Novo ministro indígena visita aldeias de Dourados
Eloy Terena cobra esforço conjunto para cuidar da epidemia
O ministro Eloy Terena, que assumiu no começo da semana o comando do Ministério dos Povos Originários, em substituição a Sônia Guajajara, reralizou nesta sexta-feira (3) a primeira agenda oficial com visita às aldeias Jaguapiru e Bororó e a pacientes internados com Chikungunya no HU (Hospital Universitário) de Dourados.
Ele aproveitou para confirmar a contratação de 50 agentes de combate às endemias, sendo que 20 começam a atuar imediatamente e outros 30 ainda passarão por capacitação, em caráter emergencial, exclusivamente para atacar os casos da epidemia que começou pela Reserva Indígrna e se alastra pela área urbana de Dourados.
A presidente da Funai, quer acompanhou o ministro na visita, Lúcia Alberta, disse também que foram autorizadas as obras de ampliação, perfuração de poços e instalação de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, conforme apresentado pelo governo do Estado em janeiro, no valor de R$ 48,7 milhões, que estava pendente de liberação de recursos por questões burocráticas em Brasília.
O governo federal também anunciou para Dourados, conforme o pacote de medidas detalhado pelo novo ministro, a liberação de recursos da ordem de R$ 900 mil para ações de vigilância, assistência e controle da chikungunya, com repasse direto ao município para execução imediata na limpeza interna das aldeias.
“O dinheiro já está na conta tanto do governo do estado quanto do município de Dourados”, disse, ao defender medidas como a melhoria na coleta de lixo. “É importante que o município também recolha os resíduos sólidos das comunidades indígenas”. Eloy reforçou que a realidade da reserva exige integração com a cidade: “Não tem como a gente ficar olhando para ela como os indígenas lá e nós aqui”, disse em entrevista ao Campo Grande News. O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional também autorizou R$ 1,3 milhão para ações de socorro e assistência humanitária.