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Agronegócio

MS ainda não sabe o que fazer com os 78 milhões de litros de leite a mais

11 novembro 2016 - 10h24

Representantes do Governo do Estado, da indústria e produtores do leite se reuniram nesta quinta-feira (10) para buscar alternativas para alavancar os números do setor lácteo em Mato Grosso do Sul. O “I Workshop do Leite”, realizado no auditório da Sindicato Rural de Campo Grande, aconteceu com a finalidade de colocar em discussão os principais gargalos de cada lado da cadeia produtiva, apresentar diferentes cenários a cada integrante e, buscarem soluções conjuntas. Entre as principais preocupações, está a relação entre o consumo e a produção no Estado. MS produz 528,7 milhões de litros de leite por ano, 78 milhões a mais do que o consumo, segundo o Conseleite (o Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite em Mato Grosso do Sul).

De acordo com o presidente da entidade, Wilson Igi, a participação do leite na economia estadual poderia ser muito mais significante. “O leite em Mato Grosso do Sul está andando de marcha ré, estamos diminuindo a produção de leite inspecionado, e isso é muito grave. Então essa reunião é pra isso, para corrigir essas distorções e facilitar a saída de leite fluido do Estado, porque produzimos mais do que consumimos, e devemos resolver os problemas da cadeia”, afirmou Igi, representando também a diretoria do Sindicato Rural de Campo Grande no Workshop.

Um dos fatores que dificultam a saída do leite produzido aqui, segundo os produtores e representantes da indústria, é o ICMS (o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), maior do que o de estados vizinhos. O valor cobrado em MS é de 12% e tira a competitividade do produto. Em relação a produção, o Estado que já esteve na 11° posição no país, ocupa agora a 15° colocação entre os que mais produzem. De acordo com os dados da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária), entre 1990 e 2000, o crescimento da produção no Estado foi muito inferior à média nacional. Enquanto o Brasil registrou um aumento de 118% na produção, e o Centro-Oeste, 158%, Mato Grosso do Sul elevou apenas 28%.