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Evento em Bonito apresenta o sabor e valor dos frutos de Mato Grosso do Sul

08 novembro 2016 - 18h10

A gastronomia como valorização da cultura e do turismo do estado. Esta é a principal proposta do Cata Guavira: uma viagem gastronômica, lançado na segunda-feira (08) no espaço Dedê Cesco, em Campo Grande. O evento, que tem o apoio da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul, marca as atividades que serão realizadas dias 25, 26 e 27 de novembro, em Bonito.

Criadora do Cata Guavira, que já está na terceira edição, a chef Letícia Krause conta que o tema do evento em 2016 é a importância da gastronomia no turismo. “Teremos várias palestras sobre isso, como Gastronomia e Patrimônio Cultural, Além das fronteiras, pois a gente entende que o turista conhece muito de um lugar através da gastronomia local”, ressalta.

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Além de palestras sobre gastronomia e turismo, o Cata Guavira promoverá oficinas para adultos e crianças promovidas pelo movimento Slow Food, apresentação de comidinhas a preços populares na Praça da Liberdade durante o Festival da Guavira, além de reunir grandes chefs, cozinheiros, produtores, empreendedores e visitantes para experimentar menus especiais e conhecer a relevância cultural e econômica da gastronomia sul-mato-grossense, brasileira e latino-americana.

Guavira

Esta fruta silvestre do cerrado faz parte da memória afetiva da maioria dos sul-mato-grossenses. Ela vai da cor verde ao amarelo e amadurece muito rapidamente, o que faz da colheita um momento muito esperado. Rica em vitamina C e adocicada, a guavira tornou-se muito mais do que somente aquela frutinha refrescante para ser apreciada no início do verão, mas também um ingrediente requintado para pratos principais e sobremesas, principalmente na região turística de Bonito – Serra da Bodoquena.

Um dos ingredientes que serão utilizados nas receitas durante o Cata Guavira 2016 é o pó feito da casca e da semente da fruta, uma especiaria desenvolvida pelo morador de Jardim, Almiro Kelm. “Além de ser um tempero, essa especiaria é também um complexo vitamínico. Fui no laboratório do Senai e eles fizeram a avaliação nutricional”, comenta orgulhoso.

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Segundo o chef Paulo Machado, as culturas mais antigas do mundo valorizam muito a sua culinária. “Estudei gastronomia em outros países e percebi que cada lugar tem seu cheiro, seu sabor e fiquei pensando que nós temos isso também. Nós, chefs regionais, somos os responsáveis por mostrar ao restante do país e do mundo aquilo que temos de bom. A guavira é um desses ingredientes e, entendendo isso, começamos a dar o devido valor para as especiarias locais que pessoas de fora vem conhecer”, finaliza.

Acesse www.cata.eco.br para saber mais sobre o movimento Cata Guavira.

Débora Bordin – Assessoria de Comunicação da Fundtur/MS.