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Redação Douranews

Redação Douranews

Quem mora em Brasília não poderá mais assistir televisão usando o sinal analógico a partir de hoje. Isso porque o sinal foi desligado na região em detrimento do plano de implementação do sinal digital em todo o país.

Por essa razão, as televisões de Brasília agora terão maior qualidade de imagem e som. O governo federal, inclusive, já vem distribuindo há algum tempo kits com adaptados de sinal para TVs antigas, mas somente para beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família.

Para quem não faz parte do grupo, a solução é adquirir uma antena UHF – que custa algo em torno de R$ 40 – ou comprar um televisor que já conte com o conversor de imagem embutido – recurso comum entre os aparelhos mais modernos.

Conforme reportagem da Folha de S. Paulo, 92% das 1,26 milhão de residências em Brasília estão aptas para a nova tecnologia. Tal número possibilita a mudança, já que as leis brasileiras garantem que apenas municípios com mais de 90% das casas aptas possam ter o desligamento realizado. Com isso, Brasília passa a ser a primeira capital a ter 100% de TVs com transmissões digitais.

O processo de “digitalização” das transmissões começou ainda em 2015 em Rio Verde (GO). A previsão do governo é de que a cidade de São Paulo seja a próxima a ter o sinal analógico desligado. Isso deve acontecer no dia 29 de março do ano que vem.

Comentário

O Palácio do Planalto confirmou que o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) será o novo ministro da Cultura, após Marcelo Calero pedir demissão do cargo. Presidente nacional do PPS, Freire foi convidado pelo presidente Michel Temer para assumir o cargo nesta sexta-feira (18) depois que Temer telefonou, à tarde, para Calero, pedindo para que ele deixasse o cargo alegando razões pessoais.

Marcelo Calero assumiu o cargo em maio deste ano, após Temer assumir interinamente a Presidência da República. Inicialmente, ele havia sido nomeado secretário nacional de Cultura, órgão que foi vinculado ao Ministério da Educação por algumas semanas, mas que voltou a ter autonomia depois de movimentos de grupos culturais contra a medida.

Roberto Freire foi senador entre 1995 e 2002, quando voltou a assumir novamente uma cadeira na Câmara. Ele foi deputado por vários mandatos consecutivos, cinco ao todo, e já passou pelo PMDB e PCB antes de se filiar ao PPS, em 1992, como divulga o portal da Agência Brasil.

Comentário

s micro e pequenos produtores de cachaça terão redução de cerca 40% nos impostos sobre a bebida quando o setor retornar ao Simples Nacional, regime tributário simplificado para pequenos empresários. A estimativa é do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac). A inclusão da bebida, ao lado do vinho e da cerveja artesanais, foi sancionada pelo presidente Michel Temer em 27 de outubro.

O aval de Temer foi dado em meio a um pacote de medidas do governo chamado Crescer sem Medo. A possibilidade de opção pelo Simples começa a valer somente em 2018. As medidas também ampliaram de 60 para 120 meses o prazo de parcelamento de dívidas por empresas optantes do Simples e elevou de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões o teto de faturamento para participar do regime.

O diretor executivo do Ibrac, Carlos Lima, destaca que a cachaça saiu do Simples Nacional em 2001, junto com outros setores. Na avaliação dele, a resistência ao retorno da atividade ao regime simplificado tem relação com preconceito, pelo fato de tratar-se de uma bebida alcóolica.

De acordo com Lima, atualmente há cerca de 1,5 mil fabricantes de cachaça registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Desses, 90% são micro e pequenos produtores. Ele acredita, contudo, que o retorno ao Simples em 2018 aumentará essa contagem.

“O censo agropecuário do IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] de 2006 levantou 11.124 [produtores de cachaça]. Ou seja, temos uma informalidade de cerca de 80%. Com certeza [o número de produtores clandestinos] vai diminuir com a possibilidade de aderir ao Simples”, diz.

Para Lima, a redução da informalidade trará benefícios. “Com isso, é possível aumento da arrecadação tributária e da qualidade da cachaça. Esses produtos informais não estão sujeitos a um controle de qualidade. Agora, passarão a ser fiscalizados pelo órgão competente”, ressalta.

Comentário

O shopping Avenida Center de Dourados recepcionou, na noite desta sexta-feira (18), na Vila do Noel, o principal símbolo das comemorações festival do final de semana. Uma cantata de Natal e a distribuição de guloseimas para as crianças movimentou a noite.

