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Funcionários e familiares de empresários executados protestam por Justiça

24 novembro 2016 - 17h17

“Queremos justiça, queremos trabalhar. Meu esposo era um homem trabalhador, honesto, direito. Foi tirada a vida como se fosse um cachorro, atirado pelas costas, sem nenhum direito de defesa”. Esse desabafo, feito aos prantos por Rosana Vieira Verão, de 40 anos, dimensiona o protesto encampado por funcionários e familiares dos quatro empresários de turismo assassinados em pouco mais de um ano em Dourados, distante 228 quilômetros de Campo Grande.

Na manhã desta quinta-feira (24), o grupo percorreu as ruas centrais da cidade com faixas e cartazes para cobrar Justiça. Em 14 meses, essa onda de crimes de pistolagem fez quatro vítimas fatais e a falta de respostas das autoridades assusta quem trabalha nesse ramo.  

Rosana é viúva de Osvaldo Francisco da Silva, morto no dia 15 de novembro com seis tiros de pistola quando chegava ao escritório de sua empresa, na Rua Toshinobu Katayama. Nesta manhã, ela acompanhou os demais manifestantes até a sede do MPE (Ministério Público Estadual), onde faixas com apelo por Justiça foram afixadas faixas nas grades. “Eram homens trabalhadores que deixaram filhos, família, desamparados. Queremos justiça, queremos trabalhar. Meu esposo era um homem trabalhador, honesto, direito. Foi tirada a vida como se fosse um cachorro, atirado pelas costas, sem nenhum direito de defesa. Queremos justiça por ele e por todos nós que estamos sofrendo por nossos entes queridos que se foram”, desabafou.

A onda de crimes começou no dia 24 de setembro de 2015, quando Toni Ednaldo dos Santos, de 40 anos, foi morto com seis tiros dentro da própria casa, no Jardim Água Boa. No dia 7 de outubro daquele mesmo ano, Alexander Oliveira Silva, 21 anos, foi assassinado com nove tiros na van que conduzia, no Parque Nova Dourados. E no dia 22 de fevereiro deste ano a vítima foi José Edilson de Moraes, de 40 anos, baleado diversas vezes ao chegar na residência em que morava, na Vila Industrial.

“Queremos providências das autoridades, segurança. A gente não tem mais sossego para trabalhar”, apelou Vanessa Marques, de 36 anos, prima de José Edilson de Morais e que trabalha na empresa que era dele. "Até agora nada de respostas, só suspeito, mas eles não têm como indiciar. Os quatro crimes foram de pistolagem e vai esperar mais quem? Queremos providências”. 

Osvanildo Joaquim da Silva, de 42 anos, pai de Alexander Oliveira Silva, a segunda vítima da onda de assassinatos, diz que até abandonou esse ramo de atuação empresarial por temer novos ataques. “Meu filho já fez um ano que foi assassinado e até agora nada. A sociedade quer resposta. Dessas quatro mortes, a dele foi a única que tem um vídeo que está até no youtube com os assassinos andando de moto. Queremos resposta principalmente do secretário de Segurança Pública, que é de Dourados. Que eles deem uma resposta. Como que vai trabalhar? Ninguém sabe o que está acontecendo. Hoje estou sofrendo eu, amanhã pode ser qualquer um”, lamenta. (Colaborou Adilson Domingos)

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