Campo Grande

Policial penal oferece R$ 30 para jovem tirar a roupa

Vítima relatou que abusador intermediou pedido de emprego com esposa

6 MAR 2026 • POR Redação Douranews • 08h24
Desculpa do policial penal para a esposa após assédio - Reprodução

Um policial penal de 39 anos foi denunciado por importunação sexual contra uma jovem de 21 anos, em Campo Grande. O caso foi registrado na noite desta quinta-feira (5) e será investigado pela Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) da Capital.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima fez uma entrevista de emprego em um salão de beleza da esposa do policial. O servidor público — que recebe salário de R$ 5,8 mil conforme o Portal da Transparência — atuava como responsável financeiro do estabelecimento e fazia as entrevistas com as mulheres para trabalhar no salão.

A jovem relatou que foi chamada no final de 2025 para uma entrevista, mas, como o processo estava demorando resolveu entrar em contato com o policial penal para saber o resultado da entrevista; então, ela foi informada de que não deu certo.

Contudo, o policial mudou o comportamento e o conteúdo da conversa via WhatsApp. Ele começou a enviar mensagens — algumas de cunho sexual — e apagá-las. Inclusive, um dos números utilizados por ele seria funcional, segundo o relato.

Em uma das ocasiões, o policial penal, fardado e em horário de serviço, fez uma chamada de vídeo se masturbando. E ainda ofereceu R$ 30 para que a jovem tirasse parte da roupa, conforme conta o site midiamax. 

“Ele falava: ‘Vai logo, vai logo, mostra o p* para mim, se você mostrar, vou mandar R$ 30’. Ele falou assim: ‘Você está na sua casa? Quero ir à sua casa, quanto você cobra para fazer completo?’ Isso, ele acelerando, que era para ele voltar para o expediente dele”, relatou a jovem.

Depois, pressionado pela jovem que denunciou o marido para a esposa  no salão, o policial penal teria admitido o erro... "estava sem transar há dias", justificou, concordando que não deveria ter chegado ao extremo.

Durante o registro do boletim de ocorrência na Deam, a vítima afirmou que não teve nenhum tipo de envolvimento com o policial, nem mesmo vínculo afetivo. O contato foi apenas para questões profissionais.