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Segunda, 27 Maio 2019 09:01

Servidores da Unei são afastados por 'fatos criminosos gravíssimos' em Campo Grande Destaque

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Prédio da Unidade de Internação Dom Bosco, em Campo Grande, onde teriam ocorrido as agressões Prédio da Unidade de Internação Dom Bosco, em Campo Grande, onde teriam ocorrido as agressões Campo Grande News

Sete agentes da Unei Dom Bosco (Unidade Educacional de Internação), incluindo o diretor-adjunto, foram afastados provisoriamente por determinação judicial, após denúncia de agressão. A liminar, proferida dia 10, é da juíza da Vara da Infância, Adolescência e do Idoso, Katy Braun do Prado. A magistrada deu prazo de 30 dias para o governo do Estado efetivar as medidas.

A ordem de afastamento é para os servidores Benilso Aves, Jean Lessiki Gouveia, Luciano Arantes Marques, Luis Filipe Almeida da Cunha, Milker Ribeiro Trindade, Orivaldo Ribeiro Mundim e Ricardo Lopes Lima (diretor da Unei à época dos fatos e atual adjunto).

A denúncia do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) narra “fatos criminosos considerados gravíssimos”. No dia 11 de setembro do ano passado, um adolescente denunciou agressões e torturas. Ele relatou que participou, em 31 de agosto de 2018, de uma tentativa de fuga com outros três internos. A grade foi serrada e o grupo conseguiu sair do alojamento, mas a tentativa foi frustrada pelos agentes.

O adolescente relata que Luis Filipe o agrediu com a tonfa (cassetete) e Milker jogou spray de pimenta no seu rosto. Depois, durante transferência de alojamento, foi agredido a tapas pelos dois agentes. Em 3 de setembro, novo relato de agressão. Segundo o adolescente, ele foi retirado do alojamento por Ricardo e levou tapas, ainda no corredor.

Ainda de acordo com a denúncia, no dia 5 de setembro o adolescente afirma que foi retirado à força do alojamento por Ricardo, Orivaldo e Luciano. Na sequência, foi informado de que seria transferido para o pavilhão B, onde tem rixa com os demais internos. Ele conta que estava na sala da direção e, com medo, saiu correndo. Mas levou uma rasteira e teve pés e mãos algemados, passando a ser vítima de novas agressões. No dia 7 de setembro, o adolescente conta que foi chamado de “jack” e “cagueta” por Luciano, na frente de outros internos.

Para se defender, quebrou um cabo de vassoura em duas partes, mas conta que voltou a ser agredido por Ricardo, Luciano, Jean, Orivaldo e Benilso. Todos os episódios tiveram registro de Boletim de Ocorrência, inclusive com exame de corpo de delito. A pedido da promotoria, o adolescente foi transferido.

O Ministério Público ainda pediu informações sobre escalas, livro de ocorrências e fichas funcionais. O exame na vítima apontou lesão corporal leve. A Justiça solicitou imagens do circuito interno da Unei Dom Bosco, mas foi fornecida mídia sem conteúdo. Essa situação foi encaminhada a uma das varas criminais. O afastamento é para evitar novas agressões e evitar que exerçam influência sobre as testemunhas, publica o Campo Grande News.

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