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Sexta, 17 Setembro 2021 10:43

Clínica não consegue evitar morte de macaco bugio encontrado ferido

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Apesar dos esforços da equipe médica da Clínica Veterinária da Anhanguera, bugio não resistiu aos ferimentos Apesar dos esforços da equipe médica da Clínica Veterinária da Anhanguera, bugio não resistiu aos ferimentos Divulgação

Um macaco bugio, encontrado quarta-feira (15) bastante machucado após ter sido agredido supostamente por um cachorro em Itaporã, e que recebeu cuidados médicos na Clínica Veterinária da Faculdade Anhanguera, acabou morrendo, apesar dos esforços da equipe coordenada pela médica veterinária Mariana Belloni.

Ela disse que não é raro encontrar animais silvestres nas cidades do Estado, em razão da riqueza da natureza em Mato Grosso do Sul e pela proximidade de florestas com o perímetro urbano, e a Clínica recebe também para tratamento muitos animais domésticos e de estimação.

A especialista relata esse caso mais recente em que o macaco bugio foi resgatado, inicialmente, pela PMA (Polícia Militar Ambiental) e recebeu atendimento na faculdade, um morador entrou em contato informando que avistou um macaco no seu quintal. “Junto da PMA, conseguimos trazê-lo para nossa unidade, para receber atendimento de emergência, dada sua condição", diz a professora. Segundo Mariana, o animal estava muito debilitado, com mordidas e ferimentos, que não puderam ser rastreadas qual outro animal que o atacou, se um cachorro ou outro da mesma espécie.

"Fizemos a sedação, avaliamos seu quadro, mas mesmo com os curativos e o pronto atendimento, ele veio a óbito. Seu pescoço estava muito machucado em razão das mordidas que sofreu", lamentou a professora. A coordenadora do curso de Medicina Veterinária explica que esse tipo de atendimento é realizado por meio de parceria com a PMA, que faz a coleta do animal e dependendo do seu estado de saúde, encaminha para a unidade de atendimento. "Também há casos em que a própria pessoa faz seu transporte até o hospital. No entanto, sempre orientamos a fazer o contato com a PMA, já que é considerado crime transitar com animais silvestres sem autorização", alerta.

Por meio da parceria, os animais recebem atendimento clínico, cirúrgico e radiológico. "Também alertamos a polícia que estamos tratando o bicho e após a recuperação, o órgão fica responsável por reintegrá-lo à natureza", explica. Dentre os animais que mais recebem cuidados na clínica, a professora cita aves como arara e periquitos, com fraturas, mas também capivaras, macaco prego e outros. Também há atendimento para animais exóticos que são criados em casa, como hamster, porquinho de índia e calopsitas.

"No curso, nós contemplamos a disciplina de Clínica Médica e Manejo de Animais Silvestres. Por meio do estágio, o aluno aprende a prática do dia a dia, o que o prepara para situações reais do mercado de trabalho. Há, inclusive, casos de estudantes que mudam de área após essa experiência tamanho o interesse desenvolvido por esse trato com animais silvestres", relata a professora. Com assessoria

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