Uma decoração especial foi montada e as lojas do shopping também vivem no clima. "A prioridade é que essa festa seja interativa, criando uma fantasia lúdica e que tenha a tradição natalina, para que as pessoas possam contemplar a Vila do Noel e então desfrutar desse momento especial”, definiu o publicitário João Paulo Santos, relações públicas do Avenida Center.

A programação do final de ano vai até o dia 7 de janeiro, período em que se estima que cerca de 450 mil pessoas devem frequentar as lojas e a praça de alimentação do shopping. "Em dias normais, o público do shopping chega a movimentar 300 mil pessoas por mês”, disse João Paulo, refletindo o otimismo da direção do Avenida Center e projetando um movimento econômico da ordem de R$ 15 milhões.

Mais lojas

Neste final de ano, o shopping comemora a abertura da Probel Prime, autorizada em conjuntos estofados e boxes de primeira linha; da ótica Pupila, que abriu a segunda loja em Dourados, agora para o público regional; e nos próximos dias vai ganhar uma unidade da Lupo e da Quem Disse Berenice, do ramo de cosméticos. A projeção de uma loja McDonalds está sendo cogitada para o primeiro semestre de 2017.

Comentário

A perspectiva de uma reforma da Previdência tem provocado dúvidas a brasileiros de todas as idades. Para os mais jovens, que começaram a contribuir há pouco tempo para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), ainda não há clareza de como será o modelo quando chegar a vez de se aposentar. Os mais velhos, que estão próximos de atingir o tempo de contribuição exigido atualmente, temem ter a aposentadoria adiada pela reforma iminente.

Para a trabalhadora Andreia Ferreira Pinto, 20 anos, a aposentadoria ainda está distante. A jovem que trabalha desde os 17 anos, tem registro em carteira há apenas um ano. Atualmente, ela ganha R$ 1,2 mil por mês prestando serviços na confecção de embalagens e rótulos adesivos. 

“Tem trabalhos que a gente passa verniz. Tem a questão da insalubridade e isso é pago por fora, porque é muito forte a química”, relata à Agência Brasil. Andreia vive com a mãe no bairro Ermelino Matarazzo, zona leste de São Paulo. Segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, da Organização das Nações Unidas (ONU), a esperança de vida nessa área varia muito: entre 70,2 e 79 anos, dependendo da localidade do bairro. Apesar de jovem, Andreia preocupa-se com a aposentadoria.

Ela considera “muito longe” a idade mínima de 65 anos para se aposentar. A ideia de criar a idade mínima, para homens e mulheres, é uma das propostas da reforma da Previdência defendida pelo governo, e que já foi citada em entrevistas pelo ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Atualmente, não existe idade mínima para se aposentar.

“Eu espero [aposentar] porque não acho justo as pessoas trabalharem, trabalharem e, quando ela diz, 'já não aguento mais', e já não tem mais idade para trabalhar, você não pode receber nada do governo porque você não concluiu seu tempo de trabalho ainda”, diz a jovem.

Necessária

Diferentemente de Andreia, o contador e administrador Paulo de Camargo, 55 anos, encontra-se às portas da aposentadoria. Ele espera conseguir o benefício em outubro de 2018, quando atinge os 95 anos da somatória entre idade e tempo de contribuição. “Já completei os 35 anos [de contribuição] para me aposentar pelo teto, mas continuo contribuindo com o menor valor porque eu não tenho tempo de serviço ainda para a somatória”, explica.

Paulo começou a contribuir para a Previdência aos 18 anos. Ele conta que a maior parte da vida trabalhou como gerente financeiro e administrativo. Nos últimos quatro anos, atuou como gerente de vendas. No ano passado, deixou o emprego e montou a própria empresa de vendas. E diz que o momento de crise está impactando os negócios. “Eu continuo contribuindo para o INSS, mas o que facilita é que tenho uma reserva”, conta.

O contador tem três filhas em idade escolar e mora no Butantã, zona oeste de São Paulo. A esperança de vida no bairro, segundo o Atlas de Desenvolvimento Humano da ONU, é 81,3 anos. Apesar de não considerar a reforma da Previdência “justa”, Paulo acha que é “necessária”.

“Se eu falasse que acho justo, seria hipocrisia de minha parte. Eu acho injusto porque já trabalhei 38 anos, contribuí com 35 e vou chegar a 37 de contribuição. Mas o que vejo também é que o país tem que mudar mesmo. Não tem como sustentar isso [a previdência] dentro do que está hoje. Vai estourar daqui a 10 ou 15 anos e aí não vai conseguir pagar nem os que já estão aposentados”, acredita.

