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Redação Douranews

Redação Douranews

O módulo de descida da nave russa Soyuz MS-01, com três tripulantes a bordo, aterrissou neste domingo (30) com sucesso nas estepes do Cazaquistão, informou o CCVE (Centro de Controle de Voos Espaciais) da Rússia.

Na cápsula, retornaram à Terra o cosmonauta russo Anatoli Ivanishin, o japonês Takutya Onishi e a astronauta americana Kathleen Rubins, que ficaram em uma missão de quase quatro meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Durante a permanência na ISS, os três realizaram cerca de 40 experimentos científicos.

A MS-01, a primeira nave do novo modelo Soyuz, pousou a cerca de 140 quilômetros a sudeste da cidade de Zhezkazgan. "Os tripulantes estão bem", afirmou um porta-voz do CCVE citado por veículos de imprensa russos.
A bordo da ISS permanecem os russos Sergei Rizhikov e Andrei Borisenko e o americano Shane Kimbrough, que chegaram à plataforma espacial no dia 21, segundo reproduz o portal G1.

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Pouco menos de 33 milhões de eleitores são esperados neste domingo (30) em postos de votação em todo o país para escolher em segundo turno os próximos prefeitos de 57 municípios. Ao todo, são 114 candidatos a prefeito, em 18 capitais e 39 cidades com mais de 200 mil eleitores.

Em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Marquinhos Trad (PSD) e a vice-governadora Rose Modesto (PSDB) disputam o segundo turno entre os eleitores da capital, Campo Grande. De acordo com o Ibope, Marquinhos tem 10% de diferença a frente de Rose.

De acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), foram disponibilizadas 157.548 urnas para o pleito. Desse número, 67 mil estarão disponíveis para o caso de equipamentos quebrados.
Durante todo o dia, 390.237 mesários, dos quais 182.308 voluntários, trabalharão na eleição.

De acordo com o TSE, 12 cidades em cinco estados contarão com apoio da Força Nacional de Segurança e das Forças Armadas para o esquema de segurança. O efetivo disponibilizado, segundo a pasta, será de cerca de 13 mil militares.

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Neste sábado, as emoções estarão à flor da pele no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre. Isso porque o Internacional recebe o Santa Cruz, às 18h30, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, com a missão de se distanciar ainda mais da zona de rebaixamento.

Para isso, a direção colorada vem, ao longo da semana, mobilizando o torcedor, para que este seja o 12º jogador e ajude o Inter a conquistar mais uma vitória em casa. O Colorado vem de três vitórias consecutivas no Gigante. Já seu adversário, perdeu as últimas cinco partidas no Brasileirão e está na lanterna do torneio.

Na manhã desta sexta, Celso Roth, comandou a última atividade antes do jogo, no CT Parque Gigante, e esboçou uma ideia de escalação para o sábado. O treinador conservou o lateral direito William no meio-campo, deixando Anderson no banco.

Fabinho e Eduardo Henrique jogaram no lugar de Rodrigo Dourado e Anselmo, ambos suspensos. Sendo assim, o Colorado enfrenta o Santa Cruz com: Danilo; Ceará, Paulão, Ernando e Géferson; Fabinho, Eduardo Henrique, William, Alex; Sasha e Vitinho.

Já o Santa Cruz vive situação delicada. Atualmente na lanterna, o time pode ser matematicamente rebaixado neste sábado, caso perca o confronto contra o Inter. O destaque fica por conta entrada de Léo Moura que atuará no meio-campo.

Além disso, o técnico Adriano Teixeira deve promover a volta de Vítor à lateral direita após mais de três meses. Segundo o treinador, Vítor está regressando com vontade de jogar e tem bom desempenho pela lateral.

Por outro lado, Léo Moura tem boa chegada, qualidade no passe e por isso atuará mais à frente. Logo, a tendência é que o Tricolor do Arruda atue com: Tiago Cardoso; Vítor, Neris, Luan Peres e Roberto; Jadson, Derley, João Paulo e Léo Moura; Keno e Grafite.

Após a vitória do Sport diante a Ponte Preta por 1 a 0, o Colorado caiu uma posição e aparece em 16º, com 37 pontos, um a mais do que o Vitória, primeiro time no Z4. Na noite desta sexta, a equipe baiana empatou com o Fluminense e chegou aos 36 pontos, na 17ª posição. Assim, o Inter não tem chance de terminar a rodada na zona de rebaixamento.

