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Prefeita propõe Audiência Pública para discutir novos presídios em Dourados

20 janeiro 2017 - 20h32

Depois de se posicionar claramente contra a construção de novos presídios em Dourados, a prefeita Délia Razuk (PR) propôs ao secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, José Carlos Barbosa, com quem se encontrou na manhã de sexta-feira (20), que seja realizada uma Audiência Pública no sentido de ouvir a opinião da comunidade sobre esse programa do Governo.

“A superlotação no presídio de Dourados se dá porque a maioria deles [os presos] não são nossos”, discursou a prefeita na solenidade de entrega de novas viaturas para o Corpo de Bombeiros, onde também estavam a vice-governadora Rosi Modesto e o secretário Barbosinha, além do deputado estadual Zé Teixeira e vários vereadores, entre outras autoridades.

Délia fez um apelo para a governadora em exercício no sentido de desenvolver projetos, como a construção de mais escolas para a ressocialização desses internos quando eles retornarem para a sociedade. “Não somos contra a construção de presídios e, sim, em como ele vai ser feito, por isso acredito em um diálogo com a sociedade e proponho que esse debate seja feito em uma audiência pública com toda a sociedade”, disse a prefeita.

Depois de conversa rápida com o secretario estadual e deputado licenciado, a prefeita ouviu de José Carlos Barbosa que o assunto ainda não está definido. “Fizemos uma indicação, porque é assim que deve ser, quando se pleiteia os recursos para obras”, e é necessário indicar onde o dinheiro vai ser aplicado. No caso de Dourados, ele lembrou que é onde o sistema penitenciário apresenta maior complexidade.

“Todos nós concordamos, não tenho dúvida nenhuma, que as causas primárias da violência são a falta de investimentos na educação, saúde, lazer, esporte, cultura, isso todos nós sabemos. Mas, os governos falharam, alguém falhou, quando alguém pratica o crime, quem falhou não foi a segurança pública. Primeiro foi a família, depois a escola, a igreja e a sociedade como um todo, agora nós temos um problema instalado, nós temos crimes sendo cometidos e temos presos, e o que eu faço com o preso?”, questionou o secretário em discurso.