júnior Prego; Peu, Fabrício, Mário Lúcio e Dio; Otacílio Neto e Johnny, de acordo com informações da assessores do Sete.

 

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A reportage, de capa da ISTOÉ dessa semana destacou, que no comando da administração federal desde 2003, o PT deixou vários legados danosos às estatais. Dos escândalos bilionários de corrupção ao aparelhamento político, quase nada escapou das garras do fisiologismo. Fruto da barganha política, a máquina pública inchou e ficou ainda mais ineficiente, inclusive nas companhias com capital aberto. Apesar de a quantidade de estatais praticamente não ter aumentado – passou de 131 ao término do governo FHC para 135 no fim de 2014, último dado disponível –, o número de funcionários cresceu 49%.

Significa que, durante os oito anos de mandato do presidente Luiz Inacio Lula da Silva e os cinco anos da gestão Dilma Rousseff, as empresas públicas incorporaram 182 mil pessoas aos seus quadros. No total, há quase 553 mil trabalhadores, segundo dados levantados pela DINHEIRO no site do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest), órgão ligado ao Ministério do Planejamento. “Esse inchaço nas estatais não tem nenhuma lógica econômica”, afirma Gilberto Guimarães, especialista em liderança e gestão de pessoas e professor do Grupo Laureate. “A máquina pública vai na contramão dos ganhos de produtividade”.

Se a quantidade excessiva de funcionários é um peso para o caixa das estatais, a presença de apadrinhados políticos no topo hierárquico dessas companhias torna-se um problema ainda maior para a sua sustentabilidade. Na linguagem dos funcionários concursados, os diretores, vice-presidentes e CEOs que assumem o cargo sem um currículo compatível são chamados de “paraquedistas”. “É o aparelhamento pelo qual uma pessoa é indicada por algum político sem entender nada do assunto”, diz Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset Management, que trabalhou vários anos nos Estados Unidos.

No presidencialismo americano, salienta Vieira, a ingerência política é muito menor. “Se os ocupantes de cargos públicos cumprem as metas, eles podem permanecer mesmo quando troca-se um presidente democrata por um republicano”, diz o economista. “Aqui, no Brasil, a utilização do Estado como instrumento político leva à derrocada das estatais.” É imperioso notar que todas as cifras negativas envolvendo as estatais administradas pelo PT e seus partidos aliados giram na casa dos bilhões de reais, incluindo os desvios investigados pela Polícia Federal, que já prendeu caciques do partido como o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu.

Alguns exemplos: Prejuízo dos Correios em 2015: R$ 2,1 bilhões; Necessidade atual de aporte na Caixa: R$ 40 bilhões; Prejuízo da Petrobras em 2015: R$ 34,8 bilhões; Rombo dos quatro maiores fundos de pensão estatais em 2015: R$ 60 bilhões; Custo das operações do BNDES aos cofres públicos em 2015: R$ 30,5 bilhões; Prejuízo da Eletrobras nos últimos quatro anos: R$ 31 bilhões; e pedaladas no Banco do Brasil: R$ 14,8 bilhões. Sem falar na corrupção que, apenas na Petrobras, gerou desvios de R$ 42 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal.

“Nem mesmo as estatais com capital aberto escaparam”, diz Walter Machado de Barros, membro do conselho consultivo do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef-SP). “Ignoraram-se as melhores práticas de governança corporativa.” Para avaliar todos esses números negativos, a DINHEIRO ouviu duas dezenas de especialistas e apresenta nas próximas páginas um resumo didático – no formato dossiê – do quadro preocupante em que se encontram as principais estatais.

A ingerência política nas empresas chegou ao ápice em 2014, ano eleitoral, quando a presidente Dilma determinou o congelamento de tarifas de energia elétrica e de preços de gasolina para controlar a inflação, gerando um passivo bilionário no caixa das companhias. Tudo foi feito para ganhar a eleição. A intervenção excessiva do PT também emperrou os projetos de infraestrutura, simbolizados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Na campanha de 2010, o presidente Lula apresentou sua candidata, Dilma Rousseff, como a “mãe do PAC”, mas o “filho” não se desenvolveu. “Na área de transportes, por exemplo, perdeu-se a característica de planejar para o médio e longo prazos”, diz Mauricio Endo, sócio da KPMG para a América Latina. “Os ministérios responsáveis por infraestrutura começaram a trabalhar em cima de agendas muito politizadas, sem o devido critério técnico, e o resultado eram iniciativas díspares, que levam do nada a lugar nenhum.”

