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União Européia exige saída de ditador da Líbia

11 março 2011 - 22h38Por Redação Douranews, com R7 Notícias

Líderes dos 27 países membros da União Européia (UE) pediram nesta sexta-feira (11), durante uma reunião em Bruxelas, que o líder líbio, Muammar Gaddafi, deixe o poder.

Na reunião, o bloco europeu discutiu uma abordagem em comum à crise política e humana na Líbia, onde as forças pró-Gaddafi têm enfrentado rebeldes que pedem a saída do líder e controlam boa parte do leste do país.

Durante o encontro, os líderes disseram considerar o Conselho Nacional formado por rebeldes como legítimo representante do povo líbio, embora não tenham oferecido ao órgão reconhecimento formal, como fez a França.

Os governantes europeus também indicaram que nenhuma das opções para frear a violência na Líbia estão descartadas, mas que qualquer intervenção militar teria que ter o endosso de países árabes e das Nações Unidas.

Para o presidente da Comissão Européia (órgão executivo da UE), José Manuel Durão Barroso, o ditador tem que sair.

- No que diz respeito à Líbia, o problema tem um nome, Gaddafi. Ele tem que deixar o cargo.

Segundo ele, a UE vai "explorar todas as possibilidades para que isto aconteça, respeitando as leis internacionais e também trabalhando em cooperação com nossos aliados e parceiros na região".

Alemanha e França

A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que "precisa ser totalmente claro que alguém que faz uma guerra contra seu próprio povo não é parceiro em negociações com a União Europeia. Portanto, exigimos a renúncia imediata de Gaddafi".

Merkel acrescentou que o bloco precisa garantir que a mensagem enviada à Líbia seja unificada, pois uma divisão apenas beneficiaria Gaddafi.

A França pediu que os outros países do bloco sigam seu exemplo e reconheçam formalmente a liderança rebelde como governo legítimo do país, mas, até o momento, não conseguiu mais apoio para sua proposta.

O premiê holandês, Mark Rutte, descreveu o reconhecimento formal por parte da França como uma "medida maluca", que contradiz a prática diplomática.

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, afirmou que os europeus "se sairiam melhor se eles conversassem sobre as medidas que querem aplicar durante a reunião, e não no dia anterior".

Confrontos

A reunião da UE ocorre em meio a mais confrontos na Líbia, enquanto soldados leais a Gaddafi avançam rumo ao leste do país.

As forças pró governo continuariam enfrentando resistência de rebeldes na região da cidade de Ras Lanuf, um importante pólo petrolífero.

Os rebeldes informaram que as forças do governo entraram na cidade com barcos e em tanques para ter o controle total da área. Segundo informações, muitos ficaram feridos e os rebeldes, em carros e caminhões, se retiraram.

A cidade de Zawiya, a 50 km a oeste de Trípoli, também teria sido retomada pelo governo depois de um intenso bombardeio.

A agência de notícias Reuters também afirmou que houve ataques aéreos de Gaddafi na cidade de Uqaylah.

Em Benghazi, principal bastião dos rebeldes no leste líbio, ocorreram grandes protestos depois das orações de sexta-feira, exigindo a renúncia de Gaddafi. Segundo o correspondente da BBC na cidade Pascale Harter, multidões usando as cores da antiga bandeira da Líbia foram para as ruas.