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Terça, 14 Maio 2019 08:41

Projeto de acompanhamento oncológico ajuda pessoas na Unigran Destaque

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Mulheres têm ajuda de acadêmicas do curso de Fisioterapia para apoio na cura do câncer Mulheres têm ajuda de acadêmicas do curso de Fisioterapia para apoio na cura do câncer Assessoria

Pelo menos dez mulheres, pacientes em tratamento oncológico ou que já se curaram do câncer, participam de um projeto desenvolvido por acadêmicos e professores do curso de Fisioterapia da Unigran. O Grupo de Apoio ‘Mulheres em Tratamento Oncológico’ surgiu no final do ano passado, durante ações do Outubro Rosa, em Dourados.

De acordo com a professora Simone Nihues, coordenadora do curso de Fisioterapia, o projeto é desenvolvido por professores e acadêmicos do 7º semestre e atende atualmente dez pacientes. A intenção é levar para as mulheres já curadas ou em tratamento contra o câncer, além de exercícios, um momento de descontração e interação umas com as outras. Durante o encontro são realizadas sessões de drenagem linfática manual para tratamento de linfedema, exercícios em grupo que estimulam a musculatura, oficinas de auto cuidados e literária.

“Nós participamos há oito anos das ações do Outubro Rosa, e no ano passado vimos a necessidade dessas mulheres serem amparadas de alguma forma. Então, na última edição que aconteceu da ação, nós desenhamos o que desejávamos de assistência a essas mulheres e iniciamos nosso projeto, em que todas realizam atividades físicas em grupo, são feitos os atendimentos individuais de acordo com a necessidade de cada mulher”, salienta Nihues.

Quem participa do projeto desde a criação é a dona de casa Lurdes Disperati. Após descobrir um câncer na mama e passar por processos doloridos de quimioterapia e radioterapia, ela encontrou acalento no projeto. “A história de todas que participam do grupo é praticamente a mesma e aqui nós nos ajudamos, dando força uma para a outra. Durante nosso tratamento tudo é muito mais difícil e nem sempre a gente consegue externar em casa o que sentimos, e aqui podemos fazer tudo isso. Para mim esses encontros são fundamentais”, ressalta.

A acadêmica Aylla Maciel Freitas tem 20 anos e está no 7º semestre do curso. Para ela, que participa do projeto desde o final do ano passado, quando ele foi implantado, é um privilégio poder ajudar tantas mulheres que muitas vezes necessitam não só de acompanhamento relacionado à saúde, mas, também de uma boa conversa ou um ombro amigo.

“Para mim, é um privilégio poder participar todas as sextas-feiras deste projeto tão lindo. Eu já tenho contato com a minha futura profissão e aprendo a cada dia mais. São novas experiências, lições de vida, de garra e determinação, além da força de vontade de cada uma das mulheres que atendemos, eu só tenho mesmo a agradecer por esse projeto tão lindo e com a certeza que escolhi a profissão certa para seguir”, afirma Freitas.

No final de cada encontro, depois de todas as atividades corporais realizadas, o momento é de descontração. O trecho de um livro é lido, os temas escolhidos também levam uma palavra amiga. Quem coordena essa atividade é a professora Andreia de Oliveira, literata que colabora com o projeto. Na ocasião, as participantes podem também falar um pouco da vida, dos momentos difíceis e das alegrias e realizações. Os relatos são então transcritos e posteriormente devem virar um livro.

“Nós acreditamos na literatura que humaniza. A palavra que para mim e para tantas outras mulheres é ativadora de sentimentos, então a gente acredita que nessas trocas por meio da leitura literária elas têm um convite de olhar para dentro e ressignificar a dor, a perda e os sentidos. Depois de feita essa leitura, esse grupo maravilhoso de acadêmicos acolhe essas mulheres e gravamos os textos orais, depois eles são transcritos para conseguirmos dar o formato de um livro. Acreditamos que, olhando a história de vida de outras pessoas, podemos entender que a dor não é um privilégio único, a dor é sentida por todos e então o objetivo é que essa narrativa consiga chegar e ativar outras pessoas que estão passando pelo tratamento e entender a história de quem já venceu e está lutando contra essa doença”, finaliza Oliveira.

Os encontros acontecem todas às sextas-feiras, na clínica de fisioterapia da Unigran. Mais informações no telefone (67) 3411-4111. As inscrições são gratuitas.

  • unimed nova

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