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Economia

Endividamento das famílias recua para 64,8% em março

22 março 2011 - 15h45Por Redação Douranews, com Agência Estado

O número de famílias endividadas recuou de fevereiro para março. A conclusão é da Confederação Nacional do Comércio (CNC), que divulgou nesta terça-feira, 22, a pesquisa "Endividamento e Inadimplência do Consumidor", que ouviu 17.800 consumidores em todo o País. De acordo com a CNC, o porcentual de famílias entrevistadas para a análise que se classificam como endividadas passou de 65,3% para 64,8% de fevereiro para março. No entanto, o porcentual de famílias endividadas este ano foi maior do que o apurado em março de 2010 (63%).

Segundo a CNC, o comprometimento da renda com gastos extras no início de ano conduziu a uma elevação no nível de endividamento das famílias nos primeiros dois meses de 2011. Ainda segundo a mesma pesquisa, manteve-se estável em 23,4% o porcentual de famílias endividadas que informaram estar com débitos em atraso, de fevereiro para março - sendo que este porcentual foi menor do que o registrado para igual resposta em março do ano passado (27,3%).

Porém, segundo a CNC, subiu de 7,7% para 8,4% o porcentual de famílias endividadas entrevistadas que informaram não ter condições de pagar seus débitos, de fevereiro para março. Para a confederação, isso pode ter sido influenciado pelo atual mercado de crédito, que continua a apresentar apresentando condições menos favoráveis, em termos de taxas de juros maiores e prazos mais curtos. Entretanto, o porcentual de famílias sem condições de pagar suas dívidas em março deste ano menor do que o apurado, para a mesma resposta em março do ano passado (8,7%).

Do total de famílias endividadas entrevistadas, 71,6% apontaram o cartão de crédito como modalidade principal de débito, seguido por carnês (21,9%); e financiamento de carro (10,6%).

Consumo

A intenção de consumo das famílias brasileiras desacelerou em março. É o que mostra a Confederação Nacional do Comércio (CNC) na pesquisa "Intenção de Consumo das Famílias", elaborada a partir de 18.000 questionários apurados em todo o País. Segundo a CNC, o indicador de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), calculado a partir das respostas dos entrevistados, caiu 1,7% em março ante fevereiro - após mostrar queda de 1,8% no mês passado ante mês anterior.

Na comparação março de 2010, o ICF ainda é positivo, com alta de 0,9%. Embora a taxa seja superior a de fevereiro deste ano (0,7%), na comparação com igual mês do ano anterior, a CNC informou que as taxas de elevação de fevereiro e de março do ICF são muito mais baixas do que a apurada para o indicador em janeiro de 2011, quando subiu 2,8% na comparação com janeiro de 2010. Para a entidade, estes dados reforçam a ideia de uma tendência de desaceleração no consumo das famílias brasileiras em março.

Segundo a confederação, as respostas foram influenciadas por uma piora, em março, nas avaliações das famílias brasileiras quanto a emprego e renda. De acordo com a entidade, o indicador de emprego atual, que mede a satisfação do brasileiro com o mercado de trabalho, caiu 2,2% em março ante fevereiro; e mostrou queda de 0,3% na comparação com março de 2010, em março deste ano. Já o indicador de renda atual, calculado a partir das respostas sobre a análise do consumidor quanto a sua renda, no momento, mostrou quedas de 1,3% em março ante fevereiro; e de 0,8% na comparação com março do ano passado.

Já o indicador que mede o interesse atual de compras de duráveis das famílias mostrou queda de 6,9% em março ante fevereiro; e recuo de 0,5% na comparação com março de 2010, em março deste ano. Para a CNC, a piora neste quesito é originada da menor oferta e da diminuição de prazo nas modalidades de crédito no mercado este ano, em relação ao ano passado.