INTERNACIONAL X SANTA CRUZ


INTERNACIONAL
Danilo; Ceará, Paulão, Ernando e Géferson; Fabinho, Eduardo H., William, Alex e Sasha; Vitinho Técnico: Celso Roth


SANTA CRUZ
Tiago Cardoso; Vítor, Neris, Luan Peres e Roberto; Jadson, Derley, João Paulo e Léo Moura; Keno e Grafite
Técnico: Adriano Teixeira

Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Horário: 18h30 (de Brasília).
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (GO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)

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A busca por uma vaga na Copa Libertadores em 2017 é a palavra de ordem no Corinthians, que só tem um meio de garantir o acesso: através do G6 do Campeonato Brasileiro. Com concorrentes pelas posições de cima na tabela muito próximos em pontuação, o duelo diante da Chapecoense no próximo sábado, em sua Arena, às 16h30, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, pode servir para que o Timão fique na zona desejada por mais tempo.

Um fator que deve ajudar o alvinegro é de que os catarinenses ainda se dividem com a disputa da Copa Sul-Americana e poderão poupar atletas quando jogarem em Itaquera. O técnico Oswaldo de Oliveira, no entanto, tenta não dar importância a esse acontecimento.

“Prefiro sempre fazer com que os jogadores não percebam essa diferença, Não podemos interferir na preparação do adversário. Apenas na nossa. E vamos fazer o possível para vencer seja qual for o time que vier a Chapecoense”, que também indicou as dificuldades que o time misto do rival pode causar. “Essa mudança interfere na nossa preparação porque perde a previsibilidade que a gente sempre encontra nesses casos”

Jogador que foi as redes diante do Flamengo, Guilherme será desfalque para o Timão por estar suspenso. O comandante do time, após admitir que a perda não é simples de lidar, contou da escolha por Marlone na escalação.

“Guilherme saiu e uso aquilo que acho que tenho de melhor. Marlone vinha em sequencia de partidas, precisou de um tempo de recuperação, e agora retorna a equipe”, expressou Oswaldo.

Na Chapecoense, o clima é de comemoração após a classificação para as semifinais da Copa Sul-Americana, com o time conseguindo eliminar o Junior Barranquila pelas quartas de final, no meio da semana. É a primeira vez em toda a sua história que o clube chega tão longe em um torneio internacional.

No Brasileirão, a situação não é ameaçadora, já que o Verdão do Oeste ocupa no momento a 12ª posição com 42 pontos, sete de diferença para a zona do rebaixamento, que hoje tem o Vitória como time mais perto.

CORINTHIANS X CHAPECOENSE

CORINTHIANS
Walter; Fágner, Vilson, Pedro Henrique e Uendel; Camacho, Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho e Marlone; Romero Técnico: Oswaldo de Oliveira


CHAPECOENSE
Danilo; Caramelo, Filipe Machado, Neto e Alan Ruschel; Gil, Sérgio Manoel, Hyoran e Arthur Maia; Tiaguinho e Bruno Rangel
Técnico: Caio Júnior

Local: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)
Data: 29 de outubro de 2016, sábado
Horário: 16h30 (horário de Brasília)
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS)
Assistentes: Élio de Andrade Júnior (RS) e Leirson Peng Martins (RS)

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O Botafogo criou uma camisa especial para homenagear um de seus maiores ídolos, o lateral-direito Carlos Alberto Torres. O manto traz um selo nas mangas que reproduz uma espécie de faixa de capitão e tem a inscrição "Obrigado, Capita 1944 - 2016", anos de nascimento e falecimento do ex-jogador da seleção brasileira. A camisa do Bota em homenagem a Carlos Alberto Torres será utilizada na partida contra o Coritiba.

Todos os jogadores da equipe alvinegra usarão essa espécie de braçadeira no primeiro tempo da partida. O Capita faleceu no último dia 25 de outubro, aos 72 anos, em decorrência de um infarto fulminante. Ele foi jogador, treinador e comentarista de destaque. Trabalhava atualmente como comentarista do canal SporTV.

Além de treinar e jogar no Botafogo, Carlos Alberto Torres jogou no Flamengo, Fluminense, Santos e New York Cosmos, entre outros, mas a imagem mais lembrada pelos brasileiros é de quando o Capita levantou a taça do tricampeonato mundial na Copa do Mundo de 1970 no México.

