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Rússia proíbe venda de armas ao regime de Muammar Gaddafi

10 março 2011 - 12h15Por Redação Douranews, com Reuters

O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, decretou a proibição da exportação de armas para o regime do líder líbio, Muammar Gaddafi, informou o Kremlin nesta quinta-feira.

O decreto do presidente russo assinala que fica proibida a "venda, o fornecimento e a transferência" de armas à Líbia, seja diretamente da Rússia ou de fora de seu território.

A proibição corresponde a todo tipo de armas e equipamentos militares, incluindo peças de reposição, e foi adotada, como assinala o decreto, em cumprimento da resolução do Conselho de Segurança da ONU que em 26 de fevereiro impôs sanções ao regime de Gaddafi.

Além disso, a disposição presidencial inclui a revisão nos portos e nos terminais aéreos da Rússia de todas as cargas com destino à Líbia que apresentarem indícios de estarem desrespeitando a proibição.

Segundo alguns analistas, a Rússia, que é um dos principais fornecedores de armas da Líbia, pode deixar de receber até US$ 4 bilhões no caso de um embargo prolongado sobre o fornecimento de material bélico a Trípoli.

ARTICULAÇÕES

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a União Europeia começam nesta quinta-feira dois dias de intensas conversações sobre a crise líbia, com discussões focadas na possibilidade de impor uma zona de exclusão aérea sobre o país do norte da África. As reuniões ocorrerão um dia após o regime do ditador Muammar Gaddafi ter mandado emissários para encontros no Cairo, com líderes do Egito, para Bruxelas e Portugal.

A quarta-feira também foi de intenso confronto e bombardeios perto de Ras Lanuf, no leste do país controlado por rebeldes, resultado em instalações de petróleo em chamas e danos ainda maiores a uma já afetada economia petrolífera líbia. Em Zawiyah, relatos indicavam que, após terem perdido o centro da cidade para forças pró-Gaddafi, rebeldes retomaram o controle.

O Pentágono afirmou que está preparando uma "gama completa" de opções militares para a Líbia, incluindo uma zona de exclusão aérea, e que esses planos serão discutidos por ministros da defesa da Otan em uma reunião nesta quinta-feira em Bruxelas.