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Polícia brasileira aciona Interpol para localizar Eike Batista

26 janeiro 2017 - 19h10

O empresário Eike Batista pagou US$ 16,5 milhões (cerca de R$ 52 milhões) em propina ao ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral por meio de um falso contrato, declararam à Justiça Federal dois operadores que fecharam acordo de delação premiada.

O empresário teve a prisão decretada na Operação Eficiência, novo desdobramento da Lava Jato no Rio, deflagrada na manhã desta quinta-feira (26). A Polícia Federal está em contato com a Interpol, a polícia internacional, para descobrir o paradeiro de Eike Batista. Segundo o delegado Tácio Muzzi, é possível que ele tenha embarcado para Nova York na última terça-feira (24). Caso não seja encontrado, será declarado foragido.

O advogado do empresário, Fernando Martins, confirma que ele está em Nova York e diz que negocia o retorno ao Brasil. "Ele está à disposição para esclarecer tudo."
Ao determinar a prisão preventiva de Eike Batista, o juiz Marcelo Bretas considerou que o empresário mentiu ao prestar depoimento ao MPF (Ministério Público Federal). Segundo o magistrado, isso reforça a tese do maior envolvimento do empresário com a organização criminosa comandada pelo ex-governador do Rio.

O grupo de Cabral é suspeito de ocultar no exterior aproximadamente U$ 100 milhões, cerca de R$ 340 milhões.

"O patrimônio dos membros da organização criminosa chefiada pelo senhor Sérgio Cabral é um oceano ainda não completamente mapeado. O limite é... Eu já diria que esses US$ 100 milhões é além do imaginável", afirmou procurador Leonardo Cardoso de Freitas, em entrevista para detalhar a operação.

A força-tarefa da Lava Jato diz que Eike é suspeito de pagar dinheiro em troca de facilitações para fechar contratos públicos no Rio. No entanto, não foi determinado qual era o objetivo específico do pagamento dos US$ 16,5 milhões. Segundo o procurador, no Brasil, a imputação do crime de corrupção não requer a identificação do "ato de ofício". Com informações do G1