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Sete dias depois de deflagrada a Operação Métis e da consequente troca de farpas públicas entre os chefes dos Poderes Judiciário e Legislativo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki mandou suspender a investigação da Polícia Federal que resultou no desentendimento. A decisão ocorreu a menos de 24 horas da reunião na manhã de hoje que colocará na mesma sala os pivôs do mal-estar: o presidente do Senado, Renan Calheiros; a presidente do STF, Cármen Lúcia; e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. O presidente Michel Temer minimizou a questão, disse que a decisão de Teori foi “processualmente correta” e afirmou que o encontro será harmonioso.

 O mal-estar teve origem na sexta-feira passada, com a deflagração da operação, que prendeu quatro policiais legislativos do Senado. Eles são suspeitos de fazer varreduras na casa de senadores para sabotar a Lava-Jato. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Senado com a autorização do juiz da 10ª Vara Federal, Vallisney de Souza Oliveira. Além de determinar a suspensão, Teori determinou o envio dos documentos para a Suprema Corte, para que o STF resolva se os atos foram legais e se a investigação vai continuar.

Renan reclamou da ação na Casa sem a autorização do Supremo, disse que houve “usurpação” de poder e chegou a chamar o magistrado de “juizeco” e o ministro da Justiça de “chefete de polícia”. Cármen respondeu exigindo “respeito” ao Judiciário.


A decisão de Teori atende à reclamação do policial legislativo Antônio Tavares, um dos alvos da ação. Ele entrou com uma reclamação no tribunal de que houve “usurpação” de poder e que a PF usou métodos ilegais para investigar senadores. Segundo o ministro do STF, houve “inafastável participação de parlamentares nos atos investigados”, por isso é necessário o aval do Supremo. Depois de ter feito críticas públicas em tom agressivo, Renan disse ontem que a “decisão fala por si só”.

A decisão tomada pelo ministro Teori Zavascki foi interpretada de diferentes maneiras na Praça dos Três Poderes, que, de uma forma intensa, viveu momentos de intensa crise e atritos ao longo dos últimos dias. Para o Planalto, abriu-se um espaço para a reconstrução do diálogo institucional, uma vez que a situação tinha sido colocada sob a perspectiva legal, sem os burburinhos e ataques das últimas horas. Em entrevista a jornalistas, Temer afirmou que “o ambiente de harmonia está decretado”. “As questões que vão surgindo, vão se resolvendo pouco a pouco, pelos instrumentos institucionais, como estão sendo resolvidos”, disse o presidente.

Temer não entrou no mérito da decisão, mas defendeu a atuação de Teori. “Processualmente foi uma medida correta. No Judiciário, você tem instâncias. Você tem uma instância que decide de uma maneira, você recorre à instância superior que decide se mantém ou não. O ministro decidiu modificar a decisão do juiz de primeiro grau”, disse o presidente. Desde o início, Temer tem tentado abrandar o incêndio. Na noite de terça-feira, após o fracasso na tentativa de reunir Renan, Cármen Lúcia, Rodrigo Maia e ele próprio no Planalto, na manhã de quarta, fez questão de ligar para o presidente do Senado para convidá-lo para o evento de hoje. Pela primeira vez desde que a troca de farpas começou, os chefes dos Três Poderes serão colocados lado a lado.

No Senado, aliados de Renan comemoraram. “Quando Renan afirmava que havia usurpação de competência, todos diziam que ele era um louco preocupado apenas com a própria defesa”, disse um peemedebista. “Agora, ele está respaldado por um ministro do STF.” Para os senadores ligados ao presidente da Casa, os grandes derrotados no episódio são o juiz Vallisney e o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, que afirmou, no dia da operação, que “a Polícia Legislativa tinha extrapolado suas funções”.

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Descoberto por insistência de denúncias feitas por índios Kayapó da TI (Terra Indígena) Mekrãgnoti, no Pará, o maior esquema de grilagem, desmatamento e trabalho escravo dos últimos tempos, na Amazônia, tem dois produtores de Ponta Porã - 346 quilômetros de Campo Grande - investigados, de acordo com o MPF-PA (Ministério Público Federal do Pará) em Altamira. Os irmãos Luciano Belló Lorenzoni e Thiago Belló Lorenzoni são investigados, por, supostamente, arrendarem 450 hectares de terra envolvida em esquema de grilagem, desmatamento e até trabalho escravo, no Pará.