Um exemplo foi a transposição do Rio São Francisco, um plano ambicioso e complexo, que acabou sendo realizado parcialmente. Ao diminuir de tamanho, o projeto perdeu grande parte de sua lógica e deixou de atingir os benefícios projetados. Além disso, muitas licitações acabaram sendo apressadas e realizadas sem planejamento. O resultado foram leilões esvaziados e problemas que só eram percebidos depois de iniciadas as obras. Dessa forma, as empresas pediam mais dinheiro e o governo federal decidia parar as obras.

Quando houve concessões maiores à iniciativa privada, aconteceram alguns avanços, como nos aeroportos. Porém, diante da atual crise econômica, as concessionárias estão pedindo um prazo maior para pagar a parcela da outorga deste ano. Nas concessões de rodovias feitas no governo Dilma, o cenário é parecido. Os vencedores tentam renegociar os contratos em vigor diante de um estrangulamento financeiro. Trata-se de uma situação, no mínimo, curiosa, pois o governo petista tentou ao máximo limitar os ganhos do capital privado.

A estratégia do período Lula também fracassou. Ao impor uma tarifa muito baixa ao usuário final, o governo sufocou as concessionárias de rodovias que não tinham caixa para cumprir as metas de investimentos estabelecidas nos editais. “Existia uma questão ideológica muito forte, defendendo que o setor privado não poderia ter lucro na prestação de serviços públicos, o que prejudicava muito a atração de investidores”, diz o consultor Endo, da KPMG.

Dessa forma, o governo tentava adivinhar o ponto ótimo de lucro da empresa que venceria a concessão, em vez de deixar o mercado, por meio de competição e de estudos de viabilidade econômica, chegar à melhor proposta. Com isso, poucos competidores entravam na disputa, e quem ganhava descobria depois que não tinha condição de entregar um bom serviço.

Até mesmo a forma de tentar agilizar as contratações era equivocada. O governo Dilma instituiu o Regime Diferenciado de Contratações, em 2011, que permitia contratar obras sem um projeto definitivo. Mas o que devia ser um modelo especial, adotado para alguns projetos pontuais, virou a regra em obras do PAC, da Olimpíada e da Copa do Mundo, dentre outras. Isso escancarava a falta de planejamento que permeava a administração federal.

TREM-BALA Talvez não exista símbolo melhor dessa dificuldade de planejar do que o projeto de trem-bala, que ligaria os dois principais polos produtivos e consumidores do Brasil: Rio de Janeiro e São Paulo, com parada final em Campinas. Obsessão de Dilma, ele jamais saiu da fase de planejamento até ser finalmente descartado, em 2015, sem nunca ter recebido um estudo detalhado que fosse referendado como realista pela iniciativa privada.

Em 2012, o governo inclusive criou a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), uma estatal que tinha a missão de viabilizar o trem-bala e outros projetos ferroviários de alta velocidade. Financiada totalmente pelo Tesouro Nacional, a EPL foi fundada com 65 funcionários e chegou a 181 trabalhadores em 2014, último dado disponível. Na lista de ideias despropositadas dos governos do PT, inclui-se a recriação, em 2010, da Telebras, que remunera 257 funcionários para cuidar do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) – eram 126 no ano da refundação.

Primeiro ocupante do cargo, o engenheiro Rogério Santanna foi demitido após um ano pelo então ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que recentemente foi preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Custo Brasil. “O PNBL acabou”, afirmou Santanna, que se desfiliou do PT em 2013, após 26 anos de militância. De fato, o plano não cumpriu a meta de levar internet rápida a 40 milhões de domicílios até 2014, mas os custos da Telebras continuaram onerando os cofres públicos – é a herança da gestão pública petista.

Colaborou: Carlos Eduardo Valim

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O astro do futebol Lionel Messi e seu pai, Jorge, foram condenados nesta quarta-feira a 21 meses de prisão por fraude fiscal pela Justiça espanhola. Mas, por conta das leis do país, o jogador deverá conseguir evitar a cadeia. Pelo código criminal, penas inferiores a 24 meses podem ser transformadas em multas. Assim, sem histórico na Justiça, Messi muito provavelmente será beneficiado por um padrão da Justiça espanhola de evitar a cadeia para condenações inferiores a dois anos.

