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Domingo, 09 Setembro 2018 12:49

Polícia investiga quem está por trás do homem que atacou Bolsonaro Destaque

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Depois de tentar envolver Testemunhas de Jeová, Adélio está isolado em presídio de Campo Grande Depois de tentar envolver Testemunhas de Jeová, Adélio está isolado em presídio de Campo Grande Polícia Militar

Com a quebra do sigilo telefônico e de dados, a PF (Polícia Federal) vai aprofundar as investigações sobre Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado, quinta-feira (6), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG). Ainda não foi revelado quem está pagando os honorários dos quatro advogados que o defendem: Fernando Magalhães, Zanone Oliveira Júnior, Marcelo da Costa e Pedro Possa.

Os advogados disseram que foram contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio. Em comunicado à imprensa, as Testemunhas de Jeová no Brasil informaram que não contrataram os advogados e que nem Adélio nem sua família são seguidores da igreja. "Portanto, a declaração do advogado de que foi contratado por Testemunha de Jeová, conforme veiculada pela mídia, não é verídica", diz a nota.

A Polícia Federal está investigando se Adélio recebeu ajuda para praticar o ato. Mais duas pessoas, sendo que uma está internada após se envolver em uma briga durante a agressão, são suspeitas de participação no ataque ao candidato. A investigação vai levantar se Adélio agiu sozinho e como se mantinha na cidade, onde estava hospedado em uma pensão. Ele pagou adiantado R$ 400 pelo maior quarto da hospedagem. A PF poderá rastrear a movimentação de Adélio a partir da quebra do sigilo telefônico, autorizada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.

A magistrada converteu a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado. O agressor foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande, onde ocupa uma cela individual, para resguardar a integridade física, conforme divulgou a Agência Brasil de notícias.

A defesa de Adélio descarta a participação de outras pessoas no ataque a Bolsonaro, inclusive de um mentor intelectual. Os advogados disseram que ele agiu sozinho e de rompante. A ideia de atacar o candidato, segundo a defesa, surgiu três dias antes, e Adélio foi estimulado pelo discurso de Bolsonaro sobre quilombolas. A família de Jair Bolsonaro, entretanto, tem falado, sem apontar indícios, em "crime premeditado" contra o candidato.

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