Esquema

Segundo as investigações, quem comandava o esquema, que operou, de acordo com o Ibama (Instituto brasileiro do meio ambiente e dos recursos naturais renováveis) entre os anos de 2012 e 2015, é Antônio José Junqueira Vilela Filho, conhecido como AJ ou Jotinha. A reportagem “O Grileiro dos Jardins”, do portal El País Brasil, afirma que Jotinha é filho de um pecuarista milionário de São Paulo, Antônio José Junqueira Vilela, dono de um “império bovino”.

“Apenas com a venda de dez mil cabeças por ano, estima-se que AJJ fature algo em torno de R$ 15 milhões. Fora a venda de torinhos, que pode render mais R$ 1 milhão ao ano, e de animais de elite, que no ano passado superou a marca dos R$ 2 milhões nos leilões. Um negócio rentável e que mostra seus resultados na prática”, afirma a revista Dinheiro Rural, sobre Antônio José Junqueira Vilela, de 2009.

As investigações – que correm em segredo de justiça - uniram Ibama, MPF, Receita Federal e Polícia Federal, e estimam que foram destruídos 290 km quadrados de florestas em Altamira. O grupo desenvolveu metodologia para conversão forçada de florestas em pastagens e movimentou R$ 1,9 bilhão, com prejuízo ambiental estimado em R$ 420 milhões, apontam MPF e Ibama.

O Ibama explica que o esquema funcionava mediante invasão de florestas, de onde a organização retirava e vendia a madeira de valor mais alto, e depois derrubava a mata remanescente e ateava fogo. A terra, após as operações, virava pasto para criação de gado. A organização ainda utilizava mão de obra submetida a condições semelhantes às de escravos. Após a consolidação das pastagens, registravam os terrenos em CARs (Cadastros Ambientais Rurais). Profissionais de geoprocessamento trabalhavam de escritórios no Pará e no Mato Grosso, analisando imagens de satélite e forjando os cadastros.

Área explorada em Altamira (Marcio Isensee e Sá/ El País Brasil)Área explorada em Altamira (Marcio Isensee e Sá/ El País Brasil)

Os registros eram feitos em nome de laranjas e as pastagens, exploradas pelos próprios integrantes do grupo ou arrendadas para terceiros, afirma o Ibama. Em um pedido de Habeas Corpus (HC) impetrado por Douglas Luiz da Cruz Louzich - para um dos investigados que não teve o nome revelado -, na justiça federal da subseção judiciária de Altamira, a decisão da juíza federal, relatora do pedido, Maria Lúcia, afirma que os arrendatários tinham conhecimento do esquema de Jotinha. Na decisão, que negou o HC, ela também afirma que os arrendamentos envolvendo Thiago e Luciano eram feitos por contrato que previa pagamento em dinheiro ou em sacas de soja.

“Depreende-se que os investigados têm plena consciência da atividade criminosa desenvolvida por Antônio José, figurando como arrendatários de terras públicas desmatadas e griladas, incorrendo na pena do art. 20 da Lei 4.947/66. Como afirmado pelo Parquet, os arrendamentos são feitos por meio de contrato e preveem a forma de pagamento em dinheiro ou “em sacas de soja”, como ocorreu com Thiago e Luciano, a fim de dissimular a origem ilícita dos valores, incorrendo os investigados no crime de lavagem de dinheiro, previsto no art. 1º da Lei 9.163/98. Em alguns casos, há desmatamentos praticados pelo próprio arrendatário, valendo-se dos gatos que trabalham para Antônio José, como é o caso de Cláudio Roberto Bratz, com a prática do crime previsto no art. 50-A da Lei 9.605/98”, afirma.

De Sinop, no Mato Grosso, o advogado dos produtores, Russil Alexandre Barbosa Maia, nega que Thiago e Luciano estejam envolvidos. Ele afirma que os irmãos arrendaram uma área da empresa Agrícola Triângulo em Novo Mundo, Mato Grosso. De acordo com o advogado, a investigação ouviu o nome dos irmãos ser citado pelo proprietário em uma conversa telefônica, o que teria desencadeado ‘interpretação errônea’ do MPF.

