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Educação

“Investir em universidade gera crescimento na economia”, diz presidente da Abruem

11 novembro 2016 - 17h30

“A presença de universidades no interior de um Estado, como é o caso da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul (UEMS), são fundamentais para que os Estados tenham um desenvolvimento harmonioso – tanto na capital, como no interior. E neste sentido o fortalecimento da Universidade é decisivo para isto”, ressaltou o presidente da Associação Brasileira de Universidade Estaduais e Municipais, Aldo Nelson Bona, durante o seminário Diálogos Republicanos, no Tribunal de Contas do Estado, em Campo Grande, nesta quinta-feira (10).

O presidente da Abruem destacou em sua fala que o investimento em ciência e tecnologia e na criação de universidades está ligado a geração do crescimento e do desenvolvimento da economia, baseado em um estudo realizado nos Estados Unidos e na Inglaterra, em 1500 regiões próximas a locais onde se criaram universidades, de 78 países.

“O aumento de 1% no número de universidades é associado ao aumento de 0,7% no PIB per capita. O efeito acontece em nível nacional como também nas regiões em cada país. Na média, o estudo conclui, que dobrado o número de universidades permite relacionar o PIB per capita entre 4% e 5% no médio e longo prazo. O que representa uma vinculação direta da existência da universidade com o crescimento de desenvolvimento econômico”, enfatizou.

Segundo ele, a pesquisa não encontrou causalidade reversa, ou seja, o crescimento acontece em apenas um sentido: o investimento em ciência e tecnologia e na criação de universidades gerando crescimento e desenvolvimento da economia.

“Quando o estudante sai da sua região para buscar uma formação superior num grande centro, o percentual que retorna é muito pequeno. Por isto é importante a Universidade no interior, ela promove a formação de lideranças, atrai investimentos, exerce efeito dinamizador na economia local, faz retornar para a região parte dos impostos recolhidos, gera todo um ambiente de crescimento e investimentos com a movimentação dos recursos financeiros tanto direta, quanto indiretamente”, enfatizou Aldo Nelson Bona.

De acordo com o reitor da UEMS, Fábio Edir dos Santos Costa, uma recente pesquisa desenvolvida pela Instituição, ouvindo 1050 egressos, a cada 10 profissionais formados pela Universidade, oito permanecem em Mato Grosso do Sul atualmente atuando em suas áreas de formação. “Os números mostram que 82% dos profissionais formados pela UEMS continuam trabalhando no Estado até hoje e 73% trabalham na microrregião onde se formaram, levando desenvolvimento. E conseguimos mostrar isto não só pela melhoria do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) dos municípios, mas também pela renda destes profissionais nas regiões em que eles estão presentes, ou seja, é o desenvolvimento por meio da educação”, disse o reitor.