Segundo o Tribunal de Barcelona, Messi é responsável por uma fraude avaliada em 4,1 milhões de euros (aproximadamente R$ 15 milhões), referentes aos anos de 2007 a 2009, quando obteve lucros não declarados de mais de 10 milhões de euros (R$ 36,5 milhões).

Em sua defesa durante o processo, Messi alegou que desconhecia a forma pela qual seus negócios estavam sendo administrados e que se limitava a seguir o que seu pai o aconselhava. “Confio em meu pai”, disse na época. Em junho, Messi chegou a depositar 5 milhões de euros (R$ 18 milhões) na conta do Estado e, numa das audiências do caso, foi aplaudido por torcedores fora do tribunal.

Jorge, pai do jogador, chegou também a admitir que era ele quem administrava os negócios e assumia a responsabilidade. Os advogados do jogador não negaram os fatos. Mas insistiam que Messi se limitava a entrar em campo e que o argentina era “apenas um jogador”.

Segundo o Ministério Público espanhol, porém, o mecanismo de fraude consistia em “simular” acordos de direitos de imagem do jogador para empresas de fachada sediadas em paraísos fiscais, como Uruguai e Belize. Dali, novos contratos eram fechados para a transferência de recursos para o Reino Unido ou para a Suíça.

Desta forma, o dinheiro jamais passava pela Espanha, o que lhe garantia que não pagaria impostos no país. Os fiscais públicos haviam solicitado 22 meses e 15 dias de prisão para Messi e seu pai. Mas a pena acabou sendo reduzida, ainda que três delitos tenham sido confirmados. Para os juízes, o pai do jogador era quem controlava as sociedades de fechada.

PRISÃO – Tradicionalmente, a Justiça espanhola suspende as ordens de prisão a réus primários e cuja punição fique abaixo de dois anos. Alguns juízes, porém, tem optado por manter a condenação como uma forma de dar um exemplo.

Na última audiência, antes da decisão, no início de junho, o procurador do Estado, Mario Maza, chegou a fazer um paralelo do caso de Messi com a máfia. “É o mesmo que o chefe de uma estrutura criminosa”, disse. “No topo está o chefe, o que mais manda e não se informa dos problemas. Leo Messi não se ocupava de reuniões com advogados, mas sim de jogar futebol e render nas partidas. Messi só se interessava no resultado final e esse era a não-tributação dos direitos de imagem”, completou.

Além de Messi, uma série de jogadores do Barcelona também enfrentam problemas com o fisco espanhol e a Justiça. Um deles é Neymar, em razão da sua polêmica transferência para o clube espanhol em 2013.

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Mais um acidente foi registrado, nesta sexta-feira (15), por volta das 16 horas, na rua Floriano Peixoto com a avenida Marcelino Pires. Conforme apurado pelo Douranews, o veículo Fiat Idea branco, placas OOP 6415, tentou uma freada brusca para não colidir com um motociclista que tentava fazer a curva na Floriano Peixoto, em sentido à rua Cuiabá, quando outro veículo, uma caminhonete S10 prata, placa ATL 0890, que vinha na Marcelino Pires, sentido centro, não conseguiu frear pelo excesso de velocidade e acabou colidindo com o Idea.

A colisão foi tão forte que o automovel Fiat Idea chegou a capotar; populares desviraram o veículo para que a mulher que o conduzia pudesse sair. A motorista não quis gravar entrevista, pois, estava em estado de choque após o incidente, mas relatou o ocorrido. "Eu estava subindo aqui pela Floiriano Peixoto, olhei e vi que dava tempo de atravessar, mas pela largura na coluna no carro eu não vi o motociclista, mas ele virou muito em cima de mim, eu freei para não pegar nele quando eu vi que ia bater com o outro carro só segurei, ainda bem que eu estava de cinto", contou.

 

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Em uma entrevista consedida ao Jornal Nacional quinta-feira (14), a série de reportagens com atletas olímpicos traz a história de um jovem que aos 14 anos de idade entrou pra elite do esporte brasileiro.

Uma arte ancestral com tecnologia de Fórmula 1. Um esporte em que as aparências enganam. A flecha é de fibra de carbono ultra resistente. Ou será que é de borracha?

Marcos d’Almeida é um adolescente que ganhou um brinquedo. Ou será que é um campeão com carinha de menino? Junto com ele, nós vamos atrás das respostas. Vamos conhecer os segredos de um talento do tiro com arco.

