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Economia

Dólar volta a subir depois de se aproximar de R$ 3,50 e Banco Central intervém

11 novembro 2016 - 18h01

O dólar opera em alta, chegando a encostar em R$ 3,50 nesta sexta-feira (11), com a continuidade do nervosismo com o governo do presidente eleito nos Estados Unidos, Donald Trump, levando investidores estrangeiros a retirarem recursos aplicados em países emergentes, como o Brasil, segundo a agência Reuters. Esse movimento de saída de capital pressiona a valorização do dólar em relação ao real.

Às 13h19, a moeda norte-americana subia 3,22%, vendida a R$ 3,4695.

A moeda chegou a bater R$ 3,4976 na máxima do dia, com alta acima de 4%, segundo a Reuters. A última vez que a moeda fechou acima de R$ 3,49 foi em 3 de junho, a R$ 3,5243.

O BC vendeu nesta manhã a oferta integral de swap tradicional, equivalente à venda futura de dólares, mas com pouco efeito sobre as cotações do dólar, depois de passar meses apenas oferecendo swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares.

Acompanhe a cotação do longo do dia:

Às 9h09, alta de 2,56%, a R$ 3,4476
Às 9h19, alta de 3,38%, a R$ 3,475
Às 9h29, alta de 3,6%, a R$ 3,4826
Às 9h39, alta de 3,37%, a R$ 3,4747
Às 9h59, alta de 2,58%, a R$ 3,4484
Às 10h39, alta de 2,36%, a R$ 3,441
Às 10h49, alta de 1,59%, a R$ 3,415
Às 10h59, alta de 1,37%, a R$ 3,4075
Às 11h49, alta de 1,98%, a R$ 3,428
Às 12h20, alta de 2,03%, a R$ 3,4297


Efeito Trump

A vitória de Trump na corrida à Casa Branca tem deixado os mercados financeiros globais temerosos, diante de suas posições mais radicais e imprevisibilidade. A preocupação é de que sua política econômica seja inflacionária e, assim, obrigaria o Federal Reserve, banco central norte-americano, a elevar os juros na maior economia do mundo, com potencial para atrair recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, motivando, assim, uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real.

Por isso, o dólar tinha novamente um dia de altas expressivas sobre outras moedas, como o peso mexicano.

Trump fez um discurso na quarta-feira considerado conciliador após sua vitória, diferentemente do estilo agressivo adotado em toda a sua campanha, o que reduziu um pouco o temor nos mercados financeiros.

Apesar disso, os investidores devem permanecer estressados até ter conhecimento do que de fato o presidente eleito vai conseguir colocar em prática das propostas radicais que anunciou em sua campanha, destaca a Reuters.

BC volta a intervir

Diante desse cenário, o mercado acabou dando de ombros para o anúncio do Banco Central de que fará leilão de até 15 mil contratos de swap tradicional, equivalente à venda futura de dólares, depois de sete meses.

Com a forte turbulência no mercado cambial no Brasil, o BC voltou a anunciar leilões de swaps tradicionais, depois de passar meses apenas oferecendo swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares. Ambas as modalidades têm o objetivo de evitar oscilações bruscas da moeda, como fortes altas e baixas.

O BC informou na véspera que começaria a rolagem dos swaps tradicionais que vencem em 1º de dezembro, que totalizam 6,490 bilhões de dólares. Segundo o BC, caso a rolagem seja integral, o estoque de swaps tradicionais será mantido em 24,106 bilhões de dólares.

A tensão entre os operadores era grande neste pregão, com alguns achando que o dólar poderia até mesmo ir a R$ 3,60 no curto prazo.

"Se o lote integral (de swaps tradicionais) for vendido e a moeda continuar nos atuais níveis, acho que o dólar pode ir a R$ 3,60 já na segunda-feira", comentou o operador da mesa de renda fixa e derivativos da corretora Mirae, Olavo Souza.

Alta de 4,73% na véspera

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 4,73%, vendida a R$ 3,3614 – na maior alta diária de fechamento desde 22 de outubro de 2008, quando subiu quase 6%. Tratou-se também do maior patamar de fechamento desde 7 de julho, quando o dólar encerrou a sessão vendido a R$ 3,3659.