“Eles são arrendatários da agrícola triângulo, de uma área em Mato Grosso. O que aconteceu é que nessa área de Altamira houve um grampo telefônico de um dos proprietários e consta um dos dois irmãos, mas a área que eles arrendam é aqui em Mato Grosso. É mais uma daquelas presepadas. Ambos afirmam que eles nunca nem estiveram no Pará. A área que eles arrendaram aqui é uma área já aberta há muitos anos, temos prova documental. Essa área não estava na investigação no primeiro momento, mas acabou virando parte”, explicou.

Exploração ambiental e trabalhista

Os Kayapó usaram radiocomunicação amadora e verificaram que os acampamentos organizados pelos desmatadores estavam estrategicamente distribuídos pelo território. “Uma comissão de lideranças indígenas foi a Brasília e relatou o caso ao Ibama, que em abril de 2014 promoveu a Operação Kayapó, de combate ao desmatamento no interior e no entorno da TI. Guiados pelos índios, servidores do Ibama encontraram e desmontaram acampamentos ilegais de madeireiros. Na ocasião, foram apreendidas 26 motosserras e 3 motocicletas, detidas 40 pessoas, embargados 13,9 mil hectares e aplicados R$ 50 milhões em multas”, afirma o Ibama.

“Os trabalhadores escravizados foram entrevistados, o que possibilitou a identificação das lideranças da quadrilha. Em seguida, o Ibama, aliado aos Kayapó, aumentou a vigilância na região. Essa maior presença de fiscais na área pode ter mudado as estratégias de atuação da quadrilha. Há a suspeita de que a organização criminosa tenha utilizado aviões agrícolas para sobrevoar as áreas invadidas e lançar coquetéis molotov e herbicidas desfolhantes semelhantes ao agente laranja, usado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã”, explica.

A organização era dividida em núcleos, conforme divulgou a investigação: o dos ‘gatos’ , responsáveis pelo agenciamento de trabalhadores para submissão a condições semelhantes às de escravos, o dos gerentes das ‘fazendas’ griladas, os ‘laranjas, que concediam o uso dos seus nomes para as fraudes de forma espontânea, o dos especialistas em geoprocessamento, o grupo de compradores de áreas desmatadas, os gerentes financeiros do negócio, e por fim o núcleo formado pelos familiares de Jotinha, organizador de todo o esquema.

“Submetidos a condições semelhantes à da escravidão, trabalhadores eram alocados em acampamentos espalhados por todo o território invadido, tática conhecida como desmatamento multiponto ou desmatamento cupim. Com número fixo de dez componentes, cada acampamento era formado por oito operadores de motosserras, um encarregado da manutenção dessas máquinas e um cozinheiro. Os trabalhadores só eram pagos ao final da derrubada de toda a área. O desmatamento seguia critérios científicos. As árvores com copas mais altas eram preservadas para que as demais espécies fossem derrubadas sem que o crime pudesse ser identificado pelos satélites de detecção de desmatamento”, afirma o Ibama.

Operação Rios Voadores

A Operação Rios Voadores foi, então, deflagrada no dia 30 de junho após dois anos de quebras de sigilo bancário e interceptações telefônicas. A execução contou com um efetivo de 95 policiais federais, 15 auditores da Receita e 32 servidores do Ibama, distribuídos pelos estados de Pará, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A Justiça Federal de Altamira expediu 52 medidas judiciais, entre 15 prisões preventivas e mandados de busca e apreensão.

O MPF pediu a prisão temporária de Luciano e Thiago, mas a Justiça Federal em Altamira, por meio da juíza federal Maria Carolina Valente do Carmo, determinou prisão preventiva. O advogado afirma que apenas Luciano foi preso no dia 30 de junho. No dia 12 de julho, a mesma juíza concedeu o pedido de Liberdade Provisória mediante fiança que foi, inicialmente, estabelecida em R$ 50 mil, e depois, no dia 14 de julho, reduzida para R$ 30,8 mil.

A liberdade provisória se deu mediante condições de “proibição de manter contato os demais integrantes da organização criminosa, principalmente as pessoas que compõem o núcleo familiar, o núcleo financeiro e o núcleo operacional ‘Gatos’, e suspensão do exercício de atividade econômica em terras arrendadas por integrantes do núcleo familiar da organização criminosa”. Os irmãos seguem investigados, conforme o MPF-PA, em Altamira.

