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Economia

Mercado prevê pra 2017 déficit de R$ 148,36 bilhões acima da meta

12 janeiro 2017 - 13h57Por G1

O mercado financeiro continua prevendo que o governo federal não vai atingir a meta fiscal fixada para 2017, de déficit primário de R$ 139 bilhões. No mais novo levantamento feito pelo Ministério da Fazenda e divulgado nesta quinta-feira (12) dentro do chamado "Prisma Fiscal", os economistas estimam que o déficit (despesas maiores que receitas) será de R$ 148,36 bilhões.

Entretanto, o mercado reduziu a diferença entre o que o governo arrecadará e o que gastará em 2017. Na pesquisa anterior, divulgada em dezembro, a previsão era que o déficit chegaria a R$ 151,74 bilhões.

A melhora ocorre porque, apesar de estimar uma queda na arrecadação federal, de R$ 1,356 trilhão para R$ 1,345 trilhão, o mercado prevê uma alta de R$ 425 milhões na receita liquida do governo central e uma queda na despesa total, de R$ 1,315 trilhão, na pesquisa anterior, para R$ 1,312 trilhão, na nova.

A pesquisa aponta que o governo central, composto pela União, Previdência e pelo Banco Central, deverá registrar um déficit primário de quase R$ 10 bilhões a mais do que o fixado. O déficit primário não inclui as despesas do governo com o pagamento dos juros da dívida.

Para melhorar a arrecadação de 2017 e garantir o cumprimento da meta fiscal, o governo anunciou apoio a uma nova rodada da chamada "repatriação", programa que oferece vantagens para que contribuintes brasileiros regularizem bens mantidos no exterior e que não estão declarados à Receita.

O projeto que autoriza a nova rodada já foi aprovado no Senado e aguarda votação na Câmara dos Deputados.

Para 2018, o mercado financeiro, na pesquisa conduzida pelo Ministério da Fazenda, estimou que o déficit primário do governo central deverá somar R$ 125,93 bilhões, contra a previsão anterior de R$ 123,99 bilhões.

Ajuste
Para melhorar as contas públicas, o governo anunciou uma série de medidas, entre elas uma emenda à Constituição que cria um teto para o aumento dos gastos públicos, com validade por 20 anos.

A PEC do teto de gastos já foi promulgada e prevê que, a partir de agora, a despesa de um ano não pode crescer acima da inflação dos 12 meses anteriores, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O teto deverá ser cumprido pela União, o Legislativo, o Tribunal de Contas da União, o Judiciário, o Ministério Público, e a Defensoria Pública da União.

Para os gastos com saúde e educação, a correção pela inflação começará em 2018.

Para tentar melhorar as contas no médio prazo, e o humor dos investidores, o governo também já divulgou o texto da PEC da reforma da Previdência, que propõe estabelecer a idade mínima de 65 anos, para homens e mulheres, para ter direito à aposentadoria pela INSS.