O olhar é de pedra. Os movimentos são de artista. Ele faz a coisa parecer fácil.

“O adversário olha para ele, é como se ele não tivesse acontecendo nada”, diz o técnico, Evandro de Azevedo. “Ele não transmite como se ele estivesse fazendo um exercício muito pesado, mas na verdade está”.

Marquinhos carrega 20 quilos; 20 quilos em três dedos; 20 quilos em três dedos, 400 vezes por dia. E enquanto os dedos fazem força, o braço tem que estar relaxado, imóvel. Tarefa de quem nasceu pra isso. E ele nasceu pra tanta coisa...

“Eu pratiquei natação, jiu-jitsu, vela, remo, são tantos que eu me perco, às vezes”, conta Marcos.

Faltou pelo menos um. Entre uma onda e outra o mundo iria descobrir um brilho escondido nas areias de Maricá.

Foi na cidade a 60 km do Rio de Janeiro que a Confederação de Tiro com Arco montou um centro de treinamento. O lugar foi preparado para receber gente do Brasil inteiro. Ninguém podia imaginar que o maior talento brasileiro morava a um quilômetro dali.

“Uma criança como qualquer uma. Chega aqui, quer fazer o tiro com arco. E ficava me olhando, me olhando”, diz a primeira treinadora, Dirma Santos.

“O Marcos, sem dúvida, pareceu no momento certo. É um pouco de sorte, sim. A gente encontrou o Marquinho nesse caminho, mas também houve um trabalho muito grande em cima dele”, conta o treinador.

Os pais achavam perfeito. Um esporte tranquilo, pertinho de casa, para manter o menino ocupado. Até que, um dia, o telefone tocou.

“Quando eu atendi o telefone ele só falou assim: ‘Mãe’? Aí eu falei: ‘Oi?’ ‘Cê já sabe né?’ Eu até me arrepio até hoje quando eu falo. Quando ele falou ‘Você já sabe’, olha... Mas eu chorava, eu ria, eu ria, eu chorava, eu não sei nem te explicar o sentimento que eu tive”, lembra a mãe, Denise Carvalho.

Era a convocação para a Seleção Brasileira. O riso veio misturado com o choro porque isso significava morar sozinho, em Campinas, a 500 quilômetros de casa, aos 14 anos.

“Os três primeiros meses foram muito difíceis para mim. Eu estava longe da minha família, longe de todo mundo, do meu círculo de amizade. Eu cheguei numa casa que eu não conhecia ninguém, meu técnico não falava português”, conta Marcos.

Num fim de semana de folga, até a família pensou em desistir.

“Ele chegou no domingo, ele começou a chorar na minha sala. Isso até me emociona. Eu falei pra ele: ‘Meu irmão, quer parar?’ Ele falou: ‘Pai, não. Eu vou em frente’, e foi”, lembra o pai, Marcus D’Almeida.

O arqueiro parece um super-herói. Mas foi sem o arco e sem a flecha que Marquinhos provou ser um herói de verdade.

“Com 14 anos, chegou na hora, ele deu um beijo, foi, nem olhou para trás”, diz a mãe.

“Ele cresceu, de 14 anos, quando ele chegou aqui em casa, com 15 anos, já era um homem”, diz o pai.

240 quilômetros por hora. O voo da flecha até o alvo é tão rápido que o olhar humano mal consegue acompanhar. E nem mesmo o olhar treinado dos arqueiros conseguiu notar um outro voo: em apenas dois anos, o Brasil se juntou à elite desse esporte. No tiro com arco, essa ascensão é considerada tão rápida quanto a viagem da flecha.

É muito brilho para pouco tempo. São só dois anos de conquistas internacionais.

“Em 2013, eu não tive resultado nenhum. Em 2014, eu apareci ganhando todas as medalhas de ouro no sul-americano, a primeira coisa assim que apareceu”, conta Marcos.

O pescoço não descansou desde então, sustentando medalha e mais medalha. Segundo lugar na Olimpíada da Juventude, e segundo lugar na Copa do Mundo, competindo com os melhores do planeta. Um menino entre os gigantes.

Foi campeão mundial juvenil em 2015. E, em 2016, milhões de pessoas, em todo o planeta, vão olhar para ele. Todos vão pensar que ele está olhando para o alvo. E esses olhos vão surpreender o mundo mais uma vez.