“Jotinha, primeiro considerado foragido, apresentou-se à Justiça uma semana depois. Dias após a operação, escutas telefônicas interceptaram Ana Luiza Junqueira Vilela Viacava, irmã de Jotinha, que passava férias nos Estados Unidos, coordenando de longe a ocultação e destruição de provas contra o irmão. Ana Luiza foi presa ao desembarcar de viagem”, explica o El País Brasil. Jotinha está preso na Penitenciária do Tremembé, em São Paulo e teve R$ 420 milhões em bens, bloqueados pela justiça.

Ele é o infrator que recebeu multas de maior maior valor já aplicadas na Amazônia brasileira, conforme o Ibama, no valor de R$ 119,8 milhões em dez autos de infração, além de ser responsável pela maior área já embargada pelo Instituto na região, 29 mil hectares.

Por enquanto, ao menos um frigorífico, o Redentor, no Mato Grosso, teve profissionais autuados na operação por envolvimento na compra de gado de áreas sem procedência garantida. De acordo com o El País Brasil, estão ainda sob investigação os grupos Amaggi - do Ministério da Agricultura, Blairo Maggi -, Bom Futuro e a JBS, acusados de realizarem transações financeiras com que somaram R$ 10 milhões entre 2012 e 2015, junto a organização criminosa.

A investigação abrange os crimes de organização criminosa, falsificação de documentos, desmatamento ilegal, ateamento de fogo e grilagem de terras públicas federais na Amazônia (com o objetivo de criar ou vender gado e plantar ou vender soja e arroz)​, além da ocultação e dissimulação das vantagens econômicas obtidas.

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O jovem, de aproximadamente 15 anos, encontrado morto a facadas na manhã desta sexta-feira (28) no Bairro Campo Alto, em Campo Grande, ainda não foi identificado. Mais de quinze pessoas procuraram a delegacia atrás de informações sobre a vítima, mas não o reconheceram como parente.

De acordo com o delegado Cleverson Alves, da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, todos que procuraram a unidade tinham parentes com a mesma faixa etária da vítima desaparecidos, mas ninguém reconheceu o rapaz. “Entramos em contato com a Unei (Unidade Educacional de Internação), mas também não o reconheceram”, contou.

O rapaz tem tatuado em uma das mãos uma folha de maconha. A polícia pede a aqueles que tenham familiares desaparecidos com a mesma idade e características do adolescente, para procurarem a Depac Piratininga ou o Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal) e fazerem o reconhecimento.

Quando foi encontrado, a rapaz apresentava vários ferimentos de faca no abdômen e no tórax, além de um corte no pescoço. Ele ainda teria sido atropelado pelos autores depois do crime. A polícia suspeita que a vítima tenha sido levada para o local em um carro pequeno, assassinado e abandonado.

Ainda não há informações sobre suspeitos, mas a polícia acredita que mais de uma pessoa participou do homicídio. 

(Cleber Gellio)(Cleber Gellio)

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epois de se recusar a fazer programas, uma jovem, de 19 anos, foi expulsa de casa pela mãe, de 37 anos, na cidade de Aquidauana distante 135 quilômetros de Campo Grande, nesta quinta-feira (27).

A vítima procurou a delegacia de polícia para registrar um boletim de ocorrência. Na delegacia, ela disse aos policiais que tinha se separado do marido há quatro meses e teria ido morar com a mãe. A jovem tem dois filhos um de 1 ano e 11 meses e um bebê de 8 meses.

Ainda de acordo com relatos da jovem, nesta quinta-feira teria sido expulsa de casa pela mãe depois de se recusar a fazer programas. A jovem teria ido para a casa de uma prima, já que não teria lugar onde morar.

O caso foi registrado como favorecimento da prostituição e esta sendo inveestigado.

Número de mortes violentas intencionais em Mato Grosso do Sul em 2015 vitimou 598 pessoas. No comparativo com o ano anterior, houve redução, isso porque em 2014 morreram 646 vítimas.

Esses dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e foram divulgados hoje.

De acordo com o levantamento, em Mato Grosso do Sul foram registrados 556 homicídios dolosos, 36 latrocínios, que é roubo seguido de morte, e seis lesões corporais seguidas de morte.

Entre estes casos estão inclusos nove policiais mortos em situação de confronto, sendo três em serviço e seis fora de serviço. Além de 45 mortes decorrentes de intervenção policial.

Em 2014, foram 596 homicídios dolosos, 42 latrocínios e oito lesões corporais seguida de morte. 26 policiais morreram em situação de confronto e 87 pessoas morreram em decorrência de intervenção policial. 

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