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Após oito adiamentos, nave Discovery deve partir hoje para sua última missão

24 fevereiro 2011 - 15h32Por Redação Douranews, com Reuters

Se tudo ocorrer como o planejado, a nave Discovery parte nesta quinta-feira (24), às 18h50 (horário de Brasília), para sua última missão. O ônibus espacial, o mais antigo e o mais usado pela Nasa (agência espacial dos EUA), vai ser aposentado após a viagem à ISS (Estação Espacial Internacional).

A Nasa iniciou a contagem regressiva e tudo aponta para que, finalmente, após, oito adiamentos, a Discovery parta para cumprir uma missão de 11 na ISS. A agência calcula que o dia estará ensolarado e que haverá apenas 20% de chances de que o clima atrapalhe o lançamento.

O objetivo é levar o módulo de carga multifuncional Leonardo, projetado para ser anexado de forma permanente à estação, facilitando a realização de experimentos científicos.

O Discovery também levará em seu compartimento de carga o Robonaut 2, o primeiro robô humanoide enviado ao espaço, que será hóspede permanente do complexo e ajudará os astronautas em suas tarefas.

O lançamento, inicialmente previsto para 1º de novembro do ano passado, foi adiado primeiro por um vazamento de hidrogênio, depois por uma falha elétrica e, mais tarde, por fendas que foram detectadas no tanque de combustível externo. O adiamento do lançamento da Discovery obrigou a atrasar também o último voo do Endeavour, previsto agora para 19 de abril. Além disso, a Nasa decidiu realizar uma viagem extra do Atlantis (que já tinha sido aposentado) em 28 de junho.

O Discovery cumpriu sua primeira missão em 1984. O ônibus espacial já percorreu 230 milhões de km em 352 dias no espaço, um recorde para esse tipo de Nave.

Apesar de protestos de especialistas, os ônibus espaciais norte-americanos serão aposentados por questões de orçamento, custos e segurança – em 2003, um acidente com a nave Columbia, que se desintegrou ao entrar na atmosfera da Terra, matou sete astronautas. Em 1986, a Challenger explodiu logo após o lançamento, também matando sete pessoas.

Mas o governo do país ainda não conseguiu definir um programa para a substituição dessas naves – uma das alternativas deve ser o incentivo para que empresas privadas se encarreguem de desenvolver veículos para missões espaciais.

Depois do fim dessas naves, os EUA vão depender das russas Soyuz para levar seus astronautas à estação espacial até que um lançador americano fique pronto, algo que não deve acontecer até 2015.