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Fronteira

Após assassinato de prefeito, estudantes temem por 'onda de crimes'

Desde o crime, a polícia abriu uma investigação para apurar as razões e os culpados pelo crime e chegou quatro suspeitos.

03 junho 2022 - 16h29Por G1/MS

Depois do atentado contra o prefeito de Pedro Juan Caballero, José Carlos Acevedo, de 53 anos, que morreu no último dia 21 de maio, após ser atingido por sete tiros, alunos de universidades da fronteira temem por segurança.

Estudante de Medicina há 5 anos em Pedro Juan, Maria Júlia, de 25 anos, que é do interior de Mato Grosso do Sul, diz viver tensão máxima nas últimas duas semanas.

"Agora escutamos tiros com muita frequência, desde que o prefeito morreu, há muitas conversas de novos atentados a família dele e as pessoas temem que se torne uma onda de crimes sem controle", disse a jovem.

Outro estudante que teve sua imagem preservada pela reportagem por segurança, também mora no município para estudar medicina e diz que pensa em dar um tempo em sua graduação enquanto o clima de tensão prevalece.

"Minha família está assustada, eles me ligam sem parar perguntando onde estou, com quem e se é um lugar que não corro risco, estamos apreensivos, eles acham que o melhor é eu dar um tempo enquanto a situação não é resolvida, enquanto investigam o atentado e eu vou fazer isso, vou voltar para minha cidade", disse.

 

Carro blindado em Ponta Porã   Foto: Ântonio Coca/ Reprodução

Carro blindado em Ponta Porã — Foto: Ântonio Coca/ Reprodução

Uma das instituições de ensino superior de Pedro Juan Caballero e, que conta com grande número de estudantes brasileiros, é a Universidade Central do Paraguai (UCP).

A universidade aponta que fornece apoio aos acadêmicos. "Temos um centro de apoio psicológico que presta assistência aos acadêmicos, dois profissionais ficam disponíveis 24 horas", apontou o porta-voz da instituição, Antonio Coca.

A UCP informa, entretanto, que na semana em que ocorreu o atentado que resultou na morte do prefeito de Pedro Juan Caballero, as atividades que estavam sendo realizadas foram interrompidas.

"Estávamos com dois eventos acontecendo, que foram paralisados quando ocorreu o assassinato do prefeito. Hoje Predo Juan, tem um efetivo maior de forças policiais, na frente da universidade, e em pontos importantes do município, e assim deve permanecer por semanas", esclareceu o porta-voz.

Segundo o secretário Municipal de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes, ações em conjuntas estão sendo realizadas para o fortalecimento da segurança de ambos os municípios, tanto do lado paraguaio quanto do lado brasileiro.

"A polícia paraguaia bem como o Ministério da Justiça e o Ministério do Interior das polícias, determinou o aumento da força de segurança em Pedro Juan Caballero. A Secretaria de Segurança Pública do nosso estado determinou a vinda de forças especiais para a fronteira, para fazerem um trabalho em conjunto", disse.

Desde o crime, a polícia abriu uma investigação para apurar as razões e os culpados pelo crime e chegou quatro suspeitos.