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Juiz não autoriza prisão preventiva em desvio de milhões

SIG continua investigando amplitude do golpe em clínica de olhos

8 MAR 2026 • POR Redação Douranews • 18h55
Polícia chega na residência de envolvido em operação - Reprodução

O delegado Dermeval Neto pediu, mas a prisão preventiva do principal suspeito por desvios de recursos que ultrapassam R$ 6 milhões de uma clínica de olhos em Dourados foi indeferido pelo Juízo da Comarca. A Polícia não divulgou nomes de envolvidos na operação. O juiz da Vara Criminal autorizou apenas as medidas de busca e apreensão e o sequestro de bens, incluindo pelo menos três imóveis adquiridos com o dinheiro ilícito em residenciais de luxo na cidade.

Ex-funcionário de o Hospital de Olhos em Dourados, de onde teria sido demitido no ano passado,  homem foi alvo da Operação Ponto Cego, deflagrada pela Polícia Civil na sexta-feira (6). A operação foi conduzida pelo SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados. Agentes estiveram na residência do acusado, localizada no Jardim Água Boa, onde foram apreendidos bens e documentos para análise da investigação.

De acordo com as investigações que vem sendo chefiadas por Demerval, o acusado vivia um estilo de vida incompatível com o padrão semellhante a profissionais do mesmo porte. Uma recente viagem internacional do homem com a família e o investimento feito pela mulher dele, proprietária de uma loja de locação de peças de vestuário, na estrutura do empreendimento, também vinham sendo monitoradas pelos investigadores do SIG.

Mesmo com o pedido de prisão indeferido, o administrador é suspeito nos crimes de furto, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. A esposa dele também pode ser implicada porque pode ter ter se utilizado dos rendimentos fáceis do homem para lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia apurou até agora, o suspeito foi demitido da clínica de olhos onde trabalhava no final do ano passado após uma auditoria externa constatar os desvios.

O site midiamax repercute reportagem do jornalista Vnicios Araújo com a informação de que a perícia contratada pela direção do hospital detectou que recursos foram transferidos às contas pessoais do então administrador da unidade. Com o dinheiro desviado, o acusado adquiriu terrenos de alto padrão em condomínios de luxo da cidade.

A operação do SIG conseguiu o sequestro dos imóveis e ainda apreendeu uma arma de fogo, um notebook, aparelhos celulares e outros bens eletrônicos, avaliados em R$ 200 mil. A Polícia apura ainda a existência de outros bens em nome do investigado e da esposa, além do envolvimento de mais pessoas no esquema.