Menu
Buscarquarta, 17 de abril de 2024
(67) 99913-8196
Dourados
18°C
Educação

Paralisação na educação foi de quase 100% em Dourados, diz Simted

17 março 2011 - 20h33Por Redação Douranews, com Assessoria
A mobilização dos educadores de Dourados chegou à quase 100% na paralisação da última quarta (16). Hoje o Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação – Simted de Dourados fechou os números oficiais e foi constatado que 43 escolas municipais não funcionaram, bem como 30 Centros de Educação Infantil Municipais– Ceims, o que equivale à 98% dos estabelecimentos de ensino mantidos pela prefeitura.

Já naqueles mantidos pelo Estado foram 21 escolas em que os educadores não trabalharam para pedir melhorias no atendimento à comunidade e melhorias profissionais, o que representa 95% das escolas.
O presidente do Simted, José Carlos Brumatti, avaliou o movimento como muito positivo. “Além da adesão de quase a totalidade das escolas e Ceim’s, pudemos perceber que os educadores(as) estão com uma visão mais ampla sobre as necessidades que existem na educação. Isso está fazendo com que os pais, mães e toda sociedade também percebam essas necessidades e nos apóiem, dessa forma, as nossas reivindicações ganham força junto ao poder público, para que possamos conquistar melhorias para o processo de ensino e aprendizagem”, disse o presidente.
Vem mais por aí
Caso não aconteça um avanço nas negociações entre os Governos e os educadores, em abril há a possibilidade de uma nova paralisação também no dia 16, mas isso ainda está sendo avaliado.
Em maio a paralisação será no dia 11 e desta vez abrangerá todo o Brasil em defesa da implantação do piso salarial nacional e pela aprovação do Plano Nacional da Educação, conforme os interesses dos educadores e da educação. Além dessas duas datas, não estão descartadas novas paralisações por questões mais específicas, nem na rede estadual nem na municipal.
Políticas falhas
Brumatti avalia ainda que as políticas municipais e estaduais de valorização do servidor tem que melhorar muito, tanto no que se trata da questão salarial quanto as questões de condições de trabalho e de qualidade de ensino. “Não existem políticas educacionais para as escolas públicas voltadas para a construção social e valorização do ser humano. As crianças são vistas pelos governantes como um 'número' que é contado e que se gasta com ele. Os educadores são vistos como causadores de despesas, que têm que apresentar resultados de acordo com indicativos utilizados como parâmetros, mas que não são vistos como pessoas que precisam de uma série de apoio e de necessidades para desempenharem a ação de educar com qualidade", avalia o presidente.