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Mobilização de tropas líbias preocupam líderes mundiais

01 março 2011 - 17h51Por Redação Douranews, com Reuters

O líder líbio, Muammar Gaddafi, mobilizou forças de segurança para a fronteira oeste nesta terça-feira, contrapondo-se à pressão econômica e militar do Ocidente e elevando o temor de que uma das revoltas mais sangrentas no mundo árabe possa se tornar ainda mais violenta.

Aumenta a suspeita de que Gaddafi, que está no poder há quatro décadas, não vá ceder ao grande número de forças agora unidas contra ele.

Em Moscou, uma fonte do Kremlin sugeriu que Gaddafi deveria renunciar, qualificando-o como "um cadáver político vivo, que não tem lugar no mundo civilizado moderno", segundo a agência de notícias russa Interfax.

Mas Gaddafi parece alheio a toda a pressão externa e interna.

"Todo o meu povo me ama. Eles morreriam para me proteger", disse Gaddafi em entrevista na segunda-feira à rede norte-americana ABC e à britânica BBC, minimizando a extensão da revolta contra seu governo e o fato de ele ter perdido o controle do leste da Líbia.

Pouco menos de 12 horas depois de os EUA anunciarem o envio de navios de guerra e forças aéreas para perto da fronteira da Líbia, as forças de Gaddafi reforçaram sua presença na remota localidade de Dehiba, na fronteira com a Tunísia, nesta terça-feira, e decoraram o posto de passagem com as bandeiras verdes do país.

Repórteres que estão no lado tunisiano viram veículos do Exército da Líbia e soldados armados com fuzis Kalashnikov. No dia anterior, não havia presença militar líbia nesse posto fronteiriço.

Também no oeste líbio, moradores disseram que forças pró-Gaddafi se mobilizaram para reafirmar o controle de Nalut, a cerca de 60 quilômetros da fronteira com a Tunísia, e impedir que ela caia em poder dos rebeldes.