Embora não saiba como será a regra de transição para os que estão prestes a se aposentar, o contador não acredita que terá de trabalhar até os 65 anos. “Com certeza terá um pedágio aí, mas pode ser diferente de [se aposentar em] 2018. Não sei, vou ter que ver ainda”.

Paulo, contudo, acha a idade mínima de 65 anos razoável para quem está entrando agora no mercado de trabalho.“Todo mundo trabalha até 65 anos ou um pouco mais. A idade média [de vida] do brasileiro cresceu e está em 74 ou 75 anos. Não é que é virar aposentado e morrer, não é isso. Mas, cada vez mais, vai aumentando essa idade porque a gente está se cuidando”.

Em entrevistas à imprensa, o ministro Eliseu Padilha também tem abordado a regra de transição para os contribuintes mais velhos. Segundo ele, a nova regra, caso aprovada pelo Congresso Nacional, só valerá para os trabalhadores com menos de 50 anos. Quem tem mais de 50 anos poderá aposentar-se antes de 65 anos, mas terá de pagar uma espécie de “pedágio”.

Isenção fiscal

A mineira Viviane Freitas, de 37 anos, começou a trabalhar aos 16 e contribui com o INSS desde então, com exceção de períodos em que esteve desempregada. Atualmente trabalhando como secretária, ela estima que acumula cerca de 15 anos de contribuição, o que lhe permitiria aposentar com 52 anos pelas regras atuais. "Pessoas na minha situação certamente serão prejudicadas. E quem nunca contribuiu, é melhor esperar até ficar mais velho pra começar a contribuir. Não vai adiantar contribuir antes", avalia.

Viviane considera que a proposta de reforma em discussão é péssima para ela, mas entende a necessidade de mudanças. "A previdência está quebrada e as pessoas estão vivendo mais, consequentemente é necessário mais tempo de contribuição. Só acho que a reforma tem que ser feita de forma a beneficiar a todos. Quem já contribui e quem ainda não começou. Não concordo com a imposição da idade mínima", pondera a secretária, que vive em Belo Horizonte. Na opinião dela, a qualidade de vida do brasileiro não se equipara a dos países desenvolvidos e a grande maioria não tem saúde para trabalhar até os 65 anos.

A mineira acredita que uma reforma tributária poderia ajudar a balancear as dificuldades com a previdência. "Sou a favor do fim da isenção fiscal para setores como as igrejas, por exemplo. A arrecadação aumentaria e o recurso poderia ser destinado para a previdência. As igrejas arrecadam muito dinheiro e não paga imposto nenhum".

Expectativa de vida

Uma das principais dúvidas é se a reforma da Previdência levará em conta a disparidade das expectativas de vida no país. Especialistas consultados pela Agência Brasil divergem quanto à possibilidade de a reforma levar em conta as diferenças regionais. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) mostram disparidade entre estados e municípios brasileiros no que diz respeito ao tempo médio de vida dos habitantes. 

A esperança de vida em Santa Catarina, por exemplo, de 79 anos – a mais alta do Brasil – está 8,4 anos acima da mais baixa, no Maranhão, atualmente em 70,6 anos, segundo o IBGE. 

Para o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, o dado mais adequado a ser levado em conta para a reforma e a sobrevida quando aproxima-se da idade da aposentadoria.  “A expectativa de vida ao nascer é muito influenciada pela mortalidade infantil. Quando a gente considera para a Previdência, a gente tem que considerar a partir de uma idade em que a pessoa já entrou no mercado de trabalho”, afirma Caetano.

Comentário

Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou hoje (18) o fim da emergência internacional decretada em fevereiro devido às consequências neurológicas do vírus Zika. De acordo com o coordenador da organização, David Heymann, a situação do vírus agora precisa de atenção a longo prazo.

A decisão foi tomada após reunião do comitê de emergência formado pelos principais especialistas do mundo na área. A OMS recomenda que os países que enfrentam a epidemia de zika tenham outros métodos de detecção de consequências neurológicas do vírus, além da medição da cabeça dos recém-nascidos, medida já adotada pelo Brasil e que pode levar ao diagnóstico de microcefalia.

Mais cedo, no entanto, o governo brasileiro anunciou que vai manter a emergência nacional em saúde pública devido ao vírus Zika. Heymann considerou a decisão brasileira adequada e disse ser natural países declararem emergência a despeito da OMS.

