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30 anos depois, críticas de Elis ao mercado permanecem atuais

25 novembro 2016 - 10h40

Nos últimos anos de vida, Elis Regina cultivou, entre outras angústias, a insatisfação com o que havia se tornado a indústria musical. Na última entrevista, concedida dias antes de morrer ao programa “Jogo da Verdade”, da TV Cultura, criticou a prepotência disfarçada de marketing das gravadoras, a falta de preocupação com a criatividade e o “círculo dos elefantinhos”, onde um segura o rabo do outro e nada se renova. Para a cantora, os cifrões estavam ganhando a briga contra a qualidade.

As queixas são retratadas em “Elis”, cinebiografia que estreiou nesta quinta-feira (24), e ainda fazem sentido mais de 30 anos depois. Na opinião do diretor Hugo Prata, o cenário é hoje ainda pior. “[O mercado] está ainda mais orientado pela grana. É pesquisa, o que está vendendo mais, não a qualidade”, diz ao G1. “As que ocupam o lugar de estrelas hoje são meninas com pouquíssima profundidade”.

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Se surgisse em 2016, Elis ganharia “de lavada” das vozes que dominam o pop atual, brinca Andreia Horta, responsável por reviver a cantora no cinema. “Estaria fácil para ela. Se, naquela época, com grandes cantoras, ela se tornou a maior...”
“O discurso artístico de Elis ainda é surpreendentemente presente, os momentos do filme em que ela fala sobre as condições de trabalho e a maneira como o mercado está organizado para tratar o artista... São questões muito atuais”, acrescenta Andreia ao portal G1.