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Competição dá sobrevida à telefonia fixa no Brasil

14 março 2011 - 13h54Por Redação Douranews, com Folha.com

Muitos dizem que a telefonia fixa está morrendo. Nos Estados Unidos, o total de linhas em serviço diminui a cada ano. Aqui no Brasil, no entanto, o setor tem mostrado um crescimento modesto. A base de telefones fixos em serviço passou de 41,5 milhões em 2009 para 42 milhões no ano passado, segundo a consultoria Teleco.

Essa expansão pode ser creditada à competição. No fim do ano passado, 23,5% das 42 milhões de linhas eram de competidoras, como a Embratel e a GVT. As concessionárias, empresas dominantes em suas áreas, ficaram com 76,5%. Elas incluem as gigantes Telefônica e Oi, além da CTBC e da Sercomtel.

Desde 2002, a Oi perdeu 18,6% de suas linhas fixas, fechando o ano passado com 20,025 milhões. Na Telefônica, a queda nesse período foi de 9,7%, para 11,296 milhões. No ano passado, a concessionária de São Paulo conseguiu estancar a perda, ganhando 38 mil clientes. ?A Telefônica fez um esforço de marketing muito grande?, diz Eduardo Tude, presidente da consultoria.

A parceria entre a Net e a Embratel acumulava 7 milhões de assinantes no fim de 2010. No caso da Net, os combos (pacotes que unem telefone, internet e TV) impulsionaram a demanda. ? raticamente não existe demanda nova para telefones fixos?, diz Márcio Carvalho, diretor de Produtos e Serviços da Net. ?Os outros serviços têm uma importância grande? Principal concorrente da Oi e da Telefônica, a Net cobre cerca de 20% dos domicílios do País.

A GVT, outra grande competidora, ainda não tem TV paga. Ela planeja lançar o serviço ainda este ano. A empresa fechou o ano passado com 5,4% do mercado. ?Se pegarmos somente as cidades onde a GVT opera, temos 12%? diz Alcides Troller, vice-presidente de Marketing e Comunicação da operadora. ?Se levarmos em conta somente as áreas onde a GVT tem rede, não existem números oficiais, mas estimamos uma participação de 27% a 30%.?