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Incineração de produtos apreendidos preserva Saúde Pública

Ação inédita foi realizada em Dourados no fim de semana

22 JUN 2026 • POR Com Assessoria • 07h56
Mais de 20 mil pordutos apreendidos foram incinerados - Victor Arguelho

A SES (Secretaria estadual de Saúde) de Mato Grosso do Sul) realizou, por meio da CVISA (Coordenadoria de Vigilância Sanitária Estadual), a incineração de aproximadamente uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização conduzidas em todo o Estado.

A ação, considerada uma das maiores já realizadas no país para destruição desse tipo de produto, ocorreu sexta-feira (19) na empresa de incineração San Cristo, em Dourados e deu destinação final a medicamentos emagrecedores análogos de GLP-1, canetas emagrecedoras, peptídeos utilizados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, sem comprovação de procedência e sem registro ou regularização junto à Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

O transporte do material de Campo Grande até Dourados contou com escolta da PRF (Polícia Rodoviária Federal), que também atuou em parceria durante toda a operação, contribuindo para a segurança e integridade da carga até a sua destruição definitiva.

Mais de R$ 15 milhões

Os itens destruídos foram retirados de circulação em ações permanentes de fiscalização realizadas pela Vigilância Sanitária Estadual em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul.

Somente neste ano, as operações resultaram na apreensão de mais de 20 mil produtos irregulares, entre medicamentos e substâncias comercializadas clandestinamente. O valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 15 milhões.

De acordo com o gerente da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, a incineração representa a etapa final de um trabalho contínuo de fiscalização e proteção da saúde pública.

“A destruição desses produtos demonstra que medicamentos apreendidos em ações sanitárias não retornam ao mercado. É uma medida que garante segurança à população e reforça o compromisso da Vigilância Sanitária no combate ao comércio ilegal de produtos que podem causar sérios danos à saúde”.

Segundo Pirolo, o volume de apreensões alcançado nos últimos meses demonstra a dimensão do mercado clandestino que atua à margem da legislação sanitária.

“Em poucos meses de operação, alcançamos um volume de apreensões sem precedentes. Trata-se de um trabalho permanente de fiscalização, que busca interromper a circulação de produtos sem qualquer garantia de qualidade, procedência ou segurança para a população”.

Riscos à saúde

Grande parte dos produtos apreendidos era comercializado por meios não autorizados, como redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais, sem qualquer garantia de procedência, armazenamento adequado ou controle sanitário.

Diretor-executivo da Abrafarma (Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias), Serafim Branco Neto alerta que a expansão das vendas por canais não regularizados aumenta significativamente os riscos para os consumidores.

“Nossa principal preocupação são os canais não regularizados, onde muitas vezes não é possível identificar a origem do produto nem verificar as condições adequadas de transporte e armazenamento. Garantir a rastreabilidade desses medicamentos é fundamental para oferecer mais segurança e transparência ao consumidor”.