“Um arqueiro que tem uma boa visão e não tem a noção de onde focar, vai focar no lugar errado. O local errado para ele focar é o alvo. O arqueiro sempre tem que focar no que ele está fazendo, tem que voltar toda a sua concentração e seu foco para dentro de si”, ressalta o treinador.

No tiro com arco, mais importante que a visão, é a repetição. E Marquinhos não se cansa de repetir o mesmo gesto, com precisão milimétrica.

Dia desses o pai acordou às 2h com esse barulho no quintal.

“O cara estava treinando, porque estava calor no quarto dele. Falou: ‘Pai, tá calor aqui eu vim treinar’”, conta o pai.

O arqueiro solitário ama o silêncio. Conversa o tempo todo com ele mesmo: “Se fosse um esporte de conjunto, você pode perguntar ao próximo. Mas aqui, não. Eu tenho que perguntar a mim. E isso eu gosto muito porque a cada dia eu aprendo mais sobre mim”.

Daqui a alguns dias, o Sambódromo vai fazer silêncio para receber os arqueiros olímpicos. Mais uma vez, o menino brasileiro vai provar que nesse esporte as aparências enganam. A ideia é dominar uma arma, um antigo instrumento de guerra e de caça. Mas, nas mãos de Marcos d’Almeida, o arco é um instrumento e o voo da flecha parece música.

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Com o objetivo de incentivar as atividades culturais sul-mato-grossenses, o 3º Festival Douradense de Música (FESDOM) começa já no próximo dia 22, sexta-feira. O evento pretende promover o fortalecimento dos movimentos musicais existentes no Mato Grosso do Sul, dando oportunidade aos músicos, educadores musicais e estudantes de música de todo o Estado para trocarem experiências e saberes. O Festival é realizado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), por meio da sua Coordenadoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura.

Haverá participação ativa do público em apresentações, ensaios e concertos didáticos. Nesta edição, o evento contará com várias oficinas, concertos e intervenções musicais que acontecerão em espaços públicos e no Teatro Municipal de Dourados. Toda a programação do evento é gratuita e aberta à comunidade de Dourados e região.

O festival está com as inscrições abertas para as oficinas nas áreas de percussão sinfônica, cordas friccionadas, sopros madeira, sopros metais, além de regência e educação musical. Um dos principais destaques será amasterclass de piano com a professora Cinthia Ruivo. As inscrições podem ser feitas pelo site www.fesdom.com.

O 3º FESDOM conta com o apoio de diversos parceiros para sua realização, dentre eles a Associação dos Servidores da UFGD, Prefeitura de Glória de Dourados, Secretaria de Cultura de Dourados, Kikão Restaurante, Casa dos Ventos e Casa da Cultura da UEMS.

A direção artística do Festival é de responsabilidade da maestrina Thais Costa e toda programação já está disponível no site oficial do evento.

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A Secretaria Estadual da Mulher do Partido Solidariedade está realizando neste sábado (16/07), em Campo Grande, o 1º Encontro da Mulher Solidária MS, para incentivar a participação feminina nas discussões políticas e sociais.

Com o tema “Mais Mulheres na Política”, o evento será realizado na Câmara Municipal, a partir das 9h, com a presença de Eunice Cabral, presidente Nacional da Secretaria da Mulher do Solidariedade, e da vice-governadora Rose Modesto. 50 mulheres de todo o Estado de Mato Grosso do Sul são esperadas no evento.

Segundo Idelmar da Mota, presidente estadual do Solidariedade, o encontro servirá para fortalecer o debate sobre a participação das mulheres. “Esse é o primeiro encontro que estamos realizando. O Solidariedade tem uma secretaria especifica para as mulheres, e luta por políticas públicas que garantam seus direitos. Uma maior inserção das mulheres sul-mato-grossenses na política é um importante avanço para que a Democracia se mantenha”, ressaltou.

Secretaria do SD Mulher no MS, Selma Pieri destaca que o encontro colocará em foco o papel e a importância da mulher na política. “Mulher tome partido! Precisamos ocupar mais espaços de representação social e política para garantir nossos direitos. Além de priorizar a luta pela igualdade de direitos e oportunidades na disputa por cargos eletivos, o encontro será uma oportunidade enriquecedora de troca de experiência as mulheres do Solidariedade de Mato Grosso do Sul”, explicou.

O Solidariedade tem como bandeira o incentivo da participação feminina nas eleições e a luta pelo fim da desigualdade entre gêneros, na garantia de um Brasil com oportunidades para todos.

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