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Eletrobrás estuda incorporar até quatro distribuidoras

22 março 2011 - 20h37Por Redação Douranews, com Agência Estado

O presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, disse nesta terça-feira que a companhia estuda incorporar de três a quatro distribuidoras de energia, que estariam em condições financeiras desfavoráveis. Ele não quis citar quais seriam estas concessionárias, mas afirmou que informações já têm sido "ventiladas no mercado".

No mercado, a mais comentada seria a distribuidora de Goiás, a Celg, que é controlada pelo governo estadual. Hoje, a Eletrobrás possui seis distribuidoras: em Roraima, Rondônia, Acre, Piauí, Alagoas e Amazonas. Ele descartou que alguma delas possa ser vendida neste ano.

Segundo o executivo, a estatal está em processo de saneamento das contas de distribuidoras já incorporadas pelo grupo. Novas unidades que poderiam ser incorporadas ainda não estão no orçamento previsto para 2011, que é de 9 bilhões de reais, ante 5,7 bilhões de reais investidos no ano passado.

Plano de negócios – Carvalho Neto afirmou que a empresa vai rever seu plano de negócios e estabelecer prazos mais longos. Até o final de abril, a companhia deverá divulgar seu programa para o período entre 2011 e 2020. Neste planejamento estarão incluídos cenários que contemplam a renovação dos contratos de concessão previstos para vencer em 2015.

"Estamos recebendo sinalizações de que a renovação realmente vai ocorrer, mas ainda não sabemos a que tarifas, privilegiando a modicidade tarifária. Por isso, vamos prever cenários com a tarifa atual, descontos de 10%, 15%, 20%", disse. Segundo o presidente da Eletrobrás, o plano prevê como prioridades diretrizes para assegurar a geração de energia para o Brasil nos próximos dez anos.

No tocante à energia nuclear, o executivo comentou que a estatal apenas mantém os planos para a conclusão da usina nuclear de Angra 3 e a construção de mais quatro unidades. "Sobre o futuro do programa nuclear brasileiro, será uma decisão que vai passar pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e pela presidente Dilma (Rousseff)", disse, ao ser indagado sobre eventuais mudanças que poderiam ser tomadas em decorrência do acidente nuclear no Japão. "O que vai acontecer é aumentar ainda mais o nível de segurança das usinas", afirmou.

Belo Monte e Complexo do Rio Madeira – A Eletrobrás está recebendo propostas de novas empresas interessadas em participar do consórcio da usina de Belo Monte. "Não será nenhum problema a substituição de empresas que saíram", afirmou Carvalho Neto.

Ele buscou minimizar a situação nas obras do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira, por conta dos violentos protestos de trabalhadores ocorridos nos últimos dias. Para o executivo, a situação na usina de Jirau "já está contornada" e as obras estão sendo retomadas gradativamente. O presidente da Eletrobrás afirmou que os cronogramas "serão mantidos dentro do possível". "Foi um problema pontual", afirmou.

O executivo acredita que haverá um atraso máximo de um mês para a entrega de cada obra em relação ao que seria antecipado. "Estamos dentro do cronograma, mas talvez não consigamos antecipar a venda da energia e geração de receita tanto quanto esperávamos", disse. Segundo ele, isso não deve comprometer o fluxo de caixa das companhias que compõem o consórcio.

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