“É apropriado o Brasil continuar a emergência, porém, uma emergência pública internacional tem uma conotação diferente, nesse caso a declaração é feita para o que o mundo identifique e trabalhe em conjunto questões de importância internacional. Agora, outro país pode dizer que é uma emergência, se eles precisam de mais fontes, de mais pesquisas”, disse o coordenador da OMS em entrevista coletiva. 

Em entrevista nesta manhã, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ressaltou que, como o Brasil é o país com maior incidência das consequências neurológicas do Zika, deve continuar em alerta para uma maior segurança da população.

Histórico

Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o vírus Zika começou a circular no Brasil em 2014, mas só teve os primeiros registros feitos pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. Até o segundo semestre do ano passado, o que se sabia sobre a doença era que sua evolução é benigna e que os sintomas são mais leves do que os da dengue e da febre chikungunya, transmitidas pelo mesmo mosquito.

No entanto, no fim de novembro do ano passado, o Ministério da Saúde confirmou que a infecção de gestantes pelo vírus pode levar à gestação de crianças com microcefalia, uma malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais, visuais e auditivos.

Desde então, outras complicações ligadas ao vírus Zika em recém-nascidos foram notificadas, como surdez, problemas na visão e no coração. Como os pesquisadores viram que a microcefalia, ou seja, o perímetro encefálico menor que o considerado normal, não era a única consequência da infecção pelo vírus na gravidez, o quadro passou a ser chamado de Síndrome Congênita do Zika. Ao todo, 2.016 crianças tiveram a confirmação da síndrome.

Comentário

A reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dias 3 e 4 de dezembro custará R$ 10.512.564,33, segundo nota divulgada hoje (18) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os cálculos incluem os gastos com impressão, aplicação, correção e distribuição das provas e materiais administrativos.

O valor é inferior ao inicialmente projetado pelo Ministério da Educação (MEC), de R$ 15 milhões. Ao todo, 271.033 candidatos tiveram a prova adiada devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais. Além desses estudantes, também farão as provas em dezembro candidatos que tiveram a aplicação das provas prejudicadas por problemas de infraestrutura, como interrupção temporária do fornecimento de energia elétrica.

Na próxima terça-feira (22), o Inep divulgará os novos locais de prova e o número final de inscritos habilitados a fazer as provas em dezembro.

Enem

O Enem foi aplicado nos dias 5 e 6 de novembro para 5,8 milhões de candidatos. Devido a ocupações de escolas, universidades e institutos federais, o MEC adiou o exame para um grupo de estudantes que faria a prova em 405 locais de diferentes estados. Esses estudantes receberam um aviso do Inep por mensagem no celular e e-mail.

Segundo o Inep, a realização do exame ficou inviabilizada para aproximadamente 3% dos inscritos, uma vez que essas mobilizações comprometiam a segurança necessária aos participantes e às provas em si.

As ocupações ocorrem em diversos estados do país. Estudantes do ensino médio, superior e educação profissional têm buscado pressionar o governo por meio do movimento. Os alunos são contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 que limita os gastos do governo federal pelos próximos 20 anos, a chamada PEC do Teto. Eles também criticam a reforma do ensino médio, proposta pela Medida Provisória (MP) 746/2016, enviada ao Congresso.

No último dia 7, o MEC pediu à Advocacia Geral da União (AGU) para que tome as medidas cabíveis a respeito dos prejuízos causados pelo adiamento das provas.

Em nota conjunta, a União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES) e a Associação Nacional de Pós-graduandos (ANPG) criticaram a postura do MEC que, segundo as entidades, "tenta criminalizar o movimento estudantil buscando enfraquecer o movimento legítimo das ocupações".

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A Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) informou que foi feita vistoria no Estádio Arena Corinthians pelos técnicos do Centro de Apoio à Execução do MP, concluindo que “não há risco para a utilização do estádio, assim como para o estacionamento” durante eventos esportivos e de natureza diversa.

No dia 3 de novembro, o MP havia determinado que uma vistoria fosse feita no estádio para verificar as condições de segurança do local. De acordo com o órgão, já havia um inquérito civil em andamento em fase de perícia das condições de infraestrutura do estádio.

A Construtora Odebrecht havia negado, na ocasião, que existissem riscos ao público na Arena Corinthians, localizada na zona leste da capital paulista.

