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Investigação sobre queda de avião que matou Teori vira 'segredo'

23 janeiro 2017 - 18h16

O juiz da 1ª Vara Federal de Angra dos Reis, Raffaele Felice Pirro, decretou nesta segunda-feira (23) o sigilo das investigações sobre a queda do avião que levava o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki e outras quatro pessoas e que caiu em Paraty, no Sul-Fluminense, quinta-feira (19) passada. Nesta terça (24), o MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal vão ouvir testemunhas do acidente.

De acordo com o G1, o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), ligado à Aeronáutica, informou nesta segunda-feira que a caixa-preta do avião tem danos. No entanto, ela é dividida em duas partes e a que contém o gravador de voz é "altamente protegida".

A procuradora Cristina Nascimento de Melo, do Ministério Público Federal em Angra dos Reis, pediu à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) e ao comando da Aeronáutica documentos relativos à manutenção da aeronave e gravações de conversa entre piloto e torre de controle.

Além do ministro do STF, morreram no acidente o empresário Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, a massoterapeuta Maira Lidiane Panas Helatczuk, de 23 anos, e a mãe dela, Maria Ilda Panas, de 55 anos.

Parte dos investigadores que atua no caso do acidente em Paraty trabalhou nas apurações sobre a morte do ex-governador Eduardo Campos em um acidente aéreo ocorrido em Santos/SP em plena campanha presidencial de 2014. Na equipe da Polícia Federal que foi deslocada pelo caso há integrantes que atuaram no episódio de 2014, mas a composição não é exatamente a mesma.

Teori era relator da Lava-Jato no STF. Era ele quem homologava delações premiadas que envolvessem políticos com foro privilegiado, como ministros, deputados federais e senadores. As últimas delações que estavam sendo analisadas por ele eram de executivos da Odebrecht, segundo publica o jornal OGlobo.