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Godói deixa hospital 12 dias após ser baleado e já fala em apitar showbol

26 fevereiro 2011 - 17h06Por Redação Douranews, com UOL Esportes

O ex-árbitro de futebol Oscar Roberto de Godói recebeu alta e deixou o Hospital das Clínicas em São Paulo na manhã deste sábado. Ele aparentou bom estado de saúde e chegou a conceder uma pequena coletiva de imprensa durante a sua saída.

Animado, Godói disse que vai começar uma série de exercícios de fisioterapia já visando o retorno aos campos de showbol, modalidade em que atua como árbitro em partidas que contam com ex-jogadores e veteranos.

“No dia 19 já tem a primeira rodada do Campeonato Paulista [de showbol], e espero participar”, declarou Godói à rádio Jovem Pan enquanto deixava o hospital.

Há 12 dias, o comentarista levou três tiros depois de deixar seu apartamento na rua Diana, em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Ele seguia para um jantar na casa do empresário Francisco Monteiro, o Todé. Os policiais aguardavam  a alta de Godói para que ele colaborasse em um retrato falado feito em computação gráfica.

Ainda com uma das balas alojadas na região cervical, Godói se disse disposto: “Está tudo em paz, vou continuar levando minha vida normal. Fisicamente não posso extrapolar, tenho uma regra de exercícios passada pela fisioterapia, mas a evolução foi muito boa. Se tudo continuar dessa maneira, acho que entro num ritmo normal em pouco tempo”.

Segundo o ex-árbitro, o episódio serviu para que ele aprendesse uma lição: “É uma experiência que fortalece a gente e une muito a família, embora não precisasse ter que passar por isso”. Godói elogiou muito o hospital e disse que “ainda dá para acreditar no sistema público de saúde”.

Godói ainda reiterou que não reagiu durante o assalto: "Ele pediu a chave do carro, eu disse que estava no bolso de trás da calça. Quando eu fui mostrar ele me deu um tiro. Aí, eu fui segurar a arma e levei mais três".

Ele aproveitou ainda para deixar um sermão: "O que fica de alerta é que independente disso a gente tem que combater o criminoso. A população tem que se levantar contra a inércia dos parlamentares".