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Barbosinha diz que inação de governo anterior gerou aumento da criminalidade

20 janeiro 2017 - 17h35

O deputado licenciado e atual secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosinha, disse nesta sexta-feira (20), na entrega de novas viaturas para o Corpo de Bombeiros, em Dourados – uma delas, inclusive, fruto de emenda parlamentar em conjunto, dele e do deputado Zé Teixeira -, que as principais causas da criminalidade são os baixos investimentos feitos com educação, lazer e entretenimento. Da cerimônia participaram, ainda, a vice-governadora Rosi Modesto, no exercício do cargo por conta das férias do governador Reinaldo Azambuja, que foi recepcionada na cidade pela prefeita Délia Razuk (PR), durante visita às obras de implantação da escola Rita Silveira, onde vai funcionar o primeiro sistema de Tempo Integral em Dourados.

delia rosi

Prefeita Délia recepcionou a vice-governadora na escola Rita Siveira, da vila Roma

Em discurso na sede do Sub-grupamento de Bombeiros, o secretário disse que Mato Grosso do Sul possui uma população carcerária representada por 600 presos a cada 100  mil habitantes, o dobro da média nacional estimada em 300/100 mil, citando o fato de que apenas a PED (Penitenciária Estadual de Dourados) abriga 2500 presos num espaço construído para menos de 700. “Infelizmente, a inação do governo que saiu provocou essa situação, que hoje o presidente Temer está tentando resolver”, discursou.

Sobre a proposta de construção de dois novos presídios no Município, como parte do aporte de R$ 60 milhões pleiteados junto ao Ministério da Justiça, Barbosinha disse que esse é um assunto ainda em discussão com a comunidade. “Se Dourados não quiser, vamos levar para Campo Grande ou para alguma outra região, o que não podemos é permitir que continuem a existir dez presos em um espaço onde cabem cinco, gerando esse clima de instabilidade que a gente vê no País”.

Durante encontro com a prefeita Délia Razuk (PR), o deputado concordou que é preciso investir mais em educação, esporte, lazer e cultura. “Mas, o que eu faço com os presos?”, perguntou, admitindo que, realmente, para Dourados, não é agradável conviver com mais espaços prisionais, assim como para qualquer cidade. “O problema é que existe uma situação e ela precisa ser resolvida”. A prefeita do Município apelou, em discurso, para a vice-governadora Rosi Modesto, sugerindo, inclusive, a realização de Audiência Pública para resolver essa decisão.