Em 1º de novembro, após uma inspeção na arena, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) identificou indícios de vazamento no local. A empresa responsável pelo abastecimento de água na cidade disse que alertou em fevereiro o Corinthians sobre o excesso de consumo no estádio, “o que sinalizaria um vazamento interno”, segundo comunicado da companhia.

Reportagem publicada pelo jornal Folha de S.Paulo dizia que havia possibilidade de deslizamento no estacionamento do estádio devido a um vazamento de água. Ao lado do espaço destinado a acomodar os carros do público da arena passa a Avenida Radial Leste, que liga o centro paulistano à zona lesta da cidade.

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Uma escola onde o aprendizado não é dividido em aulas de 50 minutos, mas em encontros de uma hora e meia. Onde a aprendizagem ocorre por meio de experimentos, trabalhos em grupo, teatro, debates. Onde os estudantes montam a própria grade horária e têm uma boa infraestrutura para aprender. O ensino médio no Campus Jacarezinho do Instituto Federal do Paraná (IFPR) é reconhecido nacionalmente e internacionalmente. Nesta semana, representantes do instituto estiveram no Congresso Nacional para debater a reforma do ensino médio por meio da Medida Provisória (MP) 746/2016.

O ensino médio ofertado pelo instituto, na visão dos psrticipantes da audiência pública da comissão mista criada para debater a MP, aproxima-se a de uma utopia. Um modelo que é difícil de ser replicado em todo o país pelo alto grau de investimento, que garante a oferta de laboratórios e boa infraestrutura aos estudantes e a possibilidade de dedicação exclusiva dos professores, em tempo integral. Além das aulas, os professores têm tempo para planejar as aulas e desenvolver projetos de extensão.

Os estudantes são acompanhados por tutores, que os ajudam a escolher as disciplinas. Os alunos devem cumprir uma mesma carga horária para os temas ligados às ciências da natureza e matemática, ciências humanas e linguagens. As disciplinas podem ser regulares, como matemática básica, química orgânica, primeiras civilizações; técnicas, como resistência dos materiais, desenvolvimento de software; ou interdisciplinares, como robótica, que envolve matemática, física, programação, ou desenhos animados e suas ideologias (ciência política, análise do discurso, artes, educação, etc.).

Segundo o reitor do instituto, Odacir Antônio Zanatta, e o diretor-geral do Campus Jacarezinho, Rodolfo Fiorucci, o ensino no instituto está de acordo com a atual legislação. O currículo segue a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), o tempo extra para os professores planejarem as aulas está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), e a estrutura necessária para um bom ensino, no Plano Nacional de Educação (PNE).

“Nós mesmo teremos que nos adaptar. Algumas questões que colocamos no nosso ensino médio vão de encontro ao colocado na MP”, diz Zanatta. Pela MP, parte da carga horária do ensino médio é voltada a um aprendizado comum, definido pela Base Nacional Comum Curricular, que ainda está em discussão; e, na outra parte, o estudante poderá escolher entre cinco itinerários formativos: linguagens; matemática; ciências da natureza; ciências humanas; e formação técnica e profissional. “Nosso projeto foi feito ainda baseado na LDB, que nos permite. É bastante ampla e permite que os sistemas de ensino façam a suas flexibilizações”, acrescenta.

A MP é defendida pelo governo como um ação urgente diante de um ensino médio desinteressante e que concentra os piores indicadores do ensino básico, as maiores taxas de desistência e repetência.

Educação precisa de investimento

Para Fiorucci, a educação no Brasil precisa de uma reforma estrutural, e as mudanças necessárias vão desde a infraestrutura e o currículo à qualidade da formação dos professores. Ele lembra que isso demanda investimento.

“Trouxemos um modelo que funciona e dá resultados. Esse resultado é acessível a todos [cerca de 80% das vagas são voltadas à cotas sociais]”, diz e acrescenta: “Várias vezes ouvi dizer que não é referência, não pelo ensino, mas pelo custo do ensino de qualidade. Isso me incomoda. Deveria ser referência. O que se investe no instituto deveria ser em toda a educação. Se há problema de financiamento, deveria ir a todas as casas discutir que país queremos”, diz.

O Campus Jacarezinho é um das mais de 600 unidades de institutos, que são financiadas pelo governo federal. A maior parte do ensino médio, no entanto, é de responsabilidade dos estados. Atualmente, o ensino médio concentra 8 milhões de alunos. O custo anual de um estudante do ensino médio é, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), R$ 6.021.

