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Redação Douranews

Redação Douranews

A perspectiva de uma reforma da Previdência tem provocado dúvidas a brasileiros de todas as idades. Para os mais jovens, que começaram a contribuir há pouco tempo para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ainda não há clareza de como será o modelo quando chegar a vez de se aposentar. Os mais velhos, que estão próximos de atingir o tempo de contribuição exigido atualmente, temem ter a aposentadoria adiada pela reforma iminente.

Para a trabalhadora Andreia Ferreira Pinto, 20 anos, a aposentadoria ainda está distante. A jovem que trabalha desde os 17 anos, tem registro em carteira há apenas um ano. Atualmente, ela ganha R$ 1,2 mil por mês prestando serviços na confecção de embalagens e rótulos adesivos. 

“Tem trabalhos que a gente passa verniz. Tem a questão da insalubridade e isso é pago por fora, porque é muito forte a química”, relata à Agência Brasil. Andreia vive com a mãe no bairro Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo. Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, da Organização das Nações Unidas (ONU), a esperança de vida nessa área varia muito: entre 70,2 e 79 anos, dependendo da localidade do bairro. Apesar de jovem, Andreia preocupa-se com a aposentadoria.

Ela considera “muito longe” a idade mínima de 65 anos para se aposentar. A ideia de criar a idade mínima, para homens e mulheres, é uma das propostas da reforma da Previdência defendida pelo governo, e que já foi citada em entrevistas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Atualmente, não existe idade mínima para se aposentar.

“Eu espero [aposentar] porque não acho justo as pessoas trabalharem, trabalharem e, quando ela diz, 'já não aguento mais', e já não tem mais idade para trabalhar, você não pode receber nada do governo porque você não concluiu seu tempo de trabalho ainda”, diz a jovem.

Necessária

Diferentemente de Andreia, o contador e administrador Paulo de Camargo, 55 anos, encontra-se às portas da aposentadoria. Ele espera conseguir o benefício em outubro de 2018, quando atinge os 95 anos da somatória entre idade e tempo de contribuição. “Já completei os 35 anos [de contribuição] para me aposentar pelo teto, mas continuo contribuindo com o menor valor porque eu não tenho tempo de serviço ainda para a somatória”, explica.

Paulo começou a contribuir para a Previdência aos 18 anos. Ele conta que a maior parte da vida trabalhou como gerente financeiro e administrativo. Nos últimos quatro anos, atuou como gerente de vendas. No ano passado, deixou o emprego e montou a própria empresa de vendas. E diz que o momento de crise está impactando os negócios. “Eu continuo contribuindo para o INSS, mas o que facilita é que tenho uma reserva”, conta.

O contador tem três filhas em idade escolar e mora no Butantã, zona oeste de São Paulo. A esperança de vida no bairro, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano da ONU, é 81,3 anos. Apesar de não considerar a reforma da Previdência “justa”, Paulo acha que é “necessária”.

“Se eu falasse que acho justo, seria hipocrisia de minha parte. Eu acho injusto porque já trabalhei 38 anos, contribuí com 35 e vou chegar a 37 de contribuição. Mas o que vejo também é que o país tem que mudar mesmo. Não tem como sustentar isso [a previdência] dentro do que está hoje. Vai estourar daqui a 10 ou 15 anos e aí não vai conseguir pagar nem os que já estão aposentados”, acredita.

Embora não saiba como será a regra de transição para os que estão prestes a se aposentar, o contador não acredita que terá de trabalhar até os 65 anos. “Com certeza terá um pedágio aí, mas pode ser diferente de [se aposentar em] 2018. Não sei, vou ter que ver ainda”.

Paulo, contudo, acha a idade mínima de 65 anos razoável para quem está entrando agora no mercado de trabalho.“Todo mundo trabalha até 65 anos ou um pouco mais. A idade média [de vida] do brasileiro cresceu e está em 74 ou 75 anos. Não é que é virar aposentado e morrer, não é isso. Mas, cada vez mais, vai aumentando essa idade porque a gente está se cuidando”.

Em entrevistas à imprensa, o ministro Eliseu Padilha também tem abordado a regra de transição para os contribuintes mais velhos. Segundo ele, a nova regra, caso aprovada pelo Congresso Nacional, só valerá para os trabalhadores com menos de 50 anos. Quem tem mais de 50 anos poderá aposentar-se antes de 65 anos, mas terá de pagar uma espécie de “pedágio”.

