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PED integra projeto nacional de Segurança Máxima

Programa de ações faz 'limpa geral' na unidade de Dourados

15 JUN 2026 • POR Redação Douranews • 10h29
Programa de açoes da Senappen fica esta semana na PED - Divulgação

A PED (Penitenciária Estadual de Dourados) integra, a partir desta segunda-feira (15), o mutirão de ações do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.  A unidade foi um 138 estabelecimentos selecionados por estudos de inteligência penal para implementação do Projeto Padrão Segurança Máxima da Senappen, a Secretaria Nacional de Políticas Penais.

As ações mobilizam servidores da Força Penal Nacional (FPN), coordenada pela Polícia Penal Federal (PPF), equipes especializadas da Diretoria de Inteligência Penal da Senappen e da Gerência de Inteligência do Mato Grosso do Sul e 50 policiais penais do Estado, além do Cope, o Comando de Operações Penitenciárias de Mato Grosso do Sul. A atuação integrada reúne inteligência, tecnologia e apoio operacional especializado em unidades prisionais de alta complexidade. Atualmente, a PED custodia aproximadamente 2.800 pessoas privadas de liberdade.

Situada em uma das regiões mais estratégicas do país para o enfrentamento ao crime organizado, a unidade passou a concentrar ações integradas do Projeto Padrão Segurança Máxima através das operações MUTE e Modo Avião. Helicóptero sobrevoou a PED durante o início dos trabalhos.

Com a Operação MUTE, a equipe realiza revistas estruturadas para busca de aparelhos celulares e materiais ilícitos do ambiente prisional, enquanto  com a Operação Modo Avião há o emprego de tecnologia especializada para identificação de sinais de telefonia móvel, fortalecendo a capacidade de monitoramento e contribuindo para a interrupção de comunicações criminosas originadas no interior das unidades prisionais.

Utensílios pessoais dos internos passam por rastreador

Durante a ação também foi utilizado georradar, equipamento capaz de identificar estruturas subterrâneas sem a necessidade de escavações ou intervenções físicas no terreno. A ferramenta permite localizar possíveis túneis, galerias, cavidades e outras alterações estruturais que possam representar riscos à segurança da unidade prisional.

A PED também integra o Projeto Padrão Segurança Máxima, iniciativa da SENAPPEN que prevê investimentos em equipamentos, tecnologia e qualificação profissional. A unidade deverá receber equipamentos como aparelhos de raio X, scanners corporais (body scan) e viaturas especializadas, ampliando a capacidade de fiscalização, controle de acessos e segurança institucional.

Para o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, a atuação simultânea das diferentes frentes do Programa Brasil Contra o Crime Organizado demonstra a estratégia adotada pelo Governo Federal para enfrentar as organizações criminosas. "Estamos levando para as unidades prisionais estratégicas aquilo que há de mais moderno em tecnologia, inteligência e procedimentos operacionais. O enfrentamento ao crime organizado exige integração permanente entre União e estados. Quando fortalecemos o controle prisional, interrompemos fluxos de comunicação criminosa, reduzimos a capacidade de articulação dessas organizações e ampliamos a proteção da sociedade."

Segundo o diretor-presidente da Agepen no Estado, Rodrigo Rossi Maiorchini, as ações demonstram a relevância da unidade o enfrentamento às organizações criminosas. "Essa ação conjunta fortalece os nossos protocolos, amplia as capacidades operacionais das equipes e contribui para elevar os padrões de segurança da unidade. Um  esforço que beneficia diretamente a sociedade e reforça a presença do Estado no combate ao crime organizado."

O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o emprego da Força Penal Nacional em unidades prisionais de Mato Grosso do Sul pelo período inicial de 90 dias. A atuação é coordenada pela Polícia Penal Federal e reúne policiais penais de diferentes unidades da Federação, promovendo a integração de experiências e boas práticas desenvolvidas pelos sistemas penitenciários estaduais e federal.

Atualmente, a missão conta com policiais penais federais e estaduais mobilizados, oriundos dos estados do Acre, Bahia, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Roraima, São Paulo e Sergipe, que atuam em conjunto com a Polícia Penal Federal e os policiais penais de Mato Grosso do Sul.