“Todos os países referenciados pela MP, Coreia, França, passaram por um investimento brutal em educação pública durante décadas”, diz. “Pela MP, estamos fazendo uma reforma do ensino sem mudar nada mais que o currículo. Houve várias mudanças de currículo e elas não causaram revolução na educação brasileira. Não adianta mudar o currículo, tem que mudar a estrutura”, defende.

Plano Nacional de Educação

Pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o país terá que investir pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Ministério da Educação (MEC), o investimento, que em 2014 chegou ao equivalente a 6% do PIB, caiu em 2015 para 5,3%.

Na divulgação do balanço bienal do PNE, a secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, disse que a crise fiscal atrapalhou o cumprimento do plano. "Sem recursos, não é possível melhorar a educação, mas dinheiro também não cai do céu, todos sabemos disso", disse. De acordo com a pasta, no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2017, R$ 138,97 bilhões são destinados à educação, um crescimento de 7%, “o que mostra a prioridade com a área”.

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O Governo do Estado vem garantindo o acesso permanente à Estrada Parque (MS-184 e MS-228), um dos principais destinos de ecoturismo de Mato Grosso do Sul, e às fazendas de gado no Pantanal de Corumbá, município com a maior porção do bioma, com a recuperação e manutenção de pontes de madeira e estradas não pavimentadas. A ação governamental fortalece a economia local, sustentada na pecuária de corte e turismo.

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MS-184: estrada e 57 pontes recuperadas e mantidas pela Agesul

Os investimentos em infraestrutura com recursos do Fundersul, em menos de dois anos, somam R$ 15.983.160,41, e os contratos de manutenção deverão ser renovados ainda neste mês de novembro. A maior obra foi a reconstrução da ponte do Nabileque, de 117 m, na MS-195, cuja estrutura (esteios de sustentação) estava comprometida. A ponte dá acesso ao Pantanal do Nabileque, entre Corumbá e Porto Murtinho, e ficou interditada por duas semanas.

“O governo do Reinaldo (Azambuja) vem cumprindo com a classe produtora do Pantanal, fazendo de um limão uma limonada nesse período de dificuldades da nossa economia”, destacou o produtor rural e presidente da Faems (Federação das Associações Industriais de MS), Alfredo Zamlutti. “Eu ando há 40 anos naquela região e nunca vi as estradas tão boas e transitáveis como agora. É uma conta simples: o governo nos dá condições de aumentar e escoar a produção e o Estado arrecada mais”, acrescentou.

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Investimentos do Estado beneficiam o ecoturismo na Estrada Parque


Escoamento

A Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) atendeu a todas as demandas na região, recuperando e mantendo 256 pontes de madeira, com extensão total de 4.500 metros, e 505 quilômetros de estradas vicinais. Somente na Estrada-Parque, foram reformadas 57 pontes, entre o Buraco da Piranha (trevo com a BR 262) e Porto da Manga. Além da contemplação da natureza, a estrada é usada para o escoamento da produção bovina e acesso aos leilões na região da  Nhecolândia.

“A trafegabilidade está excelente”, atesta o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar Leite, lembrando que o Estado está atendendo a uma antiga reivindicação dos pantaneiros ao licitar a implantação de 100 quilômetros da estrada MS-423, trecho que compreende a região da Serra da Alegria, limite de Corumbá com Rio Verde de Mato Grosso, até o centro da Nhecolândia. “Estamos pedindo agora a recuperação do acesso à Nhumirim (fazenda da Embrapa), pela MS-228.”

Assentamentos

As dificuldades para se chegar às pousadas, hotéis e pesqueiros sempre foi um dos fatores limitantes para o crescimento do turismo e comercializar os pacotes na Estrada-Parque, segundo os empresários do setor. Atualmente, o acesso nos 120 km da via estão em condições normais de tráfego, com o encascalhamento de parte do trecho – a obra está sub judice, por irregularidades apontadas pelo Ministério Público no governo anterior – e troca do madeiramento das pontes.

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pontes de madeira na MS-184: escoamento à produção e acesso às pousadas e hotéis

Segundo o chefe regional da Agesul em Corumbá, Luiz Mário Anache, o cronograma de serviços em infraestrutura para a região também contemplou a recuperação e manutenção de estradas vicinais de assentamentos rurais, Codrasa (Ladário) e o distrito de Albuquerque, onde a principal atividade econômica é o turismo de pesca.

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