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Homenagem ao Guarda Municipal Roberto Aparecido Ramos

01 fevereiro 2017 - 14h27

Se por um instante Deus esquecesse de que somos apenas marionetes de pano no palco da vida, e nos presenteasse com um pouco mais de tempo ao lado das pessoas que amamos e que nos deixam de repente, possivelmente não diríamos tudo o que pensamos, mas, definitivamente, pensaríamos em tudo o que dissemos, fizemos e sentimos; assim, teríamos certeza que os momentos da história que realizamos juntos, foram muito mais grandiosos que pequenos. Algumas dores são difíceis de suportar, principalmente aquelas que são causadas pela perda de alguém que amamos de verdade, no meu caso, a morte repentina e prematura do meu marido, meu amor, meu “Gordo”, o Guarda Municipal, Roberto Aparecido Ramos. Atravessei momentos muito difíceis, com uma força que não veio só de mim, hoje, olhando para trás, vejo o quão presente e maravilhosa a minha família foi para mim e meus filhos, e que tudo pode ficar mais fácil quando temos ao nosso lado pessoas que nos apoiam de coração em momentos como esse.

A perda de um ente querido é a prova mais dolorosa que o espírito enfrenta. Como entender um fato que parece nos tirar o chão, minar nossas esperanças, diminuir nossas forças. É uma dor difícil de suportar. É um momento complicado e, no caso da minha família, cheio de emoções e sentimentos diversos. Todo adeus é doloroso, mas a despedida eterna a um pai é algo que provoca um sentimento inimaginável, e eu sei que os meus filhos estão passando por isso, e nada que eu disser poderá aliviar esta dor. Hoje apenas lhes peço que tenham força, que recordem tudo o que viveram, o pai maravilhoso que ele foi para vocês, os filhos maravilhosos que vocês foram para ele, e que seu pai teve uma vida plena e feliz.

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Ao meu sogro, meus cunhados e cunhadas, eu digo, com toda a certeza do mundo, o quanto ele os amava, respeitava e torcia por todos vocês. É impossível para mim imaginar o tamanho da dor que um pai sente ao perder um filho mas, se Deus, em sua sabedoria, deu para depois tirar, Ele terá razões que nós não compreendemos, mas devemos confiar e aceitar os seus desígnios. O senhor, senhor Joel Ramos, foi algo mais que um simples pai para o Roberto, o amor que ele sentia pelo senhor era enorme, era autêntico, era verdadeiro e todas as vezes que ele lhe dizia EU TE AMO PAI, era a mais pura e sincera verdade. Agarre-se ao orgulho do homem correto, íntegro e generoso que seu filho foi até depois da morte.

Dizem que as dificuldades selecionam os verdadeiros amigos, eu diria mais: são nos momentos difíceis que se revelam os verdadeiros anjos que estão ao nosso redor. Aos nossos amigos, aos amigos dele, aos companheiros de farda, aos amigos de infância, às pessoas desconhecidas para mim que fizeram questão de me procurar, me ligar, me abraçar e me dizer o quanto gostavam do Roberto o quanto lhes deviam e o quanto o admiravam, eu agradeço a força, o apoio, o incentivo e toda palavra de conforto que tiveram com minha família. Nos momentos difíceis que passamos, quaisquer palavras que eu quisesse dizer para agradecer à todos,perdiam o sentido diante da dor e das lágrimas, hoje, porem, consigo forças para expressar todo agradecimento que sinto pelas mais variadas pessoas, desde o corpo clínico da unidade de Terapia Intensiva do Hospital da Vida, pela presteza dos atendimentos, pela competência e segurança na escolha dos procedimentos, o Enfermeiro Superintendente Genivaldo Dias da Silva, por seu comprometimento e dedicação, até aos médicos e profissionais envolvidos na doação dos órgãos do meu marido, especialmente, ao Dr Antonio Pedro L. Bitencourt, que não mediu esforços, profissionalismo e humanidade ao nos acompanhar em todos os momentos, nos dando informações claras e precisas, em cada situação e em cada decisão a ser tomada.

Não poderia deixar de agradecer a solidariedade a gentileza e as homenagens de todos os policiais, representados pelo comandante da Guarda Municipal de Dourados, o Sub Inspetor Silvio Reginaldo P. Costa e pelo Diretor Operacional Tércio Antonio O. Carvalho. porque, apesar do momento tão difícil para nós, não podemos deixar de reconhecer o apoio, a ajuda e as manifestações de pesar e carinho que recebemos desses profissionais. Somos gratos pela solidariedade. Muito obrigado pelas palavras e ações que, nos momentos de profunda dor, abrandaram as nossas almas com serenidade e consolo.

Nos momentos mais difíceis que passamos, eles estavam lá..... Os AMIGOS, os mais gentis, presentes e desconhecidos AMIGOS, demonstrando um enorme e profundo sentimento de solidariedade, carinho e compaixão. À todos vocês, os meus mais sinceros agradecimentos, disponham sempre da nossa amizade. Sabemos que o nosso “GORDO” está com Deus.... que Ele nos dê sabedoria para entender seus propósitos em nossas vidas.

Adeus meu amor... Meu Gordo...

Da sua “pequena” Maria Nilma Silva Ramos.