Isenção fiscal

A mineira Viviane Freitas, de 37 anos, começou a trabalhar aos 16 e contribui com o INSS desde então, com exceção de períodos em que esteve desempregada. Atualmente trabalhando como secretária, ela estima que acumula cerca de 15 anos de contribuição, o que lhe permitiria aposentar com 52 anos pelas regras atuais. "Pessoas na minha situação certamente serão prejudicadas. E quem nunca contribuiu, é melhor esperar até ficar mais velho pra começar a contribuir. Não vai adiantar contribuir antes", avalia.

Viviane considera que a proposta de reforma em discussão é péssima para ela, mas entende a necessidade de mudanças. "A previdência está quebrada e as pessoas estão vivendo mais, consequentemente é necessário mais tempo de contribuição. Só acho que a reforma tem que ser feita de forma a beneficiar a todos. Quem já contribui e quem ainda não começou. Não concordo com a imposição da idade mínima", pondera a secretária, que vive em Belo Horizonte. Na opinião dela, a qualidade de vida do brasileiro não se equipara a dos países desenvolvidos e a grande maioria não tem saúde para trabalhar até os 65 anos.

A mineira acredita que uma reforma tributária poderia ajudar a balancear as dificuldades com a previdência. "Sou a favor do fim da isenção fiscal para setores como as igrejas, por exemplo. A arrecadação aumentaria e o recurso poderia ser destinado para a previdência. As igrejas arrecadam muito dinheiro e não paga imposto nenhum".

Expectativa de vida

Uma das principais dúvidas é se a reforma da Previdência levará em conta a disparidade das expectativas de vida no país. Especialistas consultados pela Agência Brasil divergem quanto à possibilidade de a reforma levar em conta as diferenças regionais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostram disparidade entre estados e municípios brasileiros no que diz respeito ao tempo médio de vida dos habitantes. 

A esperança de vida em Santa Catarina, por exemplo, de 79 anos – a mais alta do Brasil – está 8,4 anos acima da mais baixa, no Maranhão, atualmente em 70,6 anos, segundo o IBGE. 

Para o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, o dado mais adequado a ser levado em conta para a reforma e a sobrevida quando aproxima-se da idade da aposentadoria.  “A expectativa de vida ao nascer é muito influenciada pela mortalidade infantil. Quando a gente considera para a Previdência, a gente tem que considerar a partir de uma idade em que a pessoa já entrou no mercado de trabalho”, afirma Caetano.

Comentário

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (18) o fim da emergência internacional decretada em fevereiro devido às consequências neurológicas do vírus Zika. De acordo com o coordenador da organização, David Heymann, a situação do vírus agora precisa de atenção a longo prazo.

A decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência formado pelos principais especialistas do mundo na área. A OMS recomenda que os países que enfrentam a epidemia de zika tenham outros métodos de detecção de consequências neurológicas do vírus, além da medição da cabeça dos recém-nascidos, medida já adotada pelo Brasil e que pode levar ao diagnóstico de microcefalia.

Mais cedo, no entanto, o governo brasileiro anunciou que vai manter a emergência nacional em saúde pública devido ao vírus Zika. Heymann considerou a decisão brasileira adequada e disse ser natural países declararem emergência a despeito da OMS.

“É apropriado o Brasil continuar a emergência, porém, uma emergência pública internacional tem uma conotação diferente, nesse caso a declaração é feita para o que o mundo identifique e trabalhe em conjunto questões de importância internacional. Agora, outro país pode dizer que é uma emergência, se eles precisam de mais fontes, de mais pesquisas”, disse o coordenador da OMS em entrevista coletiva. 

Em entrevista nesta manhã, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou que, como o Brasil é o país com maior incidência das consequências neurológicas do Zika, deve continuar em alerta para uma maior segurança da população.

Histórico

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. Até o segundo semestre do ano passado, o que se sabia sobre a doença era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão e no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika. Ao todo, 2.016 crianças tiveram a confirmação da síndrome.

