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Campo Grande

Delegada e secretário falam sobre crimes praticados por 'justiceiro' na Capital

25 novembro 2016 - 21h02

Desde o mês de setembro, a Polícia Civil realiza investigações que desencadearam a operação “Danúbio Azul”, mobilizando todas as delegacias de Campo Grande. As informações referentes à ação foram divulgadas nesta sexta-feira (25), durante entrevista coletiva realizada na sede da Acadepol (a Academia da Polícia Civil), na Capital, com a presença do secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa. Segundo a Polícia Civil, o caso foi descoberto a partir da notícia da morte de uma pessoa, em que o comunicante relatou que o irmão estava desaparecido, além de várias outras pessoas da região do bairro Danúbio Azul. Após a denúncia, a polícia começou a averiguar a situação, por um adolescente.

De acordo com a delegada titular da Infância, Juventude e Idoso, Aline Sinnotti Lopes, a operação com objetivo de apurar os crimes de tráfico de drogas, exploração sexual de adolescentes, associação criminosa e outros, no Danúbio Azul, teve início no dia 10 de novembro, com a prisão de Luiz Alves Martins Filho, de 49 anos, conhecido como Nando, que confessou ter matado 12 pessoas. “O Nando acreditava que ele estava fazendo um favor ao bairro. Ele justifica seus atos dizendo que as vítimas eram bandidos, que praticavam furtos em residências, que algumas batiam em outras pessoas ou eram usuárias de drogas, enfim elas incomodavam o bairro”, relatou a delegada.

Ao ser questionada se o autor em algum momento demonstrou arrependimento, Aline Sinnotti Lopes respondeu que Nando só se arrepende de ter sido preso. Ao todo foram expedidos pela Polícia Civil durante a operação “Danúbio Livre” 17 mandados de prisão, sendo três em flagrante.

As investigações apontam como ‘cabeças’ da organização criminosa e que já estão presos Wagner Vieira Garcia, de 24 anos, Talita Regina de Souza, de 21 anos, que encomendou a morte de Lessandro, Michel Henrique Vilela Vieira, de 21 anos, sobrinho de Nando, além de Jean Marlon Dias Domingos, de 21 anos. O bando aliciava adolescentes e jovens dependentes químicos para vender droga e se prostituir. As vítimas desapareciam quando queriam deixar o grupo ou se desentendiam com algum integrante.

Conforme a delegada, ao todo foram 12 pessoas foram mortas pela associação criminosa, sendo quatro delas menores, e até o momento apenas sete corpos foram encontrados. “Foi indicado por um dos autores, que Nando sabia a localização exata dos corpos, apesar de alguns homicídios terem ocorrido há quatro anos. Também foi informado que ele visitava diariamente os locais, onde os corpos estavam enterrados para ficar admirando”, destacou a delegada, refletindo particularidades do caso.

O secretário José Carlos Barbosa enalteceu o empenho da Polícia Civil em esclarecer a série de crimes que chocou a população campograndense. “Não podemos deixar de parabenizar os delegados e policiais das delegacias responsáveis por essa operação, de forma especial a delegada Aline Lopes, que deu início às investigações para desmontar este esquema que chocou a todos. Isso demonstra que a nossa polícia é eficiente e trabalha muito quando os fatos chegam ao seu conhecimento para esclarecer os crimes”, destacou o secretário.

Em relação a elucidação de crimes, Mato Grosso do Sul é líder nacional, com taxa de mais de 70% nos municípios do interior e superior a 68% em Campo Grande, índice maior que países de primeiro mundo como os Estados Unidos e comparado aos índices do Reino Unido.

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