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Botafogo tem tradição em 'jogar água no chope' de favoritos

20 novembro 2016 - 12h34

Em São Paulo, só se fala em "jogo do título". Com quatro pontos de vantagem restando três rodadas, o Palmeiras está muito perto de faturar o Campeonato Brasileiro e tem a primeira chance neste domingo, às 16 horas (de MS), caso ganhe na Arena Palmeiras, e o Santos perca para o Cruzeiro no Mineirão, e ainda, o Flamengo no máximo empate com o Coritiba no Maracanã. Mas para isso acontecer falta combinar com o Botafogo, que na era dos pontos corridos tem um histórico de aprontar para cima dos campeões na reta final da Série A. Em 13 edições, o Alvinegro já atrapalhou a caminhada dos ganhadores em cinco oportunidades.

O Botafogo participou pela primeira vez do campeonato de pontos corridos em 2004, na sua segunda edição. A campanha não foi boa, brigou para fugir do rebaixamento e só conseguiu escapar no fim. Mas a maré ruim não o impediu de aprontar para cima do futuro campeão brasileiro daquele ano, o Santos. O Peixe liderava a competição com 44 pontos, um à frente do Palmeiras, quando visitou o Alvinegro carioca no Caio Martins, pela 25ª rodada. Mas foram os anfitriões, dirigidos por Paulo Bonamigo, que ganharam: 2 a 0, gols de João Carlos e Jorginho Paulista. Com o resultado, os santistas viram o Alviverde passar à sua frente com 46 pontos.

Confira a situação do Brasileirão

Um ano depois, o Botafogo terminou em nono lugar, enquanto o Corinthians foi o campeão de um campeonato manchado pelo episódio da "Máfia do Apito", que teve a anulação de partidas apitadas por Edilson Pereira de Carvalho com manipulação de resultados. Antes da polêmica, o Timão de Tévez liderava a competição com 39 pontos quando recebeu o Alvinegro carioca pela 23ª rodada em um Pacaembu lotado. Mas os visitantes, comandados por Acácio, fizeram jogo duro e buscaram o empate duas vezes no 3 a 3, com gols de Reinaldo, Ramon e Juca. Com o resultado, o então líder caiu para quarto lugar com 40 pontos e viu o Santos assumir a ponta.

Em 2007, o timaço do São Paulo de Rogério Ceni, Miranda, Hernanes & Cia. não deu chances para ninguém e faturou o título com cinco rodadas de antecedência. Já era campeão quando, com 76 pontos, recebeu o Botafogo, que terminou outra vez em nono, na penúltima rodada. Era para ser a festa no Morumbi para receber o troféu, só que o Alvinegro, então dirigido por Cuca, não deixou a celebração ser completa. Abriu 2 a 0 com gols de Lúcio Flávio e Juninho e calou o estádio. No fim, cedeu o empate, mas não permitiu a virada e a comemoração rival com vitória.

Três anos mais tarde, o Botafogo do técnico Joel Santana brigou por uma vaga na Libertadores, mas terminou em sexto lugar com 59 pontos, quatro atrás do G-4. Em meio à boa campanha, não deixou de atrapalhar o rival Fluminense, que até viria a conquistar o título no fim. Só que o Tricolor já queria assumir a liderança na 30ª rodada, bastava ganhar o clássico no Engenhão, hoje rebatizado de Estádio Nilton Santos. Porém, Jefferson virou um paredão e manteve o placar zerado. Com o resultado, o time das Laranjeiras ficou com 53 pontos e não conseguiu ultrapassar o Cruzeiro, com 54, àquela altura do campeonato.

Em 2011, o Corinthians viu o Botafogo virar seu algoz de novo. O Alvinegro também fez boa campanha, venceu até mesmo o líder fora de casa e brigou pela Libertadores, mas acabou em nono lugar com 56 pontos, quatro atrás do G-5. Na 29ª rodada, o time então comandado por Caio Júnior ignorou a pressão e mostrou sua força ao desbancar a equipe do técnico Tite, hoje na seleção brasileira. Placar de 2 a 0 com gols foram de Maicosuel e Loco Abreu, calando um Pacaembu abarrotado. Com o resultado, o Timão ainda conseguiu se manter na ponta da tabela, mas viu o Vasco empatar com os mesmos 51 pontos. Com reportagem do Globoesporte.com

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