Comentário

A reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 3 e 4 de dezembro custará R$ 10.512.564,33, segundo nota divulgada hoje (18) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os cálculos incluem os gastos com impressão, aplicação, correção e distribuição das provas e materiais administrativos.

O valor é inferior ao inicialmente projetado pelo Ministério da Educação (MEC), de R$ 15 milhões. Ao todo, 271.033 candidatos tiveram a prova adiada devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais. Além desses estudantes, também farão as provas em dezembro candidatos que tiveram a aplicação das provas prejudicadas por problemas de infraestrutura, como interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica.

Na próxima terça-feira (22), o Inep divulgará os novos locais de prova e o número final de inscritos habilitados a fazer as provas em dezembro.

Enem

O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais, o MEC adiou o exame para um grupo de estudantes que faria a prova em 405 locais de diferentes estados. Esses estudantes receberam um aviso do Inep por mensagem no celular e e-mail.

Segundo o Inep, a realização do exame ficou inviabilizada para aproximadamente 3% dos inscritos, uma vez que essas mobilizações comprometiam a segurança necessária aos participantes e às provas em si.

As ocupações ocorrem em diversos estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio do movimento. Os alunos são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Eles também criticam a reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso.

No último dia 7, o MEC pediu à Advocacia Geral da União (AGU) para que tome as medidas cabíveis a respeito dos prejuízos causados pelo adiamento das provas.

Em nota conjunta, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) criticaram a postura do MEC que, segundo as entidades, "tenta criminalizar o movimento estudantil buscando enfraquecer o movimento legítimo das ocupações".

Comentário

A Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) informou que foi feita vistoria no Estádio Arena Corinthians pelos técnicos do Centro de Apoio à Execução do MP, concluindo que “não há risco para a utilização do estádio, assim como para o estacionamento” durante eventos esportivos e de natureza diversa.

No dia 3 de novembro, o MP havia determinado que uma vistoria fosse feita no estádio para verificar as condições de segurança do local. De acordo com o órgão, já havia um inquérito civil em andamento em fase de perícia das condições de infraestrutura do estádio.

A Construtora Odebrecht havia negado, na ocasião, que existissem riscos ao público na Arena Corinthians, localizada na zona leste da capital paulista.

Em 1º de novembro, após uma inspeção na arena, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) identificou indícios de vazamento no local. A empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade disse que alertou em fevereiro o Corinthians sobre o excesso de consumo no estádio, “o que sinalizaria um vazamento interno”, segundo comunicado da companhia.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo dizia que havia possibilidade de deslizamento no estacionamento do estádio devido a um vazamento de água. Ao lado do espaço destinado a acomodar os carros do público da arena passa a Avenida Radial Leste, que liga o centro paulistano à zona lesta da cidade.

Comentário

Uma escola onde o aprendizado não é dividido em aulas de 50 minutos, mas em encontros de uma hora e meia. Onde a aprendizagem ocorre por meio de experimentos, trabalhos em grupo, teatro, debates. Onde os estudantes montam a própria grade horária e têm uma boa infraestrutura para aprender. O ensino médio no Campus Jacarezinho do Instituto Federal do Paraná (IFPR) é reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Nesta semana, representantes do instituto estiveram no Congresso Nacional para debater a reforma do ensino médio por meio da Medida Provisória (MP) 746/2016.

O ensino médio ofertado pelo instituto, na visão dos psrticipantes da audiência pública da comissão mista criada para debater a MP, aproxima-se a de uma utopia. Um modelo que é difícil de ser replicado em todo o país pelo alto grau de investimento, que garante a oferta de laboratórios e boa infraestrutura aos estudantes e a possibilidade de dedicação exclusiva dos professores, em tempo integral. Além das aulas, os professores têm tempo para planejar as aulas e desenvolver projetos de extensão.

Os estudantes são acompanhados por tutores, que os ajudam a escolher as disciplinas. Os alunos devem cumprir uma mesma carga horária para os temas ligados às ciências da natureza e matemática, ciências humanas e linguagens. As disciplinas podem ser regulares, como matemática básica, química orgânica, primeiras civilizações; técnicas, como resistência dos materiais, desenvolvimento de software; ou interdisciplinares, como robótica, que envolve matemática, física, programação, ou desenhos animados e suas ideologias (ciência política, análise do discurso, artes, educação, etc.).

