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Geraldo Resende se filia ao União Brasil

Deputado apagas as luzes do PSDB no Estado

1 ABR 2026 • POR Redação Douranews, com Assessoria • 15h00
Geraldo Resende confirma filiação ao União Brasil - Divulgação

Geraldo se filia ao União Brasil e reforça compromissos com Mato Grosso do Sul

Após décadas de militância no PSDB, deputado federal ingressa na nova sigla em ato realizado nesta manhã, em Campo Grande, e destaca melhores condições para ampliar resultados em favor da população

O deputado federal Geraldo Resende ingressou oficialmente, nesta terça-feira (31) no União Brasil, desligando-se do PSDB, partido do qual foi um dos fundadores e onde militou por mais de três décadas, sendo inclusive integrante do diretório nacional. O ato formal aconteceu com a presença da presidente estadual do partido, ex-deputada Rose Modesto e da filha do parlamentar, a advogada Bárbara Resende.

No ato de filiação ao União Brasil, o deputado afirmou que a decisão foi tomada com serenidade, responsabilidade e profundo respeito à história da agremiação que ajudou a fundar, mas levando em conta a nova realidade política no Estado. 

De acordo com Geraldo Resende, a mudança partidária foi tomada após análise do cenário político-eleitoral no Estado. Ele avaliou que o novo contexto demandava uma decisão responsável, com foco na viabilidade eleitoral e na continuidade do mandato. 

A reconfiguração recente do PSDB sul-mato-grossense, segundo ele, especialmente com a saída de integrantes da bancada federal, comprometeu a formação de uma nominata competitiva para as eleições.

“Hoje, as regras eleitorais exigem chapas fortes. Sem isso, qualquer projeto político fica fragilizado, independentemente da história ou do trabalho realizado”, destacou.

Geraldo ressaltou que chegou a assumir o compromisso de permanecer na sigla, mas avaliou que o cenário atual exigia uma decisão estratégica. 

Ao se despedir do PSDB, Geraldo Resende fez questão de destacar o legado da legenda, construída por lideranças como Mário Covas, Franco Montoro e Fernando Henrique Cardoso. 

O parlamentar lembrou conquistas históricas como o Plano Real, a Lei de Responsabilidade Fiscal, a consolidação de políticas sociais como o Bolsa Família e avanços importantes na área da saúde, como a política de medicamentos genéricos.

“Não se trata de romper com uma história, mas de garantir condições reais para continuar trabalhando e entregando resultados à população”, afirmou. “No União Brasil, teremos condições de montar uma chapa competitiva, havendo a possibilidade de eleição de três e até quatro deputados federais”, salientou.

'Apagando as luzes'

O primeiro a deixar o PSDB, ainda antes do período de troca-troca para as eleições de 2026, foi o ex-governador Reinaldo Azambuja, em 2024, no compromisso firmado com o ex-presidente Jair Bolsonaro, de que teria a legenda assegurada para disputar o Senado nas eleições deste ano. 

A partir daí, o próprio Reinaldo passou a coptar tucanos de vários municípios e a comandar um processo de 'arrumação partidária', justificada como preparação do projeto de reeleição do atual governador Eduardo Riedel. "Essa é a principal prioridade nossa", define o ex-governador.

Agora, depois que os outros dois deputados da legenda, Dagoberto Nogueira [foi para o PP com Riedel] e Beto Pereira [assumiu o comando do Republicanos e levou junto o vice-governador Barbosinha], restava Geraldo Resende. Nessa última decisão tomada, o trio de ex-tucanos permanece em partido alinhados ao projeto de reeleição do atual governador.