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Presidente do INSS diz que aposentadoria aos 65 é debate mundial

11 dezembro 2016 - 12h01

Enquanto técnicos da equipe econômica se concentravam em elaborar uma proposta de reforma da Previdência, o presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Leonardo Gadelha, se preocupava em melhorar o atendimento aos segurados. E, para isso, tem investido em soluções digitais a fim de facilitar a vida dos trabalhadores. Até o fim do mês, será lançado o projeto ‘Meu INSS’ por meio do qual muitos dos serviços que hoje são ofertados, única e exclusivamente em caráter presencial, poderão ser consultados on-line.

Entrevistado pelo Correio Braziliense neste domingo (11), Gadelha diz que o sistema permitirá consulta do extrato das contribuições, emissão de carta de concessão, consulta da revisão do benefício, declaração de regularidade do contribuinte, possuirá uma ferramenta de busca da agência mais próxima e fará agendamento de serviços, ao mesmo tempo em que ressalta a necessidade da reforma da Previdência. Mesmo sem ter participado do processo de elaboração, rechaça a avaliação de que o INSS perdeu relevância ao deixar de opinar sobre as mudanças.

“Alguma reforma era absolutamente necessária. Acho que, no Brasil, o presidente Temer teve a coragem de iniciar essa discussão. Como a proposta passa pelo Congresso Nacional, esse é apenas o início de uma discussão. O Congresso é o foro adequado para fazer essa discussão, porque representa todos os estados e, em tese, toda a população brasileira”, comenta.

Sobre a tese da aposentadoria aos 65 anos de idade, diz que “é o que todos os países estão fazendo”. Convicto de que a idade mínima vai passar no Congresso, o presidente do INSS diz que “a sociedade amadureceu com esse debate, entende essa relação entre o aumento da expectativa de vida e a diminuição da taxa de natalidade, e que, em algum momento, a conta não vai fechar. Essa pauta brasileira é a pauta de praticamente todos os países do planeta hoje. Estão todos preocupados com a mudança demográfica abrupta”, avalia.