Segundo o reitor do instituto, Odacir Antônio Zanatta, e o diretor-geral do Campus Jacarezinho, Rodolfo Fiorucci, o ensino no instituto está de acordo com a atual legislação. O currículo segue a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o tempo extra para os professores planejarem as aulas está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), e a estrutura necessária para um bom ensino, no Plano Nacional de Educação (PNE).

“Nós mesmo teremos que nos adaptar. Algumas questões que colocamos no nosso ensino médio vão de encontro ao colocado na MP”, diz Zanatta. Pela MP, parte da carga horária do ensino médio é voltada a um aprendizado comum, definido pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda está em discussão; e, na outra parte, o estudante poderá escolher entre cinco itinerários formativos: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional. “Nosso projeto foi feito ainda baseado na LDB, que nos permite. É bastante ampla e permite que os sistemas de ensino façam a suas flexibilizações”, acrescenta.

A MP é defendida pelo governo como um ação urgente diante de um ensino médio desinteressante e que concentra os piores indicadores do ensino básico, as maiores taxas de desistência e repetência.

Educação precisa de investimento

Para Fiorucci, a educação no Brasil precisa de uma reforma estrutural, e as mudanças necessárias vão desde a infraestrutura e o currículo à qualidade da formação dos professores. Ele lembra que isso demanda investimento.

“Trouxemos um modelo que funciona e dá resultados. Esse resultado é acessível a todos [cerca de 80% das vagas são voltadas à cotas sociais]”, diz e acrescenta: “Várias vezes ouvi dizer que não é referência, não pelo ensino, mas pelo custo do ensino de qualidade. Isso me incomoda. Deveria ser referência. O que se investe no instituto deveria ser em toda a educação. Se há problema de financiamento, deveria ir a todas as casas discutir que país queremos”, diz.

O Campus Jacarezinho é um das mais de 600 unidades de institutos, que são financiadas pelo governo federal. A maior parte do ensino médio, no entanto, é de responsabilidade dos estados. Atualmente, o ensino médio concentra 8 milhões de alunos. O custo anual de um estudante do ensino médio é, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), R$ 6.021.

“Todos os países referenciados pela MP, Coreia, França, passaram por um investimento brutal em educação pública durante décadas”, diz. “Pela MP, estamos fazendo uma reforma do ensino sem mudar nada mais que o currículo. Houve várias mudanças de currículo e elas não causaram revolução na educação brasileira. Não adianta mudar o currículo, tem que mudar a estrutura”, defende.

Plano Nacional de Educação

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o país terá que investir pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Ministério da Educação (MEC), o investimento, que em 2014 chegou ao equivalente a 6% do PIB, caiu em 2015 para 5,3%.

Na divulgação do balanço bienal do PNE, a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a crise fiscal atrapalhou o cumprimento do plano. "Sem recursos, não é possível melhorar a educação, mas dinheiro também não cai do céu, todos sabemos disso", disse. De acordo com a pasta, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2017, R$ 138,97 bilhões são destinados à educação, um crescimento de 7%, “o que mostra a prioridade com a área”.

Comentário

O Governo do Estado vem garantindo o acesso permanente à Estrada Parque (MS-184 e MS-228), um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso do Sul, e às fazendas de gado no Pantanal de Corumbá, município com a maior porção do bioma, com a recuperação e manutenção de pontes de madeira e estradas não pavimentadas. A ação governamental fortalece a economia local, sustentada na pecuária de corte e turismo.

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MS-184: estrada e 57 pontes recuperadas e mantidas pela Agesul

Os investimentos em infraestrutura com recursos do Fundersul, em menos de dois anos, somam R$ 15.983.160,41, e os contratos de manutenção deverão ser renovados ainda neste mês de novembro. A maior obra foi a reconstrução da ponte do Nabileque, de 117 m, na MS-195, cuja estrutura (esteios de sustentação) estava comprometida. A ponte dá acesso ao Pantanal do Nabileque, entre Corumbá e Porto Murtinho, e ficou interditada por duas semanas.

