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Educação

Unigran discute sexualidade e Gênero na Educação Infantil

21 março 2011 - 10h53Por Redação Douranews, com Assessoria

Evento visa a debater temas da área do educador e oferecer formação continuada para os profissionais que atuam em ambientes educacionais

Na noite da última quinta-feira, aconteceu a abertura do Círculo de Palestras da Organização Mundial para Educação Pré-Escolar (Omep). A partir desse evento, cada mês terá uma nova discussão ofertada a profissionais, acadêmicos e à sociedade.

Sobre a importância do Círculo de Palestras, a pró-reitora de Ensino e Extensão da UNIGRAN e presidente da Omep Dourados, apontou que é a de “contribuir com a formação dos professores e, com isso, melhorar o atendimento das crianças nos espaços da educação infantil”.

A abertura do Círculo ocorreu com a palestra “Gênero, Sexualidade e Infância: descobrindo e redescobrindo significados”, que foi ministrada pela professora Miria Izabel Campos e mediada pela professora Giana Amaral Lamin.

No início do evento, a mediadora falou da relevância do tema. “Aspectos culturais vem determinando, sutilmente ou de forma explícita, as questões de gênero”. Segundo ela, é preciso atuar “identificando, questionando e sabendo como agir quando observamos situações que influenciam ou mesmo que determinam comportamentos estereotipados em relação ao que é ser menino ou menina”, diz Giana.

Michelle Cristine Vieira, 34 anos, é professora de educação infantil da rede privada de ensino de Dourados e diz que a temática e a interferência dela em sua prática a motivaram a vir assistir à palestra. “O tema, adorei, é atual. Algumas coisas na sala a gente percebe, então ajuda no processo, porque essa é uma questão relacionada à cultura e as famílias estão mudando”, aponta a professora, mencionando a importância de obter informações sobre a temática.

Pesquisa

O tema que a professora Miria Izabel Campos abordou na palestra é referente à sua dissertação de mestrado. “Estudei as memórias de professoras da educação infantil de Dourados quanto ao gênero e sexualidade. O que a gente constatou foi que aquelas percepções que elas tiveram na infância ainda permanecem no trabalho delas, no dia a dia delas”, aponta a pesquisadora, que complementa: “porque isso acontece? Porque passaram pela pedagogia e não tiveram oportunidade, passaram pelo espaço de formação continuada e não tiveram oportunidade de discutir, o que está faltando é exatamente esse trabalho, de trazer esse assunto para que realmente venha a ser discutido”.

Miria apontou ainda que se sentiu realizada com o espaço que a Omep e a UNIGRAN lhe proporcionaram. “Momentos como esses são importantíssimos, imprescindíveis para a educação que se pretende transformadora, democrática, igualitária; a educação prescinde desses momentos”, finalizou.