“O governo do Reinaldo (Azambuja) vem cumprindo com a classe produtora do Pantanal, fazendo de um limão uma limonada nesse período de dificuldades da nossa economia”, destacou o produtor rural e presidente da Faems (Federação das Associações Industriais de MS), Alfredo Zamlutti. “Eu ando há 40 anos naquela região e nunca vi as estradas tão boas e transitáveis como agora. É uma conta simples: o governo nos dá condições de aumentar e escoar a produção e o Estado arrecada mais”, acrescentou.

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Investimentos do Estado beneficiam o ecoturismo na Estrada Parque


Escoamento

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) atendeu a todas as demandas na região, recuperando e mantendo 256 pontes de madeira, com extensão total de 4.500 metros, e 505 quilômetros de estradas vicinais. Somente na Estrada-Parque, foram reformadas 57 pontes, entre o Buraco da Piranha (trevo com a BR 262) e Porto da Manga. Além da contemplação da natureza, a estrada é usada para o escoamento da produção bovina e acesso aos leilões na região da  Nhecolândia.

“A trafegabilidade está excelente”, atesta o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar Leite, lembrando que o Estado está atendendo a uma antiga reivindicação dos pantaneiros ao licitar a implantação de 100 quilômetros da estrada MS-423, trecho que compreende a região da Serra da Alegria, limite de Corumbá com Rio Verde de Mato Grosso, até o centro da Nhecolândia. “Estamos pedindo agora a recuperação do acesso à Nhumirim (fazenda da Embrapa), pela MS-228.”

Assentamentos

As dificuldades para se chegar às pousadas, hotéis e pesqueiros sempre foi um dos fatores limitantes para o crescimento do turismo e comercializar os pacotes na Estrada-Parque, segundo os empresários do setor. Atualmente, o acesso nos 120 km da via estão em condições normais de tráfego, com o encascalhamento de parte do trecho – a obra está sub judice, por irregularidades apontadas pelo Ministério Público no governo anterior – e troca do madeiramento das pontes.

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pontes de madeira na MS-184: escoamento à produção e acesso às pousadas e hotéis

Segundo o chefe regional da Agesul em Corumbá, Luiz Mário Anache, o cronograma de serviços em infraestrutura para a região também contemplou a recuperação e manutenção de estradas vicinais de assentamentos rurais, Codrasa (Ladário) e o distrito de Albuquerque, onde a principal atividade econômica é o turismo de pesca.

Comentário

O Governo de Mato Grosso do Sul firmou parceria com a Prefeitura de Dourados para realizar o maior evento de Natal do Estado, o Dourados Brilha. Por meio da Sanesul, o Governo repassou R$ 100 mil para a promoção da festa, que chega a 6ª edição em 2016. Os recursos são próprios da empresa de saneamento.

Em ato solene realizado nesta sexta-feira (18) na Governadoria, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), o prefeito de Dourados, Murilo Zauith, e o presidente da Sanesul, Luiz Rocha, formalizaram a parceria. “Participei da festa de Natal no ano passado e é uma alegria”, disse o governador. Também participaram do ato de assinatura do convênio o deputado estadual Renato Câmara (PMDB) e a primeira-dama de Dourados, Cecília Zauith.

Dourados Brilha

O Dourados Brilha é o único evento natalino do Mato Grosso do Sul no Calendário Nacional de Eventos de 2016, gerido pelo Ministério do Turismo. Coordenadas pela primeira-dama Cecília Zauith as atividades do Dourados Brilha começam no dia 1º de dezembro e seguem até o Natal.

Entre as atrações estão musicais, apresentações culturais, praça de alimentação, atividades esportivas, Árvore de Natal, Casa do Papai Noel e luzes de decoração. Segundo o prefeito Murilo, a expectativa é receber cerca de 100 mil pessoas durante as comemorações natalinas na cidade, neste ano. As atividades acontecem na praça Antônio João.

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Depois de sofrer um atentado, Maycon Douglas Contreras Lucas, de 22 anos, foi deixado morto em um hospital de Corumbá, na madrugada deste sábado (19). Desconhecidos presenciaram o crime e socorreram o rapaz, que foi atingido por disparos de arma de fogo.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Civil foi acionada assim que Maycon foi deixado em uma Unidade de Pronto Atendimento da cidade. No local, os investigadores foram informados que desconhecidos deixaram a vítima já sem vida no local, mas que ela morava próxima à unidade de saúde.

Os policiais foram até a casa apontada e encontraram a esposa, a mãe e a irmã de Maycon. As mulheres relataram que o rapaz tinha o costume de andar pelas ruas com os amigos e que na noite de sexta-feira (18), jantou e saiu de casa, como habitual. Pouco tempo depois, vizinhos avisaram a família que o jovem havia sido baleado e socorrido.

Para a mulher de Maycon, testemunhas também contaram que os autores, dois homens, estavam em uma Honda Biz quando se aproximaram da vítima e efetuaram os disparos. O caso foi registrado como homicídio simples e será investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Civil de Corumbá. 

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Uma adolescente de 17 anos morreu em acidente na rodovia BR-262, entre as cidades de Miranda e Anastácio, na madrugada desta sexta-feira (18). O condutor, um policial rodoviário estadual, que não teve o nome divulgado, teria perdido o controle da direção de um veículo Focus depois de desviar de uma lona na rodovia.

Conforme o site O Pantaneiro, o condutor seguia para Miranda, quando no km 534, provavelmente se assustou com uma lona que estava na pista e na tentativa de desviar perdeu o controle da direção e colidiu contra uma árvore. O objeto pode ter caído de um caminhão que fez o mesmo trajeto. 

A adolescente sofreu fratura na cervical, em razão do efeito chicote, e morreu no local. Todos estavam de cinto de segurança. O condutor e a mãe da jovem, que também estava de carona ficaram gravemente feridos e foram trazidos para Campo Grande.

Comentário

Uma menina britânica de 4 anos salvou a vida da própria mãe ao telefonar para o serviço de emergência da Inglaterra.

"Alô, aqui é da polícia. Como posso ajudar?", pergunta o atendente do serviço de emergência.

"Minha mamãe ainda não respondeu. Não sei por quê. Ela não responde", diz Suzie McCash.

"O que a sua mamãe está fazendo agora?"

"Ela só está sentada no sofá sem fazer nada.”

A emergência ocorreu há cerca de um mês.

A menina estava em sua casa na cidade de Tynemouth, no interior da Inglaterra, quando sua mãe sofreu um choque anafilático.

“A reação alérgica foi severa, tudo aconteceu muito rápido. Não deu tempo de chamar o serviço de emergência. Em ocasiões anteriores eu havia conseguido chamar”, disse Rowena McCash, a mãe de Suzie.

A menina contou à BBC o que se lembra daquele dia.

“Eu sei chamar o 999 (telefone de emergência da Grã-Bretanha). Minha mamãe me ensinou. Mas não sabia o que mais eu tinha que fazer.”

Os pais de Suzie haviam dito antes à menina que, se alguém tivesse algum problema e não houvesse adultos perto, ela teria que procurar um telefone e chamar o serviço de emergência.

'Fantástica'

Adam Hall, o atendente da polícia que recebeu a chamada, se disse surpreso com as informações fornecidas por Suzie.

“Ela foi fantástica, do início ao fim. Nos deu informações precisas. Mencionou até a palavra anafilático, não sei como uma menina de quatro anos sabe isso”.

Rowena conta que está extremamente orgulhosa de sua filha e que sempre soube o quanto ela é inteligente. Mas que o ocorrido a impressionou muito.

“Me disseram que fiquei um tempo sem respirar. Lembro do momento em que tudo começou e vagamente da ambulância. Não muito mais que isso. Não me lembro de ter escutado Suzie fazer a chamada”.

Jamie Frend, o paramédico que tratou Rowena antes dela ser transferida para o hospital, disse que a menina fez um dos resumos mais sucintos e profissionais que ele já recebeu.

“Ela me disse que sua mãe provavelmente teve uma reação a algo, que havia tomado sua medicação duas vezes, mas que não havia funcionado”, disse ele.

“Também me explicou como sua mãe estava antes da chamada ao 999 e durante o telefonema, o que permitiu que eu soubesse muito bem o que estava acontecendo.”

Prêmio

A superintendente do departamento de polícia local, Nicola Musgrove, disse que a mãe teria morrido se Suzie não tivesse agido de forma rápida.

A menina ganhou um prêmio por seu feito: uma visita ao centro de emergências da polícia.

Ela pôde escutar a sirene de um veículo